“O PT tem bons quadros em Goiânia e em Goiás e vai fazer um bom papel nas eleições de outubro”

Secretário da gestão petista em Anápolis, o presidente da legenda no Estado aposta na recuperação do grande desgaste que o partido sofre, especialmente na capital

Na foto Ceser Donizete

Foto: Renan Accioly / Jornal Opção

Presidente do diretório estadual do PT, Ceser Donisete Pereira, é também um petista na acepção tradicional da palavra. Liderança do partido em Anápolis, onde integra a equipe do prefeito João Gomes — é secretário municipal de Meio Ambiente —, ele avalia que o partido pode se recuperar do desgaste que vem sofrendo a tempo de fazer boa participação nas eleições municipais de outubro. Em Goiás, ele admite, o partido terá muito mais dificuldade para fazer o sucesso de Paulo Garcia (PT) em Goiânia do que para reeleger seu atual nome em Anápolis.

Para Ceser, ainda é muito cedo para dizer que a atual desaprovação dos gestores, entre eles o prefeito da capital, persistirá até o período eleitoral. “Avaliação de governo não se dá nem no começo nem no meio da administração; 2014 trouxe algumas lições e temos exemplos próximos para comparar”, referindo-se às reeleições de Dilma Rousseff (PT) à Presidência e de Marconi Perillo (PSDB) ao governo após sofrerem grandes turbulências no ano anterior.
Nesta entrevista ao Jornal Opção, o presidente do PT em Goiás defende ainda o período de gestão de seu partido no Brasil, comparando-os aos oito anos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Frederico Vitor — Em Anápolis o prefeito João Gomes, do PT, será candidato à reeleição, mas a dúvida é sobre quem será seu vice. Como o partido tem um grande arco de aliados, como está a discussão sobre isso?
Cezar Santos — O PT já definiu se lança chapa pura ou vai negociar a vice com os aliados?
Realmente, está sacramentada a pré-candidatura de João Gomes, o que nós definimos logo após as eleições estaduais de 2014, já que estava começando a haver alguma fofoca. Temos seis vereadores do PT, sete secretários na Prefeitura, além do deputado federal Rubens Otoni, do prefeito e do ex-prefeito Antônio Gomide, que são as maiores lideranças. Reunimos o diretório municipal do partido e resolvemos que João seria nosso candidato, num acordão interno. E já escolhemos a coordenação da campanha, tendo à frente Antônio Gomide, que foi nosso candidato ao governo, foi prefeito duas vezes, vereador três vezes, conhece muito a cidade. Estamos trabalhando juntos e quem é governo tem de fazer bem sua parte para poder se colocar à disposição da sociedade.

Sobre a vice, estamos conversando com vários partidos. Fa­ze­mos um governo de coalizão, com 13 partidos. Queremos manter ou mesmo ampliar essa aliança. Es­ta­mos discutindo a posição de vice, que poderá ser de qualquer um dos 13 partidos. Mas só poderemos definir isso depois que o time estiver montado, com os aliados definidos.

Frederico Vitor — O deputado estadual Carlos Antonio e seu partido, o Solidariedade (SD), fazem parte dessa aliança?
Sim, eles compõem a aliança atual. Carlos Antonio foi eleito pelos repórteres políticos como o deputado mais atuante no ano passado. Ele tem uma votação expressiva em Anápolis, tem inserção popular importante e é natural que um nome assim seja colocado co­mo pré-candidato a prefeito. Assim como outros estão sendo colocados, como o deputado federal Ale­xan­dre Baldy (PSDB), o vereador Eli Rosa (PMDB), Pedro Canedo, que é ex-deputado estadual e federal, e o ex-prefeito Ernani de Paula. Esses nomes estão pairando em Anápolis.
Mas o Solidariedade está conosco. Aliás, Carlos Antonio está conosco desde 2008, quando ele foi eleito vereador em nossa chapa, na época com os partidos PSC, PCdoB e PT. Depois, ele foi eleito deputado estadual pelo PSC e teve sua reeleição pelo SD. Tem feito um trabalho conosco e tem representação no governo municipal — uma secretaria de responsabilidade do SD. O PT quer que Carlos Antonio permaneça aliado, mas entendemos que é natural que ele seja incentivado por outras forças, e por ele mesmo, a disputar a prefeitura. Afinal, todo político quer ser prefeito de uma cidade como Anápolis, onde já há cerca de 15 pré-candidatos. Ao final, haverá cinco ou seis, no máximo.

Elder Dias — Há rumores de que Antônio Gomide poderia sair candidato a vereador, como puxador de votos. Existe essa possibilidade?
São rumores mesmo, como você disse. O que nosso grupo definiu foi por Gomide na coordenação da campanha de João Gomes. A campanha em Anápolis será muito dura e a experiência dele, sua liderança na cidade, isso ajuda muito. Gomide à frente vai dar uma força muito grande à reeleição de João Gomes.

Cezar Santos — Em Goiânia, como o sr. vê o quadro para o PT? O jornal “Folha de S. Paulo” trouxe uma avaliação segundo a qual o PT tem em Goiânia boas chances de manter a Prefeitura, com Adriana Ac­corsi ou Luis Cesar Bueno. Mas, há pouco tempo, um levantamento in­dicou Paulo Garcia como o pior pre­feito de capital no Brasil. A bai­xa aprovação de Paulo não vai atra­palhar o PT, considerando que a cidade está carente até de serviços básicos, como varrição das ruas?
Avaliação de governo não se dá nem no começo nem no meio da administração. A eleição de 2014 trouxe algumas lições e temos exemplos próximos para comparar. Ela ocorreu cerca de um ano depois daquela movimentação no Brasil, quando as pessoas foram às ruas protestando contra tudo. Em 2013, as pesquisas indicavam que Marconi Perillo (PSDB) chegou a ter 80% de reprovação e apenas 20% de aprovação. Dilma também estava nesses índices. Um ano depois, Marconi e Dilma ganharam as eleições. Por que aconteceu isso? Porque o Executivo, diferentemente de deputados e vereadores, tem uma avaliação de momento no período eleitoral. Está certo, Marconi e Dilma eram candidatos à reeleição, não eram apoiadores de nin­guém, o que é diferente de Paulo Garcia agora. Mas isso mostra que as coisas mudam em apenas um ano.

Todos os governos são avaliados ao fim da gestão. Vejo que Paulo vem fazendo um governo de recuperação de imagem, por isso ele terá muita influência positiva na campanha. Além disso, o PT tem cinco nomes bons. A deputada Adriana Accorsi, que tem um recall muito bom e personalidade forte; temos o ex-reitor Edward Madu­reira, que fez um belíssimo trabalho por oito anos à frente da Uni­ver­sidade Federal de Goiás (UFG); Humberto Aidar, deputado há vários mandatos e de grande respeitabilidade, sempre com boa votação em Goiânia, que é a base dele; o também deputado Luis Cesar Bueno, outro com expressivas votações em Goiânia e com grande capacidade de debate; e ainda temos Marina Sant’Anna, que foi vereadora, secretária de governo, deputada federal e é muito carismática. Enfim, o PT tem bons nomes e qualquer desses que seja candidato sairá com força para a campanha.

Outro detalhe é que não é a primeira vez que o PT governa Goiânia. Estamos à frente do governo pela quarta vez, sempre com coalizões. Já governamos com Darci Accorsi [1993-1996], com Pedro Wilson [2001-2004] e agora com Paulo Garcia por duas vezes, desde 2010 e reeleito no primeiro turno em 2012. Tem muita coisa feita em Goiânia por esses governos, sempre com resultados para a população em obras, serviços e pro­gramas. Tivemos dificuldades, como todos tiveram, mas nosso legado em Goiânia é real. Entretanto, sabemos que não será fácil a eleição.

Cezar Santos — Então a má gestão de Paulo Garcia não vai atrapalhar o PT por causa dos bons nomes e desse legado que o sr. diz?
Não concordo com essa avaliação de que é uma má gestão.

Cezar Santos — Não sou eu quem está dizendo, são as pesquisas que mostram que a população não aprova a gestão de Paulo Garcia.
Mas eu também estou falando de pesquisas. As pesquisas, como você sabe, falam de um momento exato. Uma pesquisa hoje, por exemplo, quando há uma obra na Avenida T-7, se forem lá e fizerem um questionamento, a maioria das pessoas vão reclamar da intervenção, porque causa transtornos. Mas, quando a obra for entregue, naquele mesmo local a pesquisa vai mostrar que a sociedade a aprova. Aconteceu isso quando o governo de Paulo fazia aqueles viadutos pertos do Estádio Serra Dourada. As pessoas reclamavam muito, mas hoje elas elogiam. Governo passa por isso, num momento está mal, até por causa de uma obra ou de um programa que está sendo implantado, e depois as pessoas passam a elogiar justamente por causa do resultado dessa obra ou daquele programa. Por isso, vejo que no balanço final, ao fim do governo, Paulo Garcia será muito mais bem avaliado. Mas temos de esperar isso, que será o período a definir a votação.

Elder Dias — Paulo Garcia foi muito influenciado por Iris Rezende (PMDB). O secretariado de Paulo, pela coligação com o PMDB, tinha muitos peemedebistas. E até se dizia — e se diz — que o governo de Paulo Garcia não tinha a cara do PT. Pode-se dizer que Paulo Garcia foi o mais peemedebista dos prefeitos petistas? O sr. concorda que o governo de Paulo não tem cara de PT, mas sim de PMDB?
Não vejo assim. Na verdade, cada prefeito do PT governou com coalizão. Darci Accorsi teve como vice Jovair Arantes, que era do PSDB, e imprimiu uma gestão participativa, com muitas obras.

Elder Dias — Sim, inclusive com a adoção do orçamento participativo, que foi abandonado depois da gestão de Pedro Wilson e não foi retomado por Paulo Garcia
Sim, mas foi implantado por Darci, em uma gestão com o PSDB.

Elder Dias — Mas o PSDB era outro, a proximidade do partido com o PT era diferente naquele momento.
Na verdade, o PSDB mudou muito mais do que nós. Em 2000, nossa vice na chapa de Pedro Wilson já era Linda Monteiro, do PPS. Um governo diferente, mas ainda assim muito amplo. Em todas as administrações, dependemos sempre do Legislativo, é um governo sempre de coalizão.

Mas não vejo a administração de Paulo Garcia dessa forma. Há grandes obras, em parceria principalmente com o governo federal, como os Cmeis, as intervenções na mobilidade, os parques — que, aliás, começaram a ser construídos por Darci Accorsi, quando Goiânia foi considerada a capital verde, ecologicamente correta.

Da mesma forma, dizem que Iris Rezende influenciou muito a gestão de Paulo. Eu vejo que Iris influenciou todos os governos municipais aqui, pois já tinha sido prefeito aqui muito antes. Penso que Goiânia passou por um ciclo ruim até Daniel Antônio [prefeito entre 1986 e 1987, quando a Prefeitura sofreu intervenção, com o então vice-governador Joaquim Roriz assumindo o cargo]. Depois daquela gestão, começou um outro ciclo, com lideranças que agiram para o bem da capital. E então, aqui, eu coloco todos os partidos que passaram à frente: Nion Albernaz (PSDB) por duas vezes, Darci, Pedro, Iris. Vejo que todos trabalharam para a melhoria de Goiânia para seus cidadãos e a preparando para o futuro.

Vejo muitos questionamentos sobre as obras de mobilidade, mas não há outro caminho. Goiânia está com quase 1,5 milhão, sem contar o restante da população metropolitana, que trafega por aqui todo dia. Na área de saúde, a capital atende o triplo de pessoas de sua população, por ser um centro de referência, e recebe 4 milhões de pessoas todo mês (enfático). Portanto, é preciso ver que há algo além das reclamações, tem muito trabalho sendo feito também.

Elder Dias — O PT vai mesmo ter candidato em Goiânia?
A tendência é essa. É uma discussão que deve ser feita pelo diretório municipal, presidido pelo deputado Luis Cesar Bueno, e também pelo prefeito Paulo Garcia, pelos nomes históricos, etc. Por nós, manteríamos a aliança com o PMDB, mas as últimas manifestações do partido, tanto públicas como nos bastidores, levam o PT a crer que não estão a fim mais de uma aliança. É como namoro, ambos têm de querer ou então cada um segue seu caminho.

O PMDB aqui acha que o DEM tem mais força do que o PT, então vamos ver o que as urnas vão dizer. No que diz respeito às eleições em todo o Estado, estamos em discussão com os peemedebistas em várias cidades, inclusive Anápolis e Aparecida, onde o prefeito Maguito Vilela (PMDB) é a principal liderança e trabalhamos dentro de um grupo grande. O PT tem um pré-candidato, mas estamos discutindo com esse grupo. O que decidirem, estamos juntos. Em Anápolis, também dialogamos muito com o PMDB.

Aqui em Goiânia, o que vejo é que não há interesse deles. Aqui temos esses cinco pré-candidatos que poderemos trabalhar tranquilamente em uma disputa. O PT tem votos aqui em Goiânia e vamos colocar nossos nomes na mesa.

Elder Dias — O PT seria vice em Goiânia com uma chapa sem o PMDB na cabeça?
Não (enfático). Não há a menor possibilidade de isso acontecer. Não é possível que o PT não tenha candidato, já que temos cinco pré-candidatos já anunciados. Há um sentimento muito forte da base do PT por um nome próprio à Prefeitura. Outra coisa é que temos uma tradição de disputa eleitoral na capital, tanto em momentos bons como ruins. Ao final, sempre comprovamos a boa votação do PT, seja pelo projeto, seja pela pessoa. Há uma mistura, a votação no Brasil é muito personalista, por isso temos de analisar caso a caso. O que vejo hoje como natural, eu já disse, é que o PT tenha candidato ou candidata.

Cezar Santos — Quais partidos hoje coligariam com o PT?
É preciso abrir essa discussão. Na eleição de 2014, começamos a discussão com dez partidos e, ao fim, fomos para a eleição com chapa pura. Já houve momentos de começar sozinho e ampliar para cinco ou dez. Tudo depende do nome, porque há nomes com mais capacidade de aglutinação e outros com menor capacidade, e também de que jeito vamos trabalhar. Como estamos no governo municipal e isso sempre ajuda, vejo chance de ajuntarmos cinco partidos em uma aliança, com certa tranquilidade.

Elder Dias — Mas há alguma conversa mais adiantada com alguém, por exemplo, com partidos menores?
Há algumas conversas, mas todo mundo está conversando com todo mundo neste momento. Quem não dialoga, hoje, é o PT com o DEM e vice-versa.

Elder Dias — Nem hoje nem amanhã, não?
Nem ontem, nem hoje, nem amanhã. Se depender de mim, enquanto eu for presidente do PT em Goiás, o DEM nem passa perto, não tem conversa.

Elder Dias — E o PSDB? Apesar do quadro nacional, há muita parceria entre os partidos em alguns municípios.
A orientação nacional é de que não façamos alianças nem com o DEM, nem com o PSDB, nem com o PPS. Só que isso depende muito de cada local, no interior tudo é muito diferente. Às vezes há uma pessoa de um partido rival nacionalmente cujo trabalho de vida é muito mais próximo da gente do que outra sigla.

Elder Dias — Como o sr. avalia hoje a marca PT? Por exemplo, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tem uma avaliação e uma aprovação piores do que sua gestão. Ou seja, ele é bem mais reprovado pela população do que mereceria. O fato de ser do PT contribui hoje para desgastar quem pertence ao partido, por todos os escândalos que envolveram a sigla?
É claro que existe uma crise, uma imagem ruim da política em geral. Nossos adversários tentam jogar tudo que é ruim no colo do PT. Isso, em determinado momento, vai contagiar parte da sociedade, principalmente a classe média. Mas as pessoas vão desconfiando disso com o decorrer do tempo. Por exemplo, em relação à Petrobrás. O povo vai se perguntando como era antes, o que acontecia. Eu nem falo por mim, mas falo com a palavra de um conhecido, tucano filiado em São Paulo, que me relatou como era a Petrobrás no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Bateram muito no PT, achando que a pecha só pegaria em nós, mas a rejeição aos partidos políticos pegou todo mundo. A dose de ataques foi maior do que deveria. Basta tomar como base a última pesquisa para intenção de voto para presidente. Lula é o mais rejeitado, com 52%; só que o menos rejeitado tem 48%, só quatro pontos porcentuais a menos. Está praticamente na margem de erro.

Por quê? Porque houve uma campanha em sua maioria difamatória — uma maioria de mentiras, mas que, de tanto falar, parece que se torna verdade. E vocês sabem que há instrumentos, inclusive de comunicação, que estão aí para isso. Pegaram uma revista reconhecida nacionalmente, respeitada, e jogaram na lata do lixo, a revista “Veja”. Eu era assinante da “Veja”, e não a leio mais, faz muitos anos já. Qual falta me faz? Nenhuma.
Não é porque a revista seja contra o PT, porque há muita gente e muitos meios de comunicação contra. A questão é que sai do nível da discussão real para virar um panfleto. Quando eu quero saber a opinião do PSDB, eu prefiro abrir o site do partido, porque ele é muito mais justo e mais sério do que a “Veja”, que virou apenas um instrumento.

Elder Dias — Na verdade, hoje a “Veja” pauta o PSDB.
Sim, porque aqui no Brasil, como os partidos não têm força alguma, ocorre um fenômeno inverso ao do restante do mundo. Em todos os países democráticos, o que há são partidos fazendo sua política e a repercutindo pelos meios de comunicação; aqui, ao contrário, algumas empresas da mídia inventam a mentira e a publicam em todos os seus veículos — sites, TVs, jornais, canais fechados etc. Depois, como o combinado com antecedência — infelizmente até com alguns setores da Justiça —, o partido de oposição pega esse material para reverberar.
Mas, como eu disse, essa dose de ataques foi tão cavalar que acabou atingindo todo mundo. Por exemplo, aqui em Goiânia, no ano passado Paulo Garcia entregou 15 Cmeis de alto padrão. Há uma grande influência dessas obras na região onde elas se instalam.

Elder Dias — Na gestão do então prefeito Pedro Wilson, que pude conhecer mais de perto, havia um excelente padrão para novas escolas e novos Cmeis.
Só vai melhorando. Vejo muita reclamação sobre a educação pública, mas principalmente de quem não a usa. Em Anápolis, quando entramos no governo, em 2009, tínhamos um hospital que atendia 24 horas por dia. Hoje são quatro. O cidadão pode aparecer lá às 4 horas da madrugada e vai ser assistido. Lá — como deve ser também aqui em Goiânia — se o cidadão passar mal à noite, apenas o setor público vai atendê-lo. O sujeito é recebido, faz exame e ainda sai com remédio. Mas o que chega aos jornais são reclamações. Na capital, os Cais atendem a uma média de 500 mil pacientes por mês. Desse contingente, vamos dizer que uns mil vão reclamar do atendimento. Isso é muito menos do que o que vai ouvir de reclamação, proporcionalmente, do que se você for ao melhor shopping de Goiânia. No shopping, o porcentual de gente reclamando será superior ao do Cais. Mas isso não sai na imprensa.

“PT errou em tirar Lula e Dilma da propaganda”

Presidente do PT goiano, Ceser Donisete: “A renúncia do vereador Tayrone como vice na candidatura ao governo foi traição. Não tem outro nome. Ele traiu a confiança do partido e fez o jogo do adversário” | Foto: Renan Accioly / Jornal Opção

Presidente do PT goiano, Ceser Donisete: “A renúncia do vereador Tayrone como vice na candidatura ao governo foi traição. Não tem outro nome. Ele traiu a confiança do partido e fez o jogo do adversário” | Foto: Renan Accioly / Jornal Opção

Frederico Vitor — Em 2018, o candidato natural do PT à Presidência da República é mesmo o ex-presidente Lula, apesar de sua baixa popularidade, em razão da crise econômica e da Operação Lava Jato e Zelotes?
É natural que seja. Quem no PT é melhor para representá-lo hoje do que Lula?

Elder Dias — O PT não teve capacidade de criar novas lideranças?
O Lula fez 70 anos agora, em outubro. O partido tem outras lideranças. Mas não se formam lideranças de uma hora para outra. É só olhar os ícones do jornalismo, da fotografia, da advocacia. Veja a história do Jornal Opção, que fez 40 anos agora. Nada vem sem muita luta. Na política não é diferente. Tem vereador que está no quinto mandato, mas ninguém conhece, se você sair perguntando em Goiânia. Então, mesmo se perguntarem para alguém fora do PT quem será o candidato, esse alguém vai responder que será o Lula.

Cezar Santos — Nas inserções para o programa de TV, em fevereiro, o PT decidiu tirar Lula e Dilma da propaganda eleitoral. Por quê?
Eu acho um erro. Mas vão falar de quê? De obras e de programas. Dizem que o Brasil está em crise, e é verdade. Mas temos de lembrar que esta não é a pior crise. Pegue qual era o porcentual de desempregados antes de o PT assumir o governo. Pesquisem no jornal “Valor Econômico”, que não é o jornal do PT…

Cezar Santos — O Brasil está na pior crise de corrupção da história!
O PT inventou isso?

Cezar Santos — Não. Ele apenas agravou.
Vamos voltar a 2002, depois que o PSDB governou o País por quase dez anos. Você diz que esta é a maior crise da história, mas não é verdade. Veja o “Valor Econô­mi­co” de 2002 e qual era o índice de desemprego no Brasil. Você sabe?

Cezar Santos — Eu não me lembro.
Eu me lembro. Era de 17%, quase o dobro do número que te­mos agora. Qual era o valor do dólar? Também era de quase 4 reais, só que com uma diferença: o salário mínimo era de 200 reais o que representava 50 dólares. Nós não estamos numa crise que não é só brasileira, inclusive. Veja o pronunciamento do presidente da França [François Hollande] sobre a crise mundial, que pegou inclusive outros países, como Espanha e Grécia.

Cezar Santos — Há uma crise mundial, só que o mundo está me­lhorando e o Brasil está piorando.
Não é verdade. O dólar há 14 anos era muito mais caro do que hoje, em relação ao ganho da população. O desemprego era maior e os juros eram maiores. O PSDB entregou ao PT a taxa de juros Selic a 24,5% ao ano, basta verificar no “Valor Econômico”. Você está certo, estamos vivendo uma crise, porém já foi muito pior. E as condições que temos para nos recuperar são muito maiores do que as de vários países. Estamos com problemas, evidentemente, principalmente com geração de emprego e renda. Nós precisamos voltar ao que era lá atrás, não com o PSDB na Presidência, mas aos níveis de quando Lula estava na cadeira, senão vamos começar a falar algo que não é verdade.

Elder Dias — A política do PT errou onde, então?
Um país como o nosso em desenvolvimento tem de trabalhar para o desenvolvimento. Geração de emprego e renda, para que a produção nossa crie e gire em prol do crescimento do País. Qual é o nosso problema? Nós fazemos parte do mundo globalizado. Nós vivemos um problema que é sério, se há um problema em Cingapura isso estoura aqui. Nós estamos neste jogo, em que às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Neste momento de crise que passamos, há muita gente chorando, mas também muita gente vendendo lenço. Eu, por exemplo, descobri em um supermercado de Anápolis que há uma crise de carrinhos de compras (risos). Cheguei lá e não consegui encontrar nenhum disponível.

Elder Dias — O PT não falhou ao adotar essa política dos campeões, priorizando as megaempresas do mercado? O Brasil parece que apostou muito no consumo, no aporte de capital, mas ainda continuamos primários em termos de economia. Não conseguimos fiscalizar uma barragem em Mariana (MG), por exemplo. A Coreia era algo como o Brasil há três décadas, hoje estamos bem atrás. Por que o PT não deu o empuxe que o País precisava?
Temos que fazer um parâmetro do que era e do que é hoje. Poderia ser muito melhor? Poderia. Há o exemplo dos estaleiros brasileiros. Você sabe quanto tempo passamos sem construir um navio? Foram mais de 20 anos. Quando entramos no governo, em 2003, a massa trabalhadora nessa área de produção era em torno de 3 mil pessoas. Hoje, mesmo com a crise, são mais de 100 mil e tem produção. Essa é uma área, mas podem pegar todas as outras que, mesmo com dificuldade, as coisas vão avançando. Há coisas que só o tempo pode resolver. E, outra questão, negócio é negócio. Às vezes, o importante não é só produzir. Um exemplo: você pode ser um grande produtor de matéria jornalística. Mas o importante não é você produzir, mas para quem você vai entregar. Isso é muito mais importante do que ficar com os negócios amarrados. Vemos que a China cresceu durante muitos tempo em torno de 12% ou 13% ao ano. Agora, isso caiu para 6,5%, o que ainda é muito. Mas sabem como é a produção lá? Estamos dispostos a trabalhar 16 horas, 17 horas por dia, nas condições do trabalhador de lá? Nós temos uma relação com a sociedade muito diferente do que ocorrem em outros países. Estamos dispostos a quebrar isso para fazer outros tipos de investimentos? Mas vejo que as coisas vão avançando, até porque isso não depende apenas de governo. Este tem feito sua parte. Em várias áreas hoje nós somos campeões mundiais, e isso por conta de investimentos.

Na foto Ceser Donizete

Na foto Ceser Donizete

Cezar Santos — O que se vê é que o governo não tem feito sua tarefa. Não regula nem fiscaliza da forma com que deveria ser feito. A crise é por conta disso.
Essa é sua opinião. Eu não vejo assim. Temos capital parado esperando a oportunidade de entrar no mercado. É mais política governamental do que real.

Frederico Vitor — Como o sr. avalia esse ressurgimento de Ciro Gomes (PDT) visando a Presi­dência da República? Recente­mente, ele recebeu o apoio do ex-ministro Mangabeira Unger.
É natural. Todo momento de crise é também um momento em que aparecem lideranças. Ciro já não é uma liderança nova. Na minha avaliação, ele já teve momentos de maior importância do que agora. Ele chegou a ser candidato a presidente, liderando pesquisas — em 2002, inclusive. Ele é uma pessoa com personalidade muito forte, tem posicionamentos arraigados e liderança grande na sua região. Além disso, Ciro tem a característica de fazer um debate muito “para cima”. Pode ser que seja um nome que se apresente à sociedade como uma alternativa ao próximo governo. Porém, ainda vejo uma polarização muito grande entre PT e PSDB em nível nacional. O PDT é um partido importante e que faz parte da base do governo Dilma, mas observamos que tem presença de governo em muito poucos em termos de cidades grandes e Estados. Tem pouca representação, mas também tem uma figura como ele. E eleições majoritárias vão sempre conduzidas por aqui muito sobre figuras. Então, tem potencial. Entretanto, devem surgir ainda novas lideranças até 2018.

Cezar Santos — Quando falei que o PT tirou Lula e Dilma da propaganda, o sr. disse que isso seria um erro. Por quê?
O PT não governa sozinho. Pelo sistema eleitoral brasileiro, nenhum partido consegue governar sozinho. É um governo de coalizão. E as principais ações que temos em defesa da população — como investimentos na área de infraestrutura e nas mais diversas áreas e regiões — foram feitas por governos liderados por Lula ou por Dilma. Então, nada mais natural que eles falem sobre isso.

Porém, se mudou o foco, o programa com certeza vai falar de progressos que tivemos. Por exemplo, tem de falar do fato de a ONU ter tirado o Brasil do mapa da fome do mundo por conta de nossas ações nesses 12 anos. Outro dia vi uma notícia sobre os 80 anos de Betinho [Herbert de Souza, sociólogo e ativista], ressaltando que ele foi um dos maiores lutadores contra a injustiça no Brasil. É verdade, foi um lutador. Mas a principal bandeira dele era contra a fome. Podem falar o que quiserem, mas conseguimos acabar com esse Brasil faminto por meio de nossos programas.

Nós fizemos obras de investimentos como nunca havia sido feito antes. Nem precisamos andar muito. Vejamos aqui em Goiás. Vocês são acostumados a viajar para Brasília, Itumbiara ou São Paulo. A duplicação dessa BR-153 foi feita em nossos governos. Da mesma forma a BR-060 de Goiâ­nia a Jataí. Por que não fizeram isso antes? Também os aeroportos de Goiânia, que vai ser inaugurado em breve, e de Brasília, que virou uma imensidão. Poderia falar da integração do São Francisco, no Nordeste, que teve tanta crítica e que agora começou a funcionar em algumas áreas; da BR-101, que não tinha um quilômetro duplicada e que agora está praticamente inteiramente duplicada.

Visitei os terminais de manobra da Ferrovia Norte-Sul. Aquilo era sonho, ninguém falava que ficaria pronto. Nos oito anos do governo anterior, que vivia falando de investimentos em infraestrutura, não se viu quase nada, fizeram 50 quilômetros daquela obra. Está lá, agora. Tudo pronto para os empresários usarem. E na área da educação? Essa é ótima para comparação. Fizemos 18 universidades, duplicamos o número de alunos e professores. Sabe quanto foi feito na época do professor FHC? Zero. Nenhuma universidade. Vocês se lembram do discurso de que “gostamos de escolas técnicas”. Pois é, quantas eles fizeram?

Cezar Santos — Mas por que o sr. acha que o PT tirou Lula e Dilma da propaganda?
Creio que seja por conta da orientação do marketing.

Elder Dias — É por causa do desgaste?
Não sei. Mas, se fosse eu lá, eu não os tiraria da propaganda.

Cezar Santos — A decisão é preponderantemente do PT de São Paulo. O sr. não acha que é por eles terem informações de que vão estourar mais escândalos por aí?
Acho que não. Lula é a pessoa mais investigada do Brasil. A vida inteira foi assim. Então, não vejo isso. O partido, na verdade, prefere falar de projetos que deram certo, de programas que estão fincados na cabeça da população; ou não, porque há programas que deram certo e que a população acha que é o governo estadual que fez. E foram muitos os programas implementados por nós, como o ProUni, que é extremamente exitoso e que, espero, seja mantido como um programa de Estado; que seja mantido independente de quem esteja no governo. Assim como o Minha Casa Minha Vida, que atende grandes camadas da população no Brasil inteiro, e que tem parcerias com os Estados e municípios. É marca nossa, mas que continue independentemente do governante. Esses programas são bons para a comunidade. O ProUni é interessante porque, quando o lançamos, ainda em 2003, me lembro de que o deputado Rubens Otoni apresentou um projeto de Bolsa Univer­si­tária federal. Na época, o governo resolveu pegar essa ideia, juntamente a outras que existiam, e criou o ProUni. Quando o lançamos, o PFL (hoje DEM) foi à Justiça para questioná-lo. Falou que o governo não podia fazer isso. Ainda bem que, dessa vez, a justiça foi feita. O programa continuou e hoje já atendeu a mais de 4 milhões de pessoas.

Frederico Vitor — Quantos filiados o PT tem hoje em todo o Brasil?
O PT tem 1 milhão e 750 mil filiados. No ano passado, foi o partido que mais filiou gente: 56 mil pessoas.

Cezar Santos — Mas também é o partido que mais perdeu filiados.
Não é verdade. De prefeitos, houve uma perda de 11%. O PMDB perdeu mais. Dos grandes, só o PSDB perdeu menos, 9,5%. Todos os outros perderam mais, em porcentuais. Em Goiás, PMDB e PDT perderam mais. O DEM, nem se fala, quase acabou.

Elder Dias — Em Goiás foram quantos prefeitos que saíram do PT?
Nós dispensamos dois, ex­pul­sos durante o último período eleitoral. Depois, saíram mais dois.

Elder Dias — Sobre essa campanha de 2014, houve a renúncia do então candidato a vice-governador, o vereador por Goiânia Tayrone di Martino [hoje no PSDB]. Qual avaliação que o PT faz hoje disso?
Traição. Não tem outro nome. Ele traiu a confiança do partido e fez o jogo do adversário principal que, à época da renúncia, avaliaram, de forma juridicamente errada, que isso inviabilizaria a candidatura de Antônio Gomide e poderia fazer seu candidato ganhar no primeiro turno. Até gosto da pessoa de Tayrone, sempre tive uma boa relação com ele, mas politicamente ele fraquejou e se entregou a interesses os quais não sei. Isso pode ter sido pelas divergências que teve com Paulo Garcia ou por outros motivos. Mas o fato é que ele traiu.

Elder Dias — Então, o sr. considera esse fato mesmo como traição?
Sim. Eu sou de São Miguel do Araguaia, interior do Estado, de um tempo — um tempo que espero que ainda exista — em que, se eu combinar algo com alguém, não é preciso papel ou cheque em promissória, nem documento; o que vale é a palavra. Na política, isso vale mais que em qualquer outra área, pois é tudo o que se tem. Se eu der minha palavra que farei algo e não cumpro, não terei nome.

Não sei qual a motivação que levou Tayrone a isso, mas que aconteceu isso, aconteceu. Tinha uma combinação conosco, nós fizemos todo o trabalho em conjunto, até então não havia um problema sequer, nem com o candidato nem com a direção da campanha e, a três dias da eleição, ele renuncia? Por coincidência, na mesma hora da renúncia, já tinha toda uma campanha armada no Estado todo, dizendo que Antônio Gomide não poderia ser votado, visando fazer com que o governador fosse eleito já em primeiro turno. Pode até ser que o vereador não estivesse neste jogo, mas alguém se aproveitou e foi muito imediato, isso sim. Em Anápolis, onde tínhamos maior chance de boa votação — que se comprovou na eleição, com Gomide tendo 56% e Marconi 32%, ou seja, uma diferença de 24% —, já tinha carro de som na rua dizendo que não adiantava votar em Gomide, pois o voto não seria computado. Foi uma campanha pronta daqui para lá, é evidente que a campanha de lá (Anápolis) não tinha autonomia para fazer algo assim. Ou então, foi muita coincidência. Eu não estou afirmando aqui que Tayrone fez parte dessa jogada. Mas sua renuncia possibilitou e ensejou isso, no mínimo.

Elder Dias — Quantos prefeitos tem hoje o PT no Estado?
Hoje, nós temos 11 prefeitos.

Elder Dias — E qual é a previsão para a eleição?
Nós queremos ampliar, o que todo partido também quer. Se juntar a conta de todos os partidos, vai sempre multiplicar o número de municípios do Estado (risos).

Cezar Santos — O partido está presente nos 246 municípios goianos?
Estamos em 219 municípios e devemos ter candidatura a prefeito em 40 ou 50 deles, depende muito do jogo, de como ele se apresenta. Nós incentivaremos o partido a dar um passo à frente, o que significa ter dois vereadores onde tem um, onde não tiver fazer um. Estamos dispostos a fazer uma aliança ampla, dentro dessa visão de crescimento partidário. Quando não der para termos um crescimento partidário nosso, que ao menos vejamos a possibilidade de crescimento dos partidos do campo da oposição em Goiás.

Assim, você se prepara melhor para uma batalha muito maior, que será a eleição de 2018. Para o município, para o prefeito e para o vereador, porém, a hora é agora. Então, acompanharemos tudo de perto. O PT realizará alguns encontros regionais para orientar nosso pessoal, para animar nossa tropa e ter perspectiva de trabalho tanto para prefeito, quanto para vice e na articulação com os partidos e chapa de vereadores, orientando todos a fazê-la, porque o partido tem de ter chapa. Como diria o velho Brizolão [Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro e líder da esquerda, morto em 2004], “partido que não disputa, não faz torcida”.

3 respostas para ““O PT tem bons quadros em Goiânia e em Goiás e vai fazer um bom papel nas eleições de outubro””

  1. Denis Robson disse:

    Vai mesmo!!! papel de coadjuvante!!!

  2. Santos Mallman Santos disse:

    Estranhamente parte da Policia Federal, Ministério Público e parte de nossa justiça – todas instituições públicas e muitíssimos e bem renumerados – gastam seus preciosos tempos ( e nossos caros impostos) na empreita de colocar Lula – a qualquer preço – na cadeia…. Mas temos milhares de ladrões que são escancarados todos dias na mídia – não alidada aos golpistas – que passarão da hora de ser encarcerados mas os mesmo que querem o Lula, não dão a mínima…. Esse é mais um cumulo de que são parciais, e investem politicamente em suas funções se desviando de suas obrigações…. E o pior …. nosso escasso dinheiro de nossos impostos sustentando suas operações nefastas, ilegais e ilegítimas…. Ah! nossa – pobre ainda – democracia !!!!!

    VEJAMOS APENAS ALGUNS EXEMPLOS … MAS TEM OUTRAS CENTENAS….

    AGRIPINO MAIA( cumpadre do Caiado) em mais uma enésima propina leva Um milhão e cem mil reais.O senador Agripino Maia (DEM-RN), coordenador da campanha do candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves, foi acusado por um empresário do Rio Grande do Norte de receber propina de R$ 1 milhão. O valor teria sido cobrado para aprovação de uma lei que tornaria obrigatório a inspeção veicular no estado.A informação foi revelada em delação premiada do empresário George Olímpio, do Rio Grande do Norte (RN), ao Ministério Público e veiculada no programa Fantástico, da TV Globo.

    UM TUCANO que roubava 30 milhões por mês (ou 360 MILHÕES por ano) o que segundo a Policia Federal, numa quadrilha chefiada pelo prefeito de Itaguaí-RJ, Luciano Mota – do PSDB – que desviava verbas dos royalties do Petróleo e do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele tirava dos cofres da cidade entre 30 milhões por mês.Prefeito de Itaguaí, Luciano Mota de falido a uma vida de luxo a bordo de Ferrari e helicópteros e desde que foi eleito prefeito em 2012, aos 30 anos, um feito para quem não tinha currículo político (nem na família), Luciano Mota (PSDB) passou a chamar atenção por seu estilo de vida. O Município tem 117 mil habitantes e uma arrecadação anual de R$ 1 bilhão. Solteiro, ele era visto cercado por mulheres, em noitadas intermináveis em boates.

    TUCANO Barros Munhoz afanou de R$ 3,1 MILHÕES dos cofres da Prefeitura de Itapira (SP) em ainda foi solto por um desembargado cúmplice após engavetar o processo por 03 anos e o criminoso completar 70 anos .

    TUCANO Aécio Neves recebeu valores imensos _ apenas de Furnas – que pode ser de 25 MILHÕES de reais e o Moro e SUA TURMA” sequer investigam. Lógico que se investigar tudo que Aécio afanou daria “muito trabalho” diante da multidão de denuncias.

    O tucano Álvaro Dias que rachou os 10 milhões e levou mais 37 milhões da negociata do terreno tem processo em segredo de justiça que irá continuar em “segredo” até todo mundo ESQUECER.

    O tucano Antonio Inbassay ex prefeito de Salvador – onde houve desvios 400 MILHÕES DE REAIS em sua gestão de acordo o ministro Augusto Nardes, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) em (5 de maio 2015), numa entrevista à Rádio Metrópole, sobre o metrô de Salvador, um dos problemas mais sérios acompanhados pelo TCU. Segundo o ministro, foi detectado um superfaturamento de mais de R$ 160 milhões na obra, R$ 400 milhões em valores atualizados.

    O prefeito TUCANO Rêmolo Aloise, (PSDB) do município São Sebastião do Paraíso – MG, após fraudar o SUS em R$ 5 MILHÕES – De acordo com o Ministério Público Federal, foram encontradas 107.876 fichas de atendimento ambulatorial e 1.958 laudos de ultrassonografia e mamografia falsificados.

    PREFEITA TUCANA DESVIOU 2,5 MILHÕES DE REAIS – prefeita do município de Jandira, na Grande São Paulo. Anabel Sabatine na época filiada ao PSDB e atualmente filiada ao Partido Ecológico Nacional (PEN), por crimes de peculato, fraudes a licitações para compra de merenda

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