Na manhã desta sexta-feira, 8, cinco pessoas foram presas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), suspeitas de integrar uma organização criminosa que promovia fraudes financeiras milionárias. As ações ocorreram no âmbito da Operação Vitruvio.

Em Goiás, a prisão de um indivíduo aconteceu no município de Águas Lindas, no Entorno de Brasília. Também foram cumpridas outras quatro medidas nas cidades de Ceilândia, Taguatinga, Guará e Vicente Pires. Os envolvidos corresponderam a uma mulher, de 37 anos, e quatro homens com idades entre 29 e 39 anos. Além dos mandados de prisão cumpridos, outros 12 mandados de busca e apreensão foram desempenhados nos mesmos municípios.

Segundo o delegado Rafael Catunda, da PCDF, os esquemas funcionavam pela criação de comprovantes de renda e residência falsos para abrir contas bancárias. Em seguida, participavam de consórcios de veículos vinculados a outros participantes com as cartas de crédito obtidas dos empréstimos. “O esquema possuía um diferencial sofisticado: ele se autoalimentava.”

Os participantes do esquema, segundo Catunda, integravam um núcleo familiar sólido formado por duas irmãs e os antigos e atuais companheiros. A partir disso, eles contratavam uma pessoa de baixa renda com o nome limpo para funcionar como “laranja” dos esquemas. Essas pessoas ganhavam uma comissão por participarem, sendo contabilizadas mais de 100 pessoas envolvidas, com idades entre 20 e 60 anos.

Nas buscas, foram apreendidos veículos e armas de fogo adquiridos com o golpe pela corporação. A Justiça ainda bloqueou mais de R$ 11 milhões de contas bancárias vinculadas aos participantes.

Os líderes e integrantes responderão pelos crimes de estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas somadas que podem ultrapassar 20 anos de reclusão, segundo a corporação.

Como o nome dos envolvidos não foi divulgado, o Jornal Opção não conseguiu entrar em contato com as defesas.

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