O empresário de Anápolis, Lenine Araújo, investigado por suposta participação em um esquema de jogos ilegais com ramificações em Goiás. A decisão é do desembargador Kennedy Josué Greca de Mattos, da 2ª Câmara Criminal, e atende parcialmente pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. 

Com a decisão, Lenine deixa a prisão, mas terá de cumprir medidas cautelares. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de manter contato com outros investigados e o comparecimento aos atos do processo para os quais for intimado. 

Segundo a investigação, o empresário é apontado como um dos líderes da organização em Goiás. O grupo é suspeito de atuar na exploração de jogos ilegais, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Conforme os autos, a estrutura teria movimentado mais de R$ 2,19 bilhões. 

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A decisão judicial também menciona a suposta integração entre investigados do Paraná e um núcleo goiano ligado a Carlinhos Cachoeira, nome conhecido em investigações sobre jogos de azar no país. 

Ao conceder a liminar, o desembargador afirmou que a prisão preventiva deve ser medida excepcional e avaliou que, neste momento, não há elementos concretos suficientes para justificar a manutenção do encarceramento. Segundo o magistrado, parte dos fundamentos usados na decisão de primeira instância se baseava em presunções e suposições. 

O relator também levou em consideração o fato de o investigado ser primário, não possuir condenação criminal definitiva e não responder por crimes cometidos com violência ou grave ameaça. Para o magistrado, as medidas cautelares impostas são suficientes para garantir o andamento do processo. 

O mérito do habeas corpus ainda será julgado pelo colegiado do TJ-PR. Caso descumpra qualquer uma das determinações impostas, Lenine poderá voltar à prisão. 

O empresário havia sido preso há cerca de uma semana, durante operação da Polícia Civil do Paraná que também cumpriu mandados de busca e apreensão em Goiânia e Valparaíso de Goiás.