A equipe do projeto “Águas Cerratenses: semear para brotar” está testando uma técnica inovadora para combater erosões no caminho que leva a Caverna Angélica, localizada no Parque Estadual Terra Ronca (PETER), em São Domingos em Goiás. Ao longo de anos, o local tem sofrido com um processo de erosão do solo, demandando medidas para conter o fenômeno e promover a recomposição da vegetação.

Coordenadora do projeto, Alba Cordeiro, explicou que na área de erosão será adotada um método com um tipo de biomanta. “Nós vamos utilizar sacos de juta que serão preenchidos com matéria orgânica, solo e inseridas sementes de espécies nativas. A ideia é formar uma espécie de travesseiro com sementes nestas áreas mais afetadas pela erosão para que ela seja contida”, detalhou.

A expectativa é de que essa abordagem contribua para reverter o processo de erosão do Parque Terra Ronca e promova a revitalização do ecossistema ao redor da Caverna Angélica. O Projeto Águas Cerratenses vai restaurar 300 hectares no Parque. A iniciativa tem como público-alvo recuperar Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal.

Além disso, contribui com o fortalecimento da cadeia produtiva de sementes nativas de base comunitária, uma vez que a produção de sementes nativas para a restauração ecológica proporciona a geração de renda a partir do Cerrado, atuando de forma inclusiva e contribuindo para a conservação e restauração deste importante bioma brasileiro.

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