Consórcios crescem no Brasil com alta dos juros e movimentam mais de R$ 500 bilhões
15 maio 2026 às 19h48

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A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) divulgou que, em 2025, mais de R$ 500 bilhões em créditos foram comercializados na modalidade, o que representa um crescimento de 32,1% em relação a 2024. O número de participantes ativos também aumentou e chegou a 12,76 milhões de brasileiros.
A maior parte das cotas de consórcio ainda é destinada à compra de veículos, mas o setor imobiliário registrou crescimento de 36% no ano passado. Especialistas alertam que, mesmo diante da expansão do mercado, é importante avaliar fatores como valor das parcelas, reajustes anuais, taxa administrativa, prazo do grupo e média de contemplação por sorteio ou lance.
Eurípedes Silveira Neto, especialista da Ademicon, afirmou que o cenário econômico favoreceu a procura pela modalidade.
“Com os juros elevados, muitas pessoas passaram a enxergar o consórcio como uma alternativa mais estratégica para planejar aquisições de médio e longo prazo”, disse.
Para exemplificar os valores praticados, um imóvel de R$ 300 mil pode ter parcelas que variam entre R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil mensais, dependendo do prazo e das condições do grupo. Já cartas de crédito para veículos de R$ 80 mil costumam ter prestações a partir de cerca de R$ 900 por mês.
É importante destacar que, para participar de um consórcio, é necessário planejamento financeiro, já que a contemplação pode demorar a ocorrer, pois depende de sorteio, mesmo nos casos em que há oferta de lance.
Outro alerta envolve a venda de cartas contempladas. Embora a prática seja legal, especialistas apontam que golpistas costumam utilizar esse tipo de negociação para vender a mesma carta a mais de uma pessoa. Por isso, a recomendação é pesquisar cuidadosamente a procedência da oferta e verificar toda a documentação antes de fechar negócio.
Com a manutenção dos juros em patamares elevados, a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) projeta crescimento de 11% no setor em 2026. A expectativa é de que a expansão seja impulsionada principalmente pelos segmentos de imóveis e veículos.



