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Ex-petista Tayrone di Martino estaria na lista dos possíveis novos tucanos
Anne Applebaum, Simon Sebag Montefiore e Robert Service devem muito às publicações pioneiras do historiador britânico
Aos 62 anos, Bruna Lombardi publicou na internet uma fotografia mostrando sua boa forma física. Os elogios suplantaram as críticas. A maioria disse que está bonita — e, de fato, está linda. Outros, poucos, criticaram o fato de a atriz e poeta exibir fotografia na qual aparece, como dizem agora, “sensualizando”.
Parece que, para parte dos brasileiros, inclusive para intelectuais, o corpo (a nudez) é um problema... a ser escondido. E, se a pessoa não é mais jovem, mostrá-lo sugere quase um crime. O belo corpo de Bruna Lombardi — sempre potencializado por seu belíssimo rosto — na verdade não deveria incomodar. Porque o belo é nobre.
Jarbas Rodrigues Jr., da coluna “Giro”, de “O Popular”, deu o furo da filiação do vice-governador de Goiás, José Eliton, ao PSDB. Mas o texto é caótico. “[Ciro] Nogueira não tem feito obstáculo à filiação de Eliton no PSDB”, anota o jornalista. Machado de Assis revirou-se no túmulo, mas, alertado por Simão Bacamarte, guardou o chicote. O editor da coluna diz que o nome do senador do DEM, que deve se filiar ao PP, é Wilder “Moraes”, com “e”, quando a certidão de nascimento registra “Morais”, com “i”.
O historiador britânico Richard Evans é autor da melhor história geral do nazismo, explicitando suas raízes e chegando à decadência, em 1945. São três volumes massudos. Chega agora às livrarias brasileiras um livro excepcional, do historiador britânico Antony Beevor: “A Segunda Guerra Mundial” (Record, 952 páginas, tradução de Cristina Cavalcanti). Num único volume.
Trata-se de um livro detalhado, com interpretações originais. Ao contrário de outros pesquisadores, Antony Beevor sugere que a Segunda Guerra Mundial não começou em setembro de 1939, com a invasão da Polônia pelas tropas do nazista Adolf Hitler, e sim, um pouco antes, com a guerra entre Japão e China. Porém, mesmo resssaltando este aspecto, o pesquisador faz uma exposição notável da batalha na Europa.
Antony Beevor revela histórias pouco examinadas por outros pesquisadores, como o fato de que militares japoneses canibalizaram soldados dos Estados Unidos e de outros países.
O escritor americano Richard Ford é tão bom quanto John Updike e Philip Roth, embora menos celebrado. Alguns de seus livros, como “Independência”, foram publicados no Brasil, sem muito alarde. Os críticos às vezes o apresentam como um dos herdeiros de William Faulkner. Tem a ver? Não muito. Aqui e ali, mas não no todo, fica-se com a impressão de que o Faulkner que reverbera na prosa de Richard Ford é o da chamada trilogia Snopes — romances apontados como “menores” mas muito interessantes como radiografia da ascensão de um homem. Trata-se de uma espécie de romance de formação, digamos, maligno. A Editora Estação Liberdade lança o romance “Canadá” (456 páginas, tradução de Mauro Pinheiro). É uma tragédia sobre a família do personagem Dell Parsons.
Jornalistas de “O Popular” e do “Diário da Manhã” ainda não entenderam que, com a internet, não se escreve tão-somente para os goianos. Eles escrevem: “O vice-governador José Eliton” e “o governador Marconi Perillo” — e não “o vice-governador de Goiás, José Eliton” e “o governador de Goiás, Marconi Perillo”. A internet pôs a aldeia no universo, portanto os políticos, como outras pessoas, precisam ser nominados com mais precisão.
Leitores contam que algumas pessoas estão ligando para suas casas e praticamente implorando para que assinem “O Popular”.
Pouso do vice-governador no ninho tucano é parte da engrenagem eleitoral que está sendo preparada para sucessão estadual
“O Popular” deveria instituir a página “Correção da correção”. Na edição de quinta-feira, 13, um jornalista escreveu: “Ao contrário do que foi publicado na edição de ontem do ‘Popular’ ontem”. O profissional gosta da palavra “ontem”.
Como o governador Marconi Perillo, do PSDB, ainda é jovem — tem 52 anos —, é muito difícil falar em herdeiros políticos. Porém, como o próprio tucano-chefe está preocupado com sua sucessão, reformatando seu grupo político, o Jornal Opção elaborou uma lista com os nomes de alguns políticos que despontaram ou estão despontando.
A lista:
José Eliton — PP, mas a caminho do PSDB. O vice-governador deve assumir o governo em abril de 2018 e, como consequência, deve disputar a reeleição. Ele desponta no topo da lista.
Thiago Peixoto — O deputado federal-secretário é a grande revelação política e técnica que o PMDB entregou de mão beijada para a base do governador Marconi Perillo. É filiado ao PSD. Tem chance de disputar o governo entre 2018, 2022 e 2026.
Giuseppe Vecci — Ao lado de Thiago Peixoto, Raquel Teixeira e Ana Carla Abrão, o deputado federal é um dos principais quadros técnicos forjados pelo tucanato. É cotado para disputar a Prefeitura de Goiânia e o governo do Estado. Vai se preparar, daqui pra frente, para ocupar um cargo executivo. Do PSDB.
Jayme Rincón — Executivo de primeira linha, tem o pique do governador Marconi Perillo, por isso se identificam tanto. Deve ser candidato a prefeito de Goiânia. Sua imagem de gestor eficiente, de técnico que arranca as ideias do papel e transforma-as em obras, está cristalizada. Mas não é mero técnico. Sabe articular politicamente e com rara habilidade. Do PSDB.
Fábio Sousa — Há quem aposte que se trata de um político de “gueto” e que, por isso, sempre terá dificuldade para se eleger para um cargo executivo. Pode até ser. Mas foi eleito muito bem votado tanto para deputado estadual quanto para deputado federal. Articula com facilidade e é eficiente. Seu trabalho na Câmara dos Deputados é reconhecida pelos colegas. Do PSDB.
Alexandre Baldy — Seu excesso de impetuosidade às vezes o coloca em rota de colisão com o governador Marconi Perillo. Mas o mundo é mesmo dos ousados. Deputado federal, deve ser candidto a prefeito de Anápolis. Adiante, planeja disputar o governo do Estado. Do PSDB.
Virmondes Cruvinel — É uma espécie de garoto de ouro do PSD do ex-deputado Vilmar Rocha. É articulado, tem conteúdo e está se preparando para, numa eventualidade, gerir a Prefeitura de Goiânia. Pode ser candidato a prefeito em 2016 ou ser vice de Jayme Rincón.
Issy Quinan — Trata-se de um garoto de 37 anos, prefeito de Vianópolis. Ainda é desconhecido, mas é articulado e planeja ocupar mais espaço na política regional. É do PP.
Lucas Calil — O jovem deputado estadual do PSL ainda não tem experiência. Mas está buscando ocupar espaço e é atuante na sociedade. Pode surpreender.
Lissauer Vieira — O deputado que representa Rio Verde tem 34 anos, mas é maduro e articulado. Para crescer em termos estaduais, não pode, porém, ficar circunscrito à região Sudoeste. É do PSD.
Waldir Soares — PSDB. Falem mal ou bem, podem dizer que não tem consistência. Mas uma coisa é certa: tem votos. Resta saber se os eleitores que o apoiam para o Parlamento estariam dispostos a bancá-lo para o Executivo.
Diego Sorgatto — O deputado tem apenas um quarto de século de idade. É quase um menino. Mas é hábil politicamente e, por ser muito novo, é possível que, se não se perder nos desvãos da política, terá futuro positivo. É do PSD.
Francisco Vale Júnior — Sua fala é modorrenta, parece padres antigos falando. Mas, quando se escuta o que fala com atenção, percebe-se que se trata de um político articulado. Assim como Fábio Sousa, não pode circunscrever-se a “guetos”, no caso, os carismáticos da Igreja Católica. É fato que já articula mais com outros setores da sociedade. Do PSD.
Henrique Tibúrcio — Secretário do Governo, o ex-presidente da OAB-GO não tem experiência política, mas tem uma capacidade de aprender rápido, é articulado e, sobretudo, tem a simpatia pessoal de Marconi Perillo. É do PSDB.
Heuler Cruvinel — Deputado federal pelo PSD, deve disputar a Prefeitura de Rio Verde. Tem futuro na política estadual? Só o tempo dirá. Mas tem capacidade de articulação.
Rodrigo Zani — O garoto pretende disputar a Prefeitura de Nerópolis. Se ganhar, deve ser candidato a deputado estadual. É uma promessa do PSDB.
Alguns dos citados não devem se firmar na política e passarão, como os passarinhos. Mas alguns certamente terão futuro garantido. Quais, exatamente, ninguém sabe, pois o futuro nem a Deus pertence. E, claro, outros nomes poderão surgir. A vida é sempre rica em surpresas.
Pode um herdeiro do tucano surgir em outro partido que não seja da base governista? É possível. O deputado federal Daniel Vilela (PMDB), por exemplo, é um dos nomes. Observe-se que, ainda que por vias indiretas, Marconi Perillo é uma espécie de herdeiro de Iris Rezende.
Cineasta diz que público está menos receptivo a filmes reflexivos, e lembra de Cristiano Araújo. "Nunca tinha ouvido falar e umas 50 mil pessoas foram ao enterro do cara"
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Sandro Mabel, Lucas Vergílio e Adriana Accorsi: PMDB, SD e PT para vice de Iris | Fotos: reprodução / Facebook[/caption]
Cinco nomes estão praticamente postos para figurar como vice na chapa de Iris Rezende na disputa pela Prefeitura de Goiânia, em 2016. No caso de composição com o PT, o nome preferido é o daquela que o peemedebista chama de “a menina Accorsi”, quer dizer, a deputada estadual Adriana Accorsi, popularíssima na capital.
No caso de chapa pura, o predileto é o ex-deputado federal Sandro Mabel, conhecido nos bastidores do PMDB como o “Homem-Grana” e “o homem de 1 bilhão de reais”. Por mais que diga que quer aprender inglês e aperfeiçoar seus dotes culinários, Mabel quer mesmo é ser candidato a vice de Iris.
Por fora, correm com menos força, mas com a simpatia de Iris Rezende, o vice-prefeito da capital, Agenor Mariano (PMDB), o deputado federal Lucas Vergílio, do Solidariedade, e o Major Araújo. O menos disposto a ser vice é Lucas Vergílio, que está mais interessado em ficar em Brasília.
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Paulo Teles: “O mínimo que posso dizer sobre Lúcio Flávio, um jovem, é que se trata de uma pessoa imprevidente” | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
O desembargador aposentado Paulo Teles disse ao Jornal Opção na sexta-feira, 14, que será candidato a presidente da OAB-Seção de Goiás, mesmo que tentem impugnar sua postulação.
“Entro com mandado de segurança e, com base numa liminar, disputo a reeleição. Se eu for eleito, aí a Justiça decidirá se devo ou não assumir. Acrescento que minha quarentena de três anos para advogar no Tribunal de Justiça vence em 11 de setembro deste ano.”
Aos que dizem que não será candidato, porque “não conseguirá” articular uma chapa, Paulo Teles responde, de maneira taxativa: “Não será possível que um homem que atuou durante anos na advocacia, que participou ativamente da OAB, não consiga reunir 100 pessoas num universo de 40 mil advogados inscritos em Goiás. Sou cearense e mudei-me para Goiás em 1955. Aposto que pelo menos 100 nordestinos emprestem-me o seu apoio”. Aos 69 anos, Paulo Teles revela que vive um “bom momento”, porque é um advogado e homem experimentado.
“No momento”, sublinha Paulo Teles, “estou procurando agregar aliados e ocupar espaço, como os demais pré-candidatos. A minha candidatura está mantida”. O desembargador diz isto porque “pessoas” com as quais mantêm “farto relacionamento” estão lhe dizendo que o advogado Lúcio Flávio, candidato a presidente da OAB, estaria “espalhando” que vai obter o seu apoio e que ele não tem condições de ser candidato. “O mínimo que posso dizer sobre Lúcio Flávio, um jovem, é que se trata de uma pessoa imprevidente”, destaca. “Insisto: não vou apoiá-lo. Para dizer a verdade, Lúcio Flávio nunca se dignou a conversar comigo sobre qualquer aliança.”
Paulo Teles afirma que é respeitoso com os demais candidatos e, por isso, exige respeito. “Lúcio Flávio não pode falar por mim.” Advogados ouvidos pelo Jornal Opção frisam que a história do desembargador é muito superior à do “jovem” Lúcio Flávio.
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Foto: Wagnes Cabral[/caption]
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), movimenta as peças do xadrez político com rara habilidade. Ao perceber que a oposição se recusa à renovação — tanto que Iris Rezende (PMDB) deve disputar a Prefeitura de Goiânia, com 83 anos, em 2016 —, o tucano-chefe está remontando e rejuvenescendo seu exército político-eleitoral. Há pouco tempo, trouxe para o seu lado o ex-presidente da OAB-Goiás Henrique Tibúrcio. Em 2014, convenceu um dos melhores quadros tucanos, o economista Giuseppe Vecci, a disputar eleição para deputado federal. Um pouco antes atraiu para sua base o melhor quadro forjado pelo PMDB nos últimos anos — o economista e deputado federal Thiago Peixoto, filiado ao PSD. Dos braços do senador Ronaldo Caiado, do DEM, arrancou o vice-governador, José Eliton. Outros jovens, como o deputado estadual Virmondes Cruvinel, circulam com o tucano, que, aos 52 anos, ainda é jovem.
Ao atrair José Eliton para o PSDB, retirando-o do PP — a filiação se dará em setembro —, o que, de fato, sugere (e planeja) Marconi Perillo? Várias coisas, algumas delas, possivelmente, ainda não devidamente racionalizadas, porque o futuro, como já disseram, nem a Deus pertence. Primeiro, o tucano quer manter o poder, em 2018, nas mãos do PSDB, considerando que a cúpula nacional prepara-se para exigir que sejam lançados candidatos a governador em todos os Estados, com o objetivo de, entre outras coisas, fortalecer o candidato a presidente da República e, ao mesmo tempo, contribuir para ampliar a base parlamentar em Brasília.
Segundo, com José Eliton filiado ao PSDB, não haverá questionamento à sua decisão de apoiá-lo para governador. Está incrustada na memória dos tucanos, com traços de aço, o que aconteceu em 2006, quando, ao assumir o governo, Alcides Rodrigues, então no PP, decidiu que seria candidato à reeleição e, aos poucos, afastou os tucanos do governo. Não se quer repetir a história com José Eliton, que deve assumir o governo no início de abril de 2018. Filiado ao PSDB, sua candidatura dependerá basicamente de uma decisão do tucano-chefe. Frise-se que Marconi Perillo confia em José Eliton e tem feito o máximo para valorizá-lo e, sobretudo, encorpá-lo em termos políticos e administrativos. A Secretaria de Desenvolvimento é, por assim dizer, um mini-governo. O objetivo do tucano-chefe é dotar o aliado de experiência em termos de gestão e, ao mesmo tempo, contribuir para que se relacione com políticos de todos os partidos.
Terceiro, com José Eliton no PSDB, Marconi Perillo ganha tranquilidade para suas articulações nacionais. O tucano-chefe, se puder, será candidato a presidente da República em 2018. Porém, sabe que existe uma fila, com duas figuras de proa na sua frente, o mineiro Aécio Neves e o paulista Geraldo Alckmin. Ainda assim, apostando que a vida reserva surpresas, está se colocando nacionalmente, se apresentando aos brasileiros. O mais certo, porém, é que dispute mandato de senador e se o presidente eleito for tucano tende a se tornar ministro, possivelmente das Cidades.

