Deputada diz que prioridade do PT em 2018 não é o Governo do Estado, mas sim eleger Lula

Adriana Accorsi avaliou ainda que é complicada a possibilidade de que seu partido faça aliança com o PMDB, responsável pelas reformas trabalhista e previdenciária

Parlamentar garantiu que vem conversando com os deputados do PMDB na Assembleia sobre a dificuldade de composição caso os goianos apoiem as reformas | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A deputada estadual e presidente metropolitana do PT, Adriana Accorsi (PT), afirmou ao Jornal Opção que, para ela, o fato de o PMDB estar tocando reformas com as quais seu partido não concorda pode sim inviabilizar uma aliança em 2018. Na sua opinião, não é possível que duas legendas que têm visões absolutamente opostas sobre pontos importantes caminhem juntas.

Os dois partidos têm mantido o canal de diálogo aberto e a principal possibilidade levantada é de que o PT indique o vice – provavelmente o vereador e ex-prefeito de Anápolis, Antonio Gomide (PT) – de Daniel Vilela (PMDB) para a disputa pelo governo estadual em 2018. No entanto, Daniel foi eleito presidente da comissão que analisa a reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, desempenhando um papel direto na aprovação da medida.

Essa atuação do deputado federal, para Adriana, complica o estabelecimento de alianças. “Acredito, de forma muito sincera, que pra mim, essa posição do PMDB e de seus deputados inviabiliza que nós estejamos juntos no futuro, porque não acreditamos nas mesmas coisas. É impossível você fazer uma aliança sendo que você vai governar de forma totalmente diferente”, pontuou a parlamentar.

Adriana, que é declaradamente contra as reformas trabalhista e previdenciária, disse ainda que vem conversando com os deputados do PMDB sobre as medidas da sigla em âmbito nacional e o impacto delas regionalmente. “Nós atuamos em conjunto enquanto oposição, sempre na defesa dos servidores, dos trabalhadores, então eu fico muito aborrecida com essa postura e na minha opinião isso inviabiliza a união”, explicou.

“Essas reformas têm como objetivo tirar direitos dos trabalhadores, é um retorno à escravidão, está rasgando a CLT. As pessoas pensavam que esse golpe era contra o PT, mas é contra os trabalhadores, para que os grandes empresários possam lucrar”, defendeu ela, garantindo que seu partido vai continuar se opondo às medidas e vai pressionar os senadores para que elas sejam barradas na Casa.

A deputada defendeu ainda que qualquer decisão sobre alianças passe pela militância do próprio partido. “Eu, como líder na Assembleia e presidente metropolitana eleita, acredito que quem vai decidir a política de alianças é a militância. Temos que fazer uma grande consulta, uma discussão profunda para tomar essa decisão, até porque as alianças estão extremamente complicadas.”

Mas apesar de complicadas, as alianças, afirma Adriana, não são a principal preocupação do PT: “Nossa prioridade não é governo de Goiás, é eleger Lula presidente do Brasil.” “Acreditamos que a única forma do país voltar a se desenvolver, das pessoas voltarem a ser felizes é o Lula voltar em 2018”, concluiu.

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Luciano Almeida

Pelo visto, o PT de Goiás está satisfeitíssimo com os “benefícios” legados pelos governos Lula e Dilma à população e quer repetir a dose! Onde esses seres iluminados se inspiram? No Sudão do Sul?