Dois amigos, uma doença grave e lições para uma vida toda

Bateia, do médico e escritor Rômulo P. Alvim, propõe aos leitores reflexões a partir da história entre um médico e seu paciente que logo irá partir

Quando histórias se cruzam, a vida é capaz de mostrar a sua magnitude. Assim que o médico Emílio Trappo encontrou pela primeira vez o paciente Vaninho da Banda, não imaginava como sua vida poderia mudar. À beira da morte, por causa de uma doença grave, Vaninho era um homem simples e comum, mas que tinha muito a ensinar – até mesmo depois de partir.

Viver um dia de cada vez e saber valorizar os percursos da vida (não somente a meta) são reflexões que impactam Emílio ao longo das páginas de Bateia, da Saíra Editorial. Aprendizados que leva consigo ao longo da vida e faz questão de compartilhar com quem ama.

Neste romance episódico do autor mineiro Rômulo P. Alvim, o leitor embarca com o médico na descoberta de escritas deixadas pelo paciente após a morte, que garantem um mergulho ainda mais profundo de autoconhecimento, com insights sobre busca, encontros e percursos.

A bateia, objeto para garimpar metais preciosos, é usada como referência para os pensamentos e analogias dos personagens, para mostrar que é preciso valorizar também o percurso, não somente o objetivo a alcançar.

Dormiu pensando: sentir e seguir. Sem necessidade de definir que força era aquela que o empurrava. Sentia a presença da mão invisível da busca. Não há resposta: necessitava aceitar essa pequena verdade como se fosse uma curva do caminho, não seu fim. (Bateia, pág. 20)

Bateia não é só uma boa história, mas também uma leitura gostosa e intimista, com uma trama que se desenrola a partir da reflexão dos rumos que a vida pode tomar e sobre como as pessoas podem influenciar os caminhos que tomamos. É, definitivamente, um livro para deixar na cabeceira da cama, para saborear cada palavra e viajar com os pensamentos trazidos pelo autor.

Sobre o autor: Rômulo P. Alvim nasceu em 1950, na pequena e antiga Rio Preto, cidadezinha mineira, que faz divisa com o estado do Rio de Janeiro, onde ainda reside. É o mais velho de nove irmãos, pai de quatro filhos e avô de nove netos. Formado médico em Juiz de Fora, em 1973, ainda exerce a profissão de clínico-pediatra.

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