Coordenador-geral da campanha de Adib Elias acusa Velomar Rios de “terrorismo eleitoral”
03 setembro 2026 às 18h51

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Após o rompimento entre o prefeito de Catalão Velomar Rios (MDB) e Adib Elias (MDB), Cairo Roberto dos Santos Batista, coordenador-geral da campanha de Adib Elias, disse em entrevista ao Jornal Opção que servidores comissionados da Prefeitura de Catalão estariam sofrendo pressão política para apoiar o candidato escolhido pelo prefeito e classifica a situação como uma espécie de “terrorismo eleitoral”.
Segundo Cairo, muitos dos servidores que atualmente ocupam cargos comissionados na administração municipal têm ligação histórica com o grupo político de Adib Elias. Na avaliação dele, o rompimento teria provocado uma disputa interna pela manutenção desses espaços. “Hoje existe um terrorismo dentro da gestão dele”, destacou Cairo.
O dirigente acusa Velomar de utilizar a estrutura administrativa para pressionar servidores a aderirem ao projeto eleitoral defendido pelo prefeito. “Ele está usando o poder da caneta para poder fazer uma espécie de terrorismo eleitoral”, declarou. Segundo Cairo, a pressão estaria relacionada principalmente à decisão de Velomar de apoiar Jamil Calife (PP) para a disputa eleitoral, enquanto Adib decidiu lançar sua própria candidatura.
A acusação mais grave apresentada na entrevista diz respeito a supostas demissões motivadas por posicionamento político. Cairo frisa que servidores que não teriam condições de apoiar o candidato escolhido pelo prefeito estariam sendo retirados dos cargos. “Aquelas que abertamente declaram que não têm condição de apoiar o Jamil estão sendo demitidas sumariamente da prefeitura”, afirmou.
Cairo ainda ampliou a acusação ao dizer que as dispensas ocorrem com frequência. “Praticamente todos os dias alguém é demitido lá”, declarou. As afirmações são de responsabilidade do entrevistado e, nesta entrevista, não foram apresentadas provas documentais que comprovem que as eventuais demissões tenham ocorrido exclusivamente por razões eleitorais.

Disputa pelo controle do grupo
Na avaliação de Cairo, a questão dos cargos públicos seria apenas uma parte de uma disputa maior pelo controle político de Catalão. “O Adib é o líder e o Velomar hoje quer ser o líder. Quer tomar o espaço político do Adib usando o cargo de prefeito”, avalia. Para ele, o rompimento teria como pano de fundo a tentativa de Velomar de construir uma estrutura política própria para as próximas eleições municipais.
Cairo também afirma que o atual cenário deve ser analisado sob a perspectiva da eleição de 2028. Segundo ele, o prefeito estaria preocupado com a possibilidade de enfrentar Adib em uma futura disputa pela Prefeitura. “O grande medo do Velomar hoje é justamente esse. É que ele tenha que enfrentar o Adib em 2028”, declarou.
O dirigente ressalta que o poder financeiro da Prefeitura seria atualmente um dos principais instrumentos de sustentação do grupo de Velomar. “Se você tirar os contracheques, vai esvaziar totalmente o grupo político do prefeito”, provocou. Para Cairo, entretanto, essa influência seria circunstancial e poderia perder força conforme a disputa eleitoral avançasse.
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