Trabalhadores da educação mantêm greve em Goiânia e cobram negociação com a Prefeitura
12 maio 2026 às 11h12

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A Prefeitura de Goiânia solicitou um levantamento nas unidades escolares para verificar se o percentual mínimo de 70% dos professores em atividade está sendo cumprido durante a greve da educação municipal. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), o movimento segue dentro da legalidade e a paralisação continua até que a categoria receba propostas concretas da administração municipal.
De acordo com a diretora do Sintego, professora Ludmylla Morais, as reivindicações dos professores seguem sem resposta da Prefeitura. Entre os principais pontos estão as progressões funcionais, a sobrecarga de trabalho e o chamamento de concursados. Já a pauta dos servidores administrativos, segundo ela, “segue parada”, incluindo a data-base da categoria.
“A Prefeitura está tomando decisões isoladas, sem conversar com a categoria. Então, senta com a gente, vê quais são os principais clamores da categoria e vamos criar saídas para essas demandas”, afirmou Ludmylla em entrevista ao Jornal Opção.
A sindicalista explicou que a greve foi aprovada em assembleia na semana passada, após o cumprimento do prazo legal, e que esta quarta-feira marcou o primeiro ato do movimento. Os manifestantes caminharam até o Ministério Público para pedir apoio dos promotores à mobilização.
Segundo Ludmylla, o sindicato fará um levantamento sobre a adesão nas escolas para acompanhar quantas unidades estão funcionando parcialmente e quantos profissionais aderiram à paralisação. “Nós estamos trabalhando com o percentual exigido em lei”, disse, ao ser questionada sobre a manutenção de 70% dos servidores em atividade.
A dirigente afirmou ainda que o prefeito em exercício, Anselmo Pereira, recebeu representantes do Sintego e a deputada estadual Bia de Lima para discutir as demandas da categoria. Segundo ela, houve o compromisso de mediação junto ao prefeito Sandro Mabel, que deve retornar à capital no fim de semana.
O sindicato também anunciou novas atividades para os próximos dias. Na sexta-feira haverá panfletagem para explicar à população os motivos da greve. Já na segunda-feira está previsto um ato no IMAS em defesa do instituto. Uma nova assembleia foi marcada para terça-feira, quando a categoria deve avaliar os rumos do movimento.
“Tudo está nas mãos do prefeito”, concluiu Ludmylla.
Leia também: Justiça impõe efetivo mínimo de 70% durante paralisação de servidores da Educação de Goiânia


