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FASHION
Semana da Moda Goiana deve movimentar R$ 30 milhões em rodada de negócios

Além disso, vários serviços serão oferecidos, como vagas de emprego, crédito facilitado, qualificação de mão de obra, exposição de moda e atividades interativas estão entre serviços e atrações que serão levados para a Amarê Fashion

PÓS-GRADUAÇÃO
UFG lança cursos de pós-graduação em Anápolis

Foram criados os cursos de Tecnologias Analíticas e Processos Aplicados à Indústria; Cidades Inteligentes e Economia Circular e Segurança em Redes e Sistemas

Bomba é encontrada no Parque Flamboyant em Goiânia

Artefato explosivo estava entre algumas pedras, próximo aos prédios da região

Estudo mostra que milionários pagam menos imposto que professores, policiais e médicos

Valor pago pelos endinheirados é menor do que o pago por professores, enfermeiros e assistentes sociais

Indignação de Lula a respeito de voos diretos para a África não faz sentido

Brasil possui várias rotas ligando o país diretamente com o continente africana, por meio de empresas nacionais e estrangeiras

SBP recomenda nova vacina contra dengue como escolha preferencial para crianças e adolescentes

O texto da SBP ressalta ainda que a aprovação da vacina QDENGA foi baseada em diversos estudos clínicos de fases 1, 2 e 3, envolvendo mais de 28 mil crianças e adultos em 13 países

Cidade Rock traz banda que faz versões dos Ramones inspiradas em comidas

O evento começa às 19 horas e a entrada é gratuita até às 21 horas e ingressos a 20 reais após esse horário.

Justiça goiana condena pai de santo a sete anos de prisão por violação sexual

Na decisão, o sistema judiciário goiano também acolheu o pedido de compensação mínima por danos morais à vítima, estabelecendo o montante equivalente a 20 salários mínimos

Câmara dos Deputados tem concurso com salários de até R$ 34 mil; inscrições abrem às 16h

Inscrições podem ser feitas a partir das 16h desta segunda-feira, 28, até o dia 4 de outubro, pelo site da FGV

ACIDENTE
Final de semana nas rodovias goianas registra 23 acidentes

Dois caminhões seguiam no sentido norte\sul da rodovia quando acabaram colidindo no km 310, entre Rialma e Rianópolis

Semana da Anistia: programação marca 44 anos da promulgação da lei

Lei da Anistia é um marco do fim da ditadura militar no Brasil

Saúde
Faustão passa por transplante de coração

Procedimento foi realizado nesta tarde no Hospital Albert Einstein

Agentes da SMM orientam motorista em mudança no trânsito | Foto: divulgação/SMM
Novas intervenções
Atenção: trânsito é alterado no cruzamento da 2ª Radial com a Alameda Emílio Póvoa em Goiânia

Após intervenções na região do Jardim Améria, prefeitura informa que setores Vila Redenção e Alto da Glória terão mudança de tráfego; veja alternativas

Prova da Stock Car em Goiânia | Foto: divulgação/rede social
7ª etapa
Prova da Stock Car em Goiânia é encerrada antes do tempo após colisões e confusão; veja vídeo

Um dos competidores terminou competição com apenas três rodas no carro; Átila Abreu venceu a corrida, com Rubens Barrichello no pódio; veja classificação

Ministro Alexandre de Moraes, do STF | Foto: Agência Brasil
Faltou dizer
Congresso que dorme, o Supremo leva 

Em agosto de 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento do que se entendia ser o desfecho de um polêmico debate que se arrasta há décadas no Brasil: a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal. Interrompido, o julgamento só foi retomado no primeiro semestre de 2023 – oito anos depois -, e com exatamente a mesma crítica contra o Supremo surgida à época: a de que a Corte interfere e invade a prerrogativa dos outros Poderes. 

Para alguns parlamentares, o STF toma para si pautas que competiriam ao Congresso Nacional decidir e, com isso, desequilibra a harmonia que na teoria deveria existir entre os Poderes. Essa foi, inclusive, a conclusão de um debate feito no Senado no começo de agosto deste ano, sobre o fato de os juízes do Supremo estarem deliberando se o Brasil deve liberar, ou não, o porte de determinada quantidade de maconha para uso pessoal sem que o indivíduo seja criminalizado por isso.

Para o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, a questão é complexa e transversal “e qualquer mudança na legislação deve ser liderada pelo Legislativo, único lugar próprio e com legitimidade para o tratamento jurídico do tema.” 

Mas a questão que surge aqui, e que parece deliberada e surpreendentemente ignorada, é a de que: se o Supremo toma para si pautas que deveriam, em tese, ser analisadas pelo Congresso – como alega esse Poder - é justamente porque esse mesmo Congresso não foi sensato e eficiente o bastante para entender que em pautas prioritárias, exige-se prioridade.  

O argumento jurídico do STF para dar início a julgamentos do tipo é justamente o de omissão inconstitucional – dispositivo da Constituição para evitar que os Poderes não cumpram seus deveres, em especial na ausência de edição de lei ou resolução. E por mais que isso se repita, as casas de Lei parecem não entender o quadro que se desenha na frente delas.

Para se ter uma ideia, dados disponíveis no próprio Supremo revelam que 122 sentenças proferidas pelo tribunal desde 1990 tiveram como base o instrumento de omissão inconstitucional. Quase metade (60 delas) ocorreu entre 2019 e junho de 2023. Uma análise do jornal O Globo mostrou ainda que, após 2019, ano em que Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil, decisões sobre a proteção a minorias e grupos vulneráveis, como povos indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência representam 15 dos 60 casos de omissão inconstitucional.

Outros casos gritantes de inércia do Congresso ainda estão frescos na memória. No início de 2019, por exemplo, o Plenário do STF entendeu ter havido (mais uma vez) omissão inconstitucional do Legislativo por não editar a Lei que criminaliza atos de homofobia e transfobia. Os próprios magistrados tiveram de entrar em cena e aprovaram, eles mesmos, o enquadramento dos crimes homofobia e da transfobia como tipo penal definido na Lei do Racismo. 

Na época, os advogados do Senado alegaram que “não se pode cogitar de mora deliberada quando no Parlamento a criminalização da homofobia é objeto de diversos e profícuos debates”. Aparece, de novo, o questionamento: o que haveria, mais, para se debater quanto a uma questão que já é consenso há anos em países com altos índices de desenvolvimento humano? O que seria preciso, ainda, verificar para se atestar uma realidade que se mostra escancarada cotidianamente, de pessoas gays e trans sendo alvos de violência física, verbal e psicológica pelo simples fato de existirem, pelo simples fato de serem quem são? Que debate foi esse que se arrastava indefinidamente para se chegar a uma conclusão óbvia: que o Estado precisa, sim, intervir em favor de um grupo?

Enquanto a inércia dos outros Poderes persistir diante de assuntos que urgem solução, o Supremo continuará metendo o bedelho, felizmente, para fazer com que a coisa ande. E se camarão que dorme, a onda leva: para Congresso que não age a tempo, o Supremo intervém.  

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