Irapuan Costa Junior
Irapuan Costa Junior

Capitalismo deu melhoria ao operário

Se algo foi compreendido e realizado para melhoria de vida do operariado, o foi na democracia, não no comunismo. Stuttgart é um exemplo (atenção, Marx e Engels!). Aqui, como se sabe, fica uma das mais expressivas indústrias da Alemanha, a fábrica central da Mercedes-Benz.

Os resultados do ano passado, na empresa, foram excelentes. E os funcionários – todos, do presidente ao último operário da linha de montagem, receberam uma bonificação de 4.300 euros, algo como 15 mil reais ou 4,5 mil dólares, equivalente a dez anos de salário em Cuba.

Se em algum regime o operário, que indiscutivelmente foi espoliado, usado, explorado durante e logo após a revolução industrial, viu sua libertação e experimentou crescente melhoria nas condições de vida, não foi sob o regime comunista, nem sob ditadura; foi na democracia e no capitalismo, e o demonstra, sem dúvida, a cidade-berço político e cultural do marxismo-leninismo, essa pujante Stuttgart.

Aqui hoje está o que é talvez o maior canteiro de obras da Europa, a reforma da estação central de estrada de ferro e a ampliação do parque central de Schlössgarten, o que trará mais qualidade de vida para o homem comum da cidade, ele que já dispõe de invejável infraestrura urbana, onde se destaca o transporte público.

Como diz Edgar Welzel, colaborador do Jornal Opção e residente em Stuttgart, num bairro aprazível fora do centro: “Para que usar meu carro para ir à parte central da cidade, se eu posso deixá-lo num dos estacionamentos fáceis de uma estação de metrô próximo a minha casa e usar esse excelente, barato e muito rápido meio de locomoção?”. Lição que precisamos – ou melhor, nossos homens e nossas mulheres públicas precisam, sem demora, aprender.

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