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Pela lei eleitoral, mesmo que as chapas já tenham sido definidas e registradas no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), elas ainda podem sofrer alteração. Isto é, os candidatos podem ser substituídos por outros. Mas há regras. A substituição não é feita pela livre vontade dos partidos. Deve haver causa específica, como indeferimento do registro de candidatura pela Justiça Eleitoral, desistência ou renúncia do candidato, ou falecimento. Nessas hipóteses, o partido pode substituir o candidato até 60 dias antes das eleições para os cargos proporcionais e 20 dias para os cargos majoritários.
A história do declínio da Celg é de conhecimento de todos os goianos. Porém, o que torna esse prejuízo para o Estado ainda mais sério é a vantagem financeira. Isso mesmo, vantagem, e não é a favor do coletivo. Já se comenta sobre a formatação de um dossiê com imagens e documentos detalhando a relação de uma empresa prestadora de serviço de iluminação com forte grupo politico. Com tanta especulação nos bastidores da política, a própria empresa poderia se manifestar. Vem novidade da pesada por aí.
A “Folha de S. Paulo” da quinta-feira, 3, traz a última pesquisa Datafolha de intenção de voto para a Presidência da República. Há a retomada, ainda que circunstancial, da curva ascendente de Dilma Rousseff (PT). Na verdade, todos crescem: Aécio Neves (PSDB), de 19% para 20%; Eduardo Campos (PSB), de 7% para 9%; e a presidente, de 34% para 38%. Consequentemente, cai o número de votos que não seriam dados a ninguém. São dados interessantes e contextualizados pela manchete da “Folha”: “Copa melhora o humor do país, e Dilma cresce”. Em entrevista para o Jornal Opção no fim de abril (edição 2025), o comunicólogo Renato Meirelles já admitia — como fizera também Mauro Paulino, do próprio Datafolha — que a Copa do Mundo seria fundamental para o resultado das eleições. O caos não se concretizou, e isso, de certa forma, parece ter sido positivo para a presidente. E os fatos também conspiraram a favor dela. Principalmente o que pretendia lhe ser mais negativo: a vaia na abertura do evento, que causou repercussão mundial e a sensação, por parte de muitos brasileiros, de que o ato envergonhava o País. Um questionamento da pesquisa confirmou a informação: 76% dos entrevistados desaprovaram os xingamentos a Dilma. Da mesma forma, 60% consideram-se orgulhosos pelo fato de o Brasil sediar o Mundial e 65% disseram ter vergonha dos protestos durante a Copa. Um cenário bem diverso do que ocorreu durante a Copa das Confederações. O resultado é que, sem fazer nada, a petista acaba sendo transformando veneno em remédio. Reinterpretadas, as vaias lhe foram positivas. A Copa está no fim, mas o resultado em campo, ao contrário do que temem os teóricos da conspiração, parece que vai influenciar muito menos as eleições do que o desempenho do País fora dele. Até o momento, o caos é menor do que muitos previam. Se sair bem de alguma forma de uma prova de fogo como essa, depois de tanto superfaturamento, é algo que é bom, acima de qualquer partidarismo.
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Iris Rezende, Armando Vergílio e Ronaldo Caiado são os expoentes de uma chapa que suscita dúvidas quanto à coesão política | Foto: Marcelo Gouveia/Jornal Opção[/caption]
O grande mote das críticas à chapa montada em torno de Iris Rezende é a falta de coesão entre as partes. É certo que o PMDB ganhou novo fôlego com a chegada de Ronaldo Caiado e Armando Vergílio, que trazem partes expressivas de seus partidos para aglomerar no projeto. Veja bem, “partes de seus partidos”, pois tanto o DEM quanto o Solidariedade não estão unidos quanto à aliança com Iris.
Porém, nem a chegada das “partes estrangeiras” conseguiu sanar o desânimo. Aliás, suscitou dúvidas. Acontece o seguinte: há uma incoerência na aliança estadual, devido o fato de que, no cenário nacional, não há união.
O PMDB, de Iris, e o PC do B — não nos esqueçamos dele —, de Isaura Lemos, estão com Dilma Rousseff (PT). Já o DEM, de Ronaldo Caiado, e o Solidariedade, de Armando Vergílio, apoiam Aécio Neves (PSDB).
Ninguém nega que a chapa é forte e que está bem preparada para as eleições de outubro. Ou seja, pode vencer. Mas a questão é: se vencer, como será a administração? Ora, todos sabem que os prefeitos estão, historicamente, com o “pires na mão”, pois os municípios não têm receita para se manter. Logo, precisam de ajuda, que vem, principalmente, do governo federal, que detém o “bule”.
Assim, como será uma administração cujas partes estarão no mesmo palanque pedindo votos para o governo estadual, mas em lados opostos quando o assunto é presidência da República? É certo que acontecerão mais situações engraçadas como a que ocorreu na convenção, quando um deputado federal do DEM proferiu em alto e bom som que apoiava Ronaldo Caiado e Aécio Neves, fazendo Iris — que estava no palco — perder o sorriso.
Não vamos nem citar o fato de que, no interior, a rivalidade entre democratas e peemedebistas é extremo, chegando ao nível de que, quando o membro de uma parte morre, os da outra não vão nem ao enterro.
Não há união no PMDB
O PMDB é chamado de tribo, por uma razão: porque tem um cacique. Peemedebistas garantem que Iris Rezende está com dificuldades para montar sua equipe de campanha e isso acontece por várias razões. As principais são:
1) O partido não está unido e animado em torno de sua candidatura ao governo, pois queriam outra pessoa na cabeça de chapa. Não precisava ser necessariamente Júnior Friboi. Seria bom que fosse, mas não precisava ser ele;
2) Os peemedebistas dizem que Iris nunca pensou no partido e, sim, em suas preferências pessoais. Um membro histórico do partido relata o seguinte: “O Iris vem, ao longo dos anos, enfraquecendo o partido. Ele atropelou Henrique Santillo, em 1982, assim como passou por cima de Nion Albernaz e Mauro Borges. Ele atropelou Maguito Vilela em 1998 e fez o mesmo com Henrique Meirelles em 2006. Depois, repetiu a dose com Vanderlan Cardoso e Júnior Friboi. Isso é lamentável.”
E, assim, caminha a tribo.
A Operação Sexto Mandamento, deflagrada pela Polícia Federal (PF), em 2011, causou alvoroço em Goiás, pois prendeu 19 policiais militares acusados de formar um grupo de extermínio. Porém, passados três anos, os policiais foram absolvidos e ninguém sabe onde está o processo referente à Operação. O coronel da PM, Carlos Cezar Macário, hoje na reserva, foi um dos presos. Na época, ele estava no sub-comando da PM. Segundo ele, a única informação que há sobre o processo é que ele foi encaminhado para a Justiça goiana. “Quando se pergunta à PF onde está o documento, a única resposta é que ele foi encaminhado para Goiás, mas não se sabe onde. O fato, porém, é que o processo é falho, pois o inquérito realizado pela PF foi mal feito. Não conseguiram fechar o inquérito, não conseguiram provar que formamos uma organização criminosa e um grupo de extermínio.”
O PT lançou uma chapa “puro sangue” ao governo de Goiás. Não é o que os petistas queriam — Antônio Gomide, cabeça da chapa, trabalhou arduamente para aglomerar alianças —, mas não é de todo ruim. A chapa conseguiu representar as três tendências do PT, isto é, uniu o partido. Sobre isso, o candidato a vice na chapa petista, Tayrone di Martino, diz: “Não vejo dificuldades em ter uma chapa puro sangue. Aliás, tudo que é puro sangue é bom.”
Tayrone representa a tendência do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, que nunca escondeu sua gratidão ao nome de Iris Rezende, candidato ao governo pelo PMDB. Assim, como fica a situação da chapa petista? Paulo não irá trabalhar pelo nome de Gomide? São dúvidas recorrentes. Tayrone vê a questão da seguinte maneira:
“O prefeito Paulo Garcia tem mostrado que é leal. Ele esteve junto com o Iris em duas campanhas, pedindo votos para ele. Trabalhou na prefeitura de Goiânia ao lado dele. Isso mostra que ele é leal e isso é uma qualidade que falta na política atualmente. Agora, essa lealdade não irá fazer com que ele trabalhe pela candidatura de Iris. Ora, Paulo Garcia é do PT e irá trabalhar por Gomide, assim como todos nós.”
Todavia, as informações que correm pela prefeitura são de que Paulo não irá participar ativamente da campanha, ao contrário, irá concentrar todas as suas forças na administração de Goiânia.
Cinco petistas foram ouvidos, em dias e horas diferentes sobre diversos assuntos. Mas quando o tema era as alianças, uma frase se destacou na fala de todos: “Tempo de TV é importante, mas não é tudo.” O interessante é que alguns eleitores — inclusive líderes classistas — têm apontado para essa questão: a de alianças feitas visando apenas o tempo de TV. É importante ressaltar, porém, que o PT está sozinho na empreitada. Não fez aliança com ninguém.
A desembargadora Elza Cândida da Silveira, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18), pediu à OAB-GO indicação à lista sêxtupla para que a Ordem assuma a vaga no Tribunal que lhe é destinada. A cadeira está vaga desde o dia 26 de maio, quando o desembargador Júlio César Cardoso de Brito se aposentou. Os favoritos do meio da advocacia são: Atíla Zambelli, Jorge Jungmann Neto, Bruno Marçal Belo e Jorge Carneiro. A OAB tem até o dia 24 deste mês para formalizar a lista.
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Major Araújo: atacou o governo e o comando da PM. Perdeu o apoio dos militares[/caption]
As policiais de Goiás têm seus representantes no legislativo goiano e federal. Assim como João Campos (PSDB) representa a Polícia Civil na Câmara Federal, Major Araújo (PRP) foi eleito para representar a Polícia Militar na Assembleia Legislativa. Porém, talvez por não representar muito bem, a PM trocou sua preferência para deputado estadual. Agora, ao que parece, os policiais apoiam o cel. Macário (PRB), neófito na política. Dizem que Araújo se voltou contra o governo e contra o comando da PM e que tem feito duras críticas nesse sentido. Então, querem renovar.
Quando a notícia de que Neymar não jogaria mais a Copa do Mundo de 2014 foi divulgada, o pensamento de muitos torcedores brasileiros voltou ao ano de 1962
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Neymar Jr. após lance que fraturou a coluna[/caption]
No Mundial disputado no Chile em 1962, Pelé se machucou no segundo jogo e foi substituído por Amarildo. Naquela Copa do Mundo, o substituto de Pelé foi peça-chave para a conquista da seleção.
A reportagem conversou com o ex-jogador após a contusão de Neymar. Para Amarildo, quem for escolhido para substituir o atual camisa 10 da Seleção tem que ter orgulho de jogar e esquecer que está entrando no lugar do craque da equipe. “O jogador deve ter a tranquilidade para entrar no lugar dele”, diz.
Em sua primeira partida, Amarildo fez uma grande atuação, marcando os dois gols do Brasil na vitória contra a Espanha. Amarildo ainda marcou o primeiro gol do título do Brasil na final contra a Tchecoslováquia. Depois da competição, ele foi para a Itália, onde jogou por nove anos.
Ele disse não ter preferência pelo jogador que vai entrar no lugar de Neymar. “Quem é que vai entrar não interessa. Interessa é que quem entrar no lugar dele mostre todo o potencial e faça o melhor”, aponta.
O ex-jogador afirmou que essa foi a receita para ele se sair bem em 1962. “Todo mundo no Brasil estava chorando. Só eu estava alegre. Não pelo Pelé, mas por eu ter a chance de mostrar o que eu podia pela seleção. Quando chegou a hora do jogo, joguei como se fosse no Botafogo”, conta.
Para Amarildo, Brasil pode ser campeão mesmo sem Neymar
Ele aponta que o Brasil tem condições de ser campeão da Copa do Mundo mesmo sem o principal jogador. “Quem entrar e quem tiver a missão de substituir o Neymar tem que fazer à altura. Quem sabe o time não melhora sem o Neymar”, aponta. “O Brasil ganhou sem o Pelé em 1962. Tem tudo para ganhar sem o Neymar”, completa.
Ele disse que ganhar uma Copa no Brasil é uma oportunidade única: “Temos a chance de apagar uma mancha negra que paira sobre o Maracanã desde 1950. Por isso, o Brasil tem lutar com ou sem o craque”.
Quando viu pela televisão o lance, Amarildo disse que ficou zangado com Zuñiga e com o árbitro Carlos Velasco. “Entrar com o joelho nas costas é covardia. Não é futebol. O pior é que encontramos um juiz que nem punição deu a ele”. Para ele, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) deve punir ambos. O ex-jogador completou dizendo que a entrada do colombiano não pode ser considerada futebol, e sim, luta livre.
O ex-prefeito de Inhumas Abelardo Vaz (PP) retirou sua candidatura a deputado estadual. Motivo: o PP está no chapão da base. As chances de eleição eram poucas. O fato, porém, prejudica o deputado federal Roberto Balestra (PP), que fica sem dobradinha na região. Balestra também é de Inhumas. Por isso, ele deve bancar Celsinho Borges à Assembleia Legislativa. Celsinho foi candidato a vice-prefeito de Inhumas na chapa de Rondinelly Barros, também ligado a Roberto Balestra, em 2012. Perderam para o atual prefeito Dioji Ikeda (PDT).
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Roberto Balestra: nem ele conseguirá tirar o PP do chapão | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O ex-prefeito de Inhumas, Abelardo Vaz (PP), não foi o único a desanimar na última hora, entre outras causas, devido ao chapão. É certo que Gilda Naves, de Silvânia; e Pedro Canedo, de Anápolis, também. Roberto Balestra tenta reverter o quadro. Para membros de outros partidos da base, a tentativa é apenas para “inglês ver”. Um aliado do governador diz: “Se o José Eliton, que é presidente do partido e vice-governador, não consegue...”.
Cilene Guimarães, do PP de Jataí, também desistiu, mas por outro motivo: Jataí tem candidatos demais. São pelo menos quatro. “Com tantos candidatos, havia o risco de não eleger nenhum. Mas, se continuasse, o chapão me preocuparia”, afirma. Fora isso, Cilene foi convidada por Marconi Perillo para assumir a Secretaria de Articulação Política no lugar de Sérgio Cardoso, que deixou o cargo para participar da campanha do governador.
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Vanderlan Cardoso quer correr na contramão para sair na frente dos outros candidatos | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O candidato do PSB ao governo, Vanderlan Cardoso, passou os últimos dias da semana passada conversando com seu pessoal da área de informática. Acontece que ele lança, no dia 7, o site de sua campanha. Deverá se chamar “vanderlancardoso40”. Inicialmente, será um site de notícias e plano de metas. O plano é esse: focar no plano de metas e apresentar, à população, suas propostas. Vanderlan acredita que esse será o seu diferencial em relação aos outros candidatos, sobretudo em relação a Iris Rezende. O pessebista espera que, enquanto todos os outros governadoriáveis estejam atacando uns aos outros, ele saia na frente apresentando ao povo o que acredita para mudar a cara de Goiás. O slogan de sua campanha: “Segurança para mudar.”
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Ao não poupar crítica ao governo do PT, Aécio Neves sai na frente na corrida por Brasília[/caption]
Nas últimas pesquisas de intenção de votos para presidente da República, a petista Dilma Rousseff, que disputa a reeleição, tem despontado. Seguindo seu rastro vêm o tucano Aécio Neves e o pessebista Eduardo Campos. Porém, um presidente de partido, que não apoia Aécio, garante que será ele a vencer o pleito. A opinião do político é baseada na seguinte questão: o ex-governador de Minas Gerais não tem poupado críticas ao governo de Dilma, enquanto Campos, aliado à figura de Marina Silva, tem se mostrado comedido nas críticas. “O povo não quer alguém que poupa críticas. O Eduardo, ao poupar Dilma e o PT, está entregando as eleições nas mãos de Aécio”, diz o político. Veremos.
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Foto: Renato Araújo/ABr[/caption]
A chapa do PSB, encabeçada por Eduardo Campos, ganhou força com a entrada de Marina Silva, representante do partido “não-oficial” A Rede. Podem dizer que ela expulsou Ronaldo Caiado, mas não podem esquecer que ela, como candidata a presidente, aglomerou 20 milhões de votos. Não é pouco. Baseado nisso, Marina será a vice com maior espaço dentro de uma chapa majoritária. Fontes garantem que todo o projeto de marketing de Campos traz Marina exatamente ao seu lado. As reuniões do partido, realizadas em São Paulo, são assim. O tamanho da fonte dos materiais impressos. O tamanho das fotos. O espaço de fala nos programas. É tudo igual. Ou seja, o candidato à presidência é, de fato, Campos-Marina e não Eduardo Campos.

