Adriana Accorsi: “Queremos mostrar a história bonita que o partido tem com a cidade”

Deputada estadual e candidata a prefeita de Goiânia quer unir políticas públicas das três gestões petistas e novas propostas para gerir a capital com participação da população

Candidata a prefeita de Goiânia, deputada estadual Adriana Accorsi (PT) diz que gestões de Darci Accorsi (1993-1996), Pedro Wilson (2001-2004) e Paulo Garcia (2010-2016) fizeram muito pela capital, mas que é preciso avançar | Foto: Divulgação/Assessoria Adriana Accorsi

Deputada estadual em seu segundo mandato, a delegada licenciada da Polícia Civil Adriana Accorsi não esconde que é uma filiada do Partido dos Trabalhadores. Depois de terminar a disputa pelo Paço Municipal no quinto lugar em 2016, Adriana afirma que o maior momento de desgaste do PT já passou.

A parlamentar cita o resultado nas urnas em 2018 como volta por cima da legenda. “Elegemos a maior bancada de deputados federais do País, a segunda maior bancada de deputados estaduais e somos o partido que tem o maior número de governadores. Eu, por exemplo, fui a deputada estadual mais votada em Goiânia.” A candidata a prefeita pelo PT diz que o partido tem uma história de boas gestões, políticas públicas para mostrar e avanços a propor à população da capital.

Antes de confirmar o ex-prefeito Pedro Wilson (PT) como candidato a vice-prefeito na chapa, a sra. chegou a conversar com a vereadora Dra. Cristina Lopes (PL) e com a arquiteta e urbanista Maria Ester de Souza (Rede). Como se deu a decisão de lançar uma chapa pura na disputa à Prefeitura de Goiânia? O que impediu a entrada de outro partido na vice do PT?
O nome do professor Pedro Wilson era avaliado desde o início da pré-campanha, antes da conversa com outros partidos. Era um nome que tinha a minha preferência e a do partido, uma vez que tem uma simbologia muito grande na prioridade para a educação, para o meio ambiente, assunto do qual Pedro Wilson é ativista, e também pela ligação com as universidades, um professor que foi reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO).

Pedro Wilson foi o prefeito que criou o conceito dos CMEIs [Centros Municipais de Educação Infantil], que hoje é referência em todo o País e são aprovados pela população de Goiânia. Entendemos ser importante ter Pedro Wilson candidato a vice-prefeito para resgatar um pouco do legado que o partido tem das três gestões em Goiânia.

Tivemos várias conversas, que começaram antes da pandemia. Um dos exemplos foi o diálogo que tivemos com o PCdoB de forma presencial antes da chegada do novo coronavírus. Um dos motivos que nos levou a lançar chapa pura foi o fato de vários partidos do campo popular democrático entenderem que seria melhor ter candidaturas próprias para eleger vereadores sob a nova legislação. PSOL é um partido que temos proximidade, assim como o PCdoB. Agora por que o PCdoB decidiu apoiar o candidato do MDB você precisa perguntar a eles. Mas fazem parte da democracia as decisões partidárias e respeitamos os rumos definidos pelos partidos. Iremos discutir novamente no segundo turno.

Quando a sra. cita a nova legislação, a referência é ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha?
Me refiro à impossibilidade de firmar coligações proporcionais, o que faz com que as eleições de vereadores sejam facilitadas com a existência da chapa majoritária do partido. Quando o partido decide lançar um candidato a prefeito, acredita-se que facilita a disputa proporcional. É a motivação de alguns partidos.

Dra. Cristina, que era a minha ligação com o PL, tinha a intenção de manter sua candidatura. Vemos que a vereadora luta para continuar candidata. Este foi o motivo de não termos caminhado juntas, apesar da amizade. Embora sejamos de partidos com pensamentos e ideologias muito diferentes, temos pontos em comum como a luta pelos direitos da mulher. Somos amigas e parceiras em muitas lutar. Minha conversa foi com a Dra. Cristina. São vários os motivos, vemos com normalidade. É normal que no primeiro turno saiam mais candidatos de forma autônoma. No segundo turno a eleição é outra e abre-se uma nova discussão.

O que o ex-prefeito Pedro Wilson representa como candidato a vice-prefeito na chapa que tem a sra. na disputa à prefeitura? Como o PT percebe a avaliação que o eleitor faz do nome de Pedro Wilson?
Percebemos que a força política que nos apoia, o campo progressista, democrata, não só os filiados ao partido, tem um respeito muito grande pelo professor Pedro Wilson, compreendem a simbologia que quisemos demonstrar e priorizar, que são a educação, a ética na política e a honestidade que o ex-prefeito representa.

Foi responsável por uma gestão que deixou várias marcas na memória das pessoas. A cada momento, são lembradas políticas públicas implantadas por Pedro Wilson. Há uma relação respeitosa de valorização dos servidores públicos, da educação, as ações na moradia popular, de democracia e transparência na gestão, como o orçamento participativo. São muitas as políticas públicas lembradas pela população.

A sra. disputou a eleição em 2016 e terminou no quinto lugar com pouco mais de 6% dos votos válidos. Naquele momento, a sra. representava o então prefeito Paulo Garcia (PT) e também sofreu o desgaste do Partido dos Trabalhadores. Como é trabalha uma campanha majoritária do PT em Goiânia? Como o partido percebe o desgaste da sigla junto ao eleitor da capital?  O que da campanha de 2016 será mantido e o que precisa ser modificado?
É importante fazer uma leitura do contexto histórico. 2016 foi o auge do desgaste que o Partido dos Trabalhadores tinha junto à sociedade devido a uma onda de ataques, principalmente relacionados ao golpe que tirou a presidenta Dilma Rousseff. Os ataques de diversos setores poderosos da sociedade tiveram de ocorrer para que a população aceitasse um golpe para tirar uma presidenta honesta do cargo.

Hoje restou comprovado que Dilma não cometeu qualquer crime. Tanto que concorreu ao Senado nas últimas eleições. Foi plenamente absolvida. Forças políticas não aceitaram a derrota para Dilma em 2014 e fizeram uma onda de ataques para que as pessoas que estão hoje no poder pudessem alcançá-lo. Os prejuízos ao partido continuaram com a prisão injusta do ex-presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva], que estava em primeiro lugar nas pesquisas em 2018, o que impossibilitou sua candidatura.

No meu trabalho como delegada, sempre falava para as famílias das vítimas e polícias: “Vamos trabalhar que a verdade aparece”. A verdade sempre aparece. E é o que temos visto em relação ao Partido dos Trabalhadores. A verdade das falsas imputações, das mentiras, das imensas fake news que foram espalhadas sobre o PT. Um exemplo é a informação de que o filho do Lula andava em um carro todo feito de ouro. São fake news muito graves as que foram difundidas. E a verdade tem sido revelada. Tratam-se de mentiras, ataques e uma tentativa de manipulação da sociedade.

É uma verdade que começa a libertar a população da situação de manipulação. Tanto que em 2018 o resultado já foi muito diferente para o partido. Elegemos a maior bancada de deputados federais do País, a segunda maior bancada de deputados estaduais e somos o partido que tem o maior número de governadores. Eu, por exemplo, fui a deputada estadual mais votada em Goiânia. Acreditamos que a verdade dos fatos continua a ser revelada. Como as palestras do presidente Lula, que de fato foram realizadas, todas de forma lícita, ao contrário do que diziam as fake news e acusações.

O que não exclui o envolvimento e condenação de figuras importantes do partido que participaram de esquemas de corrupção. No discurso de 7 de setembro, o ex-presidente Lula chegou a citar rapidamente que aproveitou o isolamento na pandemia para analisar os erros que cometeu, mas não citou quais falhas seriam. Como o PT trabalha a reaproximação com a opinião pública em um cenário no qual o desgaste, mesmo que menor do que em 2016, ainda é muito grande?
Precisamos saber que os partidos políticos são formados por pessoas. E as pessoas são falhas. Todos têm erros e acertos. Ao contrário do que muitos dizem de forma desinformada, fazemos sim autocrítica. É lógico que é interna. Fazemos e não divulgamos. É uma questão estratégica. Fazemos muito, por sinal. Duvido que outros partidos debatam tanto as suas condutas como o PT. Sabemos que somos como os outros partidos.

Todos os partidos têm pessoas que já foram acusadas de algum crime. E o partido que tem mais políticos acusados é o DEM. O segundo é o MDB. E o terceiro não é o PT. Todos os partidos têm pessoas acusadas e também que já foram condenadas. Nos últimos dez anos, o partido com mais acusados de corrupção em Goiás não é o PT. Seja na polícia ou na igreja, onde tem ser humano tem erros e desvios de conduta. A Justiça existe para investigar e punir quando houver provas em todos os tipos de crimes, desde a pedofilia. É preciso investigar e ter prova. Tem prova? A pessoa tem de ser condenada. Que cumpra a pena! Seja do partido que for.

O que ficou da experiência na candidatura de 2016 que será aproveitado em 2020? O que será apresentado de novo na campanha?
A cidade é viva. Muita coisa ocorre em quatro anos. Refizemos todo o plano de governo, debatemos e continuamos a discutir com a sociedade. Apesar da pandemia, temos feito um debate muito próximo com a sociedade por áreas de atuação e por regiões da cidade. Nos últimos dias, tivemos um debate bastante aprofundado com trabalhadores e usuários da saúde, com quem trabalha e utiliza o serviço público da educação. Conversaremos sobre as políticas públicas de moradia com os movimentos sociais. Vemos que a realidade muda em quatro anos.

O que mais marca é o resgate de políticas públicas e obras que foram feitas por gestões do partido. Começaram com o meu pai, ex-prefeito Darci Accorsi, passaram pelo Pedro Wilson até chegar à última gestão do PT. Ações que foram aprovadas pela população, estão na história da cidade. Queremos mostrar a história bonita que o partido tem com a cidade de muitas obras e políticas públicas que transformaram a vida das pessoas. Discutimos tudo. Debatemos e lançamos uma plataforma digital para ouvir a população sobre as políticas públicas que são necessárias hoje na cidade.

Qual é o desafio de fazer uma campanha durante a pandemia da Covid-19? Qual é a dificuldade que o distanciamento social impõe?
Não se trata de dificuldade, mas de mudanças que tivemos de fazer para continuar a ter contato com a população com diálogo aberto e transparência muito grande nas discussões. Desde o início da pandemia, o partido realizou diversas atividades. E continuamos. Mas hoje estamos em um sistema misto na campanha.

Realizamos atividades presenciais em sindicatos, lideranças comunitárias e outras visitas. Começaremos a realizar carreatas. Mantemos as atividades virtuais, que são muitas, mas também realizamos, com todo cuidado, com respeito ao distanciamento e aos cuidados preconizados pela comunidade científica, atividades presenciais para estarmos mais próximos da sociedade.

“Muitas das obras que estão em andamento não só foram planejadas e idealizadas, como iniciadas pela última gestão do nosso partido”

“Sabemos que a gestão do prefeito Paulo Garcia deixou recursos para o BRT, porque eu estava na prefeitura quando o recurso chegou. Deixou o recurso para as obras de recapeamento. Paulo Garcia foi o responsável por buscar o recurso” | Foto: Divulgação/Campanha Adriana Accorsi

Qual é a influência que a sra. acredita que terá a campanha de rádio e TV nas eleições municipais?
Mais do que nunca as redes sociais terão um papel muito importante. Esta é uma transformação que veio para ficar na sociedade. Já tiveram nas eleições de 2018 importância grande. Mas, sem dúvida, nas eleições deste ano as redes sociais serão imprescindíveis e terão impacto maior nas pessoas sobre as propostas e sobre os candidatos e candidatas. A propaganda de TV e rádio ainda terá uma grande importância.

Pela pandemia, com redução das atividades presenciais, teremos como grande oportunidade de conhecer os candidatos e as propostas por redes sociais e também o programa de TV e rádio. Talvez o programa de TV e rádio volte a ter uma importância grande junto com as redes sociais pela situação de pandemia. Não teremos comícios e grandes reuniões, que causam aglomerações e significam risco à saúde das pessoas. São atividades que devem ser evitadas.

Pequenas reuniões com distanciamento e visitas, com todos os cuidados, são possíveis. Grandes aglomerações não. Portanto, as redes sociais e os programas de TV e rádio terão grande importância para a população conhecer as propostas dos candidatos.

O nome da sra. aparece em segundo lugar na pesquisa Serpes/O Popular e terceiro na Ibope/TV Anhanguera. Como a sra. recebeu estes dados de intenção de votos e como pretende trabalhar a partir do resultado das duas pesquisas?
Recebi com muita alegria. É uma honra muito grande ser lembrada pela população. Sobretudo na pesquisa espontânea da Serpes, empatada em primeiro lugar com os outros dois candidatos, principalmente o primeiro colocado. Fiquei muito feliz. Deu muita força para que continuemos o trabalho, principalmente para empolgar a nossa militância com a possibilidade de estarmos realmente no segundo turno e vencermos as eleições.

Muita coisa ainda irá ocorrer. Temos apenas 35 dias, mas com o início da propaganda gratuita é que realmente as propostas serão colocadas. O momento da chegada das propostas às pessoas será muito favorável à nossa candidatura. Temos um projeto para Goiânia. Acreditamos que a cidade pode avançar muito. Temos propostas factíveis. Temos uma história que demonstra nossa capacidade de avançar, tanto o partido quanto pessoalmente eu e o professor Pedro Wilson.

Tenho mais de 20 anos de vida pública de honestidade, muito trabalho e atuação pela população. Teremos uma possibilidade de crescer junto à opinião pública com a apresentação das nossas propostas para a população. Estou convencida de que iremos para o segundo turno.

Como a sra. a saúde na gestão Iris Rezende? O que a sra. pretende fazer de diferente?
Pretendemos avançar muito. A saúde hoje é a maior angústia e preocupação da população de Goiânia, uma diferença para as eleições de 2016, quando era a segurança pública. A cidade é viva, as coisas ocorrem e modificam a realidade das pessoas. Uma delas é a saúde, que passou a ser a prioridades para a população de Goiânia.

Nosso plano de governo traz a priorização da saúde básica, com a estruturação das unidades de saúde das diversas regiões da cidade, o fortalecimento do Programa Saúde da Família (PSF), que visa a prevenção das enfermidades. Os países que conseguiram reduzir a mortalidade materna, a mortalidade infantil, de pessoas idosas e aumentar a longevidade da população investiram na prevenção através de programas como o PSF. O Programa Saúde da Família é um grande patrimônio do povo brasileiro. É um programa que tem de ser fortalecido.

Outro ponto importante é a valorização dos profissionais da saúde. São grandes heróis que colocam a vida em risco para proteger a vida das nossas famílias. Precisam de salário digno, capacitação e, sobretudo, estrutura adequada para trabalhar. Temos situações relacionadas a especialidades que têm de ser fortalecidas na cidade. Uma delas é a pediatria. Precisamos de unidades pediátricas em todas as regiões. Hoje só temos emergência e urgência em Campinas. Há 15 dias, a Secretaria de Saúde disse que colocou o serviço em mais duas unidades. No fim de semana passado, recebi denúncia de que não havia pediatra, o que dificulta a vida das pessoas. Temos de avançar.

É importante que as direções das unidades de saúde sejam definidas com base em critérios técnicos, com pessoas de carreira que entendam do assunto. Não por critérios políticos, como ocorre hoje. Valorizar os conselhos locais de saúde para que a população tenha participação na definição da saúde popular nos bairros. Que seja uma ação transparente. São muitas medidas que entendemos serem importantes, mas estas são as principais.

As pessoas falam muito em cidade inteligente, mas precisamos ter gestão inteligente. Existe o teleconsulta, que é um bom programa. Mas a pessoa não consegue o serviço porque falta o médico, o exame e o medicamento. Que a tecnologia possa ser usada para desburocratizar e facilitar a vida das pessoas na cidade, com um serviço público de qualidade.

A sra. acredita que Goiânia precisa construir um hospital municipal, como é o caso de Aparecida de Goiânia?
Temos uma estrutura razoável em Goiânia, principalmente com as UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] que foram construídas com recurso federal, sobretudo nos governos do Partido dos Trabalhadores. Foram várias construídas. O Hospital da Mulher também foi construído grande parte com recurso federal. São unidades importantes na estrutura da cidade. Mas acredito que seria necessário construir um hospital municipal. Precisamos buscar recursos.

O recurso federal está extremamente restrito devido à Emenda Constitucional número 95, que restringe os investimentos em saúde, educação e segurança. É uma emenda muito equivocada. Precisamos revê-la. Grande parte do investimento aplicado em saúde em todo o Estado de Goiás veio de recursos federais nos governos Lula e Dilma. Precisamos buscar recursos para aumentar a estrutura em Goiânia, principalmente aumentar e melhorar a estrutura das unidades básicas.

O PT teve problemas com o prefeito Iris Rezende, que desde o início da gestão alega que herdou uma dívida de centenas de milhões do ex-prefeito Paulo Garcia. O emedebista assume em 2017 com os problemas na coleta de lixo. É algo que pode ser explorado contra a sua candidatura. Como a sra. pretende responder a estas críticas?
Tivemos três gestões que deixaram marcas muito importantes na história. O atual prefeito esteve junto com partido em grande parte das últimas gestões. Inclusive na gestão do Paulo Garcia, o MDB participou da administração em grande parte do tempo. Figuras do MDB ficaram na gestão até o final, como o secretário de Saúde [Fernando Machado], além de outros nomes. É uma questão muito mais política. O prefeito Iris Rezende tem uma estratégia política de deixar as obras e as principais políticas para colocar em prática no final da gestão. Para isso, existe a fala de que a gestão anterior teria deixado dívidas.

Sabemos que a gestão do prefeito Paulo Garcia deixou recursos para o BRT, porque eu estava na prefeitura quando o recurso chegou. Deixou o recurso para as obras de recapeamento. Paulo Garcia foi o responsável por buscar o recurso. Iremos explicar que muitas das obras que estão em andamento hoje não só foram planejadas e idealizadas, como iniciadas pela última gestão do nosso partido, como chegou o recurso. Temos como demonstrar.

O correto foi o prefeito continuar as obras. É o que deve ocorrer. Da mesma forma que faço o compromisso de continuar todas as obras que a gestão tem em andamento, muitas não serão concluídas a tempo. É normal. Muitas obras são de longo prazo. O importante é que, independente de partido, os gestores se comprometam a continuar as obras. Muito recurso público já foi gasto. É uma questão de responsabilidade. Continuar as obras da gestão anterior. Isto nós também faremos.

Como a sra. avalia o foco na construção de trincheiras e viadutos? A sra. quer dar a mesma prioridade ao transporte e à mobilidade da cidade?
São obras importantes. A minha prioridade é que todas as obras e políticas sejam voltadas para a pessoa. A questão da mobilidade em Goiânia precisa ter como prioridade a melhoria do transporte público. No mundo, as cidades que conseguiram melhorar a mobilidade e o trânsito investiram em transporte público de qualidade. Esta é uma questão que tem de ser enfrentada em Goiânia.

O transporte público é de péssima qualidade, deve ser um dos piores do Brasil e hoje é um dos mais caros. O que parece ocorrer é o não cumprimento dos contratos das concessionárias. As cláusulas que beneficiam a população, que dizem sobre número de ônibus na frota e a qualidade dos veículos, não são observadas. Na pandemia é algo que não se exige, mas o ar condicionado em uma cidade como Goiânia é algo que muitas outras capitais têm. São cidades que cobram um valor similar ou até menor do que Goiânia pela passagem. É preciso melhorar a acessibilidade para pessoas com deficiência e as linhas, que muitas vezes são escolhidas diferente da necessidade da população.

Além de terminar as obras do BRT Norte-Sul, que é uma contribuição importantíssima para o transporte público. Quero enfrentar esta questão com coragem, com responsabilidade, desafiar a omissão histórica da gestão atual em relação às empresas e exigir o cumprimento dos contratos. Outro caminho de modernização e avanço da cidade é investir em outros modais, como o ciclismo. Nossa ideia é pelo menos dobrar o número de vias para o ciclismo em várias regiões da cidade, dos bairros para a Região Central, em praças e parques, para que as pessoas possam escolher. Se eu quiser ir para a universidade de bicicleta, eu tenho como ir. Se quiser ir para o trabalho ou se quiser praticar este esporte terei lugar com segurança, com banheiros públicos que construiremos em toda a cidade. A pessoa poderá tomar banho para entrar na faculdade ou no trabalho após prática de esportes.

Iremos investir no transporte público, com a conclusão do BRT, com a exigência do cumprimento dos contratos. Caso contrário, será necessária a realização de nova licitação, porque é motivo de quebra de contrato. Iremos investir em outros modais, como o ciclismo. Fiz o compromisso com a comunidade que deseja exercer o direito de usar o ciclismo como meio de transporte em Goiânia. Precisamos melhorar as calçadas possam trafegar. Todas as pessoas, inclusive as idosas e com deficiência. Também em obras de infraestrutura, que a gestão atual tem como prioridade, mas que fazem parte de um contexto. Não podem ser as únicas medidas.

“Professor Pedro Wilson foi o prefeito que criou o conceito dos CMEIs, que hoje é referência em todo o Brasil”

“Meu pai começou o Cidadão 2000, depois o prefeito Nion Albernaz expandiu ainda mais. O prefeito Pedro Wilson melhorou o programa. Infelizmente o prefeito Iris Rezende acabou com o Cidadão 2000 e não criou outra política no lugar no município” | Foto: Reprodução/Facebook

O prefeito Paulo Garcia começou os corredores de ônibus, as ciclovias, ciclorrotas e ciclofaixas. Era um projeto muito audacioso, mas que ficou aquém do proposto. A sra. acredita que é preciso avançar nas duas questões?
São duas coisas diferentes. As ciclovias foram muito bem aprovadas pela população. O prefeito Paulo Garcia fez quase 100 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Queremos dobrar a quantidade. É um tanto razoável. Foi a única gestão que fez espaço destinado ao ciclista. Para uma só gestão fazer 100 quilômetros é algo um tanto quanto razoável.

Os corredores nós precisamos discutir com a população. É um caminho adotado em muitos países, em muitas cidades brasileiras. De fato, os corredores priorizam um transporte público que carrega muito mais pessoas do que o veículo particular. Mas não podemos fazer contra a vontade da população. Tudo no nosso plano de governo será debatido com a população das comunidades. Este é um tema que quero debater com a população, a questão do corredor.

Ciclismo não. São coisas diferentes. As ciclovias foram aprovadas pela população. As pessoas pedem. Os corredores geraram transtornos. Iremos avaliar os transtornos: passaram com o tempo ou trouxeram prejuízos à população daquelas regiões? Vamos discutir com a comunidade.

Grande parte das propostas que a sra. apresentou necessitam de recursos. Estamos em um momento de grave crise econômica e não sabemos como o Brasil estará em 2021, porque ainda não há uma definição sobre a inclusão de parte dos beneficiários do auxílio emergencial no Renda Cidadã, que seria o novo Bolsa Família. Sendo a sra. uma candidata de oposição aos governos estadual e federal, como buscar recursos para implementar as medidas apresentadas?
O momento é de grave crise. A crise econômica já ocorria antes da pandemia devido à política econômica totalmente equivocada do governo federal e se agravou profundamente com a pandemia. A gestão municipal precisa se aliar à sociedade e liberar todos os setores goianienses para retomar a economia na cidade e, principalmente, a geração de emprego. Depois da saúde, esta é a prioridade. Quero ser a prefeita que irá chamar toda a nossa sociedade, também a Região Metropolitana, para empreendermos ações em conjunto para retomar o desenvolvimento, a economia e gerar emprego.

Queremos fazer várias ações de infraestrutura na cidade, de apoio a arranjos locais, como a Rua 44. Queremos criar outros arranjos locais de diferentes produtos em outras regiões da cidade. Como o polo moveleiro na região do Guanabara, como polos de confecções na Região Noroeste. Apoiar ainda mais a Região da Rua 44, que é uma grande geradora de emprego e renda e praticamente não conta com apoio do poder público.

Queremos dar todo apoio que for possível da prefeitura. Ouvi-los no que precisamos fazer. Contribuir no marketing para trazer compradores. Fazer acordo nos modelos de turismo. É possível unir o turismo religioso ao de compras. A pessoa vai a Trindade visitar a Basílica do Divino Pai Eterno e vem à 44 comprar roupa. Queremos ser uma gestão parceira. Quando você gera emprego, gera renda para a cidade. Circula o recurso na cidade. Se conseguirmos, depois da pandemia e com segurança, trazer grandes eventos, todo o setor hoteleiro e comercial ganha.

Sobre recursos federais e do Estado, creio que é um fundamento da democracia a convivência pacífica e o benefício da população independente de ideologia. O que espero do governo federal e do governo do Estado é que busquem beneficiar a população de Goiânia independente de questão partidária. Isto é fundamento da democracia. No governo Lula, uma das cidades que mais recebeu recursos foi Aparecida de Goiânia, que era governada por outro partido. O que precisa existir é republicanismo. É o que espero. Da mesma forma que irei agir. Tanto o governador quanto o governo federal também foram eleitos pela população de Goiânia e precisam ter o compromisso de ações corretas que serão buscadas pela gestão municipal e irão beneficiar a população. Espero republicanismo total, assim como eu terei.

A gestão de Aparecida de Goiânia tinha como prefeito Maguito Vilela, do MDB, que era um partido da base de sustentação dos governos federais petistas. Esteve na base de Lula e Dilma até momentos antes do impeachment. O fato de estar na oposição do governo Caiado e da gestão Bolsonaro não pode trazer dificuldades caso a sra. seja eleita, uma prefeita do PT, e precise buscar recursos estaduais e federais, mesmo que espere das duas partes republicanismo?
De forma alguma. O que faz que venha recurso são bons projetos, exequíveis, em articulados. Vamos buscar recursos. São questões legais, independente de partido. Tem de haver o mínimo de republicanismo e prática democrática nos entes federados. É isto que faremos aqui. Sou uma deputada que tem um relacionamento muito respeitoso e civilizado com o sr. governador. Faço oposição, mas também faço propostas.

Muitos dos meus projetos são sancionados na mesma média dos outros deputados. Quando vem para a Assembleia um projeto que considero bom para a população eu voto favorável. É uma relação totalmente propositiva e republicana. Acredito que da mesma forma será caso eu seja eleita prefeita. Da minha parte, será totalmente pelo benefício da população. Buscarei os recursos e espero que a população tenha os mesmos benefícios. Acredito que será assim. É um fundamento da democracia a convivência pacífica em prol da população, independente do partido e das discordâncias ideológicas.

A sra. já propôs em outros momentos a criação de incentivos fiscais para as empresas de Goiânia. Mas a política de incentivos passa por uma negociação com o governo do Estado, que ter atuado na redução da concessão de incentivos ficais. Que discussão a sra. pretende fazer com o governador para viabilizar a criação de novos incentivos fiscais?
A política de incentivos fiscais será imprescindível, tanto para que possamos retomar a economia, mas também para reorganizar várias questões em Goiânia. Precisamos de incentivo fiscal para criar um polo tecnológico. Temos de ter incentivo fiscal para criar o polo industrial na cidade, assim como as cidades da Região Metropolitana fizeram e Goiânia não fez.

Tenho certeza que o governador, que também foi eleito pela população de Goiânia e sabe desta necessidade da retomada da economia da nossa capital, irá discutir a questão. Mesmo diante do remodelamento que o governador fez, discussões das quais participei – concordei com algumas propostas e outras não –, tenho certeza de que ele terá esta sensibilidade de perceber a importância destas políticas.

Além dos incentivos, precisamos ter muitas outras formas de apoio. Irei criar o Banco Comunitário com linhas de crédito acessíveis para micro e pequenas empresas iniciarem e retomarem seus negócios com juros baixos ou juro zero se for possível. É uma medida importante para incentivar novas empresas e a retomada de micro e pequenas empresas que passam por dificuldade, estão com as portas fechadas e lutam para não demitir seus funcionários. Queremos abrir as portas das micro e pequenas empresas, dos serviços e do comércio. Queremos apoiá-las. Tenho certeza de que o governado terá esta sensibilidade.

O que a prefeitura pode fazer na segurança pública? Quais são os limites de atuação? Em que área a Guarda Civil Metropolitana deve atuar?
Há vários anos tem se solidificado no País o entendimento de que o município pode e deve contribuir na segurança pública em parceria com o Estado e com as forças policiais estaduais, a Polícia Civil, Militar e o Corpo de Bombeiros. Já é algo consensual. Muitas cidades têm adotado ações de grande impacto na segurança pública que trazem mais segurança para a população.

Com a nova legislação que diz respeito às guardas civis, a Lei 13.022/2014, que torna as guardas força policial municipal e estende a sua atribuição como uma força de segurança aumentou ainda mais a possibilidade de contribuição do município. Por um lado, o município tem como ter várias ações preventivas que são atribuições do município: políticas públicas de prevenção ao uso de drogas, políticas públicas de prevenção a crimes e delitos relacionados a mulheres e pessoas idosas, políticas de prevenção ao envolvimento da criança e do adolescente com a criminalidade ao potencializar e fortalecer ações esportivas e culturais.

Iremos recriar o trabalho realizado pelo Cidadão 2000 para que todos adolescentes de Goiânia tenham oportunidade de aprender uma profissão gratuitamente. Faremos parcerias com o setor privados para garantir o emprego para o adolescente aprendiz. Abriremos a capacitação em todas as regiões da cidade e iremos buscar parcerias. Meu pai começou o Cidadão 2000, depois o prefeito Nion Albernaz expandiu ainda mais. O prefeito Pedro Wilson melhorou o programa. Infelizmente o prefeito Iris Rezende acabou com o Cidadão 2000 e não criou outra política no lugar no município. É muito importante para cuidar das nossas crianças e adolescentes.

Para as crianças são oferecidas práticas esportivas e culturais no horário em que não estão na escola. Aos adolescentes, além do acesso à cultura e ao esporte, é oferecido aprender uma profissão e a oportunidade de ter o primeiro emprego. Iremos dobrar a Guarda Civil Metropolitana, que é uma guarda numerosa e capacitada. Trabalhei bastante e fui responsável por uma grande melhoria na estrutura da Guarda Civil Metropolitana. Trouxe na minha gestão ao menos R$ 10 milhões de investimentos do governo federal em viaturas, fardamento, capacitação e armamento. Quero investir muito mais.

Realizar um novo concurso público, dar condições de trabalho, criar um sistema de videomonitoramento na cidade em parceria com as forças de segurança do Estado com uma central de videomonitoramento. Criamos uma central na minha gestão como secretária, mas ainda é algo pequeno e restrito que precisa ser ampliado. Em parceria com a Polícia Civil, Militar e Corpo de Bombeiros, teremos um videomonitoramento eficiente, em locais estratégicos, em praças e parques. Queremos que os parques sejam locais seguros.

Temos o projeto Parque Digital, com internet de qualidade nos parques, iluminação, videomonitoramento e a presença da guarda. Iremos contribuir muito para a segurança e teremos uma cidade mais segura com as políticas que propomos.

“A saúde hoje é a maior angústia e preocupação da população de Goiânia”

“Ponto importante é a valorização dos profissionais da saúde. São grandes heróis que colocam a vida em risco para proteger a vida das nossas famílias. Precisam de salário digno, capacitação e, sobretudo, estrutura adequada para trabalhar” | Foto: Divulgação/Campanha Adriana Accorsi

Antes de o prefeito Iris Rezende deixar a gestão e passar o comando de Goiânia ao então vice-prefeito Paulo Garcia, o emedebista sancionou a lei que autoriza a criação das subprefeituras. É uma discussão que foi feita em 2016, mas que hoje voltou com outro nome: as regionais. Qual avaliação a sra. faz sobre a necessidade de criação das subprefeituras?
A descentralização é imprescindível. É preciso avançar e modernizar os sistemas na cidade. Queremos descentralizar os serviços, principalmente através da tecnologia. Que as pessoas possam fazer praticamente todos os processos pela internet. Mas sabemos que muitas pessoas ainda não conseguem usar a internet. Teremos unidades para resolver questões como alvarás, licenças e documentos em toda cidade, como nos shoppings, com servidor para ajudar a população, principalmente as pessoas idosas e com deficiência.

Por outro lado, várias outras ações podem ser descentralizadas. Para comprar uma lâmpada para um posto de saúde é a maior burocracia. Precisamos descentralizar o pequeno recurso para manutenção dos postos de saúde, com a fiscalização do conselho local de saúde, que é eleito pela comunidade, para que evitemos toda forma de desvio do recurso público. A discussão sobre as subprefeituras precisa ser submetida a população. De forma alguma podemos criar mais despesas. Mas precisamos encontrar formas de estar mais próximos da população. Que as pessoas tenham mais facilidade de acesso.

Vejo que a subprefeitura, principalmente através da internet, por meio da facilitação que a tecnologia nos traz é possível sem a criação de cargos e espaços, que trariam despesa. Acredito que a questão pode ser contemplada através da tecnologia.

A sra. citou em alguns trechos da entrevista o legado da gestão do seu pai, o ex-prefeito Darci Accorsi, que deixou a prefeitura em dezembro de 1996. Uma parte considerável dos eleitores ainda não tinha nascido quando Darci foi prefeito. A última eleição disputada pelo seu pai foi em 2000 contra o ex-prefeito Pedro Wilson. Como a sra. pretende apresentar o legado de Darci Accorsi durante a campanha?
Você tem razão. Muitas pessoas nasceram depois. Mas muitos se lembram. Um exemplo é a pessoa que tem a casa própria por causa da criação do bairro Goiânia Viva. Mora com dignidade no bairro Nova Esperança porque foi o primeiro bairro que meu pai asfaltou, como havia feito o compromisso no primeiro dia de gestão. Muitas pessoas têm hoje uma vida digna, se sentem gratas por terem participado do Programa Cidadão 2000 e por terem tido a oportunidade do primeiro emprego.

Precisamos resgatar as políticas públicas que estão na história da cidade. Mas, é claro, o mais importante são as novas propostas. Temos, sim, de resgatar o legado, mas apresentar projetos que venham para avançar e modernizar Goiânia. O passado é lembrado não só por nós, mas pela própria população, para demonstrar a história de amor, de carinho, de construção de obras e políticas públicas que o partido teve com a cidade até hoje. Mas precisamos avançar. Tenho uma admiração pelo projeto Cidadão 2000, mas agora é um programa que precisa ser totalmente diferente. Será o Cidadão do Futuro.

O orçamento participativo precisa ser diferente. As formas de participação se transformaram pela tecnologia. Com tudo isso, precisamos avançar. Não ficaremos no saudosismo. De forma alguma. Todos nossos projetos e propostas são no sentido de avançar nas políticas públicas, de ter serviços públicos de qualidade, de modernizar os processos e facilitar a qualidade de vida das pessoas. Precisamos ter uma história registrada das políticas públicas e obras que foram importantes para a cidade. Mas sempre propor ações que visem o avanço. É isto que a cidade precisa.

O projeto de revisão do Plano Diretor foi retirado de tramitação na Câmara de Goiânia a pedido do prefeito Iris Rezende porque emendas coletivas previam a expansão urbana da cidade. Como a sra. avalia a revisão do Plano Diretor? Goiânia deve permitir mais expansão urbana? O prefeito acertou a retirar o projeto do Legislativo?
A discussão sobre o Plano Diretor tem de ser democrática, aberta para toda a população, transparente e que busque o desenvolvimento da cidade com inclusão social para diminuir as desigualdades – Goiânia é uma das cidades mais desiguais da América Latina. É preciso desenvolver pensando em todas as pessoas. Portanto, a pandemia prejudicou totalmente este debate democrático.

Eu, inclusive, estava naquela sessão em que as emendas foram discutidas. Me foi dada a palavra democraticamente pelo sr. presidente. Me manifestei totalmente contrária a aprovação das emendas. sem serem debatidas com a população. A ação do prefeito de recolher a revisão do Plano Diretor foi extremamente acertada. É uma proposta que tem de ser amplamente discutida com a população com total transparência.

O texto tem de ser debatido à luz da ciência, das pesquisas das universidades, que estão colocadas para apoiar as decisões. É preciso buscar um desenvolvimento com inclusão social. Jamais um desenvolvimento que venha a excluir as pessoas e trazer prejuízos para bairros, como o próprio Setor Jaó, que foi incluído na discussão da expansão. O debate tem de ser democrático. A democracia se faz com a informação. Jamais poderia ser aprovado daquela forma, sem a população saber quem tinha apresentado as emendas.

Me pronunciei favorável à suspensão das votações. E tenho colocado que a discussão democrática sobre o Plano Diretor foi prejudicada devido à pandemia. E deveria ser suspensa para, quando for seguro, haver a retomada dos debates. O processo eleitoral pode prejudicar o debate democrático. Jamais pode ocorrer em véspera de eleições. Se a atual Legislatura quisesse aprovar a revisão do Plano, os vereadores deveriam tê-lo feito no início de seus mandatos. Não agora, próximo à eleição, que pode ter alguma influência.

A decisão do prefeito foi acertada. Concordo com a retirada do texto da Câmara. A revisão deve ser discutida em 2021 de forma plenamente democrática, transparente, com a participação da comunidade e de todos os setores da sociedade.

Como a sra. avalia a gestão do prefeito Iris Rezende? Se eleita, como a sra. espera encontrar a prefeitura? Que avaliação a sra. faz da vida pública de Iris Rezende?
Tenho o maior respeito pelo prefeito Iris Rezende. Deixa o nome gravado na história, não só de Goiânia, de Goiás, mas do Brasil. Foi ministro. Deixa muitas obras na história. Fez muito pela cidade. Mas é preciso avançar. O seu trabalho e a sua obra ficam na história com nosso respeito e admiração.

Mas é momento de avançar na próxima gestão. Na forma de fazer política, nas políticas, na modernização que a cidade precisa em vários aspectos, nos serviços públicos de qualidade. Tem todo meu respeito. Deixa seu nome gravado. Assim como meu partido deixa muitas realizações na história, muitas obras e políticas públicas deixa o prefeito Iris Rezende. Isso é inegável.

Muitas das obras que hoje são feitas na gestão do prefeito Iris Rezende foram iniciadas na nossa gestão. O BRT foi idealizado, iniciado e o recurso veio na nossa gestão. Iris tem continuado. É o correto. É o admirável. Que todo prefeito e prefeita tem de fazer. Assim como o recapeamento e muitas outras obras. Foram idealizadas na nossa gestão e o prefeito tem realizado. Da mesma forma eu farei. Terminarei todas as obras. Porque o recurso público foi gasto, o planejamento foi feito e a população é beneficiada com estas obras.

É preciso avançar muito mais do que obras. Precisamos de políticas públicas na saúde, na educação. Veja os profissionais da educação na luta para receber data-base. É algo que discordo, data-base e piso têm de ser automático. É lei. A valorização dos servidores públicos tem de ser muito maior para que tenhamos serviços públicos de grande qualidade. Quero avançar em vários pontos.

No segundo turno, a sra. aceitaria fazer nova aliança do PT com o MDB?
Tem de haver uma grande discussão entre os partidos. Mas é claro que quem vier para nos apoiar será recebido.

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