Bastidores

O deputado não lidera e ainda tenta invadir áreas eleitorais dos próprios aliados

Ao saber que tinha de desfeudalizar a área, controlada pela senadora e pelo deputado Marcos Abrão, optou por não assumir o cargo
[caption id="attachment_92472" align="aligncenter" width="620"] Heuler Cruvinel, Lúcia Vânia e Marcos Abrão | Fotos: Jornal Opção e reprodução[/caption]
Ao descobrir que a área de habitação do governo de Goiás teria dois reis e uma rainha (e não da Inglaterra), Heuler Cruvinel (PSD) optou por dizer que ao vice-governador de Goiás, José Eliton, que não vai assumir a Secretaria de Habitação.
Heuler Cruvinel teria poder real, não seria como uma rainha britânica, mas teria de dividi-lo com o deputado federal Marcos Abrão, do PPS, e com a senadora Lúcia Vânia, do PSB. A partir de certo momento, possivelmente, ocorreria algum conflito em termos hierárquicos. O presidente da Agehab, Luiz Stival, ligado a Abrão e Lúcia, provavelmente não acataria algumas determinações do parlamentar que representa Rio Verde.
Ao perceber que, para mandar de fato na secretaria, teria de desfeudalizá-la do grupo de Lúcia Vânia, o deputado preferiu cair fora.
Numa conversa com o chefe da Casa Civil, João Furtado, o deputado foi informado sobre como funcionaria a secretaria. Não gostou da divisão de poderes. Para consumo público, a explicação foi outra, mais lisonjeira, por certo. Heuler Cruvinel disse que o tempo é curto para construir 30 mil casas, pois teria de deixar o governo no fim de dezembro, porque vai disputar a reeleição.
Na semana passada, Heuler Cruvinel estava conversando com alguns deputados e, de repente, saiu para telefonar. Estava com o rosto crispado. Pouco depois voltou, com ar mais tranquilo, e confidenciou que havia ligado para José Eliton para agradecer e informar que não assumiria a secretaria.

O que se comenta é que o senador do PP, por ser presente, conquistou a base governista

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Petista estaria reclamando que, apesar de ter feito tanto para o publicitário-marqueteiro, foi acionado judicialmente

Trata-se de folclore político e como tal deve ser contado. Conta-se que uma política do PMDB, conhecida como Maria Antonieta do Cerrado, estaria sugerindo que, se os pobres não têm pão e medicamentos em Goiânia, que comam alface e tomem chá. Uma horta já foi providenciada no Paço Municipal.

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Prisão de Lula pode provocar uma debandada nacional, inclusive em Goiás, de petistas rumo a partidos como PDT, PSB, PPS e Rede

[caption id="attachment_92461" align="aligncenter" width="620"] João Campos e Ronaldo Caiado | Foto: reprodução/ Câmara e Senado[/caption]
Um líder do PHS disse ao Jornal Opção que o deputado federal João Campos conversou com Ronaldo Caiado. “João Campos quer ser candidato a senador e, na base governista, como prova a crise entre os senadores Lúcia Vânia, do PSB, e Wilder Morais, do PP, não há espaço para ele. Na aliança com Ronaldo Caiado, que conta com o apoio do DEM, do PRP e do PHS, há espaço na chapa majoritária.”
O problema é que o PRB, partido de João Campos, deve compor com o virtual candidato do PSDB a governador de Goiás, José Eliton. Se quiser apoiar Ronaldo Caiado, o deputado federal terá de trocar de partido.

Tudo índica que o presidente do DEM está abandonando a esperança de compor com o PMDB no primeiro turno. Tanto que está buscando o apoio de outros partidos e de políticos que não são peemedebistas.

O senador Ronaldo Caiado (DEM) deve disputar o governo de Goiás, em 2018, porque, segundo aliados, será, possivelmente, sua última chance de ser candidato. “O cavalo está arreado na sua porta, neste momento”, afirma o presidente do PHS nacional, Eduardo Machado.
Caiado, na opinião de Eduardo Machado, tem experiência, é íntegro e seu discurso é afiado.

No dia 8 de maio, em Goiânia, o PHS apresenta seu novo presidente regional, Felipe Cortês, e sua nova presidente metropolitana, a jornalista Ângela Moreira. O senador Ronaldo Caiado, virtual candidato do DEM a governador de Goiás, estará presente. O PHS, que vai apoiá-lo, deve indicar seu vice ou um candidato a senador.

[caption id="attachment_42235" align="aligncenter" width="620"] Advogado Fernando Tibúrcio Peña | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O presidente Michel Temer concedeu o título de Cavaleiro da Ordem Rio Branco ao advogado Fernando Tibúrcio pelos “relevantes serviços prestados em defesa dos direitos humanos na Venezuela e na Bolívia”.
Fernando Tibúrcio é filho do advogado Walquires Tibúrcio e irmão do presidente da Agência de Fomento do governo de Goiás, Henrique Tibúrcio. Ele escreve artigos no jornal “O Estado de S. Paulo”

[caption id="attachment_87624" align="aligncenter" width="620"] Lúcia Vânia e Wilder Morais [/caption]
Pesquisas mostram que, apesar de os senadores Lúcia Vânia, do PSB, e Wilder Morais, do PP, estarem brigando para serem candidatos em 2018, o governador Marconi Perillo, do PSDB, e Jorge Kajuru, do PRP, seriam eleitos senadores, se a disputa fosse realizada hoje.