Giordano de Souza: “Goiás se tornou destino de oportunidades. Empresas estrangeiras buscam o Estado como parceiro econômico e de negócios”
25 abril 2026 às 21h00

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Secretário-chefe do Gabinete de Assuntos Internacionais do Estado de Goiás, Giordano de Souza conduz a pasta que pode ser considerada o “elo” goiano com o restante do mundo. Ele é graduado em Relações Internacionais, Ciências Econômicas e em Direito, com especialização em Gestão Estratégica de Marketing e mestrado em Desenvolvimento Regional.
Ao lado de seu “braço direito”, o assessor Marcelo Mariano, Souza exerce diariamente, desde 2019, no governo Caiado, a arte da diplomacia, função que agora segue desempenhando na gestão de Daniel Vilela. Com agendas que envolvem interlocução com países de diferentes continentes, tem a missão de atuar com cuidado no trato com as mais variadas culturas, contribuindo para a geração de oportunidades para Goiás.
O Gabinete, explica, atua em diferentes eixos, como o atendimento direto a solicitações de embaixadas, que buscam dialogar com o Governo de Goiás, e o auxílio a goianos em dificuldade no exterior. A pasta também funciona como consultora e representante do Estado em questões internacionais, atendendo a demandas relacionadas às relações exteriores.
Giordano de Souza relata como o governo conseguiu construir, ao longo dos anos, uma imagem sólida e positiva no cenário internacional. Segundo ele, os contatos com outros países são frequentes, assim como as visitas e novos acordos. Ele também detalha protocolos de intenção em andamento e avalia que, caso seja eleito presidente, Caiado poderá levar ao Brasil a experiência acumulada em Goiás no campo das relações internacionais.
Ton Paulo – Na última semana, o Gabinete de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás, liderado por você, divulgou dados referentes ao número de peruanos em Goiás, e como eles votaram nas eleições do Peru, realizadas recentemente. Quais outras comunidades estrangeiras temos no estado, com presença mapeada pelo Gabinete?
Os chineses, por exemplo, que são empresários da área de comércio, já estão radicados aqui. Em Goiânia, há uma comunidade chinesa que atua no comércio atacadista de eletrônicos, especialmente gadgets e acessórios.
Essa seria uma das comunidades. Temos também a comunidade peruana que você mencionou, além das comunidades boliviana, haitiana e venezuelana, que são as que mais se destacam. Por óbvio, há ainda os libaneses e seus descendentes, que já fazem parte da história do estado de Goiás.
Também contamos com pessoas dos Estados Unidos, além de cubanos e portugueses. Há comunidades que, por exemplo, são frequentemente visitadas por embaixadores quando vêm ao estado. O embaixador da China, por exemplo, costuma visitar a comunidade chinesa que mora aqui, assim como representantes de Peru, Bolívia, Haiti e Venezuela. Temos ainda muitos chilenos e argentinos, entre outros grupos.
Ton Paulo – O Gabinete de Assuntos Internacionais tem, ainda que de forma limitada, atuação em praticamente todas as ações do governo relacionadas às relações externas. Ao mesmo tempo, é um órgão que atua de maneira bastante discreta e, por vezes, passa ao largo do conhecimento da população. Gostaria que você explicasse qual é exatamente o papel do Gabinete de Assuntos Internacionais hoje e qual é a sua importância para o Estado de Goiás.
Vamos sistematizar essa resposta com base naquilo que é a nossa função. A primeira é cuidar da agenda internacional do governador e apoiar as pastas do governo do Estado que necessitam de suporte nas demandas com embaixadas e com o Ministério das Relações Exteriores. Assim, nossa função inicial é organizar essa agenda e dar apoio às secretarias que precisam de contato oficial com autoridades estrangeiras.
Nesse sentido, observamos o grau de oficialidade com que o Estado se direciona a outro Estado, a outro poder ou a outra instituição. Em segundo lugar, está o apoio às pessoas que também necessitam desse nível de assistência. É nesse ponto que atuamos em ocorrências de desaparecimento, morte e casos policiais no exterior.
Praticamente toda semana há algum tipo de ocorrência envolvendo goianos fora do país, como desaparecimentos, prisões, doenças e, em alguns casos, óbitos. Vivemos uma realidade em que o acesso a esse tipo de apoio é dificultado pelas condições que levaram a pessoa a sair de Goiás. Muitas vezes, ela deixou uma situação muito difícil aqui e foi para o exterior em condições igualmente precárias, o que envolve não apenas carência econômica, mas também social. Isso faz com que, em situações como prisão, falta de contato ou falecimento, a família sequer saiba como buscar ajuda.
Nesses momentos, o papel do Gabinete é oferecer esse suporte. Trata-se do que chamamos de assistência consular para goianos no exterior e suas famílias em Goiás. São pessoas vitimadas fora do país e familiares que precisam de orientação e encaminhamento.
Tivemos recentemente o caso de uma funcionária aposentada do Tribunal de Justiça que foi visitar a filha na Argentina e acabou morrendo após ser empurrada na rua e bater a cabeça. Foi uma situação complexa, pois o autor do fato era inimputável, o que gerou dificuldades jurídicas, inclusive relacionadas à liberação do corpo, já que a legislação argentina inicialmente não permitia a saída.
Nesses casos, o gabinete não tem condições materiais de assumir diretamente a condução, mas atua na articulação: estabelece contato com embaixadas, indica advogados, busca argumentos institucionais e serve como ponto de apoio de informação oficial. Também exerce esse papel junto aos meios de comunicação e a quem busca esclarecimentos sobre ocorrências desse tipo.
Isso se repete em outros casos de óbitos no exterior, como o de uma modelo no Japão, uma mulher trans na Romênia e um entregador em Londres. A legislação estadual permite custear serviços como cremação e repatriação de cinzas, mas há também fatores culturais envolvidos, já que muitas famílias desejam trazer o corpo.
Em geral, são pessoas do interior, de cidades pequenas, o que reflete uma característica da nossa realidade: jovens que, por falta de oportunidades ou recursos, buscam melhores condições fora do país.
Esse é, portanto, o segundo nível de atuação. O terceiro consiste em atender às demandas oficiais que chegam das embaixadas para o Estado de Goiás, que é uma demanda constante.
João Paulo Alexandre – Quais são as principais demandas que o Gabinete mais recebe em relação às embaixadas?
Os pedidos que chegam das próprias embaixadas para contato com o governo. O fato de estarmos muito próximos a Brasília oferece um retrato do Brasil mais ligado àquela realidade. Quem conhece Brasília sabe que ali não é uma cidade comum, com relações de negócios e com as coisas normais do dia a dia brasileiro ocorrendo. É uma realidade diferente, e isso os atrai muito.
Principalmente quando pedem para fazer uma visita ao governo, é a partir daí que começamos a trabalhar as outras oportunidades. Então, a principal demanda é vir a Goiás para iniciar o relacionamento, porque esse é, para eles, o primeiro ponto de contato real com a realidade brasileira fora da comunidade diplomática.
É aí que entra a construção de parcerias, onde apoiamos o Fórum de Entidades Empresariais, a Fecomércio e a Federação da Indústria e outras entidades. Essa é a parte de negócios, que é tão intensa que, muito em breve, deve ter um direcionamento mais profissional para cuidar dessas oportunidades. O pedido principal, como você perguntou, é trazer para Goiás as oportunidades que esses países têm para buscar um parceiro econômico, um parceiro de negócios. A partir disso, começam a vir visitas, como grupos de empresários ao longo da semana, e nós vamos organizando as agendas e conduzindo esse processo para aproveitar essas oportunidades.

Ton Paulo – Estamos atravessando agora um momento internacional muito turbulento. A questão dos Estados Unidos e o conflito com o Oriente Médio trazem desdobramentos todos os dias. Como Goiás fica na relação com esses países envolvidos nesse contexto? Por exemplo, no caso do Oriente Médio, sabemos que a comunidade árabe é uma grande parceira de Goiás na exportação de carne. Já em relação aos EUA, o então governador Caiado assinou um memorando propondo uma parceria no mapeamento e na exploração de terras raras. Como Goiás se posiciona nessas questões?
Nosso diálogo é total. Continuamos dialogando com China, com árabes, com Estados Unidos e com a Europa. A qualidade do governo de Goiás é justamente essa: estar sempre aberto a esse tipo de diálogo. Por quê? Porque precisamos de mercado para os nossos produtos, seja do agro, seja de minérios.
Precisamos que esse mercado esteja aberto e atuante. Também precisamos do fornecimento de fertilizantes para dar continuidade ao crescimento da nossa produção agrícola. Nesse processo, o papel de um governo estadual não é entrar em questões que impliquem tomar partido em conflitos.
Nosso posicionamento é facilitar para que as coisas melhorem para todos os lados. Você citou o caso do memorando de intenções, e é importante esclarecer essa situação. Neste mês, recebemos aqui um ministro que é o atual embaixador da Alemanha, e ele não tinha compreendido o que estava acontecendo. Na percepção dele, o governador teria praticado um ato inconstitucional, e ele não entendia como isso teria sido permitido pelo Estado, com tantos procuradores envolvidos.
Expliquei a ele que se trata de uma guerra de narrativas, em que escolheram o nome de Ronaldo Caiado para associá-lo equivocadamente a algo que nenhum cidadão brasileiro deseja, como a ideia de ser entreguista ou de apoiar a entrega de riquezas nacionais.
Goiás foi o primeiro estado do país, na verdade o local da primeira jazida de terras raras pesadas a iniciar extração e comercialização. A empresa responsável obteve da União as autorizações de lavra e exploração. Há uma corrida global por terras raras, em que cada jazida precisa ser analisada quanto à densidade e à proporção de elementos, exigindo soluções específicas para extração, separação e beneficiamento.
A empresa em questão já enviava o material para a China, por não haver tecnologia disponível nos Estados Unidos ou em outros locais. O cliente para o beneficiamento desse minério já estava na China, de modo que ele saía de Goiás com esse destino.
A partir do momento em que novas jazidas foram identificadas e surgiram novos investidores interessados em atuar em Goiás, o governador entendeu que seria necessário agir de forma mais estruturada, cumprindo o papel do governo estadual diante dessa riqueza mineral.
Nesse contexto, não há problema em dialogar com países que possam trazer investidores e apresentar as oportunidades existentes. A proposta é organizar regiões que favoreçam a instalação de empresas da cadeia produtiva, criando ambientes propícios para esse desenvolvimento. Uma vez instalada, cabe ao governo atuar para que a empresa permaneça, amplie suas capacidades tecnológicas e contribua para o crescimento econômico e o desenvolvimento local.
João Paulo Alexandre – E o gabinete tem um bom diálogo com o Palácio do Itamaraty?
Nossa relação com o Itamaraty é ampla, até porque temos um embaixador dedicado a cuidar das relações do Estado. Assim, sempre que há uma demanda do governo estadual junto ao Ministério das Relações Exteriores, contamos com um embaixador-chefe que atua como nosso correspondente.
No caso das terras raras, especificamente, não existe nenhum impeditivo para que o governo estadual receba e trate de assuntos relacionados à atração de investimentos de seu interesse.
João Paulo Alexandre – Publicamos há alguns meses uma reportagem noticiando que, pelo menos por mês, cinco empresários chineses vinham a Goiás com interesse em se instalar no Estado. Gostaria de saber como isso está hoje, abrangendo também outras nacionalidades. O que faz de Goiás, por assim dizer, esse “diamante a ser lapidado” por esses empresários e como está esse cenário atualmente?
O que favoreceu Goiás a se tornar esse destino de oportunidades foi um processo que, acredito, começou em 2019, com o governador Ronaldo Caiado. Nesse período, houve uma política de atrair líderes e autoridades estrangeiras, apresentar o estado como ele é e transmitir segurança.
Nesse ponto, há um fator que não é sempre explícito, mas que é decisivo para atrair investidores: a segurança pública. Ela acaba sendo um dos principais elementos para que o empresário escolha um local para investir, e entendemos que foi fundamental para a construção desse ambiente favorável.
Mas a criação de um ambiente assim envolve uma série de ações. É aqui que muitas vezes não se compreende o principal papel do Gabinete de Assuntos Internacionais, que é criar e manter relacionamentos, independentemente da conjuntura. Criar e manter relacionamentos significa fazer com que embaixadores participem de eventos do estado, tenham interesse em apresentar produções culturais de seus países, como mostras de cinema, além de trazer artistas, músicos e promover exposições. Todas essas atividades ajudam a fortalecer e enraizar o relacionamento.
A partir desse fortalecimento, cria-se um ambiente em que a relação com o estado é vista como transparente e positiva. Isso favorece não apenas a iniciativa privada, que passa a ter um respaldo institucional, mas também amplia o interesse de empresas em se instalar em Goiás. Nesse contexto, o relacionamento do vice-governador com o embaixador da China foi relevante para a atração desses grupos empresariais que continuam visitando o estado.
Ton Paulo – Há algum caso mais avançado, alguma instalação prevista? Sabemos que isso também envolve a área de indústria e comércio, mas existe algo mais concreto para este ano?
Recentemente, conseguimos a vinda da Changan, em parceria com a Caoa, de Anápolis. Nesse mesmo modelo, posso adiantar que empresas chinesas que chegam ao Brasil estão buscando localidades para se instalar. Não se trata necessariamente de grandes empresas, mas de empresas que fazem parte da cadeia produtiva.
Por exemplo, há empresas especializadas em etapas específicas da produção automotiva, como a montagem de componentes que, dentro de uma montadora, ocupariam muito espaço. Essas empresas atendem diferentes marcas e precisam de áreas para instalar suas linhas de produção de peças e componentes. Elas atuam como suporte às grandes montadoras já instaladas no país.
Há várias empresas nesse perfil, ligadas à indústria automotiva, que podem se instalar nesse modelo, pois a demanda é grande e crescente.

Ton Paulo – Quais são os países europeus que têm um diálogo mais frequente, mais próximo do Estado de Goiás?
Diálogos frequentes com a Bélgica, porque há uma grande comunidade de goianos no país. Diálogos frequentes com a Irlanda, também em razão da presença significativa de goianos. Há ainda diálogos frequentes com Portugal e Espanha, que possuem consulados honorários em Goiás. Esses são, portanto, focos de grande relevância nas relações.
Ton Paulo – Sabemos que Ronaldo Caiado tem o projeto de se candidatar à Presidência da República, ao mesmo tempo em que Daniel Vilela é candidato à reeleição. Eu queria saber a sua avaliação: se eleito, Ronaldo Caiado é capaz de levar para o Brasil, para o Planalto, essa internacionalização de Goiás que ele construiu durante o mandato? E, no caso de Daniel Vilela, se reeleito, ele deve manter essa abertura e esse diálogo que foram construídos com a comunidade internacional?
Olha, eu realmente espero que Ronaldo Caiado seja eleito presidente. É um desejo de quem conhece a forma como ele lida com a máquina pública e a sua abordagem diante das crises, considerando que o Brasil tem muitas questões a serem enfrentadas com reformas firmes. Acredito que ele seja um nome para isso.
Não sei se será um período de grandes transformações, mas o mundo continuará em movimento, e o Brasil precisará se posicionar para manter seu papel na América do Sul e nas relações com os Estados Unidos, com a Europa, com o Mercosul e com a China. Ronaldo Caiado é um político pragmático, um gestor pragmático, o que não me preocupa, pois não se trata de alguém que atuará com base em narrativas, mas de forma prática diante das necessidades do país.
Daniel Vilela, por sua vez, tende a aproveitar esse momento positivo. Goiás tem uma Segurança Pública consolidada, que vem se tornando referência internacional. Cabe destacar que o Gabinete de Assuntos Internacionais também acompanha visitas de delegações estrangeiras, militares e embaixadores que vêm conhecer o sistema prisional, apontado como um dos principais responsáveis pela transformação na segurança pública do estado.
Além disso, há o aspecto do relacionamento com os demais poderes, que garantiu autonomia para evitar medidas que pudessem flexibilizar regras e favorecer o crime organizado. Já tivemos visitas de autoridades estrangeiras, como diretores de penitenciárias do Equador e representantes de El Salvador.
Quando a delegação do Equador esteve aqui, os diretores de penitenciárias puderam conhecer o sistema goiano. Eles disseram: “Estamos hoje onde vocês estavam antes. Vocês passaram por isso, conseguiram superar, e é isso que queremos aprender.”
João Paulo Alexandre – Há alguma nova iniciativa do governo do Estado, por meio do Gabinete de Assuntos Internacionais, em elaboração que valha destacar?
Teremos agora um avanço importante, que é um protocolo com o Canadá, com a província de Saskatchewan. Trata-se da maior produtora agrícola do Canadá e também a maior produtora de potássio. É uma província pequena, mas com uma gestão altamente profissional voltada aos seus interesses e à sua produção agrícola. Goiás deve se tornar estado-irmão de Saskatchewan, iniciando intercâmbios.
Eles também estão nessa corrida por terras raras, desenvolvendo tecnologias, e haverá trocas nas áreas educacional, tecnológica e de mineração. O protocolo já está pronto, o governador deve assiná-lo e há previsão de uma visita ao Canadá. Também foi feito um convite para que eles instalem um escritório aqui.
Essa movimentação aproveita um momento que é base do nosso sucesso: segurança pública eficaz, desenvolvimento social e fortalecimento dos municípios. É esse conjunto que cria um ambiente favorável para a chegada de negócios.
Além da atuação na área de segurança pública e da apresentação desse modelo, há também a proposta, junto à primeira-dama Iara Vilela, de construir parcerias com embaixadas, que possuem programas sociais. A ideia é integrar esses programas e trazê-los para atuar em Goiás, ampliando a relação com os municípios.
No ano passado, tivemos a oportunidade de levar Jaraguá para a China, apoiando o município, que se tornou cidade-irmã de Baoding, na província de Hebei. A intenção é ampliar tanto a atuação social quanto o apoio aos municípios.
Há também um trabalho com embaixadas no Entorno do Distrito Federal, em cooperação com a Secretaria do Entorno, para levá-las a conhecer as oportunidades da região.
Ton Paulo – E parece haver também um trabalho do Gabinete de mostrar aos representantes internacionais esse lado acolhedor da cultura goiana, o que impacta na relação com o Estado de Goiás, correto?
Sim. E é bom destacar que, muitas vezes, os embaixadores recebem visitas de amigos, familiares ou empresários e, em alguns casos, têm dias livres. Eles passam a saber para onde podem sugerir esses passeios e, ao mesmo tempo, quando conversam com pessoas de seus países, acabam referenciando esses lugares. Ao visitarem e conhecerem, tornam-se uma espécie de divulgação espontânea.
Também vale complementar a questão ambiental, especialmente no contexto da relação com a União Europeia, que acabou se tornando uma vitrine importante. Tivemos, por exemplo, a visita da embaixadora da União Europeia no ano passado, Marian Schuegraf. Ela participou de uma reunião de trabalho conosco e teve a oportunidade de conhecer como Goiás atua nas políticas ambiental e agrícola.
A partir desse contato, ela passou a compreender melhor o papel do Cerrado e as ações desenvolvidas pelo estado. Com isso, Goiás se tornou um caso de referência para ela, sendo citado como um exemplo relevante, inclusive nas discussões relacionadas ao acordo do Mercosul, contribuindo para uma maior abertura nesse diálogo.
Quando a embaixadora compartilhou essa experiência, destacando as políticas ambiental, agrícola e industrial e o modelo de sustentabilidade adotado em Goiás, o estado passou a ser visto como referência. Ela frequentemente recomendava que outros viessem conhecer essa realidade de perto.
A partir disso, aumentou a demanda de embaixadas interessadas em visitar o estado e ouvir diretamente os secretários de Meio Ambiente, Agricultura, Indústria e Comércio e de Ciência, Tecnologia e Inovação, para compreender melhor esse ecossistema que vem sendo desenvolvido em Goiás.


