Segurança: o recado de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela para Celina Leão e Arruda
15 agosto 2026 às 21h00

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Mesmo numa disputa ferrenha com o Metrópoles, que tomou grande parte de sua audiência, o “Correio Braziliense” continua o jornal mais respeitado de Brasília. Por isso, deveria fazer uma série de reportagem para explicar — ou tentar entender — por quais motivos a capital do país se tornou tão violenta.
O governo de Celina Leão, assim como o do governador anterior, Ibaneis Rocha, é ineficiente? Há indícios de que falta a “mão” da gestão do Distrito Federal na segurança pública, ou melhor, insegurança pública.

Confira quatro manchetes do “Correio Braziliense”: “Jovem é assassinado a facadas perto de restaurante comunitário da Estrutural” (o criminoso não foi preso, de acordo com jornal), “‘Queremos ele preso’, dizem familiares de idosa em Samambaia” (assassino continua foragido), “Mulher tem dedos quebrados durante assalto na Asa Norte”, “Criança de 5 anos é agredida com chute na cabeça na Asa Sul”.
Celina Leão poderia contrapor: “São casos isolados”. O problema reside aí. Não são casos isolados, necessariamente, apesar de parecerem.
Explica-se: o que está acontecendo em Brasília, desde a ascensão do consórcio Ibaneis Rocha e Celina Leão — a rigor, siameses políticos e administrativos —, não são fatos isolados. Há uma certa sincronia entre os crimes.
Fica-se com a impressão de que os criminosos pensam assim: “Nós podemos”. Isto mesmo: podem cometer crimes. Porque a impunidade impera. As polícias Civil e Militar — qualificadas mas desmotivadas (não há comando político-estratégico) — não estão sendo usadas de maneira satisfatória para coibir a criminalidade.
Há outro aspecto grave: organizações criminosas poderosas, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), traficam drogas, como cocaína, em Brasília. O PCC mantém ligações com a ‘Ndrangheta, a poderosa máfia da Calábria. Por sinal, há um membro da organização italiana preso em Brasília, se ainda não foi deportado. Trata-se de Nicola Assisi.

É certo que o CV e o PCC não atuam apenas em Brasília. Agem em todo o país. Mas há Estados, como Goiás, que combatem o crime organizado com rigor. O que não parece acontecer em Brasília.
Se há um plano de segurança em Brasília, e certamente há, figura apenas no papel. Porque, na prática, prevalece a insegurança, em decorrência da falta de uma polícia mais proativa.
Observe-se que vários bares, situados em setores distantes das chamadas áreas “nobres” (que começam a ser atingidas por assaltos), estão colocando grades para se protegerem das ações dos criminosos. O fato foi narrado ao Jornal Opção pelo ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda — candidato a governador pelo PSD.
Pode-se falar que, em termos de segurança, Brasília se tornou caótica. Os criminosos estão, por assim dizer, “governando” as ruas. À luz do dia.
2015: toque de recolher em Goiânia
Antes de 2019, quando Ronaldo Caiado não era governador de Goiás, as cidades do Entorno de Brasília — Valparaíso, Luziânia, Águas Lindas, Planaltina, Novo Gama, Cidade Ocidental, entre outras — eram assoladas pelo crime. Porque, muito próximas de Brasília, serviam de uma espécie de valhacouto para os criminosos se esconderam.

Dada a dominância do crime, as pessoas do Entorno viviam assustadas, até em pânico. Daí os moradores começarem a denominar a região de terra do Nem-Nem — ou seja, Nem Goiás e Nem Brasília. Era uma área deixada ao deus-dará ou ao inferno-dará. Os prefeitos não tinham a quem recorrer. Nem podiam reclamar ao bispo, porque, apesar da boa vontade dos religiosos, não podiam fazer nada.
Recentemente, o cabelereiro Gideão, pernambucano que mora há dois anos em Goiânia, disse ao Jornal Opção: “Conheço Estados do Nordeste e a insegurança e a violência são permanentes em todos. Então, quando mudei para Goiás, pensei que seria igual. Não era. Não é. Percebi, de cara, que o Estado do Centro-Oeste é muito diferente. Há segurança nas ruas e nos bairros”.
Em 2015, criminosos decretaram toque de recolher no Residencial Real Conquista. O governo do Estado, sob o comando de Marconi Perillo, demorou a agir. Por ser conivente com o crime? Não. Por não ter uma política de segurança firme e compromissada com a proteção dos cidadãos
Gideão, que trabalha no Setor Nova Suíça — ao lado de um irmão, ambos torcedores do Santa Cruz —, diz que procurou se informar as razões de se ter segurança em Goiânia, em Goiás. “Esbarrei no nome de Ronaldo Caiado, o ex-governador. Todo mundo me dizia que segurança derivava de suas ações como governador. Por isso, gostaria de votar nele para presidente.”
Eleitor em Recife, Gideão não irá ao seu Estado para votar. Se votasse em Goiás, daria seu voto ao governador Daniel Vilela. Porque deu seguimento às medidas para conter a criminalidade. “Ele não deixou a peteca cair. Goiânia é, para mim, um oásis, uma beleza.” Curiosamente, chama Daniel apenas de Vilela.

Abordado por um repórter do Jornal Opção, Carlos trabalha num posto de gasolina de Goiânia. Casado, pai de três filhos, era morador do Residencial Real Conquista, em Goiânia. Porém, decidiu mudar de lá — agora reside em Senador Canedo — porque, em 2015, criminosos decretaram, depois de certo horário, toque de recolher.
A partir de determinado horário, escolas e o comércio tinham de cerrar as portas. À noite, as pessoas tinham de ficar em casa. A liberdade para o cidadão de bem não existia. O tráfico de drogas corria solto de manhã, à tarde e à noite.
Na época, o governo do Estado, sob o comando do tucano Marconi Perillo, demorou a agir. Por ser conivente com o crime? Não. Por não ter uma política de segurança firme e compromissada com a proteção e a tranquilidade das mulheres e dos homens de bem — os cidadãos.
Quando os criminosos têm liberdade para agir, não são os ricos, as classes médias e os intelectuais que sofrem. São os pobres, que vivem acossados. São as primeiras vítimas. São as vítimas de sempre.
O fator Ronaldo Caiado e Daniel Vilela
Porém, de repente, tudo mudou. Como diz Gideão, o recifense, um personagem “novo” surgiu na política de Goiás. Eleito em 2018, assumiu em 2019.
Nos primeiros quatro anos de seu governo, Ronaldo Caiado “consertou” a segurança pública de Goiás. A Polícia Militar, com o apoio da Polícia Civil, ganhou autorização para ser mais firme.
Há um aspecto negligenciado pela mídia. A polícia é mesmo dura, optando pela proteção dos cidadãos de bem. Porém, em larga medida, há um trabalho preventivo, sob apoio do setor de Inteligência das polícias, que tem levado à prisão vários criminosos de alta periculosidade.

O fato é que o sistema de segurança que beneficia todos os moradores do Estado — os pobres foram finalmente contemplados —, em decorrência da política criada por Ronaldo Caiado, se tornou modelar para o país. A popularidade do ex-governador chegou a 84%.
Daniel Vilela assumiu o governo em 4 de abril deste ano e a segurança foi mantida. Não houve nenhum recuo.
O fato é que Daniel Vilela e Ronaldo Caiado provam que, mesmo sem o apoio do governo federal, é possível combater o crime — seja organizado ou não. Bastam competência técnica, coragem e boa vontade.
Brasília está entregue ao crime
Retomando a questão do Entorno de Brasília. Lá os moradores viviam em pânico. Hoje, não mais. Porque a política de segurança de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela reorganizou as polícias e, com firmeza, intimidou às organizações criminosas.

Então, mesmo com Brasília acossada pela criminalidade, por falta de uma segurança pública combativa e vigorosa, o Entorno, que tem cidades que ficam a 25 quilômetros da capital nacional, se mantém tranquilo, sem grandes problemas. Sente-se a mão do governo de Daniel Vilela na região, costumam dizer o ex-prefeito de Valparaíso de Goiás Pábio Mossoró (MDB) e o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil).
A governadora Celina Leão, do pP, não parece interessada em seguir o exemplo de Goiás. Por isso, Brasília continua violenta. Candidato pelo PSD, José Roberto Arruda, ex-governador, parece preocupado com segurança e, se eleito, planeja atuar em sistema de cooperação com o governo de Daniel Vilela para coibir a força do crime organizado e do crime não-organizado no Distrito Federal.
“O Entorno de Brasília está em peso com Daniel Vilela para a reeleição porque quer que a política de segurança pública seja mantida, e ele está mantendo e revigorando. Além disso, o governo de Daniel valoriza a educação, o social e a saúde. Tanto que moradores de Brasília já começam a se tratar em cidades do Entorno”, afirma Pábio Mossoró. “Com Daniel, nós temos um governo presente e protetor.”


