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Classes médias devem decidir eleição em Goiânia. Ideias racionais e verdadeiras podem conquistá-las

[caption id="attachment_75914" align="aligncenter" width="620"]Vanderlan Cardoso: apoio da classe média é fundamental para sua ascensão Vanderlan Cardoso: apoio da classe média é fundamental para sua ascensão[/caption] Os eleitores de classe média são desconfiados e avessos a controles políticos. No geral, falam mal de todos os políticos, afirmam que vão anular o voto, mas em cima da hora votam, quase sempre escolhendo aquele candidato que avaliam como menos pior. Na reta final do segundo turno, quase em cima da eleição, assistiu-se um fenômeno curioso: alguns eleitores que sinalizavam que votariam em Vanderlan Cardoso acabaram optando por Francisco Júnior. Os motivos? Podem ser elencados pelo menos dois. Primeiro, o postulante do PSD apresentou, de fato, um discurso diferente e quase nada populista, mais palatável às classes médias. Segundo, as classes médias possivelmente quiseram dar um “susto” nos líderes — Iris Rezende e Vanderlan Cardoso. Com as classes médias ampliadas, apesar da crise econômica, o eleitorado de Goiânia é largamente instruído e vota menos com emoção e mais pela razão. No segundo turno, com o jogo aparentemente zerado, elas vão optar pelo candidato que apresentar um discurso que chame sua atenção, não pela retórica, e sim pela praticidade. Ganhará o candidato que apresentar um programa competente e criativo para a capital. É o recado das classes médias, as “maiores abandonadas”. As classes médias não se sentem representadas pelos partidos políticos, que, acreditam, representam os ricos e os pobres, mas as rejeitam.

Vitória maciça da base no Entorno de Brasília fortalece José Eliton para 2018

Até líderes consagrados do PMDB assustaram-se com a vitória acachapante da base do governador Marconi Perillo na maioria dos municípios do Entorno de Brasília. O marconismo conquistou 15 dos 20 prefeitos eleitos na região. O que os peemedebistas temem é que, com uma base forte no Entorno do Distrito Federal e com sua base ampliada em Goiânia, com a absorção de Vanderlan Cardoso, do PSB, o grupo de Marconi Perillo consiga eleger mais uma vez o governador do Estado, em 2018. Sem base forte na região, dona do segundo maior PIB eleitoral de Goiás, é muito difícil eleger um governador. Virtual candidato a governador, José Eliton saiu fortalecido — como uma base eleitoral ampliada — do pleito desse ano.

Lêda Borges elege Mossoró e confirma que é uma das grandes forças políticas do Entorno de Brasília

leda-borges-pabio-foto-reproducao Há algum tempo, a secretária de Cidadania e Trabalho do governo de Goiás, Lêda Borges, compareceu à redação do Jornal Opção e disse que o PSDB iria eleger o prefeito de Valparaíso. Com a campanha em curso, ao menos até a metade, seu candidato, o vereador Pábio Mossoró, patinava, atrás de Afrânio Pimentel, do PR. Porém, abertas as urnas, Pábio Mossoró foi eleito prefeito com 51,76%, enquanto Afrânio Pimentel, o segundo colocado, ficou com apenas 36,87% dos votos. Pábio Mossoró não é nenhum poste e trabalhou como um “condenado”. Mas sua força advém mesmo é do prestígio de Lêda Borges, que agarrou suas mãos e o levou a todos os cantos do município. A ex-prefeita é popular e tem a imagem de política vinculada ao social. O deputado Célio Silveira colaborou para a vitória do tucano.

Oposição o “velho” em Aparecida de Goiânia e Maguito Vilela ganhou com o “novo”

[caption id="attachment_74556" align="aligncenter" width="620"]maguito-gustavo-foto-facebook Maguito e Gustavo Mendanha[/caption]

Os políticos “antigos” de Aparecida de Goiânia se comportam como os peemedebistas em termos de Estado. Os peemedebistas perderam cinco eleições para o governo, porque não souberam entender seus adversários e, sobretudo, não renovaram seus candidatos. As cinco eleições foram disputadas por Iris Rezende, três vezes, e Maguito Vilela, duas vezes.

Em Aparecida, não é muito diferente, ou melhor, a diferença é que, lá, a oposição, tanto do PSDB quanto do PSB, cometeu o mesmo erro do PMDB: lançou figuras “velhas” da política para prefeito — Marlúcio Pereira (PSB) e Alcides Rodrigues (PSDB). O eleitor parece ter percebido que, se votasse em qualquer um deles, estaria voltando ao passado — o de José Macedo e Ademir Menezes — e não avançando rumo ao futuro.

Astuto como poucos, Maguito Vilela, do PMDB, poderia ter bancado Ozair José para prefeito, mas seria, se o fizesse, uma volta ao passado. Daí, intuindo que era preciso pôr o novo para confrontar o velho, bancou o jovem Gustavo Mendanha, que começou lá embaixo, cresceu e foi eleito no primeiro turno.

Maguito Vilela não é um intelectual, mas tem visão político. E é muito mais astuto e articulador do que parece.

Projeto do vilelismo é bancar Maguito ou Daniel Vilela para governo. Caiado não está em suas cotações

[caption id="attachment_77265" align="aligncenter" width="620"]daniel-caiado-maguito Daniel, Maguito e Caiado[/caption]

Apesar dos salamaleques públicos, as relações entre os grupos de Maguito Vilela, do PMDB, e de Ronaldo Caiado, do DEM, não são lá muito boas. Maguito Vilela costuma dizer que, se tiverem juízo, o deputado federal Daniel Vilela, seu filho, e o senador Ronaldo Caiado, do DEM, se unirão para a disputa de 2018. A fala pública, para agradar e não desagradar, é enganosa. Não que Maguito Vilela esteja mentindo para as pessoas. Não está. Está, tão-somente, fazendo política. A leitura da fala de um político deve ser aferida mais no subtexto do que no texto.

Na verdade, Maguito Vilela, uma raposa política das mais espertas, trabalha com dois e não três cenários. Primeiro, com a candidatura de Daniel Vilela para governador, como elemento da renovação. O presidente do PMDB seria apesentando, ainda que não com as palavras a seguir, como “o novo Marconi Perillo” ou “o Marconi peemedebista”. Segundo, se o garoto não emplacar, o próprio Maguito Vilela seria o postulante ao governo. O terceiro cenário, o apoio a Ronaldo Caiado, não está nas cogitações verdadeiras da dupla Maguito Vilela e Daniel Vilela. O que o vilelismo quer, e não mais do que isto, é que Ronaldo Caiado apoie a candidatura de Daniel Vilela, ou de Maguito Vilela, para o governo do Estado em 2018.

O vilelismo defende a tese, ao menos nos bastidores, de que, como Marconi Perillo não poderá ser candidato a governador em 2018, ficará menos complicado derrotar seu candidato ao governo, possivelmente José Eliton. Em 2022, o vilelismo teme ter pela frente, mais uma vez, o experimentado e, até agora, invencível tucano. Daí que vai jogar todas as suas forças políticas e energias individuais na disputa de 2018.

Ronaldo Caiado, que também é uma raposa, decerto não crê em salamaleques públicos, mais utilizados para agradar militâncias e contentar egos.

 Detalhe: o vilelismo aposta numa aliança mais com Antônio Gomide, ex-prefeito de Anápolis, do que com Ronaldo Caiado. Observe-se que, com toda crise do PT, Daniel Vilela retirou seu candidato a prefeito em Anápolis, o vereador e empresário Eli Rosa, e o colocou como vice do candidato do PT a prefeito, João Gomes.

Pode bater, mas tem de dosar

Na primeira etapa da eleição, eleitor compara propostas; na segunda, ele opta por um perfil

Marconi Perillo incentivou João Dória, prefeito eleito de São Paulo, a se tornar político

[caption id="attachment_77257" align="aligncenter" width="620"]Alckmin, Doria e Marconi em São Paulo Alckmin, Doria e Marconi em São Paulo[/caption]

Pouca gente sabe, ao menos em Goiás, mas o governador Marconi Perillo, do PSDB, foi um dos maiores incentivadores da entrada do empresário João Dória Júnior na política.

No ano passado, num encontro na cidade de Campos do Jordão, João Dória perguntou ao tucano goiano o que achava de ele ser candidato a prefeito de São Paulo.

Marconi Perillo incentivou-o, sugerindo que procurasse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e se inscrevesse nas prévias tucanas. O tucano-chefe chegou a frisar que a política precisa de novos valores.

O feeling de Marconi Perillo provou-se certeiro: João Dória foi eleito prefeito no primeiro turno, superando figuras experimentadas como Marta Suplicy, Luiza Erundina, Celso “Perdedor” Russomanno e o prefeito Fernando Haddad (os paulistas, por sinal, diziam: “Haddad? Nem ‘daddo’”).

Balanço mostra que eleitor brasileiro rejeitou o PT de Lula e eleitor paulistano avalizou Alckmin

O PT elegeu 644 prefeitos em 2012 e apenas 241 em 2016. Trata-se de uma queda abissal. Caciques como Renan Calheiros, José Sarney e Jader Barbalho saíram-se muito mal

José Eliton mostra força e se cacifa para a disputa do governo em 2018

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O vice-governador e secretário de Segurança Pública de Goiás, José Eliton, saiu amplamente fortalecido em seu projeto de disputar o governo em 2018.

Além de ter se revelado um articulador político de primeira linha, inclusive na resolução de conflitos, José Eliton venceu no Nordeste goiano de ponta a ponta, contabilizando 25 prefeitos eleitos pela base do governo do Estado. Em Posse, por exemplo, seu candidato, Wilton Barbosa, do PSDB, deu um banho no prefeito José Gouveia, do PMDB. Barbosa obteve  57,01% dos votos válidos, enquanto que Gouveia, mesmo com o controle da máquina, conquistou apenas 33,48% dos votos.

Ronaldo Caiado depende de vitória de Iris Rezende para ter chance de disputar o governo em 2018

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Com a derrota do DEM nas eleições municipais em Goiás — coisa, aliás, cada vez mais frequente —, o senador Ronaldo Caiado passa a depender cada vez mais da vitória de Iris Rezende em Goiânia.

Acredita-se que só há uma possibilidade de o democrata conseguir ser candidato a governador de Goiás com o apoio do PMDB: se Iris Rezende for eleito prefeito. Aí, com força política, o peemedebista poderia atrair Ronaldo Caiado para o PMDB e seria mais fácil bancá-lo para governador.

O que se sabe é que, apesar de Maguito Vilela e Daniel Vilela estarem participando da campanha peemedebista em Goiânia, notadamente no segundo turno, Iris Rezende perdeu o apreço por Maguito Vilela e seu principal aliado hoje é Ronaldo Caiado.

Ganhando a prefeitura, Iris Rezende começa, rapidamente, a trabalhar para minar a força política de Maguito Vilela, que avalia como um “marconista disfarçado”. Ah, claro, neste momento, no qual o decano peemedebista precisa de todos para enfrentar Vanderlan Cardoso, do PSB, todos vão dizer que se amam.

Agora, se Iris Rezende for derrotado, Caiado estará, como se diz em Nova Crixás, no mato sem cachorro.

Humberto Machado pode participar do governo de Marconi Perillo? Pode, mas não tem interesse

O prefeito de Jataí, Humberto Machado, tem dito aos seus aliados que, embora se sinta lisonjeado por um possível convite para participar do governo de Marconi Perillo, num cargo de diretoria e até secretaria, não está muito interessado em mudar de sua cidade.

Humberto Machado, gestor de primeira linha, tem condições de deslanchar politicamente, mas precisa sair de sua Paságarda.

Humberto Machado não perdoou ataques de Victor Priori e “ajudou” Vinicius Luz a derrotá-lo

Em campanhas políticas passadas, o empresário Victor Priori atacou o prefeito de Jataí, Humberto Machado, do PMDB, com críticas pesadas. As cicatrizes permaneceram e o gestor peemedebista nunca perdoou o milionário e, como vingança é um prato que se come frio, esperou o momento certo para a desforra, que chegou.

Este ano, quando Maguito Vilela impôs Victor Priori como candidato a prefeito de Jataí, atropelando o candidato de Humberto Machado — que, de fato, não conseguiu deslanchar —, provocou uma crise na política local.

Victor Priori levou o apoio de Maguito Vilela e do PMDB. Mas não levou o apoio do maior general eleitoral do município — exatamente Humberto Machado. Resultado: perdeu as eleições.

Humberto Machado nem mesmo precisou pedir votos para Vinicius Luz. Bastou ficar quieto, na prefeitura e em sua casa, que os eleitores entenderam: não estava apoiando Victor Priori e, daí, logo inferiram que estava apoiando o postulante do PSDB.

Político de Jataí diz que Victor Priori, escaldado com suas cinco derrotas, vai abandonar política

O inimigo número do milionário Victor Priori, de Jataí, não são seus adversários políticos. Não verdade, são os eleitores. O empresário, embora gaste com fartura nas suas campanhas, nunca ganhou uma eleição. Consta que vive perguntando: “Como é ganhar uma eleição?” Sim, porque é um atleta da derrota. Do seu currículo constam cinco derrotas consecutivas, entre disputas para prefeito de Jataí e para deputado.

Porém, na disputa deste ano, Victor Priori compartilha a derrota com o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e com o senador Ronaldo Caiado. Aliados do empresário sugerem que não teve o apoio político necessário. Seus patronos teriam ficado longe do pleito de Jataí.

Um integrante do PMDB, que participou da campanha do empresário, sustenta que ouviu dele que, além e desfiliar-se do DEM, com o qual não tem identidade, vai abandonar a atividade política para cuidar, unicamente, de seus negócios. Nas atividades econômicas, Victor Priori altamente eficiente. Detalhe: o empresário continuará apoiando um político — o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB.

Na tragédia de Itumbiara, a imprensa menciona vários políticos, mas ninguém cita o senador Wilder

Um jornalista político fez um diagnóstico curioso sobre a tragédia de Itumbiara (o ex-prefeito José Gomes da Rocha e o cabo da PM Vanilson Pereira foram assassinados por Gilberto Ferreira do Amaral): “Notaram que a imprensa falou de todos os políticos que estavam no veículo em que o prefeito foi morto e o vice-governador José Eliton foi ferido. No entanto, havia lá um senador, Wilder Morais, e dele ninguém fala?”

Por que o senador foi ignorado, inclusive pela imprensa. O jornalista explica: “Por que, no fundo, Wilder não é visto como político. Ainda é o grande empresário, dos mais ricos, mas não é visto como político nem mesmo pelos políticos e pela imprensa”. Como dizem os colunistas sociais, faz sentido.

Na tragédia de Itumbiara, o senador Wilder Morais jogou-se ao chão e acabou pisoteado

Quando o atirador Gilberto Ferreira do Amaral começou a atirar, com o objetivo de matar sobretudo o ex-prefeito e ex-deputado Jose Gomes da Rocha, o senador Wilder Morais jogou-se no chão do veículo em que estavam fazendo carreata.

Ao se jogar ao chão, para não ser ferido, Wilder Morais, do PP, foi pisoteado pelas outras pessoas e chegou a ficar com uma perna e um pé machucados.

Deitado, Wilder Morais chegou a pensar, num primeiro momento, que o atirador havia matado todos ou quase todos que estava no veículo.