Um conjunto de empresas estatais está se preparando para entrar no mercado, por meio de ofertas subsequentes de ações, seguindo o exemplo da privatização da Eletrobras. No ano passado, a estatal realizou uma das maiores transações do mercado de capitais brasileiro, ao vender ações no valor de R$ 33 bilhões.

Há expectativas no mercado financeiro de que essas empresas ajudem a impulsionar a atividade de renda variável, que ficou em baixa durante a primeira metade do ano, principalmente devido às altas taxas de juros mantidas em 13,75% ao ano.

Em Goiás, já existe a alguns anos a possibilidade de movimento similar com Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago). O governador Ronaldo Caiado (UB) já afirmou que os 49% das ações da Saneago ainda não foram vendidos porque não houve momento propício no mercado para isso. “O mercado que dita as normas, no dia que ele achar que deve, que está aquecido para adquirir esses 49% das ações da Saneago, sem dúvida, saberemos imediatamente fazer com que isso aconteça”, disse.

Ao Jornal Opção, o presidente da Saneago, Ricardo Soavinski afirmou que “a companhia é inscrita na Bolsa de Valores, mas não chegou a comercializar ações”, ou seja, não passou pela oferta pública inicial (IPO). Com a abertura de capital e com o propósito de venda aprovado em lei na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), ele espera autorizar a venda da menor parte (até 49% das ações) mas que “ninguém levanta ações para vender abaixo do valor precificado”.

IPO é a sigla para initial public offering ou, em português, oferta pública inicial. Significa que as ações de uma empresa podem ser vendidas ao público em geral numa bolsa de valores pela primeira vez. A autorização para que a Saneago venda até 49% das suas ações foi dada por meio de projeto de lei aprovado na Alego em 2019. O estado continua sendo o controlador por permanecer como acionista dos outros 51%.

Minas Gerais, Paraná e São Paulo

O modelo de privatização da estatal mineira Copasa, já listada, está sendo debatido pelo governo. Outra potencial candidata seria a Sanepar, também já listada, mas o governo paranaense diz que “não há processo em andamento”. Entre as principais ofertas esperadas para este ano estão a da paranaense Copel, que planeja colocar operação de até R$ 5 bilhões.

Outra aposta do mercado é a oferta para a desestatização da Sabesp, uma das promessas de campanha do governador Tarcísio de Freitas, que deve em breve contratar o sindicato de bancos para conduzir o processo.