João Cezar de Castro lança em Goiânia o livro “Culturas Shakesperianas”

Livro acrescenta conceito de culturas shakespearianas à ideia de poética da emulação, lançando um olhar pra entender o do problema da violência na América Latina

Adalberto de Queiroz

O crítico literário e professor universitário João Cezar de CastroRocha fará palestra nesta quinta-feira, às 17 horas, na Academia Goiana de Letras. Ele falará aos acadêmicos e convidados especiais sobre o livro “Culturas Shakesperianas”.

João Cezar estará acompanhado de Edson Filho, publisher da É Realizações e será recebido pelo presidente da AGL, José Ubirajara Galli. Eu farei a apresentação de Castro Rocha e mediarei o debate.

Sobre o livro “Culturas Shakespearianas”

Lançado em 2017, é um livro que nasceu de cursos ministrados por João Cezar de Castro Rocha na Universidade Ibero-americana do México, em 2011. Docente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Castro Rocha é doutor em Literatura Comparada pela Universidade de Stanford (EUA), onde foi aluno do pensador francês radicado nos EUA René Girard, criador da teoria mimética e da poética da emulação.

João Cezar de Castro Rocha: crítico literário | Foto: Reprodução

João Cezar propõe neste livro “acrescentar o conceito de culturas shakespearianas à ideia de poética da emulação”, lançando um olhar sobre a América Ibérica para compreensão do problema da violência na América Latina.

Um dos traços característicos das personagens de William Shakespeare é também definidor de todo o nosso continente: descobrimos os nossos desejos, e entendemos a nós mesmos, por intermédio do olhar de um terceiro. Na verdade, como demonstra René Girard, fundador da teoria mimética, essa é a própria condição humana — e, como propõe João Cezar de Castro Rocha, em “Culturas Shakespearianas” (É Realizações),  é a condição das próprias sociedades.

Para Castro Rocha, a América Latina acrescenta um dado à teoria girardiana: em relações de hegemonia política, o lado não hegemônico sequer pode ignorar a realidade da imitação. Mas, então, se impõe o desafio da mímesis: como reconhecer a centralidade do Outro sem condenar as culturas “periféricas” à improdutividade?

O professor observa e analisa profundamente, com o suporte de um grande número de teóricos e artistas latino-americanos, que a propensão do desejo à rivalidade (descoberta por Girard) se traduz, em termos estéticos, numa poética da emulação, a qual fomenta a inventividade. Em vez de temer a influência como de costume, este livro pensa com profundidade sobre o papel que ela desempenha na atividade artística. (Com a editora.)

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