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No Plenário do Senado Federal, na sessão ocorrida na segunda-feira, 18, o senador Ataídes Oliveira (PSDB), ratificou o entendimento de que Dilma Rousseff (PT) efetivamente cometeu crimes de responsabilidade. O senador tucano lembrou que o pedido de impedimento baseou-se em uma série de fatos, dos quais a Comissão Processante da Câmara ateve-se a dois crimes: a abertura de créditos suplementares e o empréstimo a bancos estatais. Para o senador, a Constituição Federal e a Lei de Responsabilidade Fiscal mostram de forma “insofismável” as infrações da presidente da República. Ataídes Oliveira ainda criticou o destino dos recursos das chamadas pedaladas fiscais, salientando que parte do dinheiro foi usado para o que chamou de “Bolsa Empresário” e “Bolsa Latifundiário”. Ataídes Oliveira fez questão de destacar que nenhum dos críticos do impeachment no Congresso Nacional disse que a lei está errada, apesar de terem classificado o processo como “golpe”. E finalizou em tom constestador: “Convençam o povo, convençam a nós, senadores, de que não houve crime. Mostrem para nós que este governo tem competência para mudar toda essa balbúrdia que ele fez na nossa economia”.
A Câmara dos Deputados analisa proposta que considera como típicas de Estado as atividades próprias da profissão de administrador, quando realizadas por profissionais ocupantes de cargo efetivo no serviço público federal, estadual e municipal. Nesses casos, será exigido registro no Conselho Regional de Administração. A classificação está prevista no Projeto de Lei 4403/16, do deputado Carlos Henrique Gaguim (PTN), que preceitua que carreiras típicas de Estado são aquelas que integram o núcleo estratégico do Estado, requerendo maior capacitação e responsabilidade do profissional. Segundo o deputado, o objetivo é garantir aos administradores ocupantes de cargos efetivos no serviço público a condição de carreira de Estado em razão das responsabilidades técnicas da função, como a ordenação de despesas, de planos de cargos e salários, de planos administrativos e orçamentários e de prestações de contas. “É competência do administrador gerenciar os órgãos públicos e responder tecnicamente pelos resultados”, resume o autor. O projeto acrescenta a medida à Lei 4.769/65, que trata da profissão de administrador.
Em decisão unânime na quarta-feira, 13, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ/TO) revogou a liminar que desobrigava o Paço municipal e a empresa Dias Fernandes & Almeida Ltda. de prestar as contas do evento denominado “Carnaval Palmas 2013- Todos os ritmos, uma só alegria”. Ao seguir o voto da relatora, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, os desembargadores negaram provimento ao agravo de instrumento da empresa e confirmaram a decisão de 1ª Instância que dá o prazo de 30 dias para que o Executivo e a empresa apresentem os documentos comprobatórios do valor arrecadado, sua origem, destinação e totalização. Os autores da ação popular são os vereadores Lúcio Campelo (PR), Joaquim Maia (PV) e Iratã Abreu (PSD) e o ex-deputado estadual Marcelo Lelis (PV), que questionaram na Justiça a realização, sem licitação, do carnaval apoiado pela Prefeitura de Palmas, por meio da empresa privada que também teria integrado a campanha eleitoral do candidato eleito, prefeito Carlos Amastha (PSB). Os autores consideraram que ao autorizar a empresa a realizar o carnaval, contratar artistas, contrair despesas e captar recursos, a prefeitura deveria "imprescindivelmente”, respeitar os princípios “da licitação, da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da finalidade, sob pena de constituir-se em ato de improbidade administrativa”.
Apenas Felicio Costa (PTB), Marilon Barbosa (PSB) e Adão Ìndio (PSL) compareceram à sessão de terça-feira, 19, contudo, os dois últimos abandonaram a sessão em andamento, deixando Felício em situação constrangedora. Calado e sem reação, o petebista ouviu as reclamações dos sete parlamentares da oposição cujas presenças garantiram, ao menos, a abertura da sessão e discussões parlamentares, todavia, a sessão foi encerrada mais uma vez, sem votação de matérias. O presidente da Câmara, Rogério Freitas (PMDB), e os vereadores Lúcio Campelo (PR), Júnior Geo (Pros), Milton Neris (PP) e Pastor João Campos (PSC) denunciaram o que denominam de “manobra do prefeito” para colocar a sociedade contra a Câmara. A ausência dos vereadores da base, conforme Freitas, é resultado de “um boicote feito pelo executivo municipal para dar a impressão de que os vereadores da Câmara estão querendo inviabilizar o governo”. De acordo com o presidente, a estratégia do Executivo consiste em esvaziar as sessões de forma proposital, a fim de impedir o quorum mínimo para votação das matérias. “A pauta está trancada há mais de três semanas”, explicou Freitas. “Quando não é de interesse do governo não tem quórum.” O presidente do parlamento municipal esclareceu ainda que uma medida provisória enviada pelo prefeito, que trata da concessão de benefício pecuniário para a compra de equipamentos por parte dos servidores da Saúde, está trancando a pauta. A matéria está sob a relatoria do líder do prefeito Folha Filho (PTN) que, assim como os demais governistas, não compareceu à sessão. Rogério Fretias disse que o prefeito faz acordo com servidores, com os sindicatos, mas estes não vão receber o benefício porque os vereadores da base não comparecem à sessão para votar e resumiu: “O prefeito trata, mas não cumpre". Segundo apurou o Jornal Opção, os vereadores da base estariam recebendo instruções do prefeito para esvaziarem as sessões pelo aplicativo Whatsapp, tendo em vista que prefeito e uma comitiva de secretários municipais estão em Punta Cana, na República Dominicana, onde participam de um casamento. O chefe do executivo municipal não tem interesse que as matérias sejam votadas durante a sua ausência. O vereador Milton Neris ressaltou que nas escolas da rede municipal falta dinheiro para a compra de merenda escolar adequada. Há mais de dois meses as crianças estariam recebendo apenas bolacha e leite no lanche. “E o prefeito está em Punta Cana fazendo graça. E quem é que está pagando essa gracinha? É o cidadão palmense, porque o prefeito e os secretários que estão lá, estão ganhando para não trabalhar.” Indignado, Lucio Campelo subiu à tribuna e, se referindo ao posicionamento dos vereadores da base, declarou: “O parlamento está sem autonomia, senhor presidente, e isso me incomoda”. Outro insatisfeito foi Júnior Geo, que questionou se realmente os demais colegas foram eleitos para representar a sociedade ou o interesse do executivo. Já o Pastor João Campos considerou a atitude dos faltosos uma postura extremamente prejudicial para a Casa Legislativa.
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Na foto, Henrique Meirelles, Jovair Arantes e Sandro Mabel[/caption]
Se assumir a Presidência da República, Michel Temer é quem, de fato, vai mandar. Mas ao seu lado estarão, possivelmente, as seguintes pessoas: Eduardo Cunha (na sombra?), Eliseu Padilha, Henrique Eduardo Alves, Henrique Meirelles, José Serra, José Yunes, Jovair Arantes, Moreira Franco, Raimundo Lira, Renan Calheiros, Rocha Luris, Romero Jucá e Sandro Mabel. Como consultores, mas não nomeados, estarão Delfim Netto e Armínio Fraga.
Setores do PSDB não querem participar do governo de Michel Temer, resguardando-se para a disputa de 2018. Porém, como, se assumir, o peemedebista não vai disputar a reeleição, há quem, no alto tucanato, avalia que participar de governo pode fortalecer o projeto de seu candidato a presidente da República — que tende a ser, pela ordem, o senador Aécio Neves — se não for contaminado pela Operação Lava Jato —, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (se escapar incólume das denúncias contra seu governo) e o governador de Goiás, Marconi Perillo.
Lucimar do Nascimento foi condenada por descumprir ato judicial que determinava nomeação imediata de aprovados em concurso público
Há uma verdadeira para indicar o vice de Gustavo Mendanha (PMDB) na disputa pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia. O grupo do ex-prefeito Ademir Menezes, do PSD, tende a apresentar o nome do engenheiro e ex-vereador Max Menezes (filho de Ademir). O deputado Marlúcio Pereira, do PTB, tanto pode pleitear a vice para si quanto para seu filho. A oposição tende a bancar o professor e empresário Alcides Ribeiro, do PSDB, para enfrentar o candidato apoiado por Maguito Vilela.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, tem conversado frequentemente com o chamado núcleo duro que circula com o “presidente” Michel Temer. Na semana passada, manteve uma longa conversa com o ex-ministro Eliseu Padilha, um dos homens de ouro da equipe do peemedebista-chefe. As conversas, republicanas, visam sempre o interesse do governo de Goiás.
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Pedro Canedo: o ex-deputado federal deve ser bancado pelo DEM com o apoio do PMDB[/caption]
Ao menos no momento, a política de Anápolis está polarizada entre o prefeito João Gomes, do PT, e o deputado estadual Carlos Antônio, do PSDB. As pesquisas apontam que são os favoritos e, se não houver mudança, deverão ir para o 2º turno na disputa pela prefeitura. Uma 3ª via, porém, pode ser produzida pelo DEM do senador Ronaldo Caiado e pelo PMDB do deputado Daniel Vilela.
O DEM vai bancar o médico e ex-deputado Pedro Canedo para prefeito. Caiado conseguiu arrancá-lo da base do governador de Goiás, Marconi Perillo. O PMDB vai lançar a candidatura do empresário e vereador Eli Rosa. Os dos políticos são consistentes, tem uma história positiva, mas, isoladamente, terão dificuldade para romper a polarização PT versus PSDB. Entretanto, Pedro Canedo e Eli Rosa, se se unirem, podem até não vencer, mas se tornarão postulantes mais consistentes.
A tendência é que Pedro Canedo seja o candidato a prefeito e Eli Rosa, o vice. Não há nada acertado entre os dois, mas as cúpulas dos dois partidos estão cada vez mais próximas e pretendem lançar candidatos únicos em municípios em que, isolados, não têm condições de ganhar dos candidatos apontados como favoritos, como João Gomes e Carlos Antônio.
Ameaçada de expulsão pelo poderoso chefão do PDT, Carlos Lupi, a deputada federal Flávia Morais, que votou pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, recebeu convite do governador de Goiás, Marconi Perillo, para voltar ao PSDB. “Com direito a tapete vermelho e banda de música”, afirma um tucano de bico eradíssimo. O problema é que, se perder o comando do PDT no Estado, Flávia Morais e seu marido, George Morais, perdem cacife político. A parlamentar tem tempo de televisão e fundo partidário para fazer política. Se expulsa, na avaliação de um aliado, “terá de gastar muita sola de sandálias para se manter viva na política goiana, que é uma verdadeira selva”.
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Foto: Marco Monteiro[/caption]
Com o desgaste de Aécio Neves, que alguns chamam de Aécio “Delação Premiada” Neves, e de Geraldo “Merenda Escolar” Alckmin, os dois tucanos que eram os mais cotados para disputar a Presidência da República em 2018, a cúpula nacional tem pressionado o governador de Goiás, Marconi Perillo, a assumir, em definitivo e de modo enfático, que acalenta um projeto nacional.
Tal projeto, obviamente, é disputar a Presidência da República. Porém, como não se deixa se contaminar pela vaidade, o tucano-chefe sempre responde com o máximo de serenidade que, além de cedo, precisa focar na gestão do governo de Goiás. A política, assinala, deve ficar para mais tarde. Ele pensa mais em Goiás e no Brasil do que em projetos pessoais. Mas, de fato, tem interesse num projeto político nacional.
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Foto: divulgação/ FacebookG[/caption]
Magda Mofatto é deputada federal, mas, antes de tudo, é empresária. Havia decidido pelo impeachment, mas, levada por Valdemar Costa Neto — o presidente do PR que usa tornozeleira eletrônica devido à condenação pelo envolvimento na corrupção do mensalão —, foi recebida pela presidente Dilma Rousseff.
Depois de uma conversa candente — lágrimas contidas com certo esforço —, a petista Dilma Rousseff quase convenceu a presidente do PR em Goiás a não votar pelo impeachment.
Mas as pressões das ruas e, sobretudo, das redes sociais levaram Magda Mofatto a, na marca do pênalti, votar pelo impeachment. A presidente Dilma Rousseff teria jurado vingança eterna.
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Presidente dos EUA, Barack Obama, e rei da Arábia Saudita, Salman Al Saud: relações abaladas, mas ainda precisam um do outro | Foto: Pete Souza/ Casa Branca[/caption]
Ao final da segunda guerra mundial, em 20 de fevereiro de 1945, o presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt voltava da Conferência de Yalta, um encontro de líderes que discutia o futuro da Europa pós-guerra. A bordo do USS Quincy, no Canal de Suez, no Egito, Roosevelt encontrou-se pela primeira vez com o rei da Arábia Saudita, Abdual Aziz. Começava ali uma aliança que até hoje provém a segurança da Arábia Saudita. Um reino cercado por uma região instável e volátil.
Os sauditas têm nos Estados Unidos a garantia do suporte militar que provém a segurança do reino, cercado por uma região instável e volátil. Desde então, Roosevelt e todos os outros presidentes dos Estados Unidos que vieram depois dele, foram fotografados lado a lado com os reis da Arábia Saudita. As provas incontestáveis de uma sólida relação estratégica entre os dois países estão penduradas nas paredes da Casa Branca em Washington.
Na semana passada, o presidente dos EUA, Barack Obama, fez uma visita oficial ao reino saudita. Há oito meses do fim do mandato, Obama foi recebido pelo rei Salman em Riyad, onde os dois tiveram um encontro privativo.
Os sauditas, acostumados à prosperidade que o petróleo lhes proporciona, estão incomodados e assustados com o que vem acontecendo dentro e nos arredores do reino: milícias que atacam comunidades na fronteira sul do país, a embaixada saudita em chamas em Teerã, e três diferentes guerras civis nos países vizinhos. Com a queda do preço do barril de petróleo, o governo saudita tem dificuldades em lidar com as crises internas e externas, entre elas o Irã, que com o fim das sanções econômicas impostas pela comunidade internacional devido ao programa nuclear, tem se movimentado agressivamente afim de expandir sua influência num mercado até então dominado pelos árabes.
A relação entre os dois países foi profundamente afetada durante os oito anos do governo Obama. Os sauditas, mesmo contra o desejo dos americanos, resolveram agir sozinhos afim de sobreviver numa região que muda rapidamente e pra pior. Os dois governos discordam sobre o acordo com o Irã, como lutar contra o Estado Islâmico, o futuro da Síria e o conflito no Iêmen. A coalizão árabe formada para combater os rebeldes houthis (que têm o apoio do Irã) no Iêmen, já custou milhões de dólares ao país, e até agora teve pouco resultado. Pelo contrário, a falha militar fortaleceu ainda mais a filial da Al-Qaeda no Iêmen. Com o terrorismo batendo à porta, os sauditas aumentaram o número de execuções no país, entre os executados este ano está um clérigo xiita, aliado do Irã. E foi pela mesma causa que eles voltaram atrás numa doação, já anunciada, de bilhões de dólares ao governo libanês, que tem uma aliança estreita com os ayatolás.
Obama chega a Riyad para tentar evitar o colapso com um dos parceiros mais estratégicos para os Estados Unidos no Oriente Médio. A relação é problemática, mas os dois países ainda precisam um do outro. Os Estados Unidos provêm o suporte militar e os serviços de inteligência ao reino, e no encontro ficou acertado o aumento significativo desse “apoio” para ajudar na luta do país contra o terrorismo. Já os americanos esperam que Arábia Saudita continue a ser o segundo maior provedor de petróleo e derivados patra os Estados Unidos.
Ainda não está claro qual o resultado efetivo da visita de Obama à Arábia Saudita. Obama pode até tentar, mas os sauditas veem nele uma das causas de quase tudo que o país está passando. Os monarcas árabes responsabilizam abertamente Obama pelo caos que tomou a região. A confiança foi abalada, a monarquia se enfraqueceu e ninguém sabe, ainda, se o dano provocado poderá ser reparado. A América mudou e a Arábia Saudita também. Na semana que vem, a foto de Barack Obama com o rei Salman estará exposta na mesma galeria na Casa Branca. Mas é a próxima foto que intriga americanos e sauditas.
Marqueteiros e pesquisadores do primeiro time assinalam que o deputado federal Waldir Delegado Soares, pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PR, continua pregando para os “convertidos”. Os especialistas avaliam que, se não formular um discurso para setores mais amplos, sobretudo da classe média, dificilmente irá para o segundo turno. Tende a estagnar nos 20%, ou mesmo a cair para patamares bem mais baixos, durante a campanha. Recomenda-se que é hora, portanto, de pregar para os não convertidos, de conquistar votos novos. Waldir Soares precisa entender, com apuro, que a votação de um deputado é muito diferente da votação de um candidato a prefeito. Ele está trabalhando em 2016 como se a eleição fosse a mesma de 2014. São muito diferentes.
O pré-candidato do PSDB a prefeito de Goiânia, Giuseppe Vecci, vai falar aos candidatos a vereador do PHS no dia 11 de maio, às 19h30, na Assembleia Legislativa. Vai apresentar suas ideias para modernizar a capital. Os humanistas vão sabatiná-lo.

