Desde a prisão do ex-presidente Pedro Castillo, após uma tentativa de golpe frustrada, em dezembro, o Peru vive uma onda de protestos que causou 54 mortes, segundo a associação Defensoria do Povo. Os manifestantes pedem a renúncia de Dina Boluarte, vice-presidente que assumiu a presidência, novas eleições, uma nova constituição e libertação do governante anterior. As movimentações ocorrem pelo país em várias regiões, incluindo a capital Lima.

Para controlar os apoiadores de Castillo, a polícia local usou gás lacrimogêneo e deverá aumentar os reforços para a segurança do Congresso da República. “11.800 agentes foram mobilizados para controlar os distúrbios, além de veículos militares e as Forças Armadas também terão participação” disse o general Víctor Zanabría, chefe da polícia de Lima.

A presidente Bouarte também se manifestou a respeito dos movimentos e condenou ocorridos pelo país. “Todo o rigor da lei cairá sobre essas pessoas que praticam vandalismo”, alertou durante pronunciamento oficial

Ela ainda aproveitou para tentar estabelecer uma comunicação com a população. “Ao povo peruano, aos que querem trabalhar em paz e aos que geram atos de protesto, digo: não me cansarei de chamá-los ao bom diálogo, dizendo-lhes que trabalhem pelo país”, afirmou a governante.