Com fim do auxílio emergencial, o número de famílias goianas que recebem o Bolsa família/Auxílio Brasil voltou a crescer. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, módulo Rendimentos de Todas as Fontes, referente ao ano de 2022, divulgada nesta quinta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre 2021 e 2022, Goiás registrou um aumento de 4,8% para 11,1% no número domicílios com algum beneficiário do Auxílio Brasil/Bolsa Família. Nesse mesmo período, houve uma redução brusca da proporção de famílias com algum beneficiário de outros programas sociais (de 14,0% para 2,3%). Já o número de domicílios que receberam o Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS) passou de 3,9% para 3,8% no período.

Em 2022, com a interrupção do pagamento do Auxílio emergencial e a criação do Auxílio Brasil, houve aumento do percentual de domicílios goianos recebendo tal programa em 2022 (11,1%) e a redução de outros programas sociais para 2,3%.

No final de 2021, o pagamento do Auxílio emergencial, criado em 2020 para amenizar os impactos econômicos da pandemia de Covid-19 nas famílias, foi interrompido e o governo federal substituiu o Programa Bolsa Família pelo Programa Auxílio Brasil. Inicialmente no valor médio de R$ 400 por família em situação de pobreza, o novo programa de transferência do governo teve um acréscimo de R$ 200 no benefício durante o segundo semestre de 2022.

Na pesquisa divulgada pelo IBGE, o Auxílio emergencial entrava na rubrica de outros programas sociais, enquanto o Programa Auxílio Brasil foi captado na pergunta que anteriormente mapeava o Programa Bolsa Família.