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O deputado tucano José Vitti será eleito, no fim deste mês, presidente da Assembleia Legislativa de Goiás. Manoel Oliveira (PSDB) luta, com unhas, dentes e cotoveladas, para ser o vice-presidente da Assembleia Legislativa. Os deputados Talles Barreto e Chiquinho Oliveira, ambos do PSDB, disputam quem será o líder do governo. Barreto largou na frente, mas Oliveira diz que não é cavalo “boliguaio” (mistura de boliviano com paraguaio). Ele tem desgaste.
Deputados e secretários são unânimes: Luiz Siqueira, presidente da Agência de Comunicação do governo de Goiás (Agecom), é diplomático, acessível e divulga as ações públicas com zelo e competência. Há auxiliares de governantes que são problemas, criadores de arestas. Luiz Siqueira, pelo contrário, é visto como o “artífice das soluções”.
Deputados estaduais e federais dizem que Tayrone di Martino (PSDB) deve assumir a Secretaria de Governo como “republicano”. Quer dizer: não deve usar a estrutura da pasta tão-somente para viabilizar sua candidatura a deputado federal. Tayrone frisa que vai atender todo mundo bem. Na Secretaria de Governo, Henrique Tibúrcio pautou-se por uma conduta eminentemente republicana. É o que dizem deputados federais e estaduais.
O prefeito de Porangatu, Eronildo Valadares (PMDB), está acometido pela Síndrome de Estocolmo. Em 2012, a tucana Gláucia Melo perdeu a eleição para prefeita do município, exatamente para Valadares, devido à gestão ruim do então prefeito, José Osvaldo, que era seu “aliado”. Pois, quatro anos depois, esquecido do passado, Eronildo Valadares busca aliança política com José Osvaldo. Se o fizer, o candidato a prefeito pelo PSDB, Pedro Fernandes, poderá encomendar o terno de posse.
Um radialista de Catalão levou uma surra — uma barbaridade — e, depois, uma suposta amante divulgou fotografias suas como veio ao mundo. Sim, tão nu quanto um bebê recém-nascido. Ele estaria de ressaca ou dormindo quando foi fotografado. As fotografias do radialista circularam nas redações de Goiânia, mas felizmente editores e repórteres tiveram o bom senso de não publicá-las. Um jornal do Rio de Janeiro chegou a pedi-las a um jornal de Goiás, mas também desistiu de divulgá-las.
Os advogados do governador de Goiás, Marconi Perillo, ganharam na Justiça ação judicial contra Jorge Kajuru, pré-candidato a vereador na capital. A Justiça obrigou o radialista a retirar de seus perfis, nas redes sociais, gravações de conversas privadas do gestor tucano. Se não exclui-las, Jorge Kajuru terá de pagar pesadas multas e, mesmo, poderá sofrer outras penalidades. Nos últimos anos, quase tudo que Jorge Kajuru ganha, em termos financeiros, é para pagar indenizações, e não apenas em Goiás (Luciana Gimenez já o processou duas vezes).
“A rebeldia de Ronaldo Caiado com Michel Temer tem uma explicação pouco republicana. O senador do DEM estaria irritado com o apoio que o presidente vem dando ao governo de Goiás e, sobretudo, a relação amistosa com o governador Marconi Perillo, do PSDB”, afirma um deputado federal. “O democrata precisa entender que não é missão de um presidente prejudicar um Estado e seu governador (quem fazia isto era Lula da Silva, o perseguidor-mor da República)”, acrescenta o parlamentar. Há outra questão: o DEM de Goiás não mandou nenhum deputado federal para Brasília. A bancada ligada ao governador Marconi Perillo inclui pelo menos 13 parlamentares — além de dois senadores (Wilder Morais, do PP, e Lúcia Vânia, do PSB).
O deputado estadual Adib Elias fechou contrato — teoricamente, por 1 milhão de reais — com o marqueteiro Jorcelino Braga. O ex-secretário da Fazenda pretende comandar sua campanha para prefeito de Catalão. Isto, claro, se o peemedebista não for considerado ficha suja pelo Tribunal de Contas dos Municípios.
Comenta-se em Brasília, mais conhecida como Fofocolândia, que o “Boiadeiro” mencionado no banco de propinas da Odebrecht seria um político do PP de Goiás. O Boiadeiro teria recebido, durante algum tempo, uma “mesada” do escândalo investigado pela Operação Lavo Jato.
Cotado para ser vice de Iris Rezende, na “cota” do senador Ronaldo Caiado, Joel Santana Braga disse ao Jornal Opção que o DEM vai compor com o pré-candidato do PMDB. Irmão do deputado federal Alexandre Baldy, Joel Santana Braga afirma que o médico Sílvio Fernandes, que era cotado para ser vice de Iris Rezende, deve ser candidato a vereador. Sobre uma possível candidatura do deputado federal Alexandre Baldy a prefeito de Anápolis, Joel Santana Braga afirma: “Ele não tem interesse em disputar a prefeitura. Está bem em Brasília, conseguiu ampliar seu espaço político, tornou-se presidente de um partido, o PTN. Mas é fato que aparece bem nas pesquisas de intenção de voto”. Alexandre Baldy pode apoiar o pré-candidato do DEM a prefeito de Anápolis? “Baldy vai ouvir os dois vereadores do PTN no município. A aliança local vai depender do que eles disserem. Um dos objetivos do deputado é fortalecer o PTN em todo o Estado”. Joel Santana Braga sustenta que o senador Ronaldo Caiado deve disputar o governo de Goiás em 2018. “Por isso a aliança com Iris Rezende e o PMDB é tão importante.”
O esquema do caso “UTIgate” mostra a sordidez de profissionais da área de saúde que, formados e pagos para salvar vidas, estão mais preocupados em ganhar dinheiro fácil e de maneira corrupta
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Foto: Divulgação[/caption]
Roberto Mello
Especial para o Jornal Opção
— Richard, Gere, o nome dele é Richard, como o teu, Gere. Ele também gosta dos japoneses, do Japão, contanto que fiquem lá, bem longe, porque acha que, no fundo, são racistas, não foi à toa que se associaram com os nazistas, e o medo que ele diz ter sentido quando viu, pelo cinema americano, a crueldade deles, se eles tivessem vencido a guerra, babau pros negros, ciganos, pardos e mulatos e comunistas e brancos e tudo o mais que não fosse pureza racial. Gere, o Richard entrou numas que podia te incorporar meio assim pela umbanda ou coisa parecida, e aí deu pra puxar os olhinhos, os seus olhinhos infantis como os olhos de um bandido — já dizendo a canção. Aí, o cara me diz que baixou o santo e que ficou incorporado, se bem que pra ele seria mais é encorpado porque suas mãos avultaram e ele de repente sentiu que elas andavam sozinhas nas curvas deliciosas de sua mulher que, pelo jeito, não desconfiava de nada, sem saber que estava trepando com um bandido chegado a mistificações quânticas. É, é isso mesmo, o cara é perfeccionista e gosta de ir fundo nas coisas. Não vê que ele procurou um professor de física daqueles que dizem que São Paulo, a cidade, é mera ilusão, que não existe, e aí perguntou pro teacher se era possível aquilo, transar com sua mulher como se fosse tu, Gere, e não só na ilusão do pensamento, mas na batatolina das coisas naquele entremeio de corpúsculo-onda, mais pra um, mais pra outra, a ponto do Chico Xavier dizer “com esses aí eu não me meto”, nem sei se isso é verdade, foi o que ele, Richard, me contou, depois que foi consultar o médium pra saber se sua mãe estava passando bem lá no além. Que, segundo ele, Richard, e o tal professor, também não existe mais, pelo menos daquele jeito que aprendemos no espiritismo ou no catolicismo, já que a essa altura do campeonato tudo dá no mesmo, que o além é bem aqui, do meu lado, no paralelo, que nem alelo da lua. Bom, mistifiquei, porque eu também não ia perder a chance; tem certeza que tua mulher não percebeu nada, perguntei, e aluí, no sentido goiano, que nem Bernardo Élis no seu Veranico de janeiro, abonado por Aurélio disse: “Falou, papudo — pensou o rezador sem aluir do lugar”, e eu não era nem rezador nem nada, se bem que pensando melhor a reza não é um teletransporte? mas eu só queria usar o verbo aluir que sempre me coçou o quengo, no sentido de arruinar a dialética do Richard, só que esse verbo é danado e quer dizer também sem se mexer, sem sair do lugar, e era como eu me sentia, teletransportado-fixo ali, ouvindo àquelas patranhas da cabeça de um infeliz pobre diabo que, pra fazer algum carinho na mulher, precisa de ti, Gere, fantasminha inoculado em celuloide na cabeça de um vagau jeca tatu cotia não. Mãos grandes e fortes de um gigolô bem prof cobrindo em toda a extensão “omnimodamente”, carteirou o desgraçado, a carne macia de sua mulher. Era um foder por procuração, Gere, mas quem sou eu para condenar o Richard, ou quem quer que seja depois da física quântica?
Roberto Mello é psicanalista
Pela primeira vez no Brasil, e com apresentação única, o The Royal Ballet of Flanders, da Bélgica, abre o evento que conta ainda com uma programação de competições e workshops
Presente no livro “Corpo de Baile”, o conto foi adaptado e também dirigido teatralmente por Fayad, a quem a literatura tanto inspira. O goiano já imergiu nas obras de Artaud e Cassiano Ricardo
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Foto: Divulgação[/caption]
Na noite do sábado, 2 de julho, o Teatro Rio Vermelho vira palco do grande encontro de Flávio Venturini, Sá & Guarabyra e 14 Bis. Intitulada “Encontro Marcado”, a apresentação conta com um repertório de clássicos dos artistas, os quais planejam se reencontrar desde a década de 1970, quando a dupla Sá & Guarabyra convidou Venturini para participar da gravação de seu disco, o intitulado “Nunca”; este promoveu o encontro do artista com os demais integrantes da banda que viria a ser o 14 Bis. O show também traz novidades, como a composição “Espanhola”, de Venturini e Guarabyra, que nunca foi executada antes pelos dois juntos; e outras canções, como “Caçador de Mim” e “Sobradinho”. Com início às 21h, a apresentação tem ingressos a valores variados, que vão de R$ 90 a R$ 420.

