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Governador Marconi Perillo pacificou base e não quer atrito com líderes do PTB

[caption id="attachment_84682" align="aligncenter" width="620"] Marconi, Alckmin, Jovair e Márcio França em São Paulo | Foto: Alexandre Carvalho/A2img[/caption]

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), demorou mas conseguiu atrair o PTB para sua base política. Não será devido a problema de votação na Assembleia Legislativa, dada a articulação do deputado Henrique Arantes, que o tucano-chefe vai romper com o petebismo.

Marconi Perillo está altamente focado no governo e na reformatação da base aliada para a disputa eleitoral e, portanto, não quer romper com nenhum partido de sua base devido a questiúnculas na Assembleia Legislativa.

Vilmar Rocha deve ser suplente de Marconi e Thiago Peixoto vice de Eliton. PSD fica na base

[caption id="attachment_88776" align="aligncenter" width="400"] PSD com Marconi | Foto: reprodução[/caption] O PSD está cada vez mais próximo de apoiar José Eliton para governador. O deputado Thiago Peixoto tende a ser o seu vice, em 2018, e Vilmar Rocha caminha para ser o suplente do governador Marconi Perillo, que será candidato a senador.

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Daniel Vilela vai buscar o apoio de Lúcia Vânia e Vilmar Rocha

[caption id="attachment_99486" align="aligncenter" width="620"] Daniel Vilela, Lúcia Vânia e Vilmar Rocha | Fotos: Jornal Opção[/caption]

O candidato do PMDB a governador de Goiás, Daniel Vilela, quer abrir conversações mais diretas com a senadora Lúcia Vânia, do PSB, e com o ex-deputado federal Vilmar Rocha, do PSD. O peemedebista pode oferecer as vagas de candidato a senador para os dois políticos.

Senadora Lúcia Vânia está convicta que o governismo trocou-a pelo senador Wilder Morais

[caption id="attachment_87012" align="aligncenter" width="620"] Lúcia Vânia: disputa para o cargo de senador está congestionada[/caption]

A senadora Lúcia Vânia (PSB) está cada vez mais convicta de que o governismo trocou-a pelo senador Wilder Morais (PP), que está acompanhando o governador Marconi Perillo e o vice-governador José Eliton em todos os eventos do Goiás na Frente.

Há quem diga com todas as letras, ainda que nos bastidores, que “a base aliada já fez muito pela senadora e que é hora de renovar”.

Ronaldo Caiado quer Lúcia Vânia na chapa, mas tempo de TV e estrutura não agradam a senadora

[caption id="attachment_99479" align="aligncenter" width="620"] Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado[/caption]

Há conversas entre os senadores Lúcia Vânia e Ronaldo Caiado, o pré-candidato do DEM a governador de Goiás. Mas há um problema: o tempo de televisão do democrata é muito pequeno e ele não tem estrutura financeira e política para oferecer para a senadora. Ao seu lado, ela estaria por sua conta e risco. Com o PMDB, teria capilaridade eleitoral em todo o Estado.

Prefeitos batem em quem falar mal do senador Wilder Morais

[caption id="attachment_99476" align="aligncenter" width="620"] Aniversário de Wilder Morais: dezenas de prefeitos[/caption]

Hoje, no interior, quem falar mal do senador Wilder Morais corre até o risco de apanhar. Para os prefeitos, é Deus no Céu e Wilder na Terra. O presidente do PP, além de dialogar com simplicidade com os líderes municipais, tem levado milhões de reais do governo federal para as prefeituras de todo o Estado. Trata-se de dinheiro limpo, sem fisiologismo.

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Nárcia Kelly é apontada como eficiente e decente, mas não atende aliados

A prefeita de Bela Vista, Nárcia Kelly (PTB), trabalha com afinco e é uma política decente. Mas aliados alegam que “não atende telefonemas” e tem o hábito de “desaparecer”. E, como o prefeito anterior, não está cuidando direito dos livros doados pelo crítico literário e poeta Gilberto Mendonça Teles. Prometeu construir uma biblioteca, mas, até agora, nada.

Karlos Cabral é casado com a base aliada, mas quer levar vida de solteiro

[caption id="attachment_84127" align="aligncenter" width="620"] Karlos Cabral assumiu mandato na Assembleia em dezembro de 2016 | Foto: Ruber Couto[/caption]

Os articuladores políticos do governo Marconi Perillo admitem que Karlos Cabral, do PDT, é um deputado consistente e debate bem os temas. Mas ponderam que até agora não entendeu que quem diz pertencer à base aliada deve se comportar como integrante desta base.

Karlos Cabral, no dizer de seus críticos governistas, “apresenta-se como situação, mas comporta-se como oposição”. Ele estaria fazendo “jogo duplo”: “Tenta beneficiar-se das ações do governo, mas não vota matérias polêmicas. Nas suas bases, também estaria criticando o governo”.

“O deputado é casado, mas quer levar vida de solteiro”, afirma um aiado do governador Marconi Perillo.

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Principais problemas de Goiânia continuam, diz Francisco Júnior

Adversário de Iris Rezende no primeiro turno da eleição passada, deputado do PSD constata falta de ousadia na administração do peemedebista, principalmente nas áreas de mobilidade e saúde [caption id="attachment_89312" align="alignleft" width="620"] Francisco Júnior: “Mobilidade urbana e saúde continuam sem soluções” | Foto: Arquivo / Jornal Opção[/caption] Na sexta-feira, 7, o prefeito Iris Re­zende abriu o terceiro mutirão da sua atual gestão, em estrutura montada no Parque Mu­nicipal Campininha das Flores, no Bairro de Campinas, aproveitando o aniversário do setor. Mutirão é uma forma de levar ações e serviços para a população, o que é útil, mas é também um recurso antiquado e ultrapassado num contexto de modernidade. A cidade precisa de soluções estruturadas, principalmente em questões cruciais como mobilidade urbana, saúde e educação. Mas soluções estruturadas, em consonância com o moderno ferramental tecnológico, é o que não se vê na gestão de Iris Rezende. Mais que isso, a administração do decano peemedebista está “patinando” na falta de resolutividade. A constatação é do deputado estadual Francisco Júnior, do PSD, um dos adversários de Iris Rezende na eleição do ano passado. Francisco não passou para o segundo turno, mas seu plano de governo alcançou grande repercussão, numa evidência concreta de que suas propostas estavam ganhando aceitação por parte dos eleitores. O pessedista, que figurava na maior parte das pesquisas em quinto lugar, cresceu e chegou a superar a candidata do PT, Adriana Accorsi, apoiada pelo então prefeito Paulo Garcia, e que teve a máquina da Prefeitura ao seu dispor. Francisco Júnior faz uma avaliação crítica, mas realista, da gestão de Iris Rezende. Lembra que, na campanha, o peemedebista se compromissou com várias ações que agora não estão sendo realizadas. Ele destaca especialmente duas áreas, a saúde e transporte/trânsito, em que a situação continua como antes. “Aliás, o que vemos nessas áreas são problemas.” Francisco avalia que o prefeito deve estar tentando: “A gente vê na imprensa uma ou outra notícia, mas não percebemos ainda o resultado de melhoria dos serviços para a população. Na verdade, a administração de Goiânia está patinando”, avalia o deputado. Ele lembra que essas áreas que já estavam mapeadas como problemáticas na campanha. Diante dessa constatação, cabe a pergunta: O que Francisco Júnior estaria fazendo de diferente de Iris se tivesse sido eleito? “Dentro do nosso plano de governo tínhamos ações previstas nessas áreas. Na mobilidade, tínhamos um programa de investimento. Eu defendo que parte do transporte público seja subsidiado, financiado pelo carro. É preciso fazer a gestão do estacionamento, a gestão do carro na cidade. É preciso uma definição clara da aplicação dos recursos provenientes das multas na educação do trânsito, mas também no financiamento da mobilidade, dos investimentos necessários”, diz o parlamentar. Ao mesmo tempo – afirma o deputado -- é necessário rever a aplicação dos contratos do transporte. “Vê-se na imprensa, constantemente, que as empresas não estão cumprindo o contratado. É preciso verificar como está o cumprimento dos contratos, a manutenção dos terminais, a qualidade, o conforto, a segurança. E daí é preciso investir nisso, para causar impacto direto na mobilidade.” Falta estímulo à bicileta O deputado faz algumas perguntas diretamente relacionadas à questão: Cadê o estímulo ao transporte compartilhado? Cadê o investimento em modais alternativos? Onde o estímulo mais inteligente no uso da bicicleta, para que ela substitua pelo menos um trecho do ônibus? O cadê o estímulo ao uso da bicicleta na periferia e não só no centro da cidade? Segundo o parlamentar, Iris Rezende deveria fazer uma revisão do consórcio intermunicipal de transporte, das linhas, das demandas. “Falta pesquisa do uso das linhas, para mapear a questão de origem e destino, o que pode racionalizar o sistema. Essas coisas, eu não sei se está acontecendo, não vi divulgação. Mas isso fazia parte do nosso plano de governo.” Francisco Júnior discorre também sobre o outro nó administrativo, a saúde. Lembra que tinha o projeto Mais, que preconizava mais rapidez e mais qualidade no atendimento. O sentido, explica, era otimizar os recursos, investindo em central de exames, racionalizando a carga horária dos médicos. O plano do PSD era fazer uma integração da saúde com a mobilidade para facilitar o acesso, entre outras ações, para acabar com as filas. Mais transparência na divulgação das vagas – e até há um projeto na Assembleia nesse sentido. “Prevíamos um investimento significativo no primeiro biênio em saúde, para causar impacto mesmo no setor. Entendemos que isso é necessário, inclusive com parcerias com a saúde privada, para diminuir as filas. São alguns exemplos. E o fato é que não vejo nada disso na gestão atual. Lamentavelmente, a saúde continua tão deficiente quanto antes”, diz o deputado. Tem de sair da redoma [caption id="attachment_63487" align="alignleft" width="300"] Luiz Bittencourt: “Cidade em caos” | Foto: Arquivo / Jornal Opção[/caption] Com mandatos de deputado estadual e federal no currículo, o engenheiro Luiz Bittencourt (PTB), político que já disputou a Prefeitura de Goiânia e que tem um profundo conhecimento da cidade, também é crítico da gestão de Iris Rezende. Ele diz que, em resumo, Iris teria de melhorar a cidade já no primeiro dia de gestão, o que não fez nestes seis meses de governo. “A verdade é essa. Não vale a desculpa de que pegou a cidade em situação financeira difícil, e que foi eleito para administrar por quatro anos e ainda só tem seis meses. Isso é um chavão.” Segundo Bittencourt, o prefeito tem de “sair da redoma”. Iris ganhou e se isolou, afirma, nem tem líder na Câmara, não conversa com os vereadores. “Ele tem de sair da redoma e resolver os problemas, ter humildade para ouvir as pessoas na busca de soluções, ouvir o que as pessoas estão falando.” O ex-deputado não tem dúvida em dizer que a cidade está um caos no trânsito. A crítica se estende também à saúde, que “está ruim demais”. Igualmente complicado, diz, é a área da educação das crianças. “Os professores e servidores da educação estão defasados. E há muita burocracia, muitos impostos. Iris tem de cumprir os compromissos de campanha, fazer o que disse que iria fazer.” Segundo Luiz Bittencourt, o peemedebista não cumpriu nada do que prometeu. “E ele poderia ter tomado uma série de medidas já no primeiro dia de mandato. Modelo de gestão hoje tem de ser dinâmico, ágil. E Iris Rezende não está atento a isso. Ele não percebeu que tem de fazer as coisas acontecerem. Como não está fazendo, a cidade continua no caos. Infelizmente, essa é a nossa realidade.” l

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