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A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa recebeu na quinta-feira, 9, um projeto de autoria do deputado Ricardo Ayres (PSB) que propõe alteração no Código Tributário do Estado referente ao pagamento de IPVA. O objetivo é isentar proprietários de automóveis com mais de 15 anos de uso, e de motocicletas com mais de 10 anos. Para o autor, mesmo com a redução individual dos valores do IPVA, em virtude da desvalorização do mercado de veículos, o Estado vai continuar a arrecadar sempre mais com o aumento da frota. “Além de todos os gastos que um cidadão trabalhador possui, o pagamento do IPVA seria um peso adicional no orçamento familiar de pessoas que não têm condições de adquirir carros novos. Ao beneficiar o contribuinte, também ganham a indústria e o comércio e, por fim, todo o mercado. Vale a máxima: menos impostos, mais negócios, mais empregos e maior renda”, discorreu Ayres.
O deputado Paulo Mourão (PT) protocolou um requerimento cuja urgência foi aprovada na sessão de quarta-feira, 8, e que solicita ao governo o envio de projeto de lei para a Assembleia que proponha transformar a Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) em autarquia. Para o requerente, a transformação da universidade de fundação para autarquia pública, gratuita, com gestão democrática, autonomia didático-científica, administrativa, financeira e patrimonial, vai suprir parte da deficiência do setor educacional no Estado. Pela proposta do deputado, a Unitins passaria a ser denominada apenas como Universidade do Tocantins, vinculada à Secretaria Estadual da Educação.
Dock Junior O Tocantins comemora mais um grande passo com a habilitação da exportação de carne industrializada (enlatada) para União Europeia, após a ampliação do número de unidades da federação aptas a comercializarem carne bovina àquele continente, que passou de 9 para 23, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A decisão fortalece a abertura do mercado para exportações de carne in natura, que está sendo aguardada, desde a auditoria realizada no Estado em maio deste ano. Apesar de o Tocantins não contar com frigoríficos que comercializem, atualmente, a carne enlatada, a decisão já é considerada extremamente importante, pois possibilita aos produtores tocantinenses venderem a carne bovina in natura, para as indústrias brasileiras que fabricam o produto e estão entres as 77 empresas habilitadas a exportar para os países da União Europeia. Segundo o presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Humberto Camelo, esta aprovação demonstra o compromisso do governo do Estado em fomentar a economia e estimular o comércio da carne bovina. “É uma grande conquista de toda a cadeia produtiva pecuária, pois comprova a qualidade da nossa carne. Além disso, gera boas expectativas de recebermos a aprovação para a exportação da carne in natura”, ressaltou.
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Governador e a beneficiária Alieide Coelho: “Casa é meu presente de Natal” | Foto: Divulgação[/caption]
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Através da Secretaria de Estado da Infraestrutura, Habitação e Serviços Públicos, o governo do Estado do Tocantins entregou 202 unidades habitacionais a famílias contempladas pelo programa Pró-Moradia. O evento contou com a presença do governador Marcelo Miranda, do secretário de Estado da Infraestrutura, Sérgio Leão, e de outras autoridades. Essa é a segunda etapa de um projeto que deve beneficiar, até o final do ano, 654 famílias. Das 202 casas entregues, 9 são adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida.
“No final do ano passado, nós entregamos 250 casas. Hoje, são 202 e acreditamos que até o final do ano entregaremos outras 202”, disse o secretário Sérgio Leão, ressaltando que a quadra que abriga as casas também recebeu obras de infraestrutura como redes de água e energia elétrica, além de sistemas de drenagem e pavimentação asfáltica.
Alieide Guido Coelho comemorou o recebimento da casa. Ela ressaltou que estava esperando há muito tempo e considerou que ganhou um presente. “Esse é meu presente de Natal antecipado, eu só tenho a agradecer ao governo do Estado, por ter me dado essa casinha”, falou a beneficiária.
Marcelo Miranda ressaltou que a habitação é uma prioridade da gestão. Ele destacou que tem trabalhado em parceria com a bancada federal do Tocantins, para trazer mais casas para o Estado. “Esse convênio nós assinamos em 2008 e, de lá para cá, o programa parou porque os outros governos não tinham a habitação como prioridade, mas tenho certeza que a partir de agora vamos lutar para que mais famílias sejam beneficiadas com sua casa própria”, explicou ele.
O investimento total é de pouco mais de R$ 31 milhões provenientes de uma parceria entre os governos do Estado e federal. A partir de agora, as famílias têm 30 dias para ocupar as moradias sob a pena de perder o benefício.
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Marcelo Miranda, Michel Temer e Dulce Miranda: primeira reunião oficial com o presidente interino | Foto: Divulgação[/caption]
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Na quinta-feira, 9, o governador Marcelo Miranda, acompanhado por deputados da bancada federal, foi recebido pelo presidente da República interino, Michel Temer. No encontro, governador e parlamentares alinharam as informações para a elaboração de uma política de atuação do Estado junto ao governo federal, nesse novo momento da gestão, a fim de que os projetos em benefício do Tocantins sejam atendidos.
“Entendo que o momento é agora. O momento de uma discussão maior sobre o que o País, de fato, precisa para superar a crise. Estamos convencidos de que o presidente Michel Temer, mesmo com todas as dificuldades que está encontrando, sabe que o País precisa de ações que venham ao encontro daquilo que a população deseja. Para isso, é preciso trabalhar coletivamente e nós estamos prontos para participar desse processo”, avaliou o governador.
A agenda em Brasília teve início na quarta-feira, 8, quando o governador foi recebido pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e em seguida pelo secretário-executivo da Secretaria-Geral de Governo, Geddel Vieira Lima. Acompanharam o governador os deputados federais Cesar Halum (PRB), Lázaro Botelho (PP), Josi Nunes (PMDB) e Dulce Miranda (PMDB), e o chefe do Escritório de Representação em Brasília, Renato de Assunção.
“O ministro Eliseu Padilha se interessou muito pela discussão a respeito da logística do Tocantins e dos projetos pendentes que nós temos no Ministério do Planejamento, que passam também pela Casa Civil. Já com o ministro Geddel Vieira, houve um importante alinhamento de informações para a elaboração da nossa política da atuação junto ao governo federal nesse novo momento”, destacou Marcelo Miranda.
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Vereador Joaquim Maia: “O ser humano deve estar à frente”[/caption]
O Partido Verde em Porto Nacional realizou na quinta-feira, 9, o lançamento oficial da pré-candidatura de Joaquim Maia a prefeito da cidade e vereadores do PV. O evento foi realizado na Câmara Municipal de Porto Nacional, e marcou o pontapé inicial da campanha do representante pevista e dos postulantes às vagas no legislativo portuense. Joaquim Maia vem afirmando que a decisão de disputar a prefeitura de Porto Nacional é um sonho, e que após as eleições de 2014, houve um chamamento de vários companheiros para que ele retornasse à cidade, dentro de um projeto novo de administrar a cidade. Maia afirma que tem feito caminhadas e reuniões em toda a cidade, através do projeto “Ouvindo nossa cidade”, e assim se põe atento às demandas da população, o que tem impulsionado o desejo de levar adiante o projeto rumo a prefeitura de Porto Nacional.
No segundo volume de seus “Diários”, relatando fatos de dois anos de governo, 1997 e 1998, o ex-presidente afirma: “Iris não pediu, eu não queria que o Perillo fosse sequer candidato”
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Eduardo Siqueira ainda na mira do MP | Foto: Renan Accioly[/caption]
O Ministério Público Estadual instaurou na segunda-feira, 6, um inquérito civil para averiguar a existência de eventuais atos de improbidade administrativa supostamente praticados pelo então ex-secretário estadual de Relações Institucionais e atual deputado estadual, Eduardo Siqueira Campos, e um ex-diretor do Detran Tocantins. As investigações pretendem apurar ato de improbidade administrativa consistente em suposto recebimento de propina no valor de R$ 600 mil, cujo valor seria destinado para pagamento de cartilha para educação no trânsito.
A Portaria nº 040/2016 da 9ª Promotoria de Justiça da Capital, que determinou a instauração do inquérito civil, relata a divulgação do conteúdo do acordo de delação premiada do empresário Benedito Oliveira Neto, conhecido como Bené. Ele é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, e relatou que teria pago propina para Eduardo Siqueira Campos em 2012, quando este exercia o cargo de secretário de Relações Institucionais na gestão do governo Siqueira Campos, no Palácio Araguaia.
O promotor de Justiça Edson Azambuja, responsável pelo caso, conta que a propina no valor de R$ 600 mil teria sido entregue a dois servidores públicos do governo do Estado e, desse total, R$ 450 mil teriam sido divididos entre o diretor do Detran/TO e o então secretário de Relações Institucionais.
Em nota à imprensa, deputado nega veementemente ter recebido qualquer vantagem indevida e afirma nunca ter autorizado qualquer pessoa a fazer o mesmo em seu nome. Ele disse comemorar a iniciativa do Ministério Público Estadual, uma vez que este seria um dos pedidos seus ao STJ, para que pela primeira vez, tenha a oportunidade de ter acesso aos autos, algo que tem lhe sido negado. Ele também quer ser ouvido e de apresentar sua defesa, uma vez que até o momento isso não foi possível pois os autos encontram-se em sigilo no Superior Tribunal de Justiça. Por não ser réu no referido processo desencadeado pela Operação Acrônimo, o parlamentar alega que não tem acesso aos autos e, por consequência, à referida delação.
Nos “Diários”, o ex-presidente da República sugere que José Sarney manipulava Iris Rezende e critica Wolney Siqueira e Pedrinho Abrão
O livro “Diários da Presidência — 1997-1998” (Companhia das Letras, 869 páginas), de Fernando Henrique Cardoso, de 85 anos, menciona vários políticos de Goiás ou radicados no Estado. O ex-senador e ex-governador de Goiás Iris Rezende, de 82 anos, é citado em 40 páginas. FHC o trata com respeito, mas com certo menosprezo, sobretudo na comparação com raposas políticas nacionais, como Antônio Carlos Magalhães e José Sarney.
Em janeiro de 1997, quando se discute a eleição para presidente do Senado, o presidente Fernando Henrique demonstra ser um articulador mais escorregadio do que hesitante. A impressão que se tem é que, para controlar Antônio Carlos Magalhães, o ACM, o tucano gostaria de bancar Iris Rezende. Mas parece não perceber “estatura” suficiente no goiano para enfrentar o baiano. “Embora eu leia nos jornais que estou apoiando o Antônio Carlos, na verdade o Sérgio Motta e o Tasso [Jereissati] é que estão. (...) Mesmo que eu quisesse forçar, imaginemos o contrário, colocando o Iris, isso não seria assim tão fácil.”
Adiante, Fernando Henrique sublinha que tem de apoiar ACM por dois motivos. Primeiro, por causa do PFL (antecessor do DEM). Segundo, devido à relação com seu filho, Luís Eduardo Magalhães, um de seus principais fiadores na Câmara dos Deputados. Mas o presidente ressalva: “Eu não posso permitir que essa questão deixe o Iris irritado, porque o Iris tem sido um fiel cooperador”. José Sarney estava “jogando pelo Iris”. A interpretação de FHC: “Iris presidente [do Senado], Sarney continua sendo uma espécie de ponte do governo federal com o Iris. Mesmo que desnecessária a ponte, ele saberá habilmente fazer com que o Iris crie algumas dificuldades para que ele possa negociá-las”. Sutilmente, o tucano indica que Sarney manipulava ou queria manipular Iris Rezende.
Na questão da aprovação da reeleição, em janeiro de 1997, Fernando Henrique perguntou ao governador de Goiás, Maguito Vilela, “como estava a delegação de Goiás”. O peemedebista “disse que” estava “firme com a reeleição, mas eu o notei um pouco escabreado”. Como liderado de Iris Rezende, que estava sendo preterido para a presidência do Senado, o governante goiano sentia-se incomodado. Ante a pressão de peemedebistas, como José Sarney, FHC falou com vários líderes. “Ao próprio Iris eu disse: ‘Não é possível, senador, assim vai atrapalhar até a sua eleição, porque me condiciona, e à bancada do PSDB, a essa afronta do PMDB. Busque uma solução’.”
O senador Jader Barbalho, do PMDB do Pará, contou a Fernando Henrique que o então deputado Michel Temer é quem estava tentando postergar a emenda da reeleição. Os senadores teriam “copiado” os deputados. O que o PMDB queria era, antes de votar a emenda da reeleição para cargos majoritários, como presidente e governador, “eleger a mesa do Senado”. Era um toma-lá-dá-cá. Iris Rezende admitiu, para o próprio FHC, que trabalhou contra a votação primeiro da reeleição — na Câmara dos Deputados. O senador controlava a bancada.
Na disputa pelo comando do Senado, “Iris me parece que está mais perdido do que o senador Antônio Carlos”. O goiano estava intransigente e não queria votar a reeleição logo. “O mais difícil é o Iris. O [Israel] Vargas, cujos parentes em Goiás são donos das [sic] Organização Jaime Câmara de rádio, televisão, imprensa, pediu que seus primos falem com Iris, para ver se o amolecem. Acho difícil, porque o Iris sabe, a esta altura [janeiro de 1997] que está perdendo [a oportunidade de disputar a presidência do Senado] e talvez tenha que endurecer”, relata Fernando Henrique.
Em fevereiro de 1997, com percepção pouco aguçada do quadro real do Senado, Iris Rezende procura Fernando Henrique para uma conversa. “Ele queria que eu desse os votinhos, achava que tinha ganho, que é confiável, segundo ele próprio, e o Antônio Carlos [Magalhães] não. Eu disse ao Iris que agora a situação era diferente, porque, como ele mesmo reconhecera, cometera um erro, qual seja, ter ido a São Paulo falar com o [Franco] Montoro e com o Mário Covas, quando devia ter vindo falar comigo.” O presidente ressalva que disse a Iris que não haveria “retaliação a ele nem ao seu pessoal, embora todos os goianos tenham se abstido de aparecer no dia da votação da reeleição”.
Ao mencionar a reeleição, Fernando Henrique admite que, a partir de determinado momento, “a coisa” começou “a feder”. Mas, claro, tira o corpo fora, atribuindo possível pagamentos a parlamentares a outras pessoas (ele está limpo). Muita gente queria dinheiro vivo — consta que o mercado persa estava pagando 200 mil reais por voto. “O deputado Pedro Canedo, de quem sempre tive boa impressão, foi abordado por um deputado de Pernambuco, um tal de Severino Cavalcanti, eu creio, que é um agente do Maluf e disse ao Pedro Canedo: ‘Você tem uma dívida pequena e o governo não resolve a sua questão financeira. Isso é uma coisa vergonhosa’. Já não é o primeiro caso”, conta o presidente.
Quase no final de fevereiro, Iris Rezende havia mudado de posição, não estava mais radicalizado. “Disse que a bancada de Goiás está solidária e vai votar toda pela reeleição [no Senado].”
Em maio de 1997, Michel Temer articula os nomes de Eliseu Padilha e Iris Rezende para o ministério. Este deveria ser indicado para a pasta da Justiça. “Fiquei até surpreso, porque ele e o Iris estavam em lados opostos, lembrei que talvez houvesse dificuldade com o Antônio Carlos. O Iris cimenta uma boa parte do PMDB e eu tenho uma boa relação pessoal com ele.” A história de que Michel Temer “convive” mas não tem simpatia política e pessoal por Iris Rezende é antiga.
Fernando Henrique avaliou que ACM não ficaria “satisfeito” com a indicação de Iris Rezende para o Ministério da Justiça. Mas o líder do PFL não se opôs. Parte do PMDB tentou impor o senador goiano no Ministério dos Transportes e Eliseu Padilha na Justiça. Sem explicar seus motivos, o presidente anota: “É arriscado botar o Iris nos Transportes”. O problema seria seus aliados, como Wolney Siqueira, que FHC execrava?
Iris Rezende e Eliseu Padilha foram nomeados por FHC. “Um pacto político é sempre um pacto com o diabo. Mas estou disposto a defender a necessidade da governabilidade”, defende-se o presidente. É, sem tirar nem pôr, o mesmo discurso dos petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff. Curiosamente, ACM espalhou “que ele é que tinha feito o ministro Iris Rezende”. O esclarecimento do tucano-chefe: “Não foi ele quem indicou o Iris e muito menos quem o convidou”.
Pacto feito, a reeleição foi aprovada no Senado por 63 a 6. Não se comprava político apenas com dinheiro, como na Câmara dos Deputados. Cargos no primeiro e segundo escalões eram outra moeda cobiçada.
Maguito e Abrão
Em agosto de 1997, Fernando Henrique recebeu o governador de Goiás, Maguito Vilela, acompanhado de Iris Rezende. “Maguito quer algum apoio, algum recurso para Goiás. Reclamou do ICMS.” Num encontro anterior, Maguito Vilela agradeceu “por termos negociado bem a dívida de Goiás”. Em junho de 1997, o governador ligou para FHC para falar de uma pesquisa indicando que os goianos avaliavam positivamente o governo tucano. Não há referência à privatização da Usina de Cachoeira Dourada, bancada por Maguito Vilela.
O ex-deputado Wolney Siqueira é citado de maneira mais ampla no primeiro volume dos “Diários” e não consta que tenha processado o ex-presidente. No segundo, é citado apenas uma vez, na página 84. “Sarney falou da corrupção no DNER e a atribuiu ao Newton Cardoso”, afirma Fernando Henrique. Quem estava “na chefia da malandragem” seria Wolney Siqueira — “que eu não conheço e, dizem, foi indicado pelo Iris Rezende”.
Na página 578, Fernando Henrique faz referência desabonadora ao ex-deputado Pedrinho Abrão. O presidente esteve em Acreúna e não ficou satisfeito quando o viu. “O [Pedrinho] Abrão estava lá, uma coisa meio constrangedora, eu não sabia que ele iria, nem poderia ter ido na comitiva.”
Na página 764, Fernando Henrique conta que o ministro das Comunicações de seu governo, Luiz Carlos Mendonça, atacou, em novembro de 1998, José Saad, que havia assumido mandato de senador quando Iris se tornara ministro da Justiça. “Pedi que [Luiz Carlos Mendonça] não desse declarações, para não acirrar o clima tenso [devido ao caso dos grampos do BNDES).” Mas o ministro chamou “José Saad de ladrão, coisa que não é comprovável e só complica as coisas”, afirma o presidente.
Leia sobre os goianos citados no livro “Diários da Presidência — 1995-1996” (primeiro volume), de Fernando Henrique:
https://jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/livro-de-fhc-critica-pedro-abrao-sugere-ligacao-de-wolney-siqueira-com-lobby-e-revela-fraqueza-de-iris-51695/
O vereador Júnior Geo (PROS) questionou na sessão de quarta-feira, 8, a duplicidade da cobrança da taxa de iluminação pública. O parlamentar refere-se ao fato de que a população da capital está pagando o imposto duas vezes, isto porque tanto a companhia de energia elétrica Energisa quanto a Prefeitura de Palmas, por meio do IPTU, estão cobrando a taxa. Geo indagou se a taxa deve ser paga para a Energisa ou para o município e disse que já consultou a OAB para análise da duplicidade da cobrança. Comprovando-se o pagamento indevido, o vereador afirmou que irá cobrar a devolução do dinheiro pago “seja por parte do município, seja por parte da Energisa”.
Dock Junior A Prefeitura de Palmas, por meio da Comissão Especial de Revisão do Plano Diretor de Palmas, realizou a primeira audiência pública para tratar da temática na quarta-feira, 8 no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues. Pautado em três eixos temáticos, sendo eles: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas; Fiscal e Governança e Desenvolvimento Territorial, a audiência pública tem viés informativo. “Esta primeira etapa nós vamos discutir e revisar o plano, e contamos com as manifestações populares para regulamentar os espaços urbanos. A população necessita acompanhar e discutir melhorias para a nossa cidade, e nós poder público e cidadãos vamos construir uma Palmas muito melhor”, enfatizou o presidente da comissão e secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, José Messias de Souza.
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“A Ditadura Acabada” (Intrínseca, 447 páginas), de Elio Gaspari, é o quinto volume de uma série bem-sucedida. O livro contém revelações, mas só tende a percebê-las de maneira mais ampla quem aprecia o ramo dos estudos históricos (e muitos da área não querem apontá-las e, sobretudo, aceitá-las). O segredo do livro está nos detalhes. Onde se encontra informação sobre desentendimento entre o presidente-general Ernesto Geisel e o general Golbery do Couto e Silva? Não há em nenhum outro lugar, especialmente contado com o molho único de Gaspari. O que se sabia é que os dois eram Abel e Abel (não chegaram, claro, a ser Abel e Caim). Não é bem assim. Golbery tentou derrubar o presidente do BNDE (sem S) e Geisel bancou-o. Isto é tão importante assim? Não muito, mas indica que o projeto de distensão-abertura não era mesmo de exclusividade de Golbery e que, de fato, Geisel decidia.
Na página 102 há uma informação que vai chamar a atenção dos historiadores: “Em 1978 a ‘linha dura’, que se associara à máquina repressiva do regime, estava no SNI, comandado por Figueiredo, e nos DOI-CODI. Ela jamais se acercou de Euler”. O general Euler Bentes foi candidato a presidente da República contra João Figueiredo, e pelo MDB. Era, curiosamente, mais duro do que Figueiredo. Não deixa ser interessante: a linha dura com Geisel e, sobretudo, Figueiredo...
Há outras informações interessantíssimas, que revisam, sem explicitar de maneira exibicionista, partes da história do período. Mas a percepção disto é para quem estuda detidamente a história do país. Senão não perceberá o que é novo, único, na obra. Gaspari vai aos arquivos — a crítica dominante é que se trata de arquivos restritos e militares (de Golbery, Heitor Ferreira e Geisel) — e dialoga com a bibliografia e, inclusive, arquivos e jornais. O que não há é servidão à bibliografia. A pesquisa não se restringe aos arquivos de militares e o autor do livro não é “escravo” do material colhido por Golbery e Heitor Ferreira. Ele consultou a bibliografia, pesquisou em arquivos do Brasil e dos Estados Unidos e entrevistou várias pessoas. Na redação, nota-se o distanciamento preciso dos historiadores — inclusive em relação às fontes ditas basilares, Golbery e Heitor Ferreira. Fiquei com a impressão de que, neste volume, Gaspari distancia-se, um pouco mais, de suas fontes essenciais — usando suas informações com mais parcimônia e de maneira mais comparativa.
O quinto volume é um fecho extraordinário, escrito com simplicidade (no sentido de clareza) e sem estardalhaço, quer dizer, as revelações não são apresentadas de maneira explosiva, chocante. Historiadores vão explorar o livro com mais precisão — ao longo dos anos. Por quê? Porque, ao contrário de alguns historiadores, Elio Gaspari teve acesso a fontes exclusivas, inclusive com documentos, entrevistas. Não é livro para ser lido apenas uma vez e de uma sentada — é para ser estudado, verificado, comparado. Mas claro que pode e deve ser lido por qualquer um. Mas o aproveitamento maior só mesmo se o leitor tiver lido, e cuidadosamente, outros livros do período (como os excelentes livros de Ronaldo Costa Couto, Daniel Aarão Reis e Carlos Fico, para citar apenas três estudiosos). Aí saberá o que é novo e o que não é. Há falhas? Possivelmente, como em vários outros livros.
Por que parte da direita e parte da esquerda universitária não apreciam o livro de Gaspari? A primeira, porque o jornalista-historiador, mesmo usando documentos de Golbery e Geisel, não banca a ditadura. A academia, porque Gaspari — que lida muito bem com a pesquisa universitária, citando-a com precisão — é um ente de fora, não é de casa. A universidade é dona do saber, mesmo que diga que está aberta à sabedoria externa. Como pode alguém escrever um livro tão bem-sucedido não tendo a orientação de um mestre ou doutor da universidade? Os mais ranhetas vão discutir a “falta de método”. O raciocínio é mais ou menos este.
O fato é que “A Ditadura Acabada”, com os outros quatro volumes, é uma história incontornável da ditadura civil-militar. Daí o elogio entusiasmado do brilhante historiador britânico Kenneth Maxwell: “Uma história escrita de dentro para fora, repleta de detalhes inesquecíveis”.
Além da pesquisa exaustiva, e muito bem sintetizada (o leitor fica doido por mais informações), Gaspari escreve muito bem, com bossa. Sua fluência verbal é, mais do que de jornalista, de escritor.
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Deputado Wanderlei Barbosa | Foto: Reprodução[/caption]
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Na terça-feira, 7, o deputado estadual Wanderlei Barbosa (SD) em discurso no plenário disse que não se sentiu surpreso quando soube de duas ações na justiça propostas pelo prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), enquanto ele estava fora do Estado em um evento da Unale. O parlamentar ressaltou que todas as denúncias feitas por ele na Assembleia são baseadas em informações publicadas em sites de notícias do Estado, Portal da Transparência e Diário Oficial do Município.
O deputado citou vários convênios da prefeitura e que não aparecem os benefícios, como o do esporte no valor de R$ 7 milhões, e afirmou que não vai se calar diante dos absurdos praticados por Amastha, citando também um convênio feito com Saneatins Odebrecht Ambiental e Prefeitura de Palmas no valor de R$ 30 milhões, e questionou: “onde estão as obras?”. Wanderlei falou sobre os manejos que Amastha faz com as licitações públicas da prefeitura da capital, desrespeitando o edital, onde o executivo desclassifica sem critérios a empresa vencedora e contrata a segunda colocada dizendo que vai economizar. Dessa maneira, diz Wanderlei, o povo de Palmas paga a mais.
Wanderlei finalizou dizendo que o prefeito Amastha pediu agora R$ 500 milhões em final de mandato: “Ele quer endividar Palmas e sumir com o dinheiro, o governo não tem projeto nem planejamento”. O deputado solicitou atenção da Câmara de Vereadores de Palmas “para frear as loucuras do prefeito tendo em vista que já se aproxima o final do mandato e que não há necessidade de tanto dinheiro emprestado para o município, para fazer nada com nada.”
O parlamentar concluiu pedindo a ajuda e contribuição do Ministério Público Estadual (MPE) para fiscalizar Amastha e para que o executivo não comprometa o futuro de Palmas.
Em discurso na Avenida Paulista, ex-presidente fez criticas ao governo Temer e pediu ao presidente em exercício para que "permita que o povo retome o governo com Dilma"
Homem disparou três vezes contra a jovem de 22 anos enquanto ela dava autógrafos

