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Em entrevista, o jornal chileno “El Mercurio”, perguntou à presidente Dilma pelos efeitos políticos da corrupção no segundo mandato no Planalto. Queria saber como ela poderia liderar uma “campanha séria” contra a corrupção, se o partido dela se é responsável pelo que acontece no petrolão. Ela respondeu que não é bem assim, ao contrário. O saque à Petrobrás seria coisa antiga: — Essas investigações têm levado ao desmantelamento de um esquema que é suspeito de ter décadas de existência, antes dos governos do PT. Garantiu que “o Brasil não vive uma crise de corrupção, como afirmam alguns”. Ela negou a existência de esquema para arrecadar dinheiro na petroleira em benefício do PT e aliados que formam a maioria governista no Congresso. Em vez disso, o governo estaria é punindo corruptos, assegurou: — Nos últimos anos começamos a pôr fim a um largo período de impunidade. É um grande avanço para a democracia brasileira. Ao mesmo tempo em que o jornal chileno publicou a entrevista com Dilma às vésperas do segundo governo da companheira, o ex Lula surgiu em público com um vídeo gravado para circular em redes sociais na internet. Em seu pronunciamento, ele parece repreender a companheira, coisa para fazer média com os militantes do PT. Mostrar presença. Recomenda que Dilma seja mais aberta à convivência com a militância, justamente o movimento que a sucessora tenta seduzir com os seus planos para a nova posse presidencial, com vontade de marcar liderança sobre os militantes. Quem sabe com projetos para um terceiro mandato? Ela tem 67 anos. Em 2022, teria 75. Em 2026, 79 anos. Lula é dois anos mais velho. Cada um ao seu modo no cerco à militância, o ex apresentou em seu vídeo uma conclusão que retirou das últimas eleições, em outubro, e agora exibiu com os olhos na sucessora tendo todos os companheiros como testemunha de sua aula: “A lição que ficou foi a seguinte: o povo quer mais democracia, mais participação, mais esperança, mais ética. O povo quer ser mais ouvido e continuar sonhando. Essa é a mensagem que a presidenta Dilma deve assimilar e fazer do seu mandato um mandato histórico. Ou seja, o povo está mais exigente, o povo quer mais.” Recomendou à presidente combate à corrupção, com transparência. “Nós devemos conversar sempre com o povo no sentido de que nada seja escondido”, receitou Lula, que considera necessário “continuar” a punir a corrupção. “Continuar a política forte de combate à corrupção, onde toda e qualquer coisa deve ser dita e tem de ser dita porque um governo não pode esconder nada.” Sugeriu Lula que a sucessora se abra mais ao diálogo com a sociedade em geral, sem se desligar dos movimentos sociais. Incluiu políticos e empresários nesse universo. As denúncias sobre corrupção, pelos dados do ex-presidente, seriam responsáveis pela rejeição ao petismo, inclusive na dificuldade que Dilma encontrou para se reeleger no segundo turno contra o tucano Aécio Neves. “Se Dilma fizer uma relação com a sociedade, tal como foi o segundo turno das eleições terá toda possibilidade de fazer um governo exitoso e fazer com que o povo sinta que valeu a pena fazer a campanha e eleger a Dilma”, divulgou Lula, que, depois do susto da sucessora, não deseja correr risco em 2018, época que deverá ser adversa na economia.
O Jornal Opção perguntou para 5 empresários e 5 políticos: “Qual é o auxiliar mais competente do governo Marconi Perillo?” Os empresários não titubearam: o nome é Jayme Rincón, seguido de Thiago Peixoto (que voltou para a Câmara dos Deputados). Eles disseram que Rincón é quase hors concours, por sua imensa capacidade de trabalho. É apontado como um gestor consistente.
Perguntados se Jayme Rincon tem condições de administrar Goiânia, os entrevistados disseram que Goiânia “precisa de alguém com a sua energia” e “vontade de fazer as coisas acontecerem”.
Deputados mais experimentados avaliam que Chiquinho Oliveira articulou mal na Assembleia Legislativa. “Ele chegou arrogante, usando o nome do governador Marconi Perillo. A turma não gostou e, embora estivesse reticente, acabou embarcando na canoa de Helio de Sousa, que é moderado e ponderado”, afirma um deputado da base marconista. Chiquinho Oliveira pode ter articulado mal, mas ganhou destaque na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa.
Helio de Sousa (DEM) está confirmado como presidente da Assembleia Legislativa de Goiás. Por consenso. O tucano José Vitti vai ser o líder do governo. Talles Barreto (PTB) deve assumir a Comissão de Constituição e Justiça.
Virmondes Cruvinel Filho pressiona para conseguir a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. Mas não está fácil. “Virmondes é marinheiro de primeira viagem”, afirma um deputado ligado ao presidente Helio de Sousa. “O sujeito nem chegou e já quer ficar na janelinha.”
O historiador Gilvane Felipe deve ir para um cargo do segundo escalão do governo Marconi Perillo na cota do deputado estadual eleito Virmondes Cruvinel Filho (PSD). Radicalizado, Virmondes Cruvinel quer montar um grupo para apoiá-lo para prefeito de Goiânia e rejeita alinhamento automático com o PSDB. O problema é que o preferido do partido, no caso de disputa pela Prefeitura de Goiânia, é o deputado Francisco Júnior.
Com a ida de Thiago Peixoto para a Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), Sandes Júnior fica confirmado como deputado federal. A cúpula nacional do PP vai agradecer o governador Marconi Perillo assim que tudo estiver confirmado. Sandes Júnior é considerado, em Brasília, como um deputado de “alta qualidade”, que sempre apresenta projetos de interesse social.
Pergunta maldosa mas que provoca riso em Catalão: “Qual vai ser o próximo a surrar o deputado estadual Adib Elias?” Comenta-se que muitos em Catalão, inclusive no PMDB, querem, seguindo o caminho de César da PC, tirar uma casquinha no rosto “marcado” de Adib Elias. Haveria, até, uma fila. Mas não se incentivar a barbárie.
O ex-deputado goiano Cleovan Siqueira e o futuro ministro das Cidades, Gilberto Kassab, estão tricotando com frequência. Na pauta, a criação do PL. O partido sai em 2015, com o apoio da presidente Dilma Rousseff.
O deputado federal Jovair Arantes equivoca-se: o PSD de Goiás é maior do que o PTB. O PSD elegeu dois deputados federais e cinco estaduais e o PTB um deputado federal e cinco estaduais.
Pode ser que haja alguma mudança, mas existe a possibilidade de o governador Marconi Perillo convocar apenas um deputado federal para o secretariado. Se isto acontecer, Eurípedes Júnior não vai para a Câmara dos Deputados. O presidente do Pros pode ocupar cargo tanto no governo do Estado quanto no governo federal. A esperança de Eurípedes Júnior é o deputado Heuler Cruvinel, do PSD, que deve disputar a Prefeitura de Rio Verde em 2016. Se eleito, abre uma vaga na Câmara dos Deputados, o que efetivaria Sandes Júnior. O presidente do Pros assumiria na vaga de Thiago Peixoto.
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Nenhum conselheiro quer se aposentar para abrir espaço para Cláudio Meirelles | Foto: Foto: Henrique Luiz[/caption]
Num evidente exagero, dois deputados estaduais dizem que o colega Cláudio Meirelles “surtou” e, como se fosse o Simão Bacamarte da Assembleia Legislativa, não para de falar que vai de qualquer maneira para o Tribunal de Contas dos Municípios.
O problema é que, para conquistar uma vaga no TCM, Cláudio Meirelles precisa entender que deve convencer um conselheiro a se aposentar.
O fato é que nenhum conselheiro quer se aposentar para abrir espaço para Cláudio Meirelles. Virmondes Cruvinel aposenta-se única e exclusivamente para abrir espaço para o deputado Joaquim de Castro (PSD).
Aos 63 anos, Virmondes Cruvinel pode ficar mais seis anos e 7 meses no TCM.
Sebastião “Caroço” Monteiro e Honor Cruvinel também não se aposentam para abrir vaga para Cláudio Meirelles.
A deputada Magda Mofatto estava meio chorosa na semana passada, porque não conseguiu emplacar ninguém no primeiro escalão. A tese do governador Marconi Perillo: cargo em governo não é para ser “leiloado” entre políticos. Políticos terão espaço, mas para trabalhar e não para fazer política e cabalar votos.
A capacidade do jovem tucano de reinventar-se, de não ter uma imagem estática, fácil de ser apreendida e criticada, é um fenômeno ainda pouco examinado por cientistas políticos, jornalistas, sociólogos e historiadores. Ele será governador de Goiás pela quarta vez. Um fato histórico
Antes tinha-se o hábito de falar “fulano é cota do deputado x ou y”. Isto acabou em definitivo. Pode até ser que, para determinado cargo, um parlamentar possa indicar um técnico para o governo. Mas que fique claro, a partir de agora, mesmo os indicados, a partir de critérios técnicos, de eficiência comprovada, estarão na cota do governador, e não dos padrinhos. Detalhe: não tem essa de não trabalhar. Se os funcionários efetivos trabalham, por que os comissionados não podem trabalhar? Na verdade, a maioria dos comissionados trabalha, mas há sempre aqueles espertinhos que, fiando-se no apadrinhamento político, raramente aparecem nas repartições.

