Operação apreende mais de 25 mil cigarros eletrônicos e 107 mil maços de cigarro contrabandeados
24 junho 2026 às 16h01

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Uma operação realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em parceria com a Receita Federal apreendeu mais de 25 mil cigarros eletrônicos e 107 mil maços de cigarros convencionais contrabandeados. A ação, denominada Rede de Fumaça, foi deflagrada nesta semana com o objetivo de combater a comercialização irregular de produtos derivados do tabaco no país.
Segundo a Anvisa, os dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos popularmente como vapes, têm comercialização proibida no Brasil. A agência destaca que a operação busca reduzir a oferta desses produtos no mercado e proteger a saúde da população, especialmente dos jovens.
“A preocupação é especialmente elevada em relação ao público jovem, que tem sido apontado como o principal alvo de fabricantes, importadores e distribuidores desse tipo de produto”, informou a Anvisa em nota.
O órgão também reforçou que a venda, importação e distribuição dos cigarros eletrônicos são proibidas pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 855/2024. Para a agência, os dispositivos representam riscos à saúde e podem estimular a iniciação ao consumo de produtos derivados do tabaco.
Uso de vapes cresce entre jovens
Apesar da proibição, pesquisas apontam avanço no interesse pelos cigarros eletrônicos entre adolescentes brasileiros. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em março deste ano, mostram que a experimentação de vapes entre estudantes de 13 a 17 anos passou de 16,8% para 29,6% entre 2019 e 2024.
O levantamento também indica que, no mesmo período, houve redução no consumo de cigarro convencional, álcool e drogas ilícitas entre os estudantes entrevistados.
A região Centro-Oeste registrou o maior crescimento na experimentação de cigarros eletrônicos, alcançando 42%. Em seguida aparecem as regiões Sul (38,3%), Nordeste (22,5%) e Norte (21,5%).
Porta de entrada para o tabagismo
De acordo com a Anvisa, estudos recentes apontam que os cigarros eletrônicos podem funcionar como porta de entrada para o consumo de produtos tradicionais de tabaco.
“A iniciação ao uso de produtos de tabaco convencionais a partir do uso de cigarros eletrônicos tem sido objeto de diversos estudos, principalmente em relação a crianças e adolescentes”, destacou a agência.
Ainda segundo o órgão, pesquisas mostram que usuários de cigarros eletrônicos apresentam maior probabilidade de migrar para o cigarro convencional quando comparados a pessoas que nunca utilizaram esses dispositivos.
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