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Delação premiada do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa assustou a presidente, inclusive nos debates[/caption]
De tanto ouvir falar em corrupção no governo, a presidente Dilma Rousseff (PT) incorporou a palavra ao vocabulário de referência a obras da própria gestão. “Todo mundo pode cometer corrupção”, respondeu Dilma ao ser questionada sobre os escândalos na Petrobrás e ação eleitoral dos Correios a favor de sua reeleição, na noite do debate da TV Globo, iniciado na quinta-feira, 2.
A corrupção não é novidade, mas chama a atenção o fato de que Dilma abandonou, naquela noite, o uso do eufemismo malfeito quando se refere a roubo de dinheiro público na era PT. “Não quero no governo quem esteja comprometido com malfeito'”, prometeu demitir pessoas delatadas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa como membros de corrupção na Petrobrás.
No contexto de uma entrevista exclusiva em oito de setembro, a presidente incluía o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, teoricamente gestor da Petrobrás e que sumiu de circulação há um mês, desde que vazou a delação de Costa ao Ministério Público e à Polícia Federal. Talvez ele apareça hoje para votar em Edison Lobão Filho (PMDB) ao governo do Maranhão.
“Eu demiti esse ex-diretor que agora está envolvido”, repetiu Dilma, na Globo, a mentira sobre Paulo Roberto Costa, que propalou antes em outro debate na TV Record. Na realidade, Costa pediu demissão da diretoria de Abastecimento da petroleira, como consta de registro em ata de uma reunião do conselho administrativo da empresa. A anotação inclui elogios do conselho a Costa.
Afastou-se em abril de 2012, mas continuou a participar do cotidiano da Petrobrás, no governo Dilma. Mesmo sem operar formalmente, Costa, amigo de Lula desde que o petista passou a trabalhar no Planalto em 2003, recebeu pelo menos 228 telefonemas da empresa. A informação consta de relatório sobre a quebra de seu sigilo bancário.
Às vésperas da eleição de hoje, surgiram informações que comprometem o esquema empresarial de Lula e o PT. Uma delação de Costa indicou que, entre 2010 e 2011, recebeu depósito de 23 milhões de dólares (R$ 57 milhões) em sua conta na Suíça. O dinheiro saiu das empreiteiras OAS e Odebrecht, sócias na montagem da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
Outro vazamento da Polícia Federal informou que a empreiteira Camargo Corrêa pagou R$ 40,9 milhões a duas empresas controladas pelo doleiro Alberto Youssef para lavar dinheiro arrecadado na corrupção da Petrobrás, GFD Investimentos e MO Consultoria. A manobra incluiria uma triangulação com a empresa Sanko Sider.
O doleiro Youssef seguiu o exemplo de Paulo Roberto, conterrâneo paranaense, e aderiu, na quinta-feira, à delação premiada para reduzir a pena de punição pelos rombos na Petrobrás, inclusive com a devolução de dinheiro. Os vazamentos da fala de Youssef prometem irrigar a campanha da oposição num provável segundo turno da eleição presidencial.
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A acusação, às vésperas da votação, diz que o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, foi a BH estruturar campanha petista[/caption]
O projeto de poder do PT esbarra novamente em corrupção na operação dos Correios. Em maio de 2005, os tucanos, na oposição ao governo Lula, montaram no Congresso a CPI dos Correios, gerada a partir de uma fita de vídeo onde um empresário gravou a entrega de propina ao dirigente Maurício Marinho, indicado pelo PTB do Rio para garantir a governabilidade pelo PT.
Era tão pouco dinheiro que coube no bolso do paletó de Marinho. Mas no andar da carruagem, revelou-se o escândalo da formação da base aliada ao Planalto a partir da compra, com dinheiro público, de apoio no Congresso. Era tanto dinheiro que a CPI dos Correios mudou de nome. Passou a ser CPI do Mensalão e deu no que deu. O PT assume o crime até hoje.
Havia tanto requinte que a expressão mensalão foi criação do próprio denunciante do plano, o então deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB e responsável pela indicação de Marinho como arrecadador de dinheiro para o partido nos Correios. Entregou o esquema para se defender. Hoje, Jefferson cumpre pena em presídio no Rio por conta de seu mensalinho.
Agora, se descobriu que o PT, sem ser discreto, mobilizou o pessoal dos Correios em Minas para apoiar a reeleição da presidente e a escolha do companheiro e petista histórico Fernando Pimentel a governador. A ideia é forçar a derrota no Estado do presidenciável e mineiro Aécio Neves (PSDB) e seu candidato ao governo, Pimenta da Veiga.
Com essa ideia na cabeça, o presidente da estatal, companheiro Wagner Pinheiro, deixou Brasília e foi a Belo Horizonte participar de uma reunião eleitoral com funcionários da empresa para instruí-los a agir na campanha. No auditório lotado, Pinheiro se integrou à plateia para seguir uma exposição do companheiro e deputado estadual Durval Angelo sobre o trabalho.
Em sua fala, Angelo atribuiu os 40% de apoio com que a reeleição da presidente conta em pesquisas no Estado são possíveis por causa do “dedo forte dos petistas dos Correios”, mobilizados a seu favor. “Se nós hoje temos a capilaridade da campanha do Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a esta equipe dos Correios”, comunicou o deputado.
A presença de Pinheiro autorizou a abordagem da mobilização eleitoral, mas o próprio disse em Brasília, diante de toda a direção nacional da estatal que não havia nada de mais naquela reunião porque era noturna, fora do expediente. Atribuiu a repercussão do caso a Aécio Neves:
— A candidatura dele está atacando a imagem institucional dos Correios, tentando manchar a imagem junto à população brasileira.
Aécio levou a questão para a campanha eleitoral no país junto com a denúncia de que os Correios boicotaram a entrega em Minas de 5,6 milhões de correspondências a eleitores do PSDB em Minas. Ao mesmo tempo, a estatal teria favorecido a distribuição de 4,8 milhões de panfletos do PT pelo Estado de São Paulo.
Num eventual segundo turno presidencial, o caso continuará na campanha com o PDSB de Aécio ou o PSDB/Rede de Marina Silva. Ambos denunciaram a ação dos Correios ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Acusam a presidente Dilma de manipular eleitoralmente a estrutura dos Correios.
Área construída subirá de 2,1 mil m² para 5,3 mil m². Grupo Gerir, que administra a unidade, destaca esforços do município
O vereador sustenta que o PT de Goiás vive uma esquizofrenia política. Ele diz que o principal prefeito do partido no Estado não apoia o candidato Antônio Gomide, mas, sim, Iris Rezende (PMDB) para governador
As sociedades evoluem de maneira continua. As descontinuidades sociais, as inflexões políticas bruscas, as revoluções radicais, nunca foram de molde a produzir a grandes e permanentes progressos em qualquer corpo social. Ao contrário, no mais das vezes serviram como fator de atraso para esses progressos. A Revolução Francesa, a Revolução Soviética, o nazismo, o fascismo e a Revolução Cubana serviram apenas para trazer sofrimento ao povo que teoricamente pretendiam fazer progredir, ou para frear um desenvolvimento lento mas seguro que num tempo mais longo, organicamente, tenderia a corrigir injustiças ou desigualdades.
Os países escandinavos (Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia) nunca sofreram, ao longo de sua história recente, esses abalos revolucionários, embora tivessem experimentado as agruras das guerras europeias. Estão os cinco, hoje, entre os 25 Estados de maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).
Observe o leitor que quando falo de revolução radical, não me refiro à guerra movida por outro Estado, que em geral é de curta duração e não dirigida à alteração do tecido social. Falo dos movimentos, em geral internos, que se propõem a criar um “homem novo”. Esses movimentos sociais, em geral deflagrados com o pretexto de destruir uma quase sempre falsa “elite opressora” e “libertar o povo”, acabam gerando uma verdadeira elite que passa, ela sim, a exercer por muito tempo a mais cruel das opressões, criando no povo de que se diz “a vanguarda” milhões de vítimas inocentes, aqueles que não querem ou não sabem como se tornar o “novo homem”.
A elite pode ser a nobreza, como na Revolução Francesa, ou um segmento racial, como os judeus no nazismo. Em geral, qualquer subconjunto social que detenha parcela de poder ou riqueza pode ser tachado de “elite” e ser demonizado sob acusação de “opressão”: banqueiros, proprietários de terras, industriais, religiosos, donos de meios de comunicação. Eles costumam pagar caro por terem construído com seu trabalho algo maior e mais duradouro. Pode ser considerado “elite” até algo difuso, ou quase inexistente, como no Peronismo: “Tudo que não seja o trabalhador”.
Os EUA cresceram, e chegaram à posição de maior economia do planeta por um processo contínuo de exercício democrático, acumulando conquistas sociais, corrigindo desvios (como o racismo), com tolerância e contida presença do Estado na vida dos indivíduos e das famílias. E com muito trabalho e muita dedicação. Sem revoluções.
Se um operário alemão hoje desfruta de mais conforto e lazer de melhor qualidade do que desfrutava, 140 anos atrás, o rei Ludwig II da Baviera, um dos soberanos mais ricos de que se tem notícia, não o deve ao nazismo, pois sua elevação econômica, tecnológica e social foi uma conquista dentro da democracia, e obtida apesar dele, nazismo, e do comunismo, responsáveis um pela guerra e outro pela ocupação.
Felizmente, por um processo natural de fadiga humana, esses processos radicais chegam a um ponto de exaustão. Implodem, amontoando internamente os escombros de sua experiência social, como na Revolução Francesa, são esmagados, como no nazismo, ou explodem em vários pedaços como na União Soviética.
O fundamentalismo islâmico parece ser um desses movimentos dispostos a modificar a sociedade. Só que o “novo homem” que pretende criar obedece a um figurino antigo, próximo àquele da Idade Média. Terá que ser culturalmente atrasado, obediente até a morte, humilde ao extremo, temeroso de um Deus implacável e de uma elite religiosa que aplica sem piedade a lei mais dura desse Deus que tudo dirige e tudo vê. Felizmente, essa pretensa experiência terá lugar, se é que o terá, a dezenas de milhares de quilômetros daqui.
O mesmo não podemos dizer do bolivarianismo, aqui vizinho, que já está nos contaminando, suprema ignorância que também quer ver surgir na América Latina um “homem novo”, só que sob a efígie de uma caricatura como Hugo Chávez. E o “homem novo” bolivariano é também um homem velho, aquele que sofreu sob Stálin ou sob Mao-Tsé-tung toda a sorte de indignidades que pode uma criatura humana experimentar.
Uma revolução radical pode fazer mal a muitos povos (o nazismo fez mal ao mundo quase todo. O comunismo fez e faz), mas faz mais mal a seu próprio povo. Traz dentro de si a própria destruição. A Alemanha tinha a tecnologia mais avançada do mundo no século 20, até que o nazismo fosse implantado em 1933. Os cérebros dele fugidos para os EUA permitiram que fosse construída ali a bomba atômica com que Hitler poderia ter vencido a guerra.
Lavoisier (1743-1794) — o pai da Química — foi um dos maiores cientistas da humanidade. Introduziu a balança como instrumento básico dos laboratórios, descobriu a composição da água, formulou a teoria exata da combustão. Emitiu o conceito químico, hoje erroneamente generalizado, de que “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Tinha estudos avançados, que não chegou a publicar. No período do Terror (1792-1794), na Revolução Francesa, Lavoisier foi preso. Como vinha de família rica, só podia ser parte da “elite”.
Levado ao tribunal revolucionário, uma farsa, pois já se sabia condenado, Lavoisier ouviu do presidente Coffinhall: “A Revolução não precisa de sábios!”. Foi guilhotinado no dia seguinte, 8 de março de 1974. Houve uma comoção geral em todos os círculos científicos europeus. O grande matemático italiano Lagrange, contemporâneo de Lavoisier, comentou que mais de um século seria preciso para que surgisse uma cabeça como a que o Terror havia feito rolar em um segundo. Assim são as revoluções.
Cardozo merece ir para o Supremo?
O notório Paulo Abrão aprontou mais uma. Como se sabe, o secretário nacional de Justiça é distribuidor e defensor da “bolsa ditadura”, mecanismo criado para distribuir generosas quantias de dinheiro público a torto e a direito (menos para vítimas de terroristas de esquerda), sob o pretexto de indenizar quem se diz perseguido pelo regime militar. Regime que ele chama de “ditadura”, como se fosse comparável a uma verdadeira ditadura, como a cubana. Como denunciou a revista VEJA, esse cidadão esteve na Polícia Federal, em horário extra expediente, na tentativa de obter dados sobre um processo em segredo de justiça, envolvendo a candidata Marina Silva. Ao que consta, não teve êxito. Teria feito isso de moto próprio ou a mando do chefe, o ministro José Eduardo Cardozo? Vale dizer: a malandragem ilegal foi simples ou dupla? E José Eduardo Cardozo ambiciona a cadeira no Supremo que foi de Joaquim Barboza. No critério petista, tem qualidades para a pretensão.Exportador brasileiro não recebe da Argentina
Os exportadores brasileiros para a Argentina não estão recebendo por suas mercadorias. Fala-se em mais de 4 bilhões de dólares em atraso. A loja de dona Kirchner está quebrada e não paga seus fornecedores. E ficamos presos ao Mercosul enquanto o Chile, por exemplo, que não se amarrou nesse complicado mercado, faz seus acordos bilaterais de comércio.Liberação do porte de armas
Notícia dos EUA: o Estado de Illinois liberou, em julho deste ano, o porte de armas para seus cidadãos. Na maior cidade do Estado, Chicago, a criminalidade caiu em mais de 20% e o número de assassinatos em mais de 50%, desde então. Uma notícia de entristecer qualquer desarmamentista.Mais uma inversão de valores
Em Cascavel, no Paraná, um homem de 76 anos, José Peixoto, e seu filho reagiram a um assalto. Conseguiram desarmar um dos bandidos (era um casal) e baleá-los. Os meliantes morreram e o filho de Peixoto, também baleado, está hospitalizado. A delegada Mariana Vieira efetuou a prisão de Peixoto, que foi algemado para o cárcere. Aguarda a alta do filho para prendê-lo também. É a inversão total e completa de valores. As esquerdas estão exultantes.
Sem Marconi Perillo e Iris Rezende, o espaço político de Goiás será ocupado por nomes que começaram a se mostrar já nas eleições deste ano
Obra de especialista em diplomacia e assuntos militares da América do Sul torna públicos os planos ambiciosos do almirantado brasileiro em incluir a armada do País entre as dez maiores potências navais do globo
Ao lado de informações pouco conhecidas sobre a vida de Eça de Queiroz, o livro de Campos Matos traz vasta e preciosa iconografia, além de reflexões críticas que permitem uma visão aprofundada do percurso ideológico do escritor, da repercussão da sua obra e da sua figura pública entre os contemporâneos
André J. Gomes
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Wikipédia Commons[/caption]
— Parabéns, Presidente!
Pronto. Ele conseguiu. Tantos anos de trabalho o levaram ao posto mais alto de sua organização, ao topo do organograma, à tampa da panela. Ele acaba de ser escolhido para o cargo mais importante de uma invejada companhia multinacional.
— O senhor precisa de alguma coisa? — pergunta-lhe sua secretária executiva
— Preciso, sim. Que você saia daqui e me deixe só.
A secretaria o atendeu de pronto. Fez o que a vida já havia feito antes. Ele estava só. Havia lido por aí que o poder é um exercício solitário. E daí? Ele agora é “o homem”. Podia até ser uma mulher, mas ainda assim seria “o homem”.
Ali, no fim de mais um dia cheio, soberano em seu castelo de vidro, na maior sala do último andar de um suntuoso edifício, ele viu a noite cair lá fora e se deu de presente dois minutos, não mais que isso, para se recuperar dos tantos tapas nas costas que recebera durante o dia. De repente, ele se pegou pensando na vida que o levara até ali.
Estava nessa havia quanto tempo? Vinte anos? Mais, muito mais. Quantos idiotas ele fora obrigado a aturar? Quanto preconceito foi levado a ouvir e a praticar? Quanta burrice, quanto ódio! A quantos relacionamentos interesseiros ele sobreviveu, a quantos inimigos prometeu amor eterno, quanta gente ele esqueceu por aí? Dane-se. Danem-se todos eles. Quem diria? Ele estava lá. O dono do jogo agora era ele!
A noite já era feita lá fora e o homem ali, passeando por dentro. Lembrou de seus sacrifícios todos. Suas horas sem dormir, sua sede e sua fome não atendidas. Recordou os cachorros quentes consumidos às pressas, ele nunca esqueceu o quanto é bom um cachorro quente barato. Sentiu até o gosto do molho de tomate, a salsicha saborosa, o tempero forte, a maionese. De suas certezas todas, a de que às vezes só um cachorro quente pode salvar a sua vida persistiu. Não fosse agora um rico frequentador de caros restaurantes, jantaria um senhor cachorro quente na calçada lá embaixo.
Pensou também em seus amores perdidos, trocados pela empresa, deixados para trás. A alta velocidade do mercado é tão diferente do passo a passo lento do amor que não havia jeito. Os amores ficaram para trás. Não havia tempo para isso. Tempo para conversas demoradas, cinema à tarde, declarações de amor, almoços intermináveis com a família. Não! Um alto executivo jamais almoça em vão. Não perde tempo com isso. Todas as suas namoradas sabiam muito bem.
Ele ficou ali, pensando em cada uma delas. A amiga de infância, a japonesa, a baixinha com quem foi a Cuba, a professora de russo, a amiga da baixinha com quem foi a Cuba, a negra linda, dançarina, a ruiva e seu cabelo da cor da fórmica do balcão do bar, a atriz e seus sonhos, a filha do senador e suas possibilidades. Pensou em todas elas, em sequência, até chegar àquela com quem se casou. Sem amor. Aquela de quem ele só não se separou por falta de tempo.
E agora? O que faz um sujeito no auge de sua vida profissional? Para onde mais subir? Em que investir agora? Viagens à lua, missões humanitárias na África, a solução dos problemas na Faixa de Gaza? Não, esses assuntos não interessam aos negócios de sua importante multinacional do ramo de seguros. E o caminhão de dinheiro que invadiu em cheio sua conta? Onde gastar tudo isso?
Herdeiros, não tem nenhum. Preferiu não mexer com isso. Não tivesse convencido a esposa a fazer aquele aborto, seu filho teria hoje o quê? Quinze anos? É isso. Uns quinze anos. E ele teria um punhado de problemas a mais. O peso de um filho lhe teria impedido de subir tão longe na hierarquia da corporação.
Agora, essa dinheirama sobrando lhe deu um tédio medonho. O que fazer? Quem sabe comprava uma comenda da República de Omã? Claro! Mandaria fazer uns cartões de visita novos. Antes de seu nome, a palavra “Comendador” lhe faria a distinção merecida, muito mais que o mero “Presidente” bem abaixo.
Era isso. Ele conseguiu. Chegou lá. O primeiro a chegar e o último a sair venceu na vida. Pisou o topo. Respirou o perfumado ar rarefeito a que poucos têm acesso.
Fim do expediente. O presidente estava pronto para ir. Arrumou suas coisas na pasta, desligou o computador, vestiu o paletó, olhou cada canto de sua sala com um tanto de desprezo, um tanto de carinho.
Depois ele abriu a janela, um vento selvagem lhe bateu na cara, tão diferente da brisa monótona e gelada de seu ar-condicionado, e pulou do trigésimo terceiro andar do suntuoso edifício. Lá embaixo, seu corpo se espatifou sobre uma carrocinha de cachorro quente, espalhando sangue e salsicha com molho de tomate por todo o calçadão.
André J. Gomes é escritor e publicitário.
via Revista Bula
O livro “O Serviço Secreto Chinês”, do jornalista francês Roger Faligot, aponta que, da extrema direita, Georges Rémi pode ter se tornado um instrumento político da esquerda da China
Os movimentos gay e feminista cometem o mesmo erro do movimento negro — em vez de realçar os valores positivos dos homossexuais e das mulheres, preferem deflagrar uma guerra insana aos heterossexuais, tratados como inimigos
Pedido se baseia na possibilidade de o novo candidato a vice não ter se desincompatibilizado de cargo público em prazo de 90 dias antes das eleições. Presidente do PT goiano lamenta o episódio e alega se tratar de "desinformação" por parte do democrata-cristão
Economista aponta que o tocantinense perdeu o orgulho e diz que irá levar, ao Palácio Araguaia, algumas propostas de governo ao próximo comandante eleito
As chuvas e o aumento do número de casos autóctones (contraídos no Brasil) de febre chikungunya alertaram as autoridades de saúde em Goiás. O número de casos na Bahia, 33 confirmados, é um exemplo do fluxo migratório da doença para os municípios goianos. De junho até o fim de setembro, foram notificados quatro casos da doença no Estado. Todos registrados na capital goiana. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), um dos casos foi descartado, um confirmado e os outros dois estão sob investigação. O objetivo é mobilizar a população para eliminar o criadouro dos vetores. A febre é uma infecção viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti (dengue) e Aedes albopictus (malária); ambos encontrados em Goiás. Os sintomas são similares aos da dengue: febre e dores nas articulações.
Ebola deixa 3,7 mil crianças orfãs
Pelo menos 3,7 mil crianças da Guiné-Conacri, da Libéria e de Serra Leoa perderam um dos seus pais, devido ao vírus ebola. O dado foi divulgado na terça-feira, 20, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Segundo o diretor regional do Unicef, Manuel Fontaine, como a epidemia se intensificou nas últimas semanas, o número de órfãos por causa do vírus pode duplicar até meados de outubro. “Sabemos que os números que temos são apenas a ponta do iceberg”, afirmou em videoconferência a partir de Dacar, capital do Senegal. Um dos principais problemas é o repúdio que os menores enfrentam, pois familiares e vizinhos têm receio em acolhê-los e contraírem a doença. Em seis meses, o ebola infectou 6.553 pessoas.Tayrone renuncia e pode beneficiar Marconi nas eleições
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O imbróglio no PT entre Paulo Garcia e Tayrone di Martino (esquerda) culminou na renúncia do vereador à vice de Antônio Gomide: para seu lugar foi escolhido José do Carmo (direita)|Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
A última semana antes do domingo de eleições foi marcada, em Goiás, pelo imbróglio entre o prefeito Paulo Garcia e o vereador Tayrone di Martino, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT). Depois de idas e vindas, o vereador protocolou, na quarta-feira, 1° de outubro, o pedido de renúncia à sua candidatura a vice-governadoria do Estado na chapa encabeçada por Antônio Gomide (PT). Na terça-feira, Tayrone havia anunciado que renunciaria. Porém, poucas horas depois, após uma reunião com a executiva petista, ele recuou. No dia seguinte, o vereador não compareceu à Câmara de Goiânia e não chegou a fazer qualquer comunicado sobre sua decisão. O aparente motivo foi a confusão com o prefeito da capital goiana, Paulo Garcia, e com a executiva do partido, por ser contrário ao projeto de reformulação das alíquotas do IPTU e ITU, proposto pela Prefeitura. O maior beneficiado com a renúncia seria o governador Marconi Perillo (PSDB), a quem se reverteria a maior parte dos votos que seriam dedicados a Gomide, especialmente em Anápolis, onde o petista foi aprovado com boa gestão. Porém, o tucano apenas será beneficiado caso o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) não acate o pedido de oficialização do novo candidato a vice-governador na chapa de Gomide, o advogado José do Carmo, e anule os votos do petista. O desfecho da história é incomum, pois nunca o TER-GO oficializou uma candidatura após as eleições.
Após erupção, pessoas continuam desaparecidas
Autoridades informaram na sexta-feira, 3, que 16 pessoas continuam desaparecidas na região próxima ao cume do Monte Ontake, no Japão, onde um vulcão entrou em erupção no sábado, 27. O número de mortos, em razão do desastre natural, chega a 47. Segundo a agência meteorológica do país, o vulcão começou a expelir fumaça, rochas incandescentes e cinzas na madrugada de sábado. Centenas de pessoas caminhavam próximo ao vulcão no momento da erupção. Entretanto, a maioria conseguiu abandonar a região ou foi retirada do local por meio da ajuda de helicópteros militares. O Monte Ontake, segundo vulcão mais alto do Japão, superado apenas pelo Monte Fuji, tem 3.067 metros e fica situado na Região Central do país. A última grande erupção do Ontake foi em 1979, quando o vulcão expeliu cerca de 200 mil toneladas de cinzas.Improbidade administrativa na saúde
Os últimos dois ex-secretários de Saúde do Estado, Antônio Faleiros Filho (PSDB) e Irani Ribeiro de Moura, e o ex-diretor-geral do Hospital Geral de Goiânia (HGG), André Luiz Braga das Dores, foram acionados pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) por improbidade administrativa. Os três gestores, juntamente com outros três ex-secretários de Estado da Saúde, também foram acionados a ressarcir danos causados ao Tesouro Estadual em vista de sua responsabilidade civil. Os ex-secretários Cairo Alberto de Freitas, Hélio Antônio de Sousa e Maria Lúcia Carnelosso deverão ressarcir os danos causados ao erário – um valor de até R$ 5,06 milhões. Segundo o promotor de Justiça Fernando Krebs, autor da ação, eles não tomaram as “devidas providências para a utilização de aparelhos indispensáveis ao pleno funcionamento do Hospital Geral de Goiânia”. Dentre eles, o de ressonância magnética, de raios-X panorâmico e camas elétricas.Falta de energia leva a falta d’água
Mais de 35 quedas de energia, no mês de setembro, comprometeram a rede de abastecimento de água da Saneago. De acordo com levantamento realizado pela companhia, diferentes regiões da capital goiana e do município de Aparecida de Goiânia ficaram nove dias sem água, apenas em setembro. O presidente da estatal, Júlio Cézar Vaz de Melo, afirmou que não há racionamento de água em Goiânia. Mesmo com a seca, o presidente diz que tanto o sistema João Leite, quanto o Meia Ponte estão funcionando plenamente. Devido a “problemas pontuais”, que afetaram reservatórios, estações de tratamento e centros de distribuição, em reação cadeia, o fornecimento de água foi comprometido.
Funcionários públicos, alunos e o Sindicato dos Servidores da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) continuam cobrando do governo do Estado, a transformação da Fundação em autarquia. Querem que a instituição tenha autonomia financeira, patrimonial, administrativa e orçamentária para um melhoramento dos trabalhos. Caso a transformação aconteça, avalia o movimento, será permitida a redução de custos trabalhistas, visto que a entidade desembolsa uma gama de encargos trabalhistas em porcentuais superiores aos despendidos pelo Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev), onerando de forma significativa os cofres públicos. De acordo com as lideranças do movimento, a Unitins não tem conseguido atender como entidade de direito privado às reclamações de seus servidores. “A transformação em autarquia vai permitir que a Unitins cumpra o seu verdadeiro papel no desenvolvimento do Tocantins e o fomento do capital intelectual de seus colaboradores”, segundo o Sindicato dos Servidores do Estado.

