Se a a maioria dos políticos de Brasília se queimar na Lava Jato, o governo pode cair nas mãos, de graça, do senador

 Senador Reguffe (sem partido-DF) | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador José Antônio Reguffe deve disputar o governo do Distrito Federal em 2018. Quando inquirido a respeito, afirma que não quer ser candidato. Mas aliados sugerem que, como vários políticos de Brasília — como o peemedebista Tadeu Filippelli — estão se “queimando”, alguns como lavajatistas, o governo pode “cair nas suas mãos praticamente de graça”. Porque tende a ser o único a sair inteiramente incólume do armagedom da Operação Lava Jato e outras investigações.

Um ex-deputado ressalta que Reguffe, “extremamente habilidoso”, estaria esperando, num “camarote”, para se apresentar, em 2018, como candidato inescapável a governador. “Como se sabe, no próximo pleito, vai prevalecer o discurso da ética. Em Brasília, o tema ética tem, no momento, um dono, exatamente Reguffe.”

Mas há políticos que sugerem que Reguffe tem sido omisso em relação ao descalabro do governo de Rodrigo Rollemberg (PSB). É como se ele não fosse representante de Brasília no Senado.