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Divulgação[/caption]
Começou na semana passada e vai até o domingo, 5 de abril, a Mostra Itinerante do Festival Internacional de Cinema Nueva Mirada, que acontece no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.
Serão 10 programas com filmes de longa e curta metragem voltados a crianças e adolescentes, divididos por classificação etária. Os filmes propõem um novo olhar sobre a vida e estão fora dos circuitos comerciais de TV e cinema, abarcando a realidade da infância e da juventude de diversos países.
- A Orquestra Sinfônica de Goiânia se apresenta nesta segunda-feira, 30, nos palcos do Teatro Goiânia Ouro. O concerto integra a 1° Temporada de 2015 do Coro Sinfônico de Goiânia. É às 20 horas e a entrada é franca.
- A banda goiana Cascavelvet interpreta canções consagradas do rock mundial, nesta “Terça no Teatro”. Será no Teatro Sesi que as canções de Pink Floyd, Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Rolling Stones e Bob Dylan embalam a noite do último dia do mês. A entrada é franca e o show começa às 20 horas.
Livro
Ganhador dos prêmios Jabuti e Jaburu por “Naqueles Morros, Depois da Chuva”, o goiano Edival Lourenço lança agora toda sua poesia, em uma única edição.
Poesia Reunida
Autor: Edival Lourenço
Preço: R$ 45,00
Ex Machina
Música
Em referência ao cereal “Froot Loops”, este álbum, além de brincar com diversos sabores em letras e batidas, é um dos mais comentados dos últimos 4 meses.
Froot
Intérprete: Marina and The Diamonds
Preço: R$ 34,90
Warner Music
Filme
Dirigido por Christopher Nolan, o longa “Interestelar” narra a missão de um grupo de astronautas em busca de novos lares para salvar a população do planeta Terra.
Interestelar
Direção: Christopher Nolan
Preço: R$ 39,90
Warner Home Video
Maria Estela Guedes
Especial para o Jornal Opção
De Lisboa, Portugal
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Retrato de Herberto Helder por João Dionísio[/caption]
Herberto Helder (1930-2015), falecido a 23 de março, vinha construindo a sua vida, ou a sua obra, desde há largos anos, com viva atenção às relações da Poesia com o mundo venal que nos asfixia. E porque era muito sensível ao que podia ser considerado comercial, criador de vínculos manipuladores, recusou prémios valiosos em prestígio e valor monetário e furtou-se à vida mundana que televisão, rádio e jornais propiciam.
Mesmo na relação com instituições académicas se mantinha à distância, e selecionava as que certamente lhe pareciam mais idóneas, caso de um recente colóquio na Sorbonne, com cujos organizadores por exceção colaborou. Não quer isso dizer que fosse uma pessoa difícil; não, era afável, conversador e mesmo carinhoso com os amigos. Apenas se furtou a exibições, à falsa glória gerada pelos meios de comunicação de massa.
Acrescentando a isto a sacralidade em que mergulham os poemas, unidos ao símbolo, ao sinal alquímico, ao andamento musical dos longos versos livres, às formas crípticas de dizer, tornou-se um poeta de culto.
A sua importância é enorme junto dos mais novos que ele, que ora o imitam sem querer ora, querendo-o, tentam afastar-se o mais possível, para alcançarem voz própria. Porém o seu impacto não se cinge aos poetas, alcança também outros artistas, plásticos, músicos e outros, que o tomam como tema de exposições, vídeos, filmes.
Internamente e no Brasil, é facto cada vez mais pacífico o de o autor de “A colher na boca”, “Última ciência”, “A máquina lírica” e tantas outras obras ser um dos mais altos poetas de sempre a manejar uma língua que nos últimos tempos queria só dele, já não o português, sim o herbertianês.
Por isso a sua escrita mais recente pode causar algum sobressalto a quem abra pela primeira vez “A faca não corta o fogo”, “Servidões”, ou “A morte sem mestre”, obras duras, de voz áspera, contrastando com os livros de juventude e maturidade – “O amor em visita”, “Poemacto”, “As musas cegas”, “Cobra”, “O corpo o luxo o obra” – luxuriantes, luxuosos, de beleza estonteante. Beleza dos corpos, ele é um poeta do vivo, do erotismo, daquilo que é biológico.
Herberto não é só autor de poesia. Ele publicou prosa também, dispersa alguma, outra concentrada em “Photomaton & vox” e num livro de referência para a narrativa portuguesa mais inovadora, “Os passos em volta”, de 1963. E há também a considerar as versões de textos alheios, alguns deles poesia étnica, nas colectâneas: “As Magias”, “Ouolof”, “Poemas ameríndios” e “Doze nós numa corda”, publicadas nos anos 80 e 90.
Se bem que seja lento o movimento de assimilação da poesia, sobretudo em língua que não é a materna, a sua obra está a caminho de ser conhecida em muitos países. Conta com edições brasileiras de várias obras e saíram traduções em Itália, França, Espanha, Reino Unido e em outros países. Universidades portuguesas e estrangeiras vão incluindo o poeta nos cursos de literatura, promovem encontros sobre a sua obra e o seu estudo entre mestrandos e doutorandos. Os livros sobre ele vão-se somando, em Portugal e fora de fronteiras, desde o primeiro, de 1979, “Herberto Helder, poeta obscuro”, meu.
A partir de 1973, data de edição dos dois volumes de “Poesia Toda”, Herberto Helder começou a reunir todos os livros de poesia em um só, com títulos diversos, pois se trata sempre de inéditos, dada a anexação do último, saído isoladamente. Um deles, “Ou o poema contínuo”, dá a entender que os seus poemas, além de serem um só, não têm princípio nem fim limitantes.
Neste domínio, “Poemas completos”, de 2014, é a obra dele ainda disponível nas livrarias. Com tiragem reduzida em cada edição, sendo esta única, os seus livros esgotam-se depressa e os mais antigos, nos alfarrabistas, começam a custar pequenas fortunas, o que reforça a imagem de culto prestado a este sacerdote da palavra que só pedia, apesar de ateu: “Meu Deus, faz com que eu seja sempre um poeta obscuro!”.
Maria Estela Guedes é escritora portuguesa, atualmente Investigadora no Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa
Adelto Gonçalves
Especial para o Jornal Opção
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Herberto Helder foi o autor de uma obra consistente, mas que viveu uma vida em construção | Foto: publico.pt[/caption]
Se Fernando Pessoa (1888-1935) foi a figura de proa da poesia portuguesa na primeira metade do século XX, na segunda esse espaço foi ocupado por Herberto Helder (1930-2015), um poeta fascinado pelo poder encantatório da linguagem, decorrente do uso ritual da palavra, como observou Maria Estela Guedes num dos dois livros que escreveu sobre essa personagem mítica, “Herberto Helder, o poeta obscuro” (Lisboa, Moraes Editores, 1979).
De fato, como observa a autora no segundo livro que dedicou à produção do poeta, “A obra ao rubro de Herberto Helder” (São Paulo, Escrituras, 2010), em todos os seus poemas está presente um tipo de magia fundada no trabalho poético sobre as palavras. E que, especialmente, procura imagens na Natureza. Esse trabalho pode ser sintetizado nestas palavras de Helder, que estão no o prefácio de seu livro “As magias”: “(...) Mas as palavras não são apenas palavras. Tem longas raízes tenazes mergulhadas na carne, mergulhadas no sangue, e é doloroso arrancá-las”.
Arrancar palavras da alma parece ter sido a obsessão desse poeta que, a exemplo de José Saramago (1922-2010), único Prêmio Nobel da Literatura Portuguesa, não colocou na parede diploma de nenhuma universidade. Se Saramago, que também foi bom poeta, além de excepcional romancista, não frequentou os bancos de nenhuma faculdade, Helder chegou a matricular-se na Universidade de Coimbra, mas não concluiu nenhum dos cursos que fez. Formou-se, isso sim, na universidade da vida. Sem contar que sempre foi um ávido leitor, não só de poetas e romancistas europeus, como de poetas latino-americanos como o mexicano Octavio Paz (1914-1998), o argentino Jorge Luís Borges (1899-1986) e o chileno Vicente Huidobro (1893-1948).
Como se lê na biografia “Herberto Helder, a obra e o homem” (Lisboa, Arcádia, 1982), que escreveu a professora Maria de Fátima Marinho, vice-reitora da Universidade do Porto, o poeta, nascido no Funchal, sempre esteve na contramão da sociedade bem comportada. Por isso, sua figura, a partir da notoriedade de seus versos, passou a ganhar uma aura mítica, que só aumentou nos últimos anos, depois que se refugiou num pretenso anonimato, recusando-se a receber prêmios literários, como o Fernando Pessoa, na década de 90, e a conceder entrevistas e até a deixar-se fotografar.
Em linhas gerais, viveu uma vida em construção, sem muito apego a valores burgueses: foi propagandista de produtos farmacêuticos, redator de publicidade e outros ofícios. Sabe-se também que viveu precariamente como imigrante em países como França, Holanda e Bélgica, onde igualmente desempenhou trabalhos que os naturais do lugar se recusam a fazer. Em Antuérpia, teria sido guia de marinheiros e turistas nos meandros da zona do meretrício. E até cantor de tangos. Só em 1960, depois de voltar a Lisboa, conseguiu um emprego mais estável como encarregado das bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian que viajavam pelas vilas e freguesias do país. Foi ainda repórter e redator por dois anos de uma revista em Angola, às vésperas da derrubada do regime colonial.
Morto o poeta, naturalmente, agora abundam os elogios das fontes oficiais, mas a verdade é que Herberto Helder, ainda que tenha publicado uma vasta obra, foi um poeta marginal e desconhecido em Portugal por muito tempo – e mais ainda pelo público e até mesmo pelos acadêmicos brasileiros. Só nos últimos tempos passou a ser mais reverenciado e seus livros procurados – um ou outro chegou a alcançar tiragem de cinco mil exemplares, o que é surpreendente em se tratando de poesia. Se sua poesia transcendeu a de Fernando Pessoa, ainda não se pode dizer. Se não chegou a tanto, passou perto.
Adelto Gonçalves é doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela USP
Diante o 1° Seminário de Iluminação Cênica de Goiás, nada mais pertinente que a questão: qual o valor do iluminador?
Haroldo Caetano
Especial para o Jornal Opção
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Adolescentes no crime: redução da maioridade não resolve[/caption]
Nada como um inimigo comum para fazer desaparecer diferenças políticas, religiosas, sociais e até futebolísticas. Se existe algo com enorme capacidade de unir pessoas é o ódio. Seja em pequenos ou grandes grupos, homens e mulheres se juntam para celebrar o ódio aos gays, aos negros, aos judeus, aos muçulmanos, aos presos, aos drogados, aos corruptos, aos petralhas ou tucanalhas.
Eis que agora reaparece um antigo inimigo comum, novamente indesejável da hora: o adolescente infrator. E as agendas da política e da grande mídia voltam à carga com a velha e cansada proposta de redução da maioridade penal para 16 anos. Os adolescentes infratores são, pela enésima vez, os novos inimigos.
O número da proposta de emenda constitucional que trata do tema é sugestivo: 171. Mesmo número do artigo do Código Penal relativo ao estelionato, crime praticado mediante fraude contra vítimas que muitas vezes sucumbem ao afã de levar vantagem em algum negócio, mas que acabam mesmo é caindo no conto do vigário e ficando com o prejuízo.
Estamos diante de uma clara tentativa de estelionato. A população mais pobre, aquela mesma de onde vêm os prisioneiros de todos os cárceres Brasil afora, agora é usada como massa de manobra para uma iniciativa que promete trazer segurança pública, mas que na prática está fadada a produzir ainda mais violência, principalmente contra ela própria. Ou alguém acredita que adolescentes das classes sociais mais favorecidas serão levados à prisão? Isso por acaso já acontece com os criminosos adultos?
Entretanto, seduzidos e entorpecidos pela ideia de que o inimigo comum deve ser combatido com todas as forças, também os mais pobres apoiam a iniciativa. Acreditam, tal qual a vítima do estelionato, que será uma vantagem para eles próprios. Que terão paz. Ledo engano. Aprovada a medida, não tardará em aparecerem aos montes os enganados, as vítimas da PEC 171.
Se não temos uma educação de qualidade, se a greve dos professores não é sequer notícia na televisão, se o governo oferece um salário de miséria para seus professores, se não temos conselhos tutelares decentes, se não há creches para as crianças, se não existem praças de esporte e lazer nos bairros periféricos, se não temos acesso a serviços públicos dignos, como transporte e saúde, se temos meninas e meninos marginalizados pelas ruas da cidade... Tudo isso não importa tanto para uma causa comum.
Não! Se nada disso nos une, vamos então apoiar a exclusão dos adolescentes nas masmorras de sempre. Eles são os reais culpados pela violência que impera nas cidades, pela nossa depressão e pela alta do dólar. Não os “nossos” adolescentes, fazemos questão de ressaltar. O problema não é nosso, mas do outro, do filho do vizinho do lado de lá do muro.
Se as causas que poderiam levar à transformação da realidade brasileira para melhor não nos mobilizam, vamos, então, nos unir em torno do ódio, esse sentimento tão gostoso de sentir, em que projetamos toda nossa ira e ignorância para um inimigo imaginário, porém comum. E o inimigo é aquele rapaz, compleição física de homem feito, drogado, coincidentemente negro, pobre, analfabeto e desempregado, mas que pode até votar. Olhe lá! Ele está com uma arma na mão!
Movidos pelo ódio vamos, então, defender a redução da maioridade penal. Mas vamos assumir desde agora, com o mesmo rubor de vergonha da vítima do conto do vigário, que aceitamos o discurso fácil que vem de Brasília e que ecoa na televisão e nas redes sociais. É que para que o estelionato aconteça não basta o vigarista; é preciso também o otário.
Haroldo Caetano da Silva é promotor de Justiça e mestre em Direito.
O mundo é mesmo estranho e nada plano. No Brasil, agora metrópole de Portugal, o livro “Roberto Carlos, em Detalhes”, de Paulo César de Araújo, foi proibido pela Justiça, acatando um pedido do cantor. Porém, em Portugal, terra da liberdade, o livro circula livremente, com a mesma capa. A biografia do mais famoso artista brasileiro — ao menos em termos de longevidade — saiu pela editora Livros d’Hoje.
Detalhe: o leitor brasileiro pode entrar no site da Bertrand (www.bertrand.pt) e comprar o livro. Vantagens da globalização.
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Apesar de crise no setor industrial, emprego continua em alta em Anápolis | Foto: Milton Cury[/caption]
A Prefeitura de Anápolis, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Renda, divulgou os dados do mês de fevereiro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. De acordo com o relatório do Caged, no mês de fevereiro foram registrados 321 postos de trabalho, desta forma, o município manteve crescimento, pois o número de admissões superou as demissões registradas no município.
No mês de fevereiro foram registrados 321 postos de trabalho, com 4.140 admissões e 3.819 demissões. O setor que mais empregou foi o de serviços, seguido pela indústria. Segundo a prefeitura, Anápolis consegue manter saldo positivo devido à política de investir em atividades que promovam a qualificação de mão de obra.
O Brasil passa por momento de recessão econômica, apesar de que o País ainda continua sendo o quinto maior destino do mundo em investimento, a frente de todos os países europeus. Há um desequilíbrio fiscal nas contas do governo, e por conta disso, a União deve implementar medidas de contenção de gastos que vai refletir diretamente na economia brasileira. Por consequência, é esperada um ligeiro aumento das demissões de postos de trabalho com carteira assinada.
No caso de Anápolis, dos 3.819 demitidos, 3.626 conseguiram ingressar novamente no mercado de trabalho. Em Anápolis, a capacitação profissional por meio do programa Qualificar, criado pela Prefeitura de Anápolis, permite que a população tenha acesso gratuito a diversos cursos em diferentes áreas e garante que as pessoas adquiram conhecimentos que atendam ao mercado de trabalho.
O município promove de forma descentralizada o ensino técnico profissionalizante. Para isso a Prefeitura de Anápolis mantém em funcionamento os Centros de Formação Profissional (Cenfor) que, atualmente, estão localizados nos setores Filostro Machado, Industrial Munir Calixto e Residencial das Flores. Desde a implantação do Qualificar em Anápolis, no ano de 2009, mais de 20 mil certificados foram entregues em 60 áreas ligadas ao comércio, gestão, informática, indústria, culinária e artesanato.
Parceria com microempreendedores
Anápolis se destaca pelos incentivos que proporciona aos micro e pequenos empreendedores. Para buscar mais ferramentas para este setor, o prefeito João Gomes (PT) se reuniu em seu gabinete com o diretor superintendente do Sebrae, Igor Montenegro, com o objetivo de firmar parcerias. Também participaram da reunião o deputado federal Rubens Otoni (PT), o gerente regional do Sebrae Anápolis, Gustavo Toledo, o diretor técnico do Sebrae, Wanderson Portugal Lemos, o vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Ubiratan Lopes, entre outras autoridades. O diretor superintendente do Sebrae, Igor Montenegro, ressaltou a importância estratégica de Anápolis como representante de um espaço logístico completo. Ele destacou a construção do aeroporto de cargas e também da Ferrovia Norte-Sul. “Queremos iniciar uma série de ações planejadas para este município com a proposta de incentivar o micro e pequeno empreendedor. Nosso foco é aumentar a força econômica deles para que eles tenham mais representatividade no PIB”, comentou. O prefeito João Gomes observou que Anápolis sempre teve um significativo crescimento devido ao setor produtivo e que é preciso enxergar esse público-alvo com atenção. “Já temos importantes ações como o programa ‘Anápolis a Credita’ que atende aos microempreendedores de forma específica e também a Feira do empreendedor, um espaço de divulgação dos trabalhos que eles desenvolvem. Nosso interesse em ter parcerias para continuar esse apoio é grande porque sabemos da importância de cada um para a cidade”, disse.
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Prefeito João Gomes afirma que reajuste entra em vigor neste mês | Foto: Prefeitura de Anápolis[/caption]
Dentro da política de reconhecimento e valorização do servidor público municipal, a Prefeitura de Anápolis, aumentou em 9% o salário de aproximadamente dez mil funcionários ativos e inativos. O Projeto de Lei, de autoria do Executivo, foi aprovado em segunda votação no dia 16 de março pela Câmara Municipal, e sancionado pelo prefeito João Gomes (PT). O chefe do executivo ressaltou que é preciso motivar os servidores que contribuem para que os serviços realizados junto à população sejam de qualidade.
O reajuste que já entra em vigor neste mês beneficia servidores públicos municipais ativos do quadro efetivo e comissionado, além dos inativos com paridade, exceto os ocupantes de cargos de magistério que, no início deste ano, tiveram seus vencimentos reajustados, conforme piso nacional.
Segundo o secretário municipal de Gestão de Recursos Humanos, Rodolfo Valentini, o percentual da revisão foi estabelecido após uma análise realizada em diversos índices nacionais, por meio de uma comissão formada para discutir e analisar os proventos do funcionalismo público em Anápolis. “A tabela foi corrigida e procuramos valorizar o trabalho de cada servidor dentro dos limites da receita municipal. Vale ressaltar que este percentual concedido sobressai o índice da inflação de 2014, que foi de 6.41%”, informou.
Valorização
No mês de janeiro, a Prefeitura de Anápolis também concedeu aumento de 13,01% aos professores da rede municipal. O reajuste - conforme piso nacional - foi aprovado pela Câmara Municipal de Anápolis e faz parte da política de valorização do servidor público do município.O empresário Anastácios Apóstolos Dágios foi eleito o novo presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia). Ele, que está há 30 anos em Anápolis no ramo da construção civil vai comandar a instituição que é uma das mais importantes do Estado. A solenidade de encerramento do processo eleitoral da Acia aconteceu na sede da entidade. A solenidade também contou com as presenças da deputada estadual Eliane Pinheiro (PMN), do superintendente executivo de Comércio Exterior, Luiz Medeiros, do superintendente de Indústria e Comércio, Victor Hugo Queiroz, do presidente da Facieg, Ubiratan Lopes, do professor João Asmar, entre outras autoridades. O prefeito João Gomes (PT) destacou a importância da parceria entre a Prefeitura e a Acia para o crescimento de Anápolis. “São setores que caminham juntos e que, com certeza, continuarão contribuindo para que a economia de Anápolis ganhe cada vez mais destaque”, disse.
A Prefeitura, via Secretaria Municipal de Cultura, recebe inscrições para a quinta edição do Anápolis Festival de Cinema no período de 20 de março a 5 de maio. Com uma proposta totalmente reformulada, neste ano o Festival vai apresentar somente curtas-metragens, inclusive na mostra competitiva nacional de filmes convidados, que antes exibia longas premiados nacional e internacionalmente. Os cineastas e realizadores do cenário audiovisual do Centro-Oeste e de Anápolis interessados em concorrer nas mostras competitivas de curtas de ficção e documentários produzidos no Centro-Oeste e em Anápolis, e na Mostra Competitiva Minuto Anapolino – novidade desta edição – podem começar a se organizar. O Festival, sob organização da Secretaria Municipal de Cultura, oferece ao anapolino entre os dias 25 e 31 de maio uma ampla programação. Serão quatro mostras competitivas, mostra paralela, exibições para o público infantil, oficinas, debates, palestras, mesas redondas, homenagens, exposições e lançamento de livros, encontro cineclubista e fórum setorial.
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Stuttgart, a cidade berço do marxismo-leninismo é um desmentido cabal da teoria comunista como solução | Foto: Wikipédia Commons[/caption]
De Stuttgart: Se o leitor for religioso, poderá dizer que se trata de uma demonstração divina; se não o for, poderá afirmar que é uma ironia do destino. Nesta cidade no sudoeste alemão, capital do Estado de Baden-Württemberg, surgiu a aliança entre Karl Marx e Friedrich Engels. Aqui foi publicado o primeiro trabalho conjunto da dupla, “A Santa Família”, em 1845, um livreto filosófico-satírico dirigido contra os irmãos Bauer (Bruno e Edgar), divulgadores do pensamento de Hegel, muito em voga na época e na Alemanha.
Passaram-se mais de três anos até que surgisse o trabalho de maior impacto da dupla: “Manifesto do Partido Comunista”, impresso em Londres em 1848. Stuttgart foi, pode-se então dizer, o berço da cooperação dos dois teóricos comunistas, e aí surge a ironia do destino, o riso dos deuses, a manifestação divina.
Terminada a Segunda Guerra, a cidade, no lado alemão ocidental, não comunista, seriamente danificada pelos bombardeios aliados, foi completamente restaurada em menos de duas décadas, inclusive em seus monumentos e edificações históricas. Logo passou a ostentar elevada qualidade de vida, enquanto suas congêneres do lado alemão oriental, sob regime comunista, nem sequer conseguiam se livrar completamente dos escombros que a guerra havia deixado.
A renda per capita do habitante de Stuttgart era, uma década antes da queda do muro de Berlim, mais que duas vezes a de um habitante de Dresden, cidade do mesmo porte (meio milhão de habitantes) na Alemanha comunista. Isto para nos atermos ao menos importante, a economia, que só tem valor relativo perante as liberdades democráticas.
Em resumo, a cidade berço do marxismo-leninismo foi e é um desmentido cabal da teoria comunista como solução dos problemas econômicos e sociais da humanidade. O paraíso do proletariado sob o regime comunista nunca foi sequer vislumbrado em lugar algum onde se implantou a doutrina marxista.
Ao contrário, o que se viu foi sempre um nível de vida precário, com baixa opção material, algo bem próximo da fome e da miséria, e um sufoco brutal nas liberdades de conhecimento, de expressão, de ir e vir, como se constata até hoje nos regimes que ainda gastam o resto da herança comunista, como Cuba e Coreia do Norte.
Stuttgart, onde nasceu a cooperação de Marx e Engels, é hoje um dos maiores centros democráticos e capitalistas não só da Alemanha, como da Europa. O operariado aqui não só tem afluência material, como educação e cultura de primeira ordem, além da liberdade, com informação abundante para fazer suas opções políticas com segurança.
Se em algum lugar foi ouvida a conclamação do Manifesto Comunista: “Operários, uni-vos”, foi aqui na Alemanha, quando caiu o muro de Berlim, e a antiga RDA, a Alemanha Oriental, mostrou necessitar de ajuda para se erguer do descompasso que o regime comunista lhe havia imposto em relação à Alemanha capitalista, descompasso esse agravado pela devastação da Segunda Guerra, já superada na outra Alemanha.
As folhas de pagamento, no Estado e na iniciativa privada, no lado ocidental, sofreram cortes, e os recursos arrecadados do operariado democrático alemão foram dirigidos à reconstrução da parte infeliz do país, agora reunificado. Nenhum operário livre protestou por se ver obrigado a ajudar outro operário necessitado, por ter até ontem carregado nas costas o desastre comunista.
Os protestos só agora estão surgindo, com um argumento irrespondível: “Depois de mais de 20 anos, a antiga Alemanha Oriental já se recuperou, tem infraestrutura melhor até que a Ocidental, não há mais desemprego, então pode cessar a ajuda” — dizem os antigos alemães ocidentais, para os antigos alemães orientais.
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Karl Marx e Friedrich Engels, autores do “Manifesto do Partido Comunista: a ironia do destino quis que a cidade em que a obra foi elaborada tivesse o capitalismo como sua salvação | Fotos: Wikipédia Commons/[/caption]
Se algo foi compreendido e realizado para melhoria de vida do operariado, o foi na democracia, não no comunismo. Stuttgart é um exemplo (atenção, Marx e Engels!). Aqui, como se sabe, fica uma das mais expressivas indústrias da Alemanha, a fábrica central da Mercedes-Benz. Os resultados do ano passado, na empresa, foram excelentes. E os funcionários – todos, do presidente ao último operário da linha de montagem, receberam uma bonificação de 4.300 euros, algo como 15 mil reais ou 4,5 mil dólares, equivalente a dez anos de salário em Cuba. Se em algum regime o operário, que indiscutivelmente foi espoliado, usado, explorado durante e logo após a revolução industrial, viu sua libertação e experimentou crescente melhoria nas condições de vida, não foi sob o regime comunista, nem sob ditadura; foi na democracia e no capitalismo, e o demonstra, sem dúvida, a cidade-berço político e cultural do marxismo-leninismo, essa pujante Stuttgart. Aqui hoje está o que é talvez o maior canteiro de obras da Europa, a reforma da estação central de estrada de ferro e a ampliação do parque central de Schlössgarten, o que trará mais qualidade de vida para o homem comum da cidade, ele que já dispõe de invejável infraestrura urbana, onde se destaca o transporte público. Como diz Edgar Welzel, colaborador do Jornal Opção e residente em Stuttgart, num bairro aprazível fora do centro: “Para que usar meu carro para ir à parte central da cidade, se eu posso deixá-lo num dos estacionamentos fáceis de uma estação de metrô próximo a minha casa e usar esse excelente, barato e muito rápido meio de locomoção?”. Lição que precisamos – ou melhor, nossos homens e nossas mulheres públicas precisam, sem demora, aprender.
A cidade enfrenta alguns problemas externos, como o dos refugiados do leste europeu, que fogem dos conflitos que ainda se sucedem na antiga União Soviética. O número de abrigos públicos municipais teve que ser aumentado, para acolher essa leva de infortunados, famílias inteiras às vezes, que chegam como pedintes, até que encontrem uma ocupação qualquer. E nota-se, no alemão comum, principalmente nos mais velhos, como de resto nos demais europeus, uma preocupação muito grande, e justificável, com a possibilidade de ampliação desses conflitos regionais. Quem já passou por duas guerras mundiais, sabe melhor que ninguém da mortandade, da devastação, da fome e de todo o sofrimento e injustiça que acompanham esses acontecimentos. Por isso mesmo, um assunto presente por aqui é a guerra e a possível divisão da Ucrânia. Mais presente mesmo que os atentados e decapitações do Exército Islâmico. Não à-toa, a chanceler Ângela Merkel se empenhou a fundo, levando a tiracolo o acanhado presidente francês François Hollande, em convencer o autoritário presidente Vladmir Putin a aceitar um cessar fogo e a busca de uma solução negociada para a rachadura na Ucrânia.

