Filarmônica de Goiás grava álbum com obras de Claudio Santoro

Quarto disco vai trazer Sinfonias n. 5 e 7 e em novembro ocorre a gravação do 5º álbum da instituição, que incluirá as sinfonias 1,6 e 8 do compositor brasileiro

Orquestra Filarmônica de Goiás iniciou as gravações de seu 4º álbum | Foto: Divulgação

A Orquestra Filarmônica de Goiás iniciou nesta semana as gravações de seu 4º álbum que incluirá as Sinfonias n. 5 e 7 do compositor brasileiro Claudio Santoro. A coordenação musical é do produtor Ulrich Schneider, responsável pela produção de consagrados álbuns da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).

Já em novembro ocorre a gravação do 5º álbum da instituição que incluirá as sinfonias 1,6 e 8 do compositor. O objetivo é gravar catorze sinfonias de Santoro, contribuindo assim para a preservação do repertório nacional. As obras para gravação foram escolhidas pela direção artística da Filarmônica.

Neil Thomson, Regente Titular da Orquestra e responsável por conduzir as gravações, destaca que as obras de Claudio Santoro representam a riqueza da música orquestral brasileira. “Na minha opinião, ele é um dos maiores compositores brasileiros e que foi extremamente menosprezado. Nós vamos gravar todas as suas catorze sinfonias nos próximos três anos, com expectativas que esse repertório possa se espalhar pelas orquestras nacionais e internacionais”.

Para Neil, este é um momento histórico para a Filarmônica de Goiás pois, segundo ele, os álbuns vão contribuir com a consolidação e divulgação do patrimônio musical brasileiro.
Nos últimos anos, a Filarmônica de Goiás lançou três CDS com obras do compositor brasileiro César Guerra-Peixe. Os álbuns foram elogiados no cenário nacional pela qualidade musical e sensibilidade artística. A distribuição ocorreu em Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. A Orquestra se prepara agora para lançar as gravações nas plataformas digitais.

Experimentalismo

Entre os compositores eruditos brasileiros do século XX, Cláudio Santoro é um dos que obtém maior projeção internacional devido ao seu experimentalismo de estilos e técnicas de composição. Em 1940, auxiliou na fundação da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), em que atuou como primeiro violino e em 1962, tornou-se coordenador do Departamento de Música da recém-criada Universidade de Brasília (UnB). Em 1980, funda a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, que dirige até a morte, ocorrida no palco, durante ensaio do Concerto para Piano e Orquestra nº 2, de Johannes Brahms.

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