Durante a sessão realizada na manhã desta terça-feira, 7, a vereadora Aava Santiago (PSDB) comentou sobre a relação entre a Câmara e o Paço Municipal. De acordo com a parlamentar, a Prefeitura “sempre foi muito desrespeitosa” com a Casa e destacou que os vereadores não terão mais a “cortesia” em questões relacionadas ao Paço, dando fim a uma postura “solícita” e “solidária”.

“O Paço enxerga o parlamento hora como um balcão de negócios, hora como uma antessala do prefeito”, disse a vereadora, que também solicitou durante a sessão uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). “Isso é um desrespeito a todos nós vereadores, como se fôssemos funcionários do Paço”, completou. 

Para exemplificar a questão do desgaste, Santiago apontou para duas pautas que teriam causado problemas e desgaste entre os vereadores, ainda no fim de 2022: reforma tributária e plano diretor. Ela ressaltou que o código tributário e o plano diretor foram enviados faltando um mês para o prazo de vigência, o que obrigou a Câmara a convocar sessões extraordinárias e votar nas matérias sem um estudo prévio.

Para defender o posicionamento, a vereadora apontou o que considera problemas de gestão do Paço. Ela acredita que há uma espécie de desordem que está transferindo responsabilidades para o legislativo, o que não deveria ocorrer. “Os vereadores não terão mais a cortesia de tratar os problemas como se fossem nossos. Se o Paço, por falta de organização, gestão ou compromisso, não conseguir cumprir com os seus calendários, é ele que terá que responder isso para a sociedade”, afirmou a parlamentar. 

Por fim, Aava Santiago voltou a ressaltar que a Câmara não é um “puxadinho” do Paço. “Nós não trabalhamos para a Prefeitura, mas para os goianienses. Decidimos dar um basta para dizer que nós somos um poder, precisamos ser tratados como um poder. Nós somos independentes”, alertou.