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Prêmio para quem reduzir o seu consumo de água

O deputado Eduardo Siqueira Campos (PTB) apresentou projeto de lei que visa instituir o Prêmio Tocantins de Redução do Consumo de Recursos Hídricos. A intenção do parlamentar é incentivar e fomentar a economia dos recursos hídricos do Estado. A proposta visa contemplar consumidores de três áreas: público, jurídico de direito privado e pessoa física. De acordo com o projeto, serão premiados pelo Legislativo, em sessão ordinária e com divulgação na imprensa local, os consumidores que comprovarem a economia de água de ao menos 25% a cada trimestre (3º lugar); 30% (2º Lugar) e até 35% de economia no trimestre para o primeiro lugar. A proposta também prevê que todos os premiados terão seus nomes inseridos nos fatos históricos da Assembleia Legislativa.

Frente parlamentar para defender o consumidor

Com o objetivo de dar continuidade e conclusão ao trabalho iniciado pela CPI da Telefonia, realizada em 2014 na Assem­bleia Legislativa, o deputado Olyntho Neto (PSDB) propõe a criação da Frente Parlamentar de Defesa do Consumidor de Serviços de Telefonia Fixa, Móvel e Internet. Uma das ações da frente seria a verificação do cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), estabelecido com as operadoras. “Com a Frente Parlamentar, o cidadão terá a garantia que seus direitos serão respeitados e vamos cobrar das operadoras de telefonia o cumprimento das medidas estabelecidas e as soluções dos pontos críticos levantados pela CPI”, observa Olyn­tho. A CPI da Telefonia, que teve como presidente a deputada Josi Nunes (PMDB) foi instalada para investigar os problemas relacionados à área de telefonia no Tocantins. A comissão percorreu 14 cidades do Estado, junto com representantes do Ministério Público, Defensoria Pública e Procon para coletar denúncias e sugestões da população insatisfeita com os serviços prestados pelas operadoras.

Deputado quer debater problemas do Estado

O presidente da As­sembleia Legislativa do Tocantins, Osíres Damaso (DEM), pretende realizar uma audiência pública com todos os políticos do Estado para discutir os problemas no Tocantins principalmente nas áreas da Saúde e Segurança Pública. “Vou propor para que possamos fazer uma grande audiência com todos deputados estaduais, federais e senadores, com a ministra Kátia Abreu e com o governo para discutir problemas do Tocantins”, adiantou o democrata. “É responsabilidade da Casa é buscar essa discussão. A ideia é discutir a questão financeira dos municípios. O Estado tem que ter preocupação com toda a população”, discursou Damaso. E foi logo avisando para os que gostam de palanque: “Não é audiência só para discursos”.

PR planeja lançar candidato à Prefeitura de Palmas

Com a intenção de se lançar à disputa nas próximas eleições, partido precisa primeiro organizar-se internamente, pois possui membros com posições políticas muito diferentes. É o caso do vereador Lúcio Campelo

Amastha amplia apoio e faz marketing pessoal

[caption id="attachment_27958" align="aligncenter" width="620"]Amastha tem carisma e boa assessoria | Foto: Antônio Gonçalves Amastha tem carisma e boa assessoria | Foto: Antônio Gonçalves[/caption] Gilson Cavalcante  Os adversários do prefeito Amastha (PP) têm poucas chan­ces de êxito na tentativa de fazer frente a uma disputa pela prefeitura da capital. Isso porque o prefeito apresenta simpatia popular, principalmente quando lança mão do marketing pessoal, o que faz com sucesso. Some-se a isso, a mudança em sua postura política. Agora, mais articulado, Amastha iniciou o ano arregimentando para as suas hostes outros partidos políticos, a exemplo do PSB, que passou a fazer parte da administração municipal. O prefeito tem ampla maioria na Câmara de Vereadores. Os 19 parlamentares, 16 fazem parte da base aliada, e dessa composição fazem parte o PMDB, o PT, o PR, o PSDB, além de outros partidos menores. Até as convenções, em junho do próximo ano, o cenário político pode apresentar grandes mudanças. Portanto, não há nenhuma garantia de que a base de partidos que estão com Amastha será mantida até lá. E o PMDB, que nunca admi­nistrou Palmas, pode muito bem preparar um nome para a disputa, numa coligação com o PT e outros partidos menores. Pelo menos é o que especulam alguns articulistas políticos. Amastha, por outro lado, pode ser candidato à reeleição com o apoio do maior número de partidos, para impedir que o bloco ligado aos ex-governadores Siqueira Campos (PSDB) e Sandoval Cardoso (SD) articule uma candidatura competitiva à Prefeitura.

Governo se prepara para enfrentar batalha judicial

O governo se prepara para uma nova batalha judicial. O contencioso desta vez se refere às promoções de policiais militares, concedidas pela administração passada, no final da gestão. O Executivo havia baixado um decreto anulando os atos de seu antecessor, mas o juiz Océlio Nobre interpretou que a medida do governador Marcelo Miranda (PMDB) é incabível e deu despacho suspendendo os efeitos do decreto 5.189/2015, que declarou nulos os efeitos da Lei 2.922/2014. Essa lei garante aos policiais militares reenquadramentos, reescalonamentos e o acréscimo de 8% em seus vencimentos. De acordo com o procurador-geral do Estado, Sérgio do Vale, é possível reverter para que seja restabelecida a hierarquia e disciplina da corporação e os requisitos para as promoções. Nobre alega que o decreto do Executivo é ilegal, porque anula abruptamente ato de promoção e “implica em grave prejuízo de ordem psíquica e econômica, na medida em que atinge legítima ascensão hierárquica na carreira militar, conferida por Lei anterior válida e vigente, além de reduzir substancialmente a remuneração consentânea ao novo posto, o que causa reflexos diretos na qualidade de vida, posto se tratar de verba alimentar, que se destina a satisfazer às necessidades básicas do trabalhador e sua família”. A ação foi movida pela Associação Fraterna dos Oficiais Policiais e Bombeiros Militares do Tocantins e pela Associação dos Militares da Reserva, Re­formados, da Ativa e seus Pen­sionistas (Asmir). Nos documentos encaminhados à Justiça, as entidades representativas dos militares afirmaram ao juiz que em 2013 entrou em vigência a Lei n.º 2.823/2013, que dispõe sobre a carreira e o subsídio da categoria, que traz no seu Anexo III, a tabela remuneratória, com vigência a partir de 1º janeiro de 2015 e, o anexo IV, com vigência a partir de 2016. No ano passado, o então governador Sandoval Cardoso (SD) antecipou a data de pagamento daquelas vantagens para 1º de janeiro de 2015. As associações argumentaram que não houve concessão de benefício ou aumento salarial, “mas apenas a antecipação do pagamento das vantagens que seriam pagas apenas em 2016, constituindo direito dos substituídos já a partir de 1º de janeiro de 2015”. No entendimento do juiz, o decreto do Executivo “é manifestamente inconstitucional e ilegal” e “por mais de uma razão”. E sustenta que, no decreto, “o chefe do Poder Executivo usurpou as atribuições do Poder Legislativo, ao negar a aplicação à lei vigente”. Nobre vai mais longe e seu despacho, ao constatar, segundo ele, inconstitucionalidade pelo fato do decreto ter promovido uma redução dos vencimentos, “coisa que afronta o disposto no artigo 37, XV da Constituição Federal”. “A redução de vencimentos não pode ocorrer, na vigência da Constituição Federal, sequer por edição de lei ou emenda constitucional, quiçá através de um decreto”, justificou o juiz. Os policiais militares – explica o magistrado – adquiriram, a partir do dia 1º de janeiro de 2015, o direito de receber sua remuneração de acordo com a tabela prevista na lei, “que produziu efeitos por um mês e dez dias, quando adveio o questionado Decreto, mesmo que previa retroação de seus efeitos”.

Líder do governo faz um alerta

Para o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Paulo Mourão (PT), os benefícios concedidos a diversas categorias dos servidores públicos do To­cantins, no período de 2010 a 2015, poderão comprometer o Orça­mento do Estado. De acordo com os cálculos do parlamentar, em relação ao ano de 2014, o governo estadual terá que pagar R$ 66 milhões para servidores da Saúde, R$ 5 milhões para professores da Educação Básica, R$ 5 milhões para a Polícia Civil e R$ 13,6 milhões para os servidores do Quadro Geral. Mourão disse que os benefícios concedidos aos servidores têm base legal por força de lei, mas o montante terá impacto negativo nas receitas do Estado, o que compromete a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ele acrescentou que, só para o ano de 2015, o Estado terá que pagar cerca de R$ 63 milhões. “Há boa vontade do governo, mas a questão é financeira, pois não há recursos para resolver a situação”, argumenta o deputado.

“Não vamos institucionalizar a prática homossexual, nem fazer que as escolas perpetuem esses valores”

[caption id="attachment_31820" align="aligncenter" width="620"]Deputado Eli Borges: em defesa da família tradicional brasileira | Foto: Facebook Deputado Eli Borges: em defesa da família tradicional brasileira | Foto: Facebook[/caption] Gilson Cavalcante  O tão polêmico beijo gay entre as duas personagens vividas por Nathália Timberg e Fernanda Montenegro, na novela Babilônia, da Rede Globo, mexeu também com os preceitos religiosos do deputado estadual Eli Borges (Pros), que é pastor evangélico. O beijo entre as duas octogenárias levou o parlamentar a apresentar uma nota de repúdio contra o que ele classificou de cena que afronta princípios da família tradicional. “A referida novela, assim como outras anteriormente exibidas pela Rede Globo, tem clara intenção de afrontar os cristãos em suas convicções e princípios, querendo trazer, de forma impositiva para quase toda a sociedade brasileira, o modismo denominado por eles de ‘outra forma de amar’, contrariando nossos costumes, usos e tradições”, argumenta o parlamentar, na entrevista que concedeu com exclusividade ao Jornal Opção, em que também fala sobre os planos do seu partido, o Pros, do qual é o presidente regional, e as eleições municipais de 2016. Um partido novo como o Pros tem condições de disputar as eleições municipais de 2016, com chances de êxito nas urnas? Nós temos um projeto de colocarmos o Pros nos 139 municípios do Estado, daqui até as eleições do ano que vem e elegermos vereadores em todas as cidades; prefeitos e vices em algumas cidades. É uma meta. E Palmas? Em nossa capital é uma discussão que vai continuar acontecendo. Dessa vez, eu tenho pretensões de me candidatar a prefeito. Mas o Pros tem bons nomes na cidade que podem sonhar com isso. E, quem sabe, alguém pode vir para o partido e ousar ser prefeito de Palmas? Então, é uma discussão que vai ocorrer com tranquilidade, nós vamos fazer uma boa composição. O Pros, que com apenas um representante na Assembleia Legislativa, é um partido que está na base do governo. A estratégia é ampliar a coligação governista para o pleito do próximo ano? O deputado Eli Borges, que é presidente regional do Pros, tem uma posição de apoio ao governo, mas o partido, institucionalmente, ainda não se reuniu para deliberar sobre o apoio da legenda. Então, não posso dar a resposta do Pros fazendo parte do grupo de partidos do governo enquanto não reunir a Executiva. Quanto à minha postura de deputado, estou defendendo esse apoio ao Palácio Araguaia por causa do momento que o Tocantins vive. O Pros pode ser o carro-chefe para a formação de uma aliança política com outros partidos pequenos, com vistas à disputa das eleições municipais do ano que vem? O Pros, na minha gestão como presidente, tem a intenção de se estabelecer no Tocantins como o mais decente e organizado dos partidos, com um time de lideranças qualificadas e preparado para todos os níveis de disputa. O sr. foi um peemedebista histórico, no entanto abandonou o partido. O que o levou, de fato, a se desligar da legenda pela qual o sr. ingressou na vida pública? Historicamente, eu participei do PMDB. Ocorre que no pleito passado, eu percebia que o partido estava numa crise de identidade e eu não sabia qual seria o desfecho disso. Nas minhas pretensões de disputar a prefeitura de Palmas, em 2012, o PMDB não me respaldou nessa postulação. Portanto, achei que estava na hora de comandar um partido político. Aderi ao Pros, que foi comandado um período pelo senador Ataídes Oliveira (hoje presidente regional do PSDB), que deixou o partido e eu assumi comando. Portanto, eu tenho uma grande missão: fazer do Pros um caminho, uma alternativa para aqueles que sonham com a política idealista e decente. O Senado aprovou, recentemente, em segunda votação, o impedimento de coligações partidárias para as eleições proporcionais. O Pros pode ser prejudicado com isso? Eu não acho que seja prejudicial, pode até ajudar, porque isso está acontecendo em um tempo em que nós temos como reagir com trabalho, fazendo em todos os municípios um bom time competitivo visando tornar o Pros um partido até mais forte. Porém, acho que é uma reforma interesseira, porque, na reforma política, eu acho que temos que discutir outros assuntos que considero de maior relevância. Quais, por exemplo? Existem alguns pontos que uma reforma política séria deve pontuar. Por exemplo, o fato de as pesquisas eleitorais manipularem dados, mudando rumos. Temos que discutir isso com profundidade. O segundo ponto que julgo muito importante que seja discutido é o famoso tempo de televisão, em que muitos partidos pequenos — não todos, mas a grande maioria deles — vende seu espaço para os partidos grandes para aumentar o tempo de televisão. Isso torna a disputa majoritária desigual, porque a prática de muitas legendas pequenas é recorrente e outros fazem composições sem nenhum critério do ponto de vista ideológico ou político. Resumo: uma composição de partidos grandes com outros menores acaba tendo um tempo, por exemplo, de 8 a 10 minutos na TV, enquanto uma candidatura de um partido que não entrou na coligação fica com apenas dois minutos. Então, o tempo de TV é outro caminho a ser debatido na reforma política. Um terceiro ponto que considero curioso é uma ação no sentido de que, no horário eleitoral gratuito, os custos deveriam ser reduzidos, com base na orientação da Justiça Eleitoral, porque existem muitos candidatos que não dispõem de muitos recursos financeiros, por serem mais idealistas e, às vezes, acabam perdendo o jogo para os poderosos. Mas o financiamento de campanha eleitoral é um dos pontos que vêm sendo debatidos. Existem controvérsias quanto a ser público ou privado. Esse projeto do financiamento de campanha, que determina o gasto só daquilo que é financiado é um caminho interessante. Acho que estaríamos moralizando o processo. Eu defendo que o financiamento seja público, porque julgo que seja mais transparente. Outro ponto que considero de suma importância na reforma política é essa permissão para contratar pessoas para as campanhas eleitorais. E muitos candidatos fazem disso um caminho para, através de contrato, remunerar os famosos cabos eleitorais para fazerem boca-de-urna na reta final da campanha. Os candidatos que dispõem de mais recursos, obviamente, saem com muito mais vantagem. Nesse aspecto, acho que a Justiça Eleitoral deveria ser mais rigorosa. Os poderosos acabam arrebentando os candidatos bem intencionados no esquema. Quando o Brasil mudar a legislação nesse nível, eu acredito que nós estaríamos chegando a uma situação de competitividade equilibrada. Aí sim, teríamos eleições mais sérias, porque nas eleições é que nasce, muitas vezes, o compromisso da malandragem, coisa que nunca fiz. Outro ponto que defendo na reforma política é a coincidência do calendário eleitoral. Eleições gerais de vereador a presidente da República, o que seria mais econômico e menos desgastante para o eleitorado e para o processo como um todo. O sr. vê alguma disposição da Casa em discutir alguns pontos da reforma politica? Existe uma proposta nesse sentido, mas não é a instância mais apropriada. O Estado recebe as determinantes do ordenamento jurídico nacional. O fórum é Brasília, mas a Casa pode contribuir fazendo um chamamento aos segmentos organizados da sociedade para o debate e discussões, o que é muito salutar para a democracia. A Assembleia Legislativa deve criar em breve duas comissões especiais para discutir adequações à Consti­tuição Estadual e ao Regimento Interno da Casa. Há muitos defasados que precisam de reparos para dinamizar os trabalhos legislativos? Existe proposta nesse sentido. Agora, espero que haja maturidade de fazer essas adequações de maneira que a emancipação da instituição como Poder harmônico e independente ocorra. Eu não vejo que algumas defasagens no Regimento Interno tenham atrapalhado o andamento dos trabalhos legislativos, vejo que, em alguns momentos, não está havendo a observância do Regimento Interno. Mas em alguns pontos – não são muitos – o documento precisa sofrer alterações. Depois de dois meses da nova legislatura, em que as discussões se voltaram para a Lei Orçamentária e polêmicas em torno das medidas do Executivo, a Casa agora entra num clima de tranquilidade. Pode se dizer que vai predominar o marasmo? Não digo marasmo, mas as discussões mais acaloradas tiveram seu pico e agora deve entrar num clima mais ameno, a não ser que aconteça, daqui até o recesso de julho, algo de extraordinário. Mas o Legislativo é feito ondas, ora fervilha, ora fica mais sereno. Mas é o Poder que mais representa o sentimento democrático. É a Casa do debate e o foro das leis. Como está o relacionamento dos deputados da base aliada com o governador Marcelo Miranda? Eu devo dizer que todos compreendem o momento que o Estado está vivendo e que está absorvendo a alma do governador, em função da crise, principalmente, com o funcionalismo público. De um lado, os funcionários buscam os seus direitos e do outro, o Executivo tem que cumprir o que determina a Lei de Res­pon­sabilidade Fiscal, e se ele (governo) descumprir pode cair na improbidade administrativa. Então, há um confronto muito forte. Nessa observação, os deputados estão dando um crédito ao governador. O sr., particularmente, fez algum pedido ao governador? Não, até porque meu propósito é ajudar o Estado enquanto parlamentar, dando sugestões para o governo. O Estado passa pela maior crise de sua história e eu tenho que ser decente, não com o segmento político, mas com todo o Tocantins. Nesses três meses de administração, o sr. acredita que houve algum desgaste do governo, a ponto de alterar o cenário político para 2016 e 2018? Eu acho que nesse momento inicial é natural o desgaste, principalmente porque teve que adotar medidas que contrariaram alguns setores, em função do quadro de crise que herdou de seu antecessor. Até porque haviam muitos sonhos estabelecidos em leis por pessoas que demonstraram não estarem preocupadas com o Estado (referindo-se aos ex-governadores Siqueira Campos e Sandoval Car­doso). E, à medida que esses sonhos não se realizam, a crise, o sentimento e a revolta aparecem no cenário, para, depois, serem contornados com um bom diálogo, uma boa dose de democracia e compreensão. O Tocantins é maior do que todos nós. O sr. se posicionou publicamente contra o beijo gay na novela da Rede Globo, inclusive apresentando requerimento na Assembleia repudiando a cena a qual o sr. julga como sendo “um atentado ao pudor”. Por que o preconceito? Não se trata de preconceito. O assunto, por si só, é polêmico. A minha definição cristalizada é esta: eu respeito qualquer cidadão que faça qualquer opção íntima, não posso concordar, mas tenho o dever de respeitar. No entanto, discordo de algumas coisas como transformar a opção íntima em lei — e quando vira lei, todos têm que obedecer. Transformar opção íntima em direitos de ser transmitido como estímulo e instituições que têm concessão pública (TV Globo, no caso) me preocupa muito, porque o momento social determina que os pais trabalham fora e as crianças ficam em casa, e nem sempre os pais estão acompanhando os filhos para saber se estes estão preparados para decidir. Então, o que acontecerá com esses adolescentes e crianças, quando as escolas saírem da função de prepará-los intelectualmente para estimular práticas íntimas por determinação de lei? O que pode acontecer com crianças que receberão esses estímulos através do sistema televisivo, em que a traição acaba virando uma máxima e tendo um final feliz; em que há incesto na novela das sete; em que a prática entre duas pessoas do mesmo sexo vira matéria que todo o Brasil assiste? Tudo isso me preocupa. Aí vem alguém e diz que é só desligar o aparelho de TV. O problema é que os pais nem sempre estão em casa para obrigar os filhos a desligarem. Acho que não precisa de lei e não somos nós, da família tradicional religiosa, que estamos propondo leis. São aqueles que querem implantar esse novo conceito social, que estão querendo implantar esse comportamento através de leis. As leis têm que servir para todos e não apenas para um segmento. E eu não posso admitir leis em que eu posso ser criticado e não tenha o direito de criticar, sendo inclusive punido por isso. A referida novela (Babilônia), assim como outras anteriormente exibidas pela Rede Globo, tem clara intenção de afrontar os cristãos em suas convicções e princípios, querendo trazer, de forma impositiva, para quase toda a sociedade brasileira o modismo denominado por eles de “outra forma de amar”, contrariando nossos costumes, usos e tradições. O sr. não tem receio de que essa postura possa prejudicá-lo política e eleitoralmente? Eu diria que o homem tem que ter uma posição. E qualquer segmento da sociedade que tenha essas práticas sabe que eu nunca desrespeitei nenhum deles. Inclusive, todos que quiseram dialogar comigo e que pediram a minha ajuda pastoral, eu ofereci essa ajuda. Acho que o direito constitucional é para todos. E quando falo todos, independe do que falam. Eu só defino da seguinte forma: a intimidade deve ser vivida na intimidade e não devemos buscar as leis para transformar isso num comportamento normal; essa questão tem que ser resolvida no contexto íntimo da família. Um homem tem que ter ousadia para defender as suas convicções. Se alguém entende que vai me enfrentar, estou preparado para o debate. Farei isso com muita tranquilidade, até porque, se algum dia tiver pretensões de estar no Executivo, acho que faria muito mais por aqueles que vivem essas práticas respeitando as determinantes da Constituição Federal do que aqueles que vivem defendendo mas não fazem nada por essas pessoas. A Igreja faz muito mais por essas pessoas do que aquelas que defendem essas coisas. Sou um cidadão que não tenho nenhum preconceito; que cada um viva a sua intimidade na intimidade, só não concordo em transformar a escola no encaminhamento dessa pretensão através de obrigatoriedade e nem concordo que a televisão deva se servir a isso. Não vamos institucionalizar a prática homossexual através de leis e nem forçar a barra para que as escolas perpetuem esses valores. Veja vídeo postado na página do deputado:

Veja se comporta como office-boy de Eduardo Cunha. É um mau passo de uma grande revista

vejaO jornalismo brasileiro quase sempre foi a favor. Carlos Lacerda, com sua “Tribuna da Imprensa”, é uma das exceções, sob Getúlio Vargas e João Goulart. Às vezes fica-se com a impressão de que o jornalismo é o bobo da corte da era moderna e republicana. A revista “Veja”, possivelmente garantida por seus anunciantes privados — claro que sem descuidar de anúncios públicos, pois ninguém é de ferro —, faz um jornalismo agressivo, duramente crítico, de matiz liberal (tanto que escreve “estado” com inicial minúscula), o que incomoda muitos leitores, sobretudo aqueles que pertencem à esquerda petista ou ao menos têm simpatia pelo petismo. Ouço até intelectuais respeitáveis dizendo que a revista é “nojenta” — o que não é. Tão-somente pensa diferente deles. Quando o adversário intelectual expressa suas ideias e divergências com tamanha clareza, longe de ser ruim, é muito positivo. Clareza quase sempre reflete honestidade intelectual e retidão pessoal. “Veja” é honesta — até quando excede. Mas a capa e a reportagem incensando o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), que, de vilão, se tornou herói para a revista, ficará na história como um mau passo da “Veja”. Para criticar o governo da presidente Dilma Rousseff — e o que chamam de Lulopetismo, espécie de peronismo patropi —, a publicação “aderiu” ao peemedebista, que, de repente, se tornou um defensor emérito da democracia e das instituições. Eduardo Cunha é um deputado do segundo time. Está sobressaindo, não por ter qualidades revigorantes e louváveis, e sim porque a “atual” legislatura é uma das piores da história. É provável que, no tempo de Bilac Pinto, Carlos Lacerda, Milton Campos, Aliomar Baleeiro, Petrônio Portella, Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, o agora elogiado Eduardo Cunha não serviria para carregar a pasta executiva de nenhum deles. Mas triste mesmo é ver a “Veja” se comportar como office-boy de luxo de Eduardo Cunha. É a vitória da mediocracia.

Jackson Abrão é assaltado, tomaram-lhe o automóvel, mas decide não divulgar a notícia

[caption id="attachment_31813" align="alignright" width="620"]Reprodução: Facebook Reprodução: Facebook[/caption] O jornalista Jackson Abrão, ex-diretor de Jornalismo da TV Anhanguera, foi assaltado no Setor Bueno, em Goiânia, há pouco mais de uma semana. Ladrões agressivos tomaram-lhe seu Hyundai. Fiel ao estilo discreto dos jornalistas do Grupo Jaime Câmara, Jackson Abrão, comentarista do “Bom Dia Goiás”, não noticiou o fato.

Kajuru e Bordoni vão relançar a Rádio K do Brasil na internet

Os jornalistas Jorge Kajuru e Luiz Carlos Bordoni vão lançar a Rádio K do Brasil e a TV Kajuru em abril. “Teremos Alexandre Garcia e Ricardo Boechat como colaboradores”, afiram Bordoni. A pretensão de Kajuru e Bordoni é fazer “jornalismo quente, investigativo, analítico responsável, independente e não alinhado. Não vamos retaliar nem atacar gratuitamente — exceto se formos atacados”, frisa Bordoni.

Paul Anderson ousa e adapta romance complexo do americano Thomas Pynchon

12873_gDiz-se que James Joyce é um autor difícil e que precisa ser estudado, inclusive com o apoio de biografias, como as de Richard Ellmann e Edna O’Brien (talvez tenha escrito a melhor biografia curta, mas de amplo fôlego), para que suas obras, notadamente “Ulysses” e “Finnegans Wake, sejam (mais bem) compreendidas. O americano Thomas Pynchon, embora sua prosa seja menos enviesada do que a do Homero irlandês, é complicado, de difícil apreensão, sobretudo devido às múltiplas referências, que exigem conhecimento da vida cotidiana dos Estados Unidos, ao menos em determinados períodos. Nunca pensei que Pynchon pudesse ser adaptado para o cinema, dadas as dificuldades de se condensar uma literatura tão caudalosa — percebo em Guillermo Cabrera Infante um par, embora este não tenha o mesmo interesse por ciência quanto o americano, mas as referências culturais, detalhadas, são equivalentes —, mas leio texto de Elaine Guerini, no “Valor Econômico”, informando que Paul Thomas Anderson ousou adaptar o romance “Vício Inerente” (Companhia das Letras, 464 páginas, com excelente tradução de Caetano Galindo), em cartaz no Brasil. “O processo de adaptação foi mais complicado pela densidade da obra de Pynchon, com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo e tantos personagens entrando e saindo da história”, disse Paul Anderson ao “Valor”. Estou curiosíssimo para ver com uma obra tão difícil — mas plástica e, sim, visual — chegou ao cinema. A sorte, se se pode dizer assim, de Paul Anderson é que “Vício Inerente” não é o romance mais “difícil” de Pynchon. É provável que seja o mais, digamos, adaptável — dada a história “policial”. De qualquer maneira, um trabalho de Hercules.

Grupo de Adib Elias teria perdido o direito de usar a Rádio Liberdade, de Catalão

O deputado federal Adib Elias (PMDB) teria liderado um grupo de aliados e amigos para comprar a Rádio Liberdade, em Catalão. Mas o negócio teria sido desfeito, por falta de pagamento da primeira prestação. Como é que uma rádio com o nome de Liberdade pode ser colocada a serviço de um partido político, o PMDB, e de um político, Adib Elias? O peemedebista, eleito deputado estadual em 2014, já está contando os dias para disputar a Prefeitura de Catalão. Resta saber se terá condições legais de disputar o pleito. Se tiver, é fortíssimo candidato e quem subestimá-lo não entende nada de política. O velho trator, uma força da natureza, é profundamente intuitivo. Puro instinto.

Pesquisa do Dados mostra Marcelo Melo superando Cristóvão Tormin na disputa pela prefeitura de Luziânia

[caption id="attachment_31795" align="alignright" width="620"]Marcelo Melo e Cristóvão Tormin devem travar o principal duelo na disputa de 2016 | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção Marcelo Melo e Cristóvão Tormin devem travar o principal duelo na disputa de 2016 | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Pesquisa do instituto Dados Pesquisa e Consultoria revela que, se as eleições para prefeito de Luziânia fossem realizadas agora, o peemedebista Marcelo Melo seria eleito. Pesquisadores, marqueteiros e cientistas políticos admitem que, a 18 meses do pleito do início de outubro de 2016, é cedo para falar em definições, por isso os levantamentos são preliminares, meramente indicativos. São importantes sobretudo para formulação ou correção de rumos. O instituto ouviu 930 pessoas entre 21 e 23 de março deste ano. Na pesquisa espontânea, Marcelo Melo aparece em primeiro, com 8,16%. O segundo colocado é o Dr. Célio, com 5,91%. Ana Lúcia é citada em 3º lugar, com 2,79%. Télio, em quarto, é mencionado por 1,93%. Didi Viana, o quinto, tem o apoio de 1,50%. Marcos Cunha e o prefeito Cristovão Tormin, dividindo o sexto lugar, aparecem com 1,40%. A pesquisa estimulada mostra Marcelo Melo em primeiro — com 20,52%. Didi Viana, do PT, é o segundo, com 10,42%. Cristóvão Tormin (PSD) é o terceiro, com 9,13%. O vereador Télio Rodrigues, quarto, tem 7,20%. Nenhum (24,81%) e não sabe (27,93%) somam 52,74%. Um número alto. O instituto Dados fez duas simulações. Na primeira simulação, Marcelo Melo aparece com 25,13%, Didi Viana com 10,96%, Cristóvão Tormin com 9,56%, nenhum com 27,39% e não sabe com 26,96%. Na segunda simulação, o número de Marcelo Melo, com a retirada do nome de Didi Viana, sobe para 28,14%. Cristóvão Tormin sobe para 10,53%. Nenhum: 29,54%. Não sabe: 31,79. A tendência é que, apesar dos índices positivos de Didi Viana, a disputa seja mesmo entre o ex-deputado federal Marcelo Melo e o prefeito Cristóvão Tormin. O primeiro, por sua popularidade e pela história política no município e, até, no Estado. O segundo, pelas estruturas partidária — aliança ampla — e financeira. A rigor, os dados indicam um franco favoritismo de Marcelo Melo. A pesquisa foi encomendada pela Angus Comunicação e pela Rádio Luziânia FM.

PSB, PSD e PPS planejam lançar o governador Marconi Perillo para presidente da República

[caption id="attachment_31856" align="aligncenter" width="620"]Marconi Perillo: governador tem consciência de que fundamental mesmo é viabilizar sua gestão; senão, adeus projeto nacional | Foto: Lailson Damásio Marconi Perillo: governador tem consciência de que fundamental
mesmo é viabilizar sua gestão; senão, adeus projeto nacional | Foto: Lailson Damásio[/caption] O objetivo número um do governador Marconi Perillo, do PSDB, é viabilizar seu governo — no momento, com um déficit mensal de quase 150 milhões de reais. É isto que explica a tentativa de reaproximar-se da presidente Dilma Rousseff. No governo anterior, contava com a costura política do então senador Gim Argello — que é íntimo da petista-chefe (faziam caminhadas juntos quase todos os dias), embora não tenham sido namorados. Com a derrota do líder do PTB, o tucano-chefe goiano ficou órfão em Brasília. As esperanças estão depositadas no ministro das Cidades, Gilberto Kassab — presidente nacional do PSD —, apontado como o novo “delfim” da principal gestora pública do país. Porém, ainda que preocupado em viabilizar seu governo, ao mesmo tempo que termina e inaugura obras — como rodovias —, Marconi Perillo não deixa de fazer política. Porque, na acepção de Max Weber, se trata de um político por vocação, quer dizer, um político profissional. Ele pretende sair do PSDB? Não. Trata-se de um não, diria o ex-ministro Antônio Rogério Magri, “imexível”? Não. Mas mudar de partido para quê? Diz-se: para disputar a Pre­sidência da República, em 2018. Ora, as eleições vão ser disputadas daqui a quase quatro anos e Marconi Perillo, se quiser sair do PSDB, não precisa se filiar a outro partido até setembro de 2015. Pode deixá-lo em 2017. Ah, dirão: é preciso fortalecer o nome, nacionalmente, para se tornar mais conhecido até 2018. Mesmo no PSDB, se fizer um governo consistente, com obras relevantes (revolução na educação e implantação do programa de recuperação de dependentes químicos) e contas ajustadas, pode consagrar-se. Mas há a outra ponta da questão: vários partidos estão disputando o passe de Marconi Perillo? Por quê? Porque, com um estrondoso vazio de líderes em termos nacionais — note-se que Fernando Henrique Cardoso, de quase 84 anos, ainda é a referência do tucanato nacional —, é um político emergente, governador de Goiás pela quarta vez, e com apenas 52 anos. A cúpula do PSB vai perder Marina Silva para a Rede Sus­tentabilidade, assim que esta conquistar seu registro partidário, e não há outro político nacional para substitui-la. O que fazer? Os luas pretas do partido estão à procura de outro presidenciável. Inicialmente, o “ataque” se deu noutro flanco — o partido planeja filiar a senadora tucana Lúcia Vânia, de Goiás, entre abril e maio — mas o olho gordo mira mesmo é Marconi Perillo. Este seria seu presidenciável em 2018. O olho gordo ainda é magro o suficiente para não ter chegado às páginas dos jornais. O olho que está mesmo gordíssimo é o do PSD do ministro Gilberto Kassab. O ex-prefeito de São Paulo planeja duas tacadas. Primeiro, levar Marconi para a base da presidente da Dilma Rousseff — com o apoio do secretário das Cidades do governo de Goiás, Vilmar Rocha, espécie de conselheiro político do jovem tucano. Segundo, se der, apresentá-lo como candidato a presidente da República em 2018. O olho do PPS dos deputados federais Roberto Freire e Marcos Abrão está quase gordo, percebendo Marconi Perillo como a alternativa para a disputa da Presidência em 2018. Uma coisa é certa: é muito difícil, o que não quer dizer impossível, Marconi Perillo disputar a Presidência do país pelo PSDB. A “fila” tucana é, a um só tempo, enorme e congestionada por políticos que se consideram praticamente donos do partido. Aécio Neves, de Minas Gerais, e Geraldo Alckmin, de São Paulo — a quase eterna política do café com leite —, estão a postos para a disputa de 2018. Aécio Neves avalia que, como foi bem votado em 2014, está cacifado para a disputa de 2018. Porém, como Minas se considera uma espécie de país — até mais do que São Paulo — e o mineiro se considera um “povo” à parte, como o gaúcho, há quem, no tucanato da terra de Carlos Drummond de Andrade, avalie, de maneira racional, que Aécio Neves deve trocar a política nacional pela regional. Por quê? Acredita-se que deve disputar o governo de Minas, porque seria o único capaz de arrancar o governador Fernando Pimentel (PT) do poder. Há outros atrativos: em 2018, duas vagas para o Senado estarão em disputa. Aécio Neves, na análise de luas azuis, estaria com a faca e o pão queijo nas mãos, mas em Minas. Se disputar a Presidência pela segunda vez, e for derrotado, ficará sem mandato executivo e legislativo pelo menos por quatro anos. Mineiros não apreciam isto. Se Aécio Neves voltar a pôr seu retrato nas paredes de Minas — uma Itabira macro —, o PSDB fica relativamente aberto para Marconi Perillo e, sobretudo, para Geraldo Alckmin. O governador paulista pode disputar mandato de senador, pois não é, em definitivo, um político de matiz nacional. Se disputar com um candidato como Lula da Silva, sobretudo por ser um político meio da estirpe de Gandhi, pode pendurar as chuteiras. Contra o petista-chefe, o que se precisa é de um político do estilo de Marconi Perillo, mais firme e agressivo. O tucano paulista terá 66 anos em 2018 e o tucano goiano terá 55 anos — 11 anos a menos. Isto conta. O Brasil, ao menos alguns partidos, está de olho em Marconi Perillo. Extremamente focado, o tucano-chefe está de olho mais em Goiás, porque sabe que o sucesso eleitoral no país dependerá, em larga medida, do sucesso administrativo no Estado. Se for mal localmente, adeus presença bem-sucedida no plano nacional.