Governo de Goiás aposta em banco digital próprio e nova estatal para gerar receitas diante da reforma tributária
08 junho 2026 às 13h33

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O governador Daniel Vilela (MDB) anunciou, nesta segunda-feira, 8, a criação da empresa de economia mista Goiás Tecnologia. A nova estatal foi criada com o objetivo de executar a transformação digital em Goiás e impulsionar a sustentabilidade e o equilíbrio fiscal diante dos impactos da reforma tributária.
Na prática, a empresa surge a partir da concentração dos ativos digitais do governo estadual em uma única estrutura, resultado da incorporação da Goiás Telecom pela Planalto Solar Park (empresa derivada da antiga Celg). A medida inclui a unificação de profissionais e da infraestrutura tecnológica do Estado em uma mesma organização. “Uma pessoa que estuda, passa em um concurso e vai exercer um cargo na área de tecnologia do Estado é um profissional diferenciado”, afirmou o governador.
“Precisamos integrar todas essas cabeças e direcioná-las para um propósito centralizado”, acrescentou.
Além disso, o projeto prevê a redução do número de funcionários e a racionalização de despesas ao eliminar sobreposições de áreas administrativas, como recursos humanos e contabilidade, existentes nas empresas incorporadas. O objetivo é criar uma companhia com independência financeira, sem depender de recursos diretos do Tesouro Estadual para sua manutenção.
Como legado da Planalto Solar Park, a nova empresa administrará cinco usinas fotovoltaicas que fornecem energia para diversos órgãos do governo e empresas de economia mista, como a Ceasa.
A Goiás Tecnologia também ficará responsável pelos serviços de Inteligência Artificial (IA) utilizados pelo Estado, incluindo a plataforma IA contra o Crime, já em funcionamento em Goiás.
“A empresa já nasce com um portfólio de serviços oferecidos ao setor público, como energia limpa e serviços de inteligência artificial”, afirmou Daniel Vilela.
Segundo o governador, a independência financeira da empresa integra a estratégia do Estado para enfrentar os efeitos da reforma tributária, por meio da busca por novas fontes de receita e maior eficiência na gestão pública. “É muito importante que consigamos alcançar, em nosso governo, a geração de novas formas de receita. Mas também é igualmente importante reduzir as nossas despesas para que tenhamos um Estado com equilíbrio, responsabilidade e sustentabilidade fiscal”, concluiu.
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