De volta a Goiânia por conta dos ataques terroristas em Brasília, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) se reuniu na manhã desta segunda-feira, 9, com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública (SSP) para delinear estratégias contra atos antidemocráticos. No horário do almoço ele deve se reunir com os deputados estaduais e federais. O vice-governador Daniel Vilela (MDB) vai representar o governo na reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as 18 horas com governadores, em Brasília.

Caiado continuaria em Americano do Brasil esta semana na fazenda para o repouso relativo recomendado pela equipe médica, mas decidiu voltar a capital por conta da gravidade da situação. Contudo, os médicos aconselharam não ir a Brasília.

Na reunião, o governador decidiu colocar à disposição do governo federal forças policiais e ainda determinou reforço nas rodovias. “Se situações como essa forem autorizadas, o Brasil entra num processo de desobediência civil, onde vão se achar no direito de achar o que quiser. Movimento vai de inconformidade com aquilo que sempre zelei, que é o processo democrático”.

Questionado sobre medidas para desmobilização de acampamentos montados por radicais no estado, o governador reforçou que “toda área que for de responsabilidade do Governo de Goiás será esvaziada”. O governo também realiza articulação, junto ao Exército Brasileiro, para que o mesmo seja feito nas áreas de quartéis, como no Jardim Guanabara, em Goiânia.

Caiado afirmou que o ato foi “inadmissível, inaceitável e condenável”. O governador também reforçou que a “democracia não pode ser posta à prova a cada resultado eleitoral, por aqueles descontentes com o resultado das urnas”.

“O que aconteceu em Brasília é a tentativa da barbárie se sobrepor às nossas instituições democráticas. Algo absolutamente inadmissível, inaceitável e condenável sob todos os aspectos. Já venci e já perdi eleições e nunca, em nenhuma hipótese, aventei a possibilidade de questionar qualquer resultado”, completou o governador.