Moradores do Noroeste afirmam não ter sido ouvidos sobre BRT, denuncia vereador

Comissão que investiga a obra realizará sessão in loco para apurar denúncias. Para Alysson Lima, custos e prazos da construção ainda preocupam

O vereador e presidente da Comissão Especial Temporária (CET) que acompanha as obras do BRT, Alysson Lima (PRB), afirmou que a audiência com o secretário de Infraestrutura, Fernando Cozzeti, foi “esclarecedora”, mas não tranquilizante. Segundo ele, as preocupações sobre a demora para concluir a construção e os montantes necessários para isso continuam.

Ressaltando que o BRT já teve aditivos de R$ 32 milhões, Alysson lembrou que ele deve ficar ainda mais caro até a sua conclusão, prevista para 2019. “Seria uma obra de R$ 240 milhões, mas já saltou para R$ 272 milhões, isso se ela fosse concluída no cronograma de hoje. Certamente no fim do ano vai ter um novo acréscimo, que normalmente é de R$ 10, 15 milhões. Ano que vem tem de novo, então até 2019 a obra pode passar de R$ 300 milhões”, explicou.

Alysson disse ainda que Cozzeti garantiu que a prefeitura irá arcar com as dívidas da obra, que são de cerca de R$ 15 milhões; e já colocou 120 trabalhadores em campo, com previsão para aumentar para 600 nos próximos meses. De acordo com o parlamentar, o prefeito Iris Rezende (PMDB) assegurou que o BRT é prioridade.

Questionado sobre a possibilidade de alteração do projeto, Alysson disse que, mesmo que o secretário tenha negado esta intenção, o próprio Iris vem afirmando que pode tomar medidas nesse sentido. “Mas nós já fizemos audiência aqui que provou que, se mexer no projeto, a obra vai demorar e ficar ainda mais cara”, alertou ele.

Além das preocupações quanto aos custos e prazos, os vereadores também terão que fazer a próxima sessão da CET in loco, porque receberam a denúncia de que alguns moradores da região Noroeste não foram ouvidos pela prefeitura na hora de definir o trajeto da obra. Até por essa denúncia, afirma, a comissão deve convocar o ex-prefeito Paulo Garcia (PT) para dar explicações.

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Luciano Almeida

O valor previsto era de 240 milhões, foi alterado para 272 milhões e até 2019 serão 300 milhões. Como foi dito pelo secretário em reportagem anterior que é “impossível” entregar a obra em 2019, sabe-se lá quando será concluída – e o valor total. Isso, sem considerar a possível alteração do projeto, conforme a intenção declarada do prefeito! Enquanto o eleitor optar por “partidos messiânicos” ou “líderes carismáticos”, a administração municipal não será planejada e o cidadão arcará com o prejuízo. Fica a lição.