O processo que investiga os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira, 13. O objetivo da investigação é descobrir quem ordenou as mortes e o relator do caso será Alexandre de Moraes. O assassinato ocorreu há seis anos, em 14 de março de 2018, quando a vereadora e seu motorista foram baleados dentro do carro em que transitavam na região central do Rio de Janeiro.

O inquérito foi enviado para o STF por determinação do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Raul Araújo, após novas provas fazerem menção ao nome de um parlamentar federal com foro privilegiado. O nome do parlamentar, no entanto, não foi divulgado. Autoridades com foro privilegiado, como presidente, vice-presidente, ministros, senadores, deputados federais, integrantes dos tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União e embaixadores, só podem ser investigadas pelo STF, instância máxima da justiça brasileira.

Por lei, o STF é o tribunal em que devem tramitar inquéritos e processos penais envolvendo senadores e deputados federais. Já o STJ é o foro para governadores de estado, desembargadores e conselheiros de tribunais de contas dos Estados.

Em outro processo sobre a investigação, o policial militar reformado Ronnie Lessa deve ser levado a júri popular. Ele é acusado de ser um dos executores dos assassinatos.

Presos até o momento

Depois de seis anos de investigação, estão presos: Ronie Lessa, Élcio de Queiroz, Maxwell Simões Corrêa e Edilson Barbosa dos Santos.Segundo as investigações, Lessa e Queiroz teriam executado o crime. Já Simões participou do planejamento do crime e Santos era o dono do ferro velho onde o carro que foi utilizado no crime foi desmontado. O mandante do crime ainda não foi revelado.