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Deputados de todo o país estão impressionados com Alexandre Baldy, que todos chamam de deputado-ostentação, dada sua vaidade extremada. Segundo um colega, de 30 em 30 minutos, ele passa um produto no cabelo, que parece gel. “É a Marcela Temer do mundo masculino”, define um parlamentar.
De um tucano de Anápolis para um deputado: “Você já ouviu falar de ensino a distância? Pois Alexandre Baldy inventou o líder a distância. Ele quase não aparece em Anápolis, mas se apresenta como líder do município”. Políticos de Anápolis frisam que telefonar para Alexandre Baldy é como tentar falar com o presidente dos Estados Unidos — uma missão quase sempre impossível.
O chamego entre o deputado Alexandre Baldy e Ronaldo Caiado está provocando ciúme na base governista. Há quem acredite que, na hora agá, o presidente do PTN vai declarar apoio à candidatura de Pedro Canedo, do DEM, para prefeito de Anápolis. Baldy fala em apoiar a candidatura de Carlos Antônio, mas meio mundo tucano não acredita nisso, não.
A palavra que define o ex-deputado estadual Cleovan Siqueira é obstinado. Ele não desiste nunca. Ao saber que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia indeferido o pedido de registro do Partido Liberal (PL), quando abriu as portas para partidos anódinos e sem história nenhuma, longe de mostrar-se irritado e desnorteado, disse ao Jornal Opção: “A luta pela reconstituição do PL continua. Perdemos uma batalha, mas não a guerra”. Cleovan Siqueira diz que advogados vão pegar o processo para examinar detidamente o julgamento do TSE. “Avaliadas as falhas apontadas, vamos fazer outro pedido de registro oportunamente, preenchendo os requisitos legais exigidos pelo TSE. Estou de cabeça erguida e com a mesma determinação.” Contra o PL levantaram-se vozes poderosas, tanto do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, quanto do DEM.
O deputado estadual Lucas Calil quase levou o prefeito de Piracanjuba, Amauri Ribeiro, para o PSL. Na última hora, o controverso gestor municipal recuou com um argumento sui-generis: não queria deixar o PRP por causa do número—44. Embora em litígio com o presidente do PRP, Jorcelino Braga, Amauri Ribeiro aprecia o número 44, fácil de gravar e simbólico, e por isso optou por não mudar-se de mala e cuia para o PSL. Lucas Calil ficou desapontado.
O pré-candidato do PSDB a prefeito de Aparecida de Goiânia, o professor e empresário Alcides Ribeiro, disse ao Jornal Opção na quarta-feira, 20, que está buscando o consenso. “Não é fácil e é provável que a base do governador Marconi Perillo tenha de dois a três candidatos em Aparecida — eu, o deputado estadual Marlúcio Pereira e o vereador Willian Ludovico.” O que não se sabe direito é se o PSB faz parte da base governista. Alcides Ribeiro sabe, porém, que o rival a ser batido, o mais consistente, é mesmo Gustavo Mendanha, do PMDB. “O governador Marconi Perillo quer o consenso de sua base, mas não será fácil firmá-lo. Eu e Marlúcio queremos ser candidatos a prefeito — não a vice. No segundo turno, que é certo, nós unimos a base. Nós reestruturamos o PSDB e o partido deve eleger, no mínimo, quatro vereadores”, afirma Alcides. “Estou conversando com o coronel Silvio Benedito, que é um homem sério e inteligente. Ligado ao governador Marconi Perillo e ao vice-governador José Eliton, é um político consistente e, se aceitar ser o meu vice, será muito bem recebido, porque agregará valor à minha campanha. O tema da segurança pública é candente em Aparecida”, diz o professor-empresário. Quanto a Ozair José, que permanece filiado ao PSDB, Alcides Ribeiro admite que talvez não conte com o seu apoio. Ozair José e Chico Abreu estariam conversando com Marlúcio Pereira.
O vice-prefeito de Aparecida de Goiânia, Ozair José, trocou o PT pelo PSDB com o objetivo de ser candidato a prefeito. Porém, por falta de estrutura e falta de apoio da base tucana local, que optou pela candidatura do professor e empresário Alcides Ribeiro, ficou sem chão e tende a não apoiar o postulante do PSDB. É quase certo que, se Marlúcio Pereira for candidato a prefeito pelo PSB, como está sugerindo, Ozair José deve apoiá-lo. Se Marlúcio Pereira desistir da candidatura, ninguém deve ficar surpreso se, na marca do pênalti, o tucano hipotecar apoio à candidatura de Gustavo Mendanha, do PMDB. Um tucano ouviu, do próprio Ozair José, que o vice-prefeito não quer e não vai apoiar o professor Alcides. Ele teria dito, segundo o tucano, que foi atropelado pelo poder financeiro do professor-empresário. Chico Abreu também acompanhar Ozair José e apoiar Marlúcio Pereira e, mesmo, Gustavo Mendanha.
Cidade com segundo turno, a Aparecida de Goiânia deve ter pelo menos quatro candidatos a prefeito. Os principais partidos estão, por assim dizer, testando suas forças em 2016 com o objetivo de consolidar posição para a disputa de 2018. O PMDB lança Gustavo Mendanha. O vereador é apontado como favorito. Primeiro, porque tem o apoio do prefeito Maguito Vilela, extremamente popular e considerado, por muitos, como o melhor prefeito da história do município. Segundo, porque, como presidente da Câmara Municipal, revelou-se um político agregador, conquistando amplos apoios. O PSDB banca o professor e empresário Alcides Ribeiro. Ele está conseguindo montar uma frente política e deve ter como vice o coronel Silvio Benedito, da Polícia Militar. É uma chapa consistente. O PSB tem um candidato popular, o deputado estadual Marlúcio Pereira. Mas falta-lhe estrutura política e financeira. Gustavo Mendanha e Alcides Ribeiro tendem a formatar alianças mais amplas, deixando o líder socialista isolado. Pode até sair em primeiro lugar, mas é provável que, se disputar, acabe ficando em terceiro lugar. O PTB vai bancar o vereador Willian Ludovico para prefeito. Willian tem discurso, é articulado, mas não tem estrutura para enfrentar pesos pesados como Gustavo Mendanha e Alcides Ribeiro e até um meio pesado como Marlúcio Pereira.
Como está montando uma forte estrutura de campanha, além do peso do gigante Maguito Vilela, o prefeito é um autêntico general eleitoral, há quem sugira que o candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia pelo PMDB, Gustavo Mendanha, mude de sobrenome. O nome mais realístico, segundo aliados, é Gustavo Montanha. Trata-se de um brincadeira, é claro, mas baseada na realidade.
O líder político não teme nada e é um político aguerrido. Seus aliados avaliam que, se saírem de quatro a cinco candidatos a prefeito, longe de prejudicá-lo, isto vai ajudá-lo.
Com Misael Oliveira, Divino Lemes (PSD), Alsueres Mariano (PR), Franco Martins, Sérgio Bravo (PROS) e Zélio Cândido (PSB) — e é possível que mais um nome seja lançado —, é provável que o próximo prefeito de Senador Canedo seja eleito com cerca de 30% dos votos.
Com uma estrutura de qualidade, é possível que Misael Oliveira consiga pelo menos 30% dos votos — e, assim, seria reeleito.
Divino Lemes tende a sair na frente, e conta com uma estrutura financeira de qualidade, dada a parceira com o milionário empresário Walter Paulo, seu vice, mas é possível que a campanha possa desgastá-lo, quando seu passado como prefeito for lembrado. Mas pode ser também que o passado tenha sido esquecido ou não importe mais para os eleitores.
A incógnita é o empresário Zélio Cândido, que, apesar de apoiado por Vanderlan Cardoso e contar com a maior estrutura financeira de todos os pré-candidatos, não está deslanchando.
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Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O ex-deputado federal José Gomes da Rocha, do PTB, é um fenômeno político em Itumbiara. É o político mais popular e comentado da cidade — para o bem e para o mal. O prefeito Chico Balla, do PTB, pode disputar a reeleição e tem chance de vencer. Mas pode pegar um páreo duro pela frente — o deputado estadual Álvaro Guimarães. O único nome hors concours da cidade é Zé Gomes. Se ele disputar, tendem a sair do páreo tanto Álvaro Guimarães, do PR, quanto o ex-vereador Gugu Nader.
Na terça-feira, 19, o Jornal Opção conversou com Zé Gomes. No momento do diálogo, o deputado federal Jovair Arantes, do PTB, estava na redação. Com seu estilo brincalhão de sempre, após saber que Jovair Arantes havia dito que se trata de um grande político e candidato forte, Zé Gomes disse: “Se o ‘Jovadeus’ [novo nome de Jovair em Brasília — até Michel Temer e Eduardo Cunha o chamam assim] exigir que eu tome Furadan, com ou sem gelo, eu tomo na hora. É um companheiro leal, de estatura política inegável”.
Como estava “escorregando” sempre que perguntado se seria candidato a prefeito, o repórter insistiu: “É ou não é candidato a prefeito de Itumbiara?” Jovair Arantes interrompeu e disse: “O Zé, se quiser, pode ser candidato. Não há empecilho judicial algum”. Com seu jeito tancrediano, de sugerir uma coisa quando está dizendo outra, Zé Gomes demonstrou cautela: “Eu ainda não decidi sobre meu projeto político, que só pode ser firmado depois de longas conversas com os companheiros”.
De novo, o repórter insistiu: “O leitor, ao ler esta nota, vai querer saber: o sr. é ou não é candidato a prefeito?” Zé Gomes avançou um passo: “Posso ser candidato”. Em seguida, recuou um passo: “Hoje, não sou candidato”. Acrescentando: “O Gugu Nader é um bom rapaz. O Álvaro [Guimarães] trabalha para ser candidato. Gugu, se eu for candidato, não será candidato. É o que me disse”. Gugu, por sinal, é cotado para ser vice de Zé Gomes.
Adiante, na conversa mineira, Zé Gomes sublinhou: “Vou esperar um pouco mais”. A fala seguinte indica que será candidato: “Estou disposto a conversar com a sociedade de Itumbiara para tratar de uma possível candidatura”.
Um petebista disse ao Jornal Opção: “Em Itumbiara há dois tipos de eleitor: os que acham que Zé Gomes será candidato a prefeito e os que perguntam se o seu terno de posse será cinza ou preto”.
Há quem aposte que o chefão do PDT nacional, Carlos Lupi, fala em expulsar parlamentares pró-impeachment com o objetivo de atrair o “presidente” Michel Temer para uma conversa pré-republicana. O que se diz é que, acertado um acordo com o temerismo, Carlos Lupi vai parar de falar em expulsar parlamentares. Aliás, se expulsar os deputados que votaram pelo impeachment, o PDT vai se tornar um partido da Nanicolândia.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) ajuizou, na quinta-feira, 14, uma ação civil pública contra os maiores provedores de internet do Brasil, para barrar a fixação de limite de tráfego de dados nos serviços de banda larga fixa. A ação foi proposta 9ª Vara Cível de Brasília. De acordo com o instituto, desde fevereiro as operadoras Claro/NET, Oi e Vivo anunciam a adoção de franquia de dados para novos clientes, com limites de 10 a 30 gigabytes nos planos mais acessíveis. Após atingir o limite de tráfego, os consumidores passariam a navegar com velocidade reduzida ou ter o acesso à rede bloqueado – tal qual já ocorre na internet móvel. Na ação, o Idec pede, liminarmente, que sejam suspensas imediatamente em todo o País as cláusulas contratuais que estipulem franquia de dados na banda larga fixa e, consequentemente, a redução da velocidade de navegação ou o bloqueio de acesso à internet. O instituto argumenta que a imposição de franquia de dados na banda larga fixa viola o Código do Direito do Consumidor (CDC) e a Lei de Crimes Econômicos (12.529/11). “Considerando que essas empresas detêm quase 90% do mercado brasileiro, elas abusam de seu poder econômico ao tentar aumentar seus lucros ilegalmente”, explica o advogado e pesquisador do Idec Rafael Zanatta. “Além disso, pelo CDC, as cláusulas contratuais que limitem a velocidade ou bloqueiam a internet dos consumidores os coloca em desvantagem excessiva, o que é ilícito”, acrescenta. O Idec também sustenta que o marco civil da internet – a lei que define os direitos para uso da internet no Brasil, criada há dois anos – proíbe provedores de desconectar seus clientes uma vez alcançado o limite de tráfego. “A modificação de condições contratuais que implique em elevação de preço sem justificativa representa uma lesão de direitos para os consumidores de planos de banda larga fixa no Brasil que estão submetidos a relações contratuais com NET, Vivo e Oi. Além disso, há uma lesão à coletividade e violação da ordem econômica em razão da posição de domínio de mercado pelas empresas rés e pelo potencial de aumento arbitrário de lucros em detrimento do padrão habitual de consumo de dados na internet pelos consumidores.” De acordo com Zanatta, os provedores de conexão à internet não têm qualquer argumento técnico para justificar a fixação de limites de dados. “O argumento de escassez de infraestrutura para atender a demanda de dados dito pelas empresas é falacioso, tanto que elas não responderam ao Ministério da Justiça após serem notificadas a apresentar os motivos para mudar os contratos. Está claro que a medida é apenas por lucro, e isso vai contra nossas leis”. Com a ação, o instituto busca garantir a manutenção da qualidade de conexão à internet contratada, “o que claramente não ocorrerá com a implementação do limite de franquia de dados, visto que o consumidor se verá engessado, impedido de variar o consumo de dados mês a mês se quiser se manter dentro do limite do plano contratado. Isto é, não poderá um consumidor que em regra acessa usualmente apenas sites na internet (necessitando assim, de acordo com os argumentos das rés de um plano de dados menor) decidir assistir um dia um filme, visto que nesta situação claramente atingirá o limite, podendo ter sua conexão interrompida antes de finalizado o mês.”
A deputada Flávia Morais decidiu votar pelo impeachment depois de uma longa conversa com seu marido, o médico e ex-prefeito de Trindade George Morais. A decisão foi tomada 15 dias antes da votação. Flávia Morais comunicou sua decisão a poucas pessoas, entre elas o governador de Goiás, Marconi Perillo. Poucos dias antes da votação do impedimento de Dilma Rousseff, pressionada por Carlos Lupi, o chefão do PDT nacional, Flávia Morais “balançou”. Líderes nacionais da articulação pró-impeachment procuraram Marconi Perillo. O tucano-chefe goiano conversou demoradamente com Flávia Morais, apresentou suas ponderações. A deputada ouviu atentamente suas palavras. Depois, Marconi Perillo tranquilizou os aliados mais próximos do “presidente” Michel Temer. Mesmo sob risco de ser expulsa do PDT, Flávia Morais havia decidido: não iria recuar. De fato, manteve o que disse ao líder tucano e votou pelo impeachment.
Conta-se que eleitores queriam presentear o deputado estadual Ernesto Roller, pré-candidato a prefeito de Formosa pelo PMDB, com um terno para a posse, em 1º de janeiro de 2017. Mesmo apontado como favoritíssimo, até pelo arqui-inimigo Tião Caroço Monteiro, Ernesto Roller teria pensado bem e dito: “Ninguém ganha eleição por antecipação. Assim, vamos deixar esse negócio de terno da posse para depois das eleições”. Atitude inteligente e perspicaz.

