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Como fera ferida, presidente reage a ataques com raiva e mau humor

[caption id="attachment_7082" align="alignright" width="620"]Aécio Neves e Eduardo Campos: eles são adversários, mas Dilma não quer que façam oposição Aécio Neves e Eduardo Campos: eles são adversários, mas Dilma não quer que façam oposição[/caption] A tensão que se instalou em torno da presidente Dilma Rousseff nos últimos dias incorporou ao comportamento bélico da candidata uma agressividade que deve se projetar ao longo desta semana, inclusive pela falta de tato político. Como fera ferida, Dilma lança provocações que não combinam com a humildade de candidata que precisa recuperar os votos perdidos. A decadência da reeleição nas pes­quisas de opinião colabora para acentuar o espírito guerreiro da presidente num momento crucial da campanha eleitoral. Trata-se de um impulso de fera que contraria o espírito político conciliador que se espera de candidato com menos terreno à medida que as urnas se aproximam. Não sobra espaço tático para uma pausa de trégua. “Os pessimistas já entram perdendo”, em cadeia de televisão e rádio, a candidata desafiou os brasileiros que não concordam com os gastos e as obras incompletas da Copa do Mundo. Lançou a provocação na noite de terça, dois dias antes da abertura do campeonato. Os pessimistas a que se refere são, sobretudo, eleitores que estão nas ruas em manifestações ou na mídia. Na mesma terça, pela manhã, Dilma, na convenção do PDT, partiu para cima dos concorrentes que enfrenta em duelo, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Acusou ambos de “oportunismo deslavado” porque desejam reciclar programas do PT. Em 1994, Lula combateu o Plano Real como “eleitoreiro” e inaproveitável. Perdeu a eleição para FHC, patrono do Real. É lícita a conclusão de que a mais recente pesquisa presidencial do Ibope determinou a realização da cadeia nacional de Dilma na noi­te quarta, véspera da abertura da Co­­pa. O marketing da campanha anda meio sem rumo, sem saber se convinha ou não convocar a cadeia, que, a pretexto dos jogos, foi ao ar mais tarde da noite do que o tradicional. Agora que reeleição da presidente está a perigo, o PT e o Planalto decidiram colocar para fora uma ideia que permeava os petismo desde que o partido assumiu o poder há quase 12 anos. É a criação de conselhos populares para operar o poder com meios petistas numa superestrutura formada por movimentos sociais quase sempre oriundos do corporativismo, como os sindicatos.

2015 será o ano dos reajustes para a economia brasileira. Entenda o porquê

Economistas apontam para um momento ruim no ano que vem. Assim, quem vencer as eleições de outubro precisará iniciar reformas severas para conter crise prevista

Aliados sentem cheiro de queimado na reeleição de Dilma

PMDB mantém aliança com a presidente petista, mas a divisão na sigla em relação ao PT ficou escancarada na convenção nacional O PMDB, como maior partido brasileiro em número de filiados e em fisiologismo, tem uma capacidade incrível para perceber para onde o vento sopra. Não é por outra razão que uma parte considerável da sigla vem pregando abertamente o rompimento da aliança com o PT em favor da reeleição de Dilma Rousseff. Outra parte, por enquanto a maioria, capitaneada pelo vice-presidente Michel Temer, quer a manutenção da coligação. A sigla está dividida, o que ficou evidente na convenção nacional realizada na terça-feira, 10, em Brasília. O apoio à reeleição da petista teve 398 votos a favor, ou 59%, e 275 votos contra, 41%. O índice cai a 54% se considerados os 737 votos possíveis na convenção, que registrou 64 votos brancos e nulos ou abstenções. Matematicamente foi uma vitória para Dilma, mas politicamente as coisas são bem mais complicadas. [caption id="attachment_7066" align="alignleft" width="620"]Presidente Dilma cumprimenta líderes peemedebistas após a convenção do partido: apoio à aliança pela reeleição teve menos votos que em 2010 | Foto: Wilson Cruz / ABr Presidente Dilma cumprimenta líderes peemedebistas após a convenção do partido: apoio à aliança pela reeleição teve menos votos que em 2010 | Foto: Wilson Cruz / ABr[/caption] Na verdade, foi um constrangimento para a presidente, que na eleição passada teve nada menos que 85% dos votos dos convencionais peemedebistas, quando foi apresentada por Lula da Silva como a candidata governista. O recado está mais do que claro: o PMDB sente que a vitória de Dilma não tem nenhum garantia no horizonte. Sim, porque se a petista estivesse mantendo com tranquilidade a liderando nas pesquisas, não há dúvida de que o placar da convenção peemedebista seria bem mais favorável a ela. O partido está sentindo o cheiro de queimado na reeleição de Dilma Rousseff. Mas, independentemente do momento não exatamente auspicioso em termos eleitorais para Dilma, há líderes peemedebistas que percebem o perigo não só na perda da eleição presidencial com a petista, uma vez que o partido se arruma fácil, fácil com quem derrotar Dilma, se isso vier a acontecer. A preocupação desses líderes passa também pela certeza do enfraquecimento do partido em função da aliança com o PT. É fato que PMDB e PT formam a coluna vertebral de apoio parlamentar do governismo. O problema é que o PMDB sabe que sua existência está cada dia mais ameaçada, por que o parceiro aumenta sua potência predatória na medida em que fortalece as próprias bancadas na Câmara e no Senado. Neste ano, não custa lembrar o óbvio, realiza-se a eleição para presidente da República. Mas não só, e novamente lembrando o óbvio, serão eleitos também governadores, deputados estaduais e federais e um senador por Estado. O fortalecimento de qualquer partido se dá na medida em que consiga manter bancadas robustas e o máximo de Executivos estaduais. É aí que mora o perigo para o PMDB, porque o PT pode lhe tirar vagas importantes. Se na convenção de terça-feira o PMDB fechou com Dilma, o descontentamento no partido com o governo também ficou escancarado. Integrantes da ala contra Dilma discursaram e distribuíram panfletos com acusações de ineficiência e corrupção no governo. Mesmo adepto incondicional da aliança, o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), disse que o partido apresentará propostas de governo a Dilma, entre elas o ensino em tempo integral e a “defesa permanente da liberdade de expressão e pensamento”, o que bate de frente com viés totalitarista do PT, que tem uma ala propugnando censura à imprensa. Raupp expressou o que talvez seja um espasmo de altivez do partido na questão programática. O grupo mais crítico com os petistas foi o do PMDB do Rio. Lá, o candidato do PT ao governo, Lindbergh Farias, faz campanha desancando o governo de Sérgio Cabral, patrono de Luiz Fernando Pezão, o governador que concorre pelo PMDB. Cabral, o político que mais se desgastou com as manifestações do ano passado, esperava apoio dos petistas, mas estes jogaram mais gasolina na fogueira. Na convenção, até Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara, candidato ao governo do Rio Grande do Norte, reclamou da falta de solidariedade dos petistas em seu Estado.

Base rachada nos Estados
O fato é que às vésperas da campanha eleitoral, a base aliada de Dilma Rousseff se apresenta rachada em pelo menos dez estados, como é o caso de Goiás pelo menos em relação a unificação da chapa pró-Dilma, e no Distrito Federal. Levan­tamento feito pelo “Correio Braziliense” na semana passada mostra um quadro em que a presidente terá dificuldade em escolher quais palanques frequentará, uma vez que os partidos aliados terão candidatos ao governo que não fecham com ela. E, pior, em outros Estados, como no Rio Grande do Sul, com Ana Amélia (PP) e, possivelmente, no Amazonas, com Rebeca Garcia (PP), o tucano Aécio Neves é que terá o palanque. Em Mato Grosso do Sul, o apoio do peemedebista Nelson Trad Filho vai para Eduardo Campos (PSB). Em Goiás, a situação de Dilma é ainda mais complicada. Boa parte dos partidos de sua base está com Marconi Perillo, o tucano candidato à reeleição e cabo eleitoral de Aécio Neves. Com a candidatura de Antônio Gomide pelo PT, se ele for mesmo candidato, e de Iris Rezende pelo PMDB, havia a dúvida se Dilma subiria nos dois palanques. Não há dúvida mais: Iris e seu pessoal definiram que não vão apoiar Dilma, pelo menos não formalmente. Obviamente que se Dilma Rousseff não estivesse caindo nas pesquisas, os peemedebistas goianos não dispensariam a presença dela em seu palanque. Já o petista Antônio Gomide não terá como fugir desse fardo, com Dilma caindo ou não nas pesquisas. No mapeamento feito pelo “Correio”, dos 30 candidatos ao governo pertencentes à base dilmista, 18 apoiam a petista, 8 não definiram a quem apoiar, 2 estão com Aécio Neves e 2 com Eduardo Campos.

O marqueteiro goiano que pode derrotar Duda Mendonça na Colômbia

[caption id="attachment_7049" align="alignright" width="620"]Marcus Vinícius, Clara López e Juan Manuel Santos: marketing político de altíssima qualidade na Colômbia Marcus Vinícius, Clara López e Juan Manuel Santos: marketing político de altíssima qualidade na Colômbia[/caption] O publicitário goiano Marcus Vinícius Queiroz é tido e havido na Colômbia como o golden boy do marketing político-eleitoral. No primeiro turno da eleição deste ano, Marcus Vinícius trabalhou na campanha da candidata Clara López, que, mesmo com uma estrutura pequena, obteve 15,2% dos votos válidos (quase 2 milhões de votos). Um número expressivo. Quando assumiu a campanha, Clara López tinha apenas 4% das intenções de votos e ninguém, talvez nem a própria postulante, acreditava que passaria dos 6%. Entretanto, sua campanha criativa, com críticas precisas e uma agenda propositiva, passou dos 15%, surpreendendo imprensa e analistas — menos Marcus Vinícius, que, desde o início, apostou no seu potencial. A política, um fenômeno, se tornou líder nacional. No segundo turno, que será realizado no domingo, 15, se enfrentam o presidente Juan Manuel Santos — que obteve 25,7% dos votos no primeiro turno — e o oposicionista Óscar Iván Zuluaga, que recebeu 29,3% dos votos. Impressionado com a capacidade de Clara López para atrair votos de setores que não queriam participar do pleito — na Colômbia o voto é facultativo —, Santos aproximou-se dela. O presidente e sua equipe, mesmerizados pela qualidade da campanha, pela performance nos debates e pelo marketing de Clara López, decidiram seguir pelo mesmo caminho no segundo turno. Marcus Vinícius entrou, assim, na campanha de Santos, presidente cuja meta é pacificar o país (a batalha contra a guerrilha, paramilitares e grupos do crime organizado resultou na morte de mais de 220 mil pessoas e cerca de 5 milhões de deslocados). As pesquisas internas mostravam, na semana passada, Santos na frente do direitista Zuluaga. A campanha indica que, com Marcus Vinícius participando da reelaboração do marketing, o presidente ganhou mais empatia com o eleitorado. “As pesquisas sugerem que viramos o jogo”, disse o marqueteiro, falando da Colômbia, ao Jornal Opção. Duda Mendonça é o marqueteiro da campanha de Zuluaga. Se Santos ganhar a eleição, Marcus Vinícius também derrota o publicitário baiano que, em 2002, ajudou a eleger Lula da Silva presidente do Brasil.

Bélgica, a favorita depois das favoritas

Com a geração mais talentosa da história, os Diabos Vermelhos nesta Copa estão tão ofensivos como seus vizinhos holandeses nos melhores tempos. E melhor: sem responsabilidade, podem surpreender

Suspeito de matar a jovem Tatylla é baleado na cabeça pela polícia

A jovem desapareceu em abril após sair de uma igreja em Jataí. Namorado é suspeito de mandar matá-la O estado de saúde do suspeito de participar do sequestro e morte da auxiliar administrativa Tatylla Cristina Marçal da Silva é gravíssimo. Diego Vitor Alves foi baleado na cabeça pela polícia em uma troca de tiros na tarde dessa sexta-feira (14/6) em Jataí, cidade a cerca de 320 quilômetros da capital. [caption id="attachment_7033" align="alignleft" width="125"]Diego Victor Alves Marçal estava escondido em fazendas da região de Chapadão do Sul Diego Victor foi baleado em tiroteio[/caption] O jovem segue na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Urgência da Região Sudoeste (Hurso), em Santa Helena de Goiás. Diego Vitor foi baleado na cabeça em uma troca de tiros com a Polícia Militar. O suspeito estava foragido e há um mês invadia fazendas da região de Chapadão do Céu para tomar banho e alimentar-se. No momento do tiroteio o jovem estava escondido em um milharal. A policia acredita que Diego Vitor, juntamente com um comparsa, Luciano Assis Silva, foram contratados pelo empresário Fabiano Antônio Falqueto para matar a jovem Tatylla Marçal. O comparsa já havia sido morto em uma troca de tiros em maio. A jovem desapareceu no dia 13 de abril após sair de uma igreja em Jataí. Seis dias depois o corpo foi encontrado em avançado estado de composição em uma pedreira em Aparecida de Goiânia. O delegado de Jataí, André Fernandes, disse na época, que eram fortes os indícios que relacionam o empresário ao crime. As investigações apontam que Fabiano Antônio havia pago R$ 18 mil reais para Diego Vitor e o comparsa cometerem o assassinato. O empresário chegou a ser preso, mas a Justiça de Goiás concedeu habeas corpus alegando falta de provas do envolvimento dele no crime.  

Cyro dos Anjos é mais do que um mero Machado de Assis do segundo time

Numa entrevista ao crítico italiano Giovanni Ricciardi, o escritor mineiro diz que o ofício de “ghost writer”, inclusive para Juscelino Kubitschek, prejudicou sua produção literária

Testosterona é o Viagra dos “velhinhos” do UFC. Os EUA deveriam liberar Vitor Belfort e Chael Sonnen

[caption id="attachment_7024" align="alignleft" width="620"]Vitor Belfort, Chael Sonnen e Wanderley Silva: “velhinhos” não podem enfrentar jovens sem reposição hormonal? Vitor Belfort, Chael Sonnen e Wanderley Silva: “velhinhos” não podem enfrentar jovens sem reposição hormonal?[/caption] A pílula da felicidade ou o verdadeiro elixir da juventude máscula são o Viagra (a política do genérico democratizou o medicamento) e o Cialis. Homens mais velhos tomam para tourear uma possível impotência sexual. Jovens usam V e C para turbinar as relações. Homens são obcecados com desempenho sexual e, seres competitivos — portanto, artistas da comparação —, com o tamanho do pênis. Mulheres estão sempre um quilo acima do peso ideal. Homens têm pênis sempre dois centímetros a menos do que gostariam. A média brasileira é 14 centímetros, mas saia às ruas e pergunte. O entrevistador só vai encontrar bem dotados. A luta dos seres humanos é para se manter jovens e desejados. No meio es­portivo, então, os atletas lutam, nos ringues e octógonos, para pelo menos parecerem jovens. No UFC é relativamente comum “vovôs” de 35 a 37 anos — é assim que são vistos — lutarem contra garotos de 22 anos e ganharem. Às vezes, vencem devido à experiência e à técnica apurada, que compensam os escassos reflexos e mobilidade. Outras vezes é lamentável assistir Minotauro, lutador de bela história, sendo nocauteado por Roy Nelson, um lutador forte mas do segundo time. Vitor Belfort, com 37 anos, luta como se fosse um garoto de 22 anos. Sua garra é evidente, além da técnica apurada. Mas a reposição hormonal o torna mais jovem, forte, confiante e com reflexos em dia. O mesmo ocorre com Chael Sonnen, recentemente pego num exame antidoping. O americano boquirroto, que havia criticado Wanderley Silva — que, surpreendido, não quis fazer o exame, possivelmente porque faz reposição hormonal (ele não confirma) —, diz que faz reposição hormonal para tentar engravidar sua mulher. Sonnen, de 37 anos, luta como um garoto, mas disse que vai se aposentar. É provável que até lutadores mais novos usem algum artifício para turbinar sua energia. Atletas de ponta inteiramente “limpos” são raros. Talvez seja necessário, daqui pra frente, romper o véu da hipocrisia e permitir que a reposição hormonal — que rejuvenesce os atletas — seja permitida, desde que não excessiva. Porque senão vamos deixar de ver lutas de “velhinhos” ainda interessantes como Belfort, o melhor da turma, Sonnen e Wanderley.

Copa do Mundo prova que a doença do Brasil é o futebol

Torcer para a Seleção Brasileira diante de uma Copa do Mundo que dilapida o País é como comprar droga na boca de fumo da esquina e fazer de conta que esse ato não financia o tráfico

Livro faz uma radiografia da desagregação dos Estados Unidos

“Desagregação — Por Dentro de uma Nova América” (Companhia das Letras, 496 páginas, tradução de Pedro Maia Soares), de George Packer, é um mergulho profundo nos Estados Unidos raramente apresentados ao mundo e aos próprios americanos. Os EUA, suposta meca dos deserdados de outros países, são expostos com crueza pelo autor. Sinopse divulgada pela editora: “A democracia americana está em crise. Mudanças sísmicas no espaço de uma geração produziram um país de perdedores e vencedores; ao mesmo tempo que criou possibilidades antes inimagináveis de ascensão social, e uma liberdade sem precedentes (nos costumes, iniciativa, vida privada), esse novo estado de coisas conduziu o sistema político à beira da falência e deixou legiões de cidadãos à deriva. É esse outro lado da moeda, o verso da fortuna e da liberdade, o que interessa a George Packer em ‘Desagregação’. “Nesta viagem à nova América, o leitor encontrará figuras como Danny e Ronale Hertzell, de Tampa, na Flórida, que largam a escola para se casar e a quem a “terra das oportunidades” oferece subempregos no Walmart, habitação num estacionamento de trailers e o completo afastamento de familiares e amigos; Tammy Thomas, uma operária que luta para se manter no Cinturão da Ferrugem, região do Meio-Oeste que perde suas indústrias de forma irreversível e se converte num aglomerado de urbes fantasmas; mas também Jeff Connaughton, um lobista de Washington que oscila entre o idealismo político e o fascínio do capital organizado, e Peter Thiel, o bilionário do Vale do Silício que questiona o significado da internet. “Packer justapõe essas histórias a breves perfis de personalidades públicas desta nova era, de Oprah Winfrey a Jay-Z, e colagens feitas de manchetes de jornal, slogans de propaganda e letras de canções que captam a corrente dos acontecimentos e seus mecanismos internos, numa tradição que remonta à Trilogia Americana de John dos Passos. “Desagregação retrata um superpoder ameaçado de perder sua essência, com elites sem qualquer senso de responsabilidade, instituições que não mais funcionam, pessoas comuns às quais não resta nada senão improvisar esquemas próprios de salvação e sucesso.” Katherine Boo escreveu sobre o livro: “Um dos melhores trabalhos de não ficção que li em muitos anos”.

Juiz Marlon Reis lança livro no qual comenta a corrupção no Legislativo brasileiro

marlonNo livro “O Nobre Deputado” (Leya Brasil, 120 páginas), no qual a ficção é a mais pura realidade, o juiz Marlon Reis relata a corrupção no Parlamento brasileiro. Ele ouviu várias pessoas e um ex-deputado federal, que detalharam como funciona a corrupção no Legislativo e a “arte” de comprar votos na política patropi. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), decidiu representar contra o magistrado no Conselho Nacional de Justiça. Como o escritor não nominou deputados específicos, dando nomes reais — criou o personagem Cândido Peçanha (uma alusão a “ingênuo” e a “peçonha”?) —, é provável que não será punido ou advertido pelo CNJ. Seus críticos estão vestindo a carapuça? Marlon Reis é um dos pais do projeto que levou à criação da Lei da Ficha Limpa.

Ataídes aponta grave crise e diz que governo é o culpado

[caption id="attachment_7014" align="alignleft" width="160"]Senador Ataídes Oliveira: reclamação na tribuna / Foto: Pedro Dias/Agência Senado Senador Ataídes Oliveira: reclamação na tribuna / Foto: Pedro Dias/Agência Senado[/caption] O senador Ataídes Oli­veira (Pros) em pronunciamento na tribuna do Senado chamou a atenção para a crise de gestão que vive o Tocan­tins. Segundo o senador a situação do Estado é grave em todas as áreas, especialmente na segurança pública e na saúde. O senador acusa o governo pelas dificuldades que vive o Estado e aponta a falta de investimento como uma falha grave da gestão. “Lamentavelmente, as coisas não são muito boas, o Es­tado é um gigante adormecido”, declarou o parlamentar fazendo referência ao enorme potencial inexplorado do Tocantins em contraste com uma crise grave de gestão.

Chapa dos sonhos do siqueirismo

[caption id="attachment_7012" align="alignleft" width="200"]Ex-prefeita Valderez seria  vice na chapa dos governistas / Foto: Ângelo Bomfim Ex-prefeita Valderez seria
vice na chapa dos governistas / Foto: Ângelo Bomfim[/caption] A chapa dos sonhos de nove entre dez governistas consultados tem o governador Sandoval Car­doso (SD) na cabeça, com a ex-prefeita de Araguaína Valderez Castelo Branco (PP) na vice e o ex-governador Siqueira Campos (PSDB) como candidato ao Sena­do, e o filho Eduardo Siqueira Cam­pos (PTB) ou o empresário Ro­berto Pires (PP) na suplência.

Sandoval pode repetir fenômeno Gaguim?

O contexto é outro. A realidade, bem diferente, e Sandoval Cardoso não chega aos pés de Gaguim, na inquietação, disposição para fazer política, na ganância (justiça seja feita) pelo poder. Se vai ou não repetir o fenômeno Gaguim não se pode assegurar. Mas uma coisa não se pode negar: Sandoval segue rigorosamente o roteiro do ex-governador peemedebista.

Líderes de oposição reclamam do senador

Líderes da oposição reclamam do posicionamento intransigente do senador Ataídes Oliveira (Pros), que não tem demonstrado interesse no tema união das oposições. Dizem que o senador parece obsecado pela ideia de ser candidato, deixando para o segundo turno o debate em torno de um possível acordo entre os pré-candidatos não alinhados com o Palácio Araguaia. Ataídes se vê na obrigação de ser candidato, já que montou um partido com esta premissa. Mas sozinho corre o risco de contribuir para fortalecer a candidatura governista.