O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta segunda-feira, 16, que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente explicações, no prazo de 24 horas, sobre uma arma de fogo de sua propriedade, uma pistola Glock calibre 9 mm, apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal.

Segundo as informações do processo, a arma foi apreendida por volta das 23h30 do dia 15, em um bloqueio policial no Pistão Norte, dentro de um Honda Civic conduzido por um homem que se identificou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O motorista afirmou aos policiais que a pistola pertencia ao ex-presidente, assim como o carregador sobressalente encontrado junto ao armamento.

O condutor foi levado à delegacia, onde declarou que havia recebido a arma em razão de um problema mecânico e que transportava o equipamento para realizar um reparo, com previsão de devolução no dia seguinte.

Na decisão, Alexandre de Moraes solicita que a defesa esclareça os motivos pelos quais Bolsonaro mantinha uma arma de fogo em sua residência, acompanhada de carregador sobressalente. O ministro também questiona por que, faltando poucos dias para o encerramento do período de 90 dias de prisão domiciliar, o ex-presidente teria solicitado o conserto do armamento.

Além disso, Moraes determinou que o tenente-coronel Allenson Nascimento, responsável pela fiscalização das medidas de segurança relacionadas ao regime domiciliar humanitário, informe se os procedimentos de revista dos veículos que entram e saem da residência de Bolsonaro estão sendo cumpridos integralmente.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Caso o regime de prisão domiciliar seja revogado ou encerrado, ele deverá retornar ao local onde cumpria pena anteriormente, o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

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