Chefe da autoridade eleitoral do Peru renuncia após crise na apuração dos votos
22 abril 2026 às 07h31

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O chefe da autoridade eleitoral do Peru, Piero Corvetto, renunciou ao cargo nesta terça-feira, 21, em meio à crescente crise provocada pelos atrasos na apuração das eleições gerais realizadas em 12 de abril. Corvetto, que presidia a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), anunciou a decisão por meio de uma carta publicada nas redes sociais. Ele vinha sendo pressionado por setores políticos, empresários e parlamentares, que cobravam respostas diante da lentidão na divulgação dos resultados.
A contagem oficial praticamente não avançava desde a última sexta-feira, enquanto milhares de cédulas contestadas seguiam em revisão por inconsistências, erros formais ou falta de informações nas atas eleitorais.
Apesar das acusações de fraude levantadas por alguns candidatos, observadores internacionais da União Europeia afirmaram não ter encontrado indícios de irregularidades no processo. O próprio Corvetto reconheceu falhas logísticas, mas negou qualquer manipulação dos votos.
Com quase 94% das urnas apuradas, a conservadora Keiko Fujimori liderava a disputa com cerca de 17% dos votos válidos. A briga pela segunda vaga no segundo turno seguia indefinida entre o congressista de esquerda Roberto Sánchez e o ultraconservador Rafael López Aliaga, separados por uma diferença mínima.
Segundo o Júri Nacional de Eleições (JNE), o resultado final deve ser anunciado até 15 de maio. O segundo turno está previsto para junho.
A renúncia aprofunda a instabilidade política no Peru, país que enfrenta anos seguidos de crises institucionais e sucessivas trocas de governo.
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