Lumière do Banana Shopping recebe o IV Fronteira, festival de cinema

Evento traz 98 filmes de 26 países, somando mostras competitivas e especiais não competitivas, além de debates, residência crítica e masterclasses, com o pesquisador italiano Adriano Aprà sobre a obra de Roberto Rossellini

Cena de “Miragem Meus Putos”, curta-metragem de Diogo Baldaia (Portugal, 2017, 24 minutos), que faz no festival sua estreia na América Latina: narra três histórias de juventude

Começa hoje, e vai até o dia 21 de abril, o “IV Fronteira – Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental”. A sessão de abertura será às 20 horas, no Cinema Lumière do Banana Shopping, no Centro de Goiânia, com a exibição dos filmes “165708” (curta-metragem de Josephine Massarella, do Canadá, 2017) e “Djamilia”, longa-metragem de Aminatou Echard (França, 2018, 84’). Aminatou estará presente no evento.

Além dos 98 filmes de 26 países, somando as mostras internacionais competitivas e as especiais não competitivas, o festival contempla ações de formação, como debates, masterclasses e a quarta edição da residência Estado Crítico. Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 8,00 (inteira), R$ 4,00 (meia), ou a R$ 70,00 (passaporte para todas as sessões).

O festival é realizado pela Barroca Filmes, com recursos do Fundo Nacional da Cultura, apresentação da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, Seduce e Governo de Goiás, e patrocínio da rede Cinemas Lumière.

Dentro das ações de formação do IV Fronteira, ocorrem as materclasses com o pesquisador italiano Adriano Aprà sobre a obra de Roberto Rossellini (14 e 15 de abril, sábado e domingo, das 9h às 12h) e com o realizador e preservador audiovisual canadense Stephen Broomer sobre a própria obra (16 de abril, segunda, das 9h às 12h).

A programação traz debates sobre questões urgentes de linguagem e contexto político-histórico pertinentes ao cinema contemporâneo. No domingo, 15 de abril, após a sessão da Mostra Especial “Às Primaveras Que Virão” (16h), os realizadores e pesquisadores Marcelo Soldan, Mateus Ferreira e Tatiana Leal debatem sobre os filmes exibidos, que revelam a desobediência e os questionamentos, em linguagem e postura política, de cineastas-cidadãos em busca de um mundo diferente.

No dia 18 de abril, após a Mostra Especial “Experimentos da Diáspora Africana” (14h20), os professores, pesquisadores e realizadores Ádria Borges, Rei Souza, Ceiça Ferreira e Amaranta César debatem sobre o conjunto de poéticas pós-coloniais dos negros sobre si, suas imagens e o mundo, exibido na sessão.

No último dia do festival, após a Mostra Especial “Cadmo e o Dragão”, os realizadores e representantes goianos dos filmes exibidos na sessão, Larry Sullivan, Daniel Nolasco, Rafael de Almeida, Lucas Matheus e Silvana Belini, debatem sobre suas produções e sobre o fazer cinema de invenção no estado.

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