Como será a administração do Estado, caso a chapa PMDB-SDD-DEM vença as eleições de outubro?

 

Iris Rezende, Armando Vergílio e Ronaldo Caiado são os expoentes de uma chapa que suscita dúvidas quanto à coesão política | Foto: Marcelo Gouveia/Jornal Opção

Iris Rezende, Armando Vergílio e Ronaldo Caiado são os expoentes de uma chapa que suscita dúvidas quanto à coesão política | Foto: Marcelo Gouveia/Jornal Opção

O grande mote das críticas à chapa montada em torno de Iris Rezende é a falta de coesão entre as partes. É certo que o PMDB ganhou novo fôlego com a chegada de Ronaldo Caiado e Armando Ver­gílio, que trazem partes expressivas de seus partidos para aglomerar no projeto. Veja bem, “partes de seus partidos”, pois tanto o DEM quanto o Solida­riedade não estão unidos quanto à aliança com Iris.

Porém, nem a chegada das “partes estrangeiras” conseguiu sanar o desânimo. Aliás, suscitou dúvidas. Acontece o seguinte: há uma incoerência na aliança estadual, devido o fato de que, no cenário nacional, não há união.

O PMDB, de Iris, e o PC do B — não nos esqueçamos dele —, de Isaura Lemos, estão com Dilma Rousseff (PT). Já o DEM, de Ronaldo Caiado, e o Solidariedade, de Armando Vergílio, apoiam Aécio Neves (PSDB).

Ninguém nega que a chapa é forte e que está bem preparada para as eleições de outubro. Ou seja, pode vencer. Mas a questão é: se vencer, como será a administração? Ora, todos sabem que os prefeitos estão, historicamente, com o “pires na mão”, pois os municípios não têm receita para se manter. Logo, precisam de ajuda, que vem, principalmente, do governo federal, que detém o “bule”.

Assim, como será uma administração cujas partes estarão no mesmo palanque pedindo votos para o governo estadual, mas em lados opostos quando o assunto é presidência da República? É certo que acontecerão mais situações engraçadas como a que ocorreu na convenção, quando um deputado federal do DEM proferiu em alto e bom som que apoiava Ronaldo Caiado e Aécio Neves, fazendo Iris — que estava no palco — perder o sorriso.

Não vamos nem citar o fato de que, no interior, a rivalidade entre democratas e peemedebistas é extremo, chegando ao nível de que, quando o membro de uma parte morre, os da outra não vão nem ao enterro.

Não há união no PMDB

O PMDB é chamado de tribo, por uma razão: porque tem um cacique. Peemedebistas garantem que Iris Rezende está com dificuldades para montar sua equipe de campanha e isso acontece por várias razões. As principais são:

1) O partido não está unido e animado em torno de sua candidatura ao governo, pois queriam outra pessoa na cabeça de chapa. Não precisava ser necessariamente Júnior Friboi. Seria bom que fosse, mas não precisava ser ele;

2) Os peemedebistas dizem que Iris nunca pensou no partido e, sim, em suas preferências pessoais. Um membro histórico do partido relata o seguinte: “O Iris vem, ao longo dos anos, enfraquecendo o partido. Ele atropelou Henrique Santillo, em 1982, assim como passou por cima de Nion Albernaz e Mauro Borges. Ele atropelou Maguito Vilela em 1998 e fez o mesmo com Henrique Meirelles em 2006. Depois, repetiu a dose com Vanderlan Cardoso e Júnior Friboi. Isso é lamentável.”

E, assim, caminha a tribo.

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