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Moradores do Noroeste afirmam não ter sido ouvidos sobre BRT, denuncia vereador

Comissão que investiga a obra realizará sessão in loco para apurar denúncias. Para Alysson Lima, custos e prazos da construção ainda preocupam

Deputados defendem aprovação da PEC do Orçamento Impositivo

Matéria estabelece que porcentual do dinheiro do governo do Estado seja utilizado para obras de demanda dos municípios e deve ser aprovada com tranquilidade na Assembleia

Representante do UK82, banda inglesa GBH desembarca nesta segunda em Goiânia

Ao lado dos grupos Death From Above, Lobinho e os 3 Porcão, Ímpeto, Os Cabeloduro (DF) e Desastre, o quarteto de Birmingham se apresenta no Martim Cererê

Em mensagem do Dia do Trabalhador, Temer defende reforma trabalhista

Presidente gravou vídeo destacando pontos que considera positivos na reforma e garante que desemprego vai começar a diminuir

Deputada diz que prioridade do PT em 2018 não é o Governo do Estado, mas sim eleger Lula

Adriana Accorsi avaliou ainda que é complicada a possibilidade de que seu partido faça aliança com o PMDB, responsável pelas reformas trabalhista e previdenciária

Batalhão ambiental da Polícia Militar faz apreensão de carne e materiais de caça ilegais

Equipe fazia patrulhamento no rio Turvo quando aportou em um acampamento. Os que estavam no local fugiram ao avistar os policiais

PM de Goiás afasta das ruas policial acusado de agredir estudante em protesto

Oficial foi fotografado acertando Mateus Ferreira da Silva com um cassetete. A vítima está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde sexta-feira (28/4)

Pilar del Río e o Juízo de Deus

Se Pilar reclama a certa altura a presença de Saramago como maldição incontornável, talvez interesse muito mais anotar como ela afirma a si mesma biográfica e politicamente [caption id="attachment_93206" align="aligncenter" width="620"] Jornalista e escritora espanhola Pilar del Río[/caption] Thiago Cazarim Especial para o Jornal Opção Na manchete da entrevista Pilar del Rio: “José foi uma maldição”, que pode ser acessada aqui, publicada no último dia 30, o portal português Expresso produz, apenas como fogo-de-artifício, um conflito José Saramago e Pilar del Río – conflito em verdade, que até mesmo uma leitura superficial seria capaz de desacreditar. Pilar, que se nega a ser uma função de Saramago (“Não gosto que me chamem ‘viúva de’ porque ninguém me chamou ‘mulher de’ enquanto Saramago foi vivo. [...] Nunca fui a mulher de Saramago nem serei a viúva dele, por respeito a Saramago e a mim própria.”), Pilar del Río, cuja forma sintática geral “ser-X-de-Saramago” não pode sequer alcançar, não deixa de mostrar como a estatura de Saramago eclipsa um drama personalíssimo e ao mesmo tempo universal: o da mulher sem lugar no mundo. Pilar se constrói, nesta brilhante entrevista, como emblema da falta, dessa marca oca que ainda constitui para tantas mulheres cruz e calvário. Ou seria o oposto? Se Pilar reclama a certa altura a presença de Saramago como maldição incontornável, talvez interesse muito mais anotar como ela afirma a si mesma biográfica e politicamente. Num período vasto, atravessando uma História que vai do franquismo ao presente, Pilar faz atravessar uma segunda História junto com a primeira, por meio da qual precisamente a tríade Deus-Pátria-Família, sustentáculo das ditaduras ocidentais, são roídas por dentro em cada um de seus elementos. Filha mais velha de quinze irmãos, carregou a maldição de dividir com a mãe o cuidado com uma prole que não a sua. Maldição que forjou para si o benefício de uma maturidade prematura. Maldição cujo benefício a jornalista não rejeita – mas que tampouco lhe serve de bode expiatório para explicar a si mesma como mãe: “Fui uma má mãe, porque sempre pensei que seria a vida a educar o meu filho e não eu. Nunca pensei no que queria ser como mãe, tinha outras coisas que fazer”. Nas inúmeras linhas-de-fuga de sua biografia, Pilar dá a entender enfim porque não se pode entender sua relação com Saramago no modelo de família tradicionalmente aceito. Família, esta maldição ainda maior que a de Saramago, esbarra sempre na compreensão equivocada de ser-um, rejeitada de cara quando Pilar diz que “tinham de enfrentar Saramago e tinham de me enfrentar a mim. Cada um de nós é o produto de si próprio. Não somos nem do pai nem do filho. Somos o que queremos ser”. A afirmação de sua independência em relação a Saramago e à Pátria (espanhola ou portuguesa) convergem para evidenciar uma estratégia de existência de rara sagacidade e eloquência. Pilar, que parece se debater contra a constatação de que é uma personalidade sem lugar na memória portuguesa, mulher que também não encontra no pai e na ditadura de Franco qualquer possibilidade de negociação e convivência, tampouco construiu sua vida escapando da História que não lhe concedeu morada. É dessa falta de lugar, é nesse não-lugar, que ela escolhe jogar com todos os lugares delimitados para fazê-los estremecer. Dois vértices dessa convergência são exemplares. O primeiro, político, questiona a ideia de Pátria pela constatação do falseamento histórico-teológico da Espanha sob o regime de Franco, do qual a família participou como cúmplice ativo: “Em criança sabia que vivíamos num país criado por obra e graça de Deus. Sabia que Deus tinha criado Franco para fazer o país preferido dele”; “já o tinha aprendido em casa: Deus criou Franco e Espanha!”. E se Pilar adotou Portugal como seu país ao requerer cidadania portuguesa, o fez não por um sentimento de pertencimento nacional ou simbólico, mas tão somente para escolher a quem deveria pagar seus impostos – o que lhe permitiu, de acordo com ela mesma, adquirir reconhecimento jurídico para opinar sobre os rumos do país. (“Para mim, não existem países. Tenho semelhantes. O que é que herdei do franquismo? A repulsão pela bandeira.”) O segundo pilar da existência de Pilar, biográfico, expressou-se na opção pragmática pelo casamento religioso “para não dar um desgosto à minha mãe, que vivia uma guerra civil e não tinha de suportar as iras do meu pai. Porém, a palavra ‘família’ provoca-me fastio, repugna-me. [...] Fi-lo para não aumentar o conflito entre a minha mãe e o meu pai. Para mim, era igual, queria lá saber da religião. Casei-me pela Igreja porque a religião não me dizia nada. Era como pôr um vestido comprido para ir a uma festa social ou usar uma joia, tanto me fazia. Deus não significa nada para mim”. Casou-se não por convicção religiosa, mas por uma aguda sabedoria prática que compreende seus limites provisórios sem ceder passivamente a eles. Pilar aceita duas vezes as regras de um jogo que ela buscou subverter. Duas vezes, uma pela denúncia da hipocrisia política do nacionalismo, outra por um sentido prático de vida que transborda os limites da família, Pilar põe na mira um mesmo réu: Deus. Ainda que afirme que redescobriu um sentido de religião que preenche sua vida (religião como amor, caridade, partilha, solidariedade), Deus é a figura à qual Pilar não cede, mas de quem tampouco escapa: “Se há um Deus, ele vai perceber que tudo o que inventaram à sua volta é uma merda. Quero que haja um Deus para lhe pedir contas sobre o que fez aos seres humanos, às mulheres”. Quando chama Deus para Seu julgamento, o que ela faz adquire o mesmo sentido de sua relação com Saramago: não aniquilá-Lo, não fundi-Lo com seus pares para aliviar o peso sua singularidade; antes, afirmá-Lo no nível de sua própria existência, fazer com que Ele dê um relato, explique a responsabilidade que Lhe compete por aquilo que outros o incitaram a assumir como Sua obra. Trata-se de se negar a fugir de Deus, desejar que Ele exista para destituí-Lo de sua toga e fazer com se tome assento no banco dos julgados (e isso no momento em que a Ele competiria emitir juízo). Talvez seja o momento também de Portugal prestar contas a Pilar pela parte que lhe cabe na maldição de Saramago. Não simplesmente por tornar Saramago ainda mais insuperável do que de fato pode ser e será um dia. Mas por ainda não conferir a Pilar a dignidade na vida cultural portuguesa que lhe é merecida. Que o Prêmio Luso-Espanhol de Cultura que lhe será entregue em maio em ocasião de seu trabalho na Fundação Saramago faça mais que lhe dar um lugar na memória de Portugal: que ele saiba acolher esse não-lugar e todos os terremotos que a vida pública de Pilar del Río têm dado à cultura da Europa e do mundo. Assim como Pilar não escapa de Deus, talvez também Portugal não deva escapar dessa memória falha: somente afirmando a fragilidade de quem não tem lugar é que se pode exigir que se preste contas pelas faltas cometidas. Thiago Cazarim é bacharel em música e mestre em filosofia.

“Waking Life”: o que é sonho e o que é real?

Filme de Richard Linklater desperta o interesse daquele espectador disposto e preparado a pensar   Ana Paula Carreiro Especial para o Jornal Opção Em “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001), dirigido por Jean-Pierre Jeunet, em determinado momento é dito a Amélie, uma jovem sonhadora, a seguinte frase: “São tempos difíceis para os sonhadores”. Esta frase, apenas um pouco diferente, se repete em “Waking Life” (2001), quando outro sonhador encontra a personagem principal e afirma: “As coisas andam difíceis para os sonhadores”. [relacionadas artigos="93155"] Com roteiro não linear e extremamente denso, o filme, que é dirigido pelo cineasta e escritor norte-americano Richard Linklater, retrata as experiências de alguém que não consegue acordar de um sonho e que passa a encontrar pessoas em seu mundo imaginário com quem têm diálogos e discussões existenciais. O longa-metragem, que foi filmado com atores e depois finalizado através do rotoscópio para simular a animação em flash, começa com a seguinte frase: “Sonho é destino”, mostrando a longa viagem feita pela consciência na tentativa de compreender a vida. Além de ser uma experiência cinematográfica, “Waking Life” é também uma experiência filosófica que trata, dentre outros assuntos, do existencialismo de Jean-Paul Sartre e dos pensamentos de Aristóteles, Platão e Nietzsche. Em um dos primeiros diálogos do filme, encontramos Ethan Hawke e Julie Delpy discutindo sobre a sensação de que estamos observando nossa vida da perspectiva de uma velha à beira da morte, como se a vida desperta fosse composta por lembranças e os seis a doze minutos de atividade cerebral depois que tudo se apaga fossem toda a nossa vida. Trechos do próprio filme explicam à personagem principal o motivo de sonhos serem confundidos com a realidade: “Dizem que os sonhos somente são reais enquanto duram. Não podemos dizer isso da vida? Muitos de nós estão mapeando a relação mente-corpo dos sonhos. Somos chamados onironautas, exploradores do mundo onírico. Há dois estados opostos de consciência, que de modo algum se opõem. Na vida desperta, o sistema nervoso inibe a vivacidade das recordações. É coerente com a evolução. Seria pouco eficiente se um predador pudesse ser confundido com a lembrança de um outro e vice-versa. Se a lembrança de um predador gerasse uma imagem perceptiva, fugiríamos quando tivéssemos um pensamento amedrontador. Nossos neurônios serotonínicos inibem as alucinações. Eles próprios são inibidos no sono REM. Isso permite que os sonhos pareçam reais, mas bloqueia a concorrência de outras percepções. Por isso os sonhos são confundidos com a realidade. Para o sistema funcional de atividade neurológica, que cria o nosso mundo, não há diferença entre uma percepção, ou uma ação sonhada e uma percepção, e uma ação na vida desperta”. Em vários trechos, pode-se observar também críticas à sociedade atual: “Se o mundo é falso e nada é real, então tudo é possível. A caminho de descobrir o que amamos, achamos o que bloqueia o nosso desejo. O conforto jamais será confortável. Um questionamento sistemático da felicidade. Corte as cordas vocais dos oradores carismáticos e desvalorize a moeda. Para confrontar o familiar. A sociedade é uma fraude tamanha e venal que exige ser destruída sem deixar rastros. Se há fogo, levaremos gasolina. Interrompa a experiência cotidiana e as expectativas que ela traz. Viva como se tudo dependesse de suas ações. Rompa o feitiço da sociedade de consumo para que nossos desejos reprimidos possam se manifestar. Demonstre o que a vida é e o que ela poderia ser. Para imergirmos no esquecimento dos atos. Haverá uma intensidade inédita. A troca de amor e ódio, vida e morte, terror e redenção. A afirmação tão inconsequente da liberdade, que nega o limite”. A estética chama a atenção, mas “Waking Life” não é um filme para todos os públicos. A temática é bastante densa e exige do telespectador atenção, sendo assim recomendado que se assista o filme mais de uma vez para absorver tudo o que é passado. Por ser um filme todo construído em diálogos quase socráticos, ele provavelmente será um pouco chato e entediante para pessoas que gostam de filmes com muita ação. No entanto, para os que se interessam em discursos fortes, o filme é uma boa fonte de informação sobre humanidades que vão da antropologia às artes e cultura. O filme desperta o interesse do espectador disposto e preparado a pensar. A questão existencial e a linha tênue que separa o sonho da realidade são os seus aspectos mais marcantes. Se você quer desfrutar de uma animação rica em todos os sentidos, assista “Waking Life” e tenha uma ótima experiência. Ana Paula Carreiro é estudante de Jornalismo

Iris Rezende estaria um poço de desânimo com os secretários da Saúde e da Educação

Um deputado do PMDB conta que o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, está profundamente desanimado com a secretária da Saúde, Fátima Mrué. “Como médica, é mesmo uma profissional irretocável. Como gestora, é séria. Mas não sabe administrar a saúde pública.” O deputado peemedebista afirma que Iris Rezende “precisa de uma secretária da Saúde, não de uma cientista que, de certa maneira, vive nas nuvens”. O secretário da Educação, Marcelo Costa, também estaria dando dor de cabeça para Iris Rezende. Aliados do prefeito afirmam que Costa “perdeu” o controle da pasta e que não presta informações precisas ao peemedebista-chefe.

Iris Rezende usa Iris Araújo para dar recados duros. Pode ser. Mas ela joga pesado

Consta que Iris Rezende, para posar de diplomata, usa Iris Araújo para passar recados mais duros para seus aliados políticos. A verdade, aquela insofismável, não se sabe com precisão. Porém, vereadores comentam que a ex-deputada federal teria cobrado do prefeito de Goiânia uma posição mais dura contra os professores de Goiânia. Intriga do fogo-amigo? Não se sabe. O que se sabe é que o pulso da peemedebista é sempre firme.

Iris Rezende estaria preparando Samuel Belchior para ser vice de Ronaldo Caiado em 2018

Iris Rezende estaria preparando Samuel Belchior para ser vice de Ronaldo Caiado em 2018 Comenta-se que Iris Rezende trabalha para bancar Samuel Belchior na vice de Ronaldo Caiado, em 2018, na disputa pelo governo de Goiás. Um dos Vilelas, possivelmente Daniel Vilela (se não desistir da política), iria a senador. Consta que Samuel Belchior, sob pressão da família, não quer ser vice de Ronaldo Caiado. Mas ele não recusaria um convite de Iris Rezende.

Iris Rezende e Iris Araújo pode ser vítimas, em 2018, do discurso da panelinha

Em 1998, a propaganda tucana carimbou a ideia de panelinha por causa da dupla Iris Araújo e Iris Rezende. Pois a panelinha pode voltar 20 anos depois, em 2018. Mais uma vez, a ex-deputada federal pode prejudicar Iris Rezende.

Operação Carne Fraca pode atingir dois deputados federais de Goiás

A Operação Carne Fraca vai enfraquecer o projeto político de dois deputados federais: um governista e o outro, oposicionista. Este, postulante ao governo de Goiás, pode retomar o projeto de disputar a reeleição.

Marconi Perillo vai se concentrar na agenda positiva do governo

O gestor tucano assegura que vai provar sua inocência na questão da Odebrecht