Loide Oliveira leva espetáculo sobre ancestralidade e protagonismo negro a Anápolis
21 julho 2026 às 19h04

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A data em que se comemora o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, neste sábado, 25, Anápolis recebe uma apresentação gratuita que une música, memória e educação. O espetáculo “Loide Canta Mulheres Negras” homenageia artistas que marcaram a história cultural do Brasil e destaca a contribuição das mulheres negras para a sociedade.
Idealizado pela cantora, professora e ativista cultural Loide Oliveira, o projeto faz parte da programação especial dedicada à data e apresenta releituras de canções que atravessaram gerações. O repertório inclui obras interpretadas por mulheres negras, músicas que exaltam o empoderamento feminino e composições que dialogam com ancestralidade e resistência.
No palco, Loide será acompanhada pelo Pop Fun Jazz Trio, grupo goiano conhecido por sua pesquisa musical e por arranjos que transitam entre jazz, música popular brasileira e música instrumental contemporânea. A formação assina os arranjos do espetáculo, trazendo novas sonoridades às obras apresentadas e ampliando o diálogo entre tradição e contemporaneidade.
Dentre os nomes lembrados estão Elza Soares e Leci Brandão, artistas que representam diferentes momentos da música brasileira e simbolizam a força criativa das mulheres negras. O repertório também inclui composições de artistas homens que exaltam o feminino, ampliando o debate sobre igualdade e respeito.

Loide explica que o espetáculo nasceu de sua experiência como professora e da percepção de que a música pode ser uma ferramenta de educação. Em suas palavras, cantar essas histórias é uma forma de resistência e reconhecimento em um país onde a violência contra mulheres negras ainda é uma realidade.
A apresentação integra o projeto Trilhas de Resistência, iniciativa inspirada pela Lei nº 10.639 de 2003, que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas. O projeto utiliza a música como instrumento pedagógico para promover reflexões sobre identidade, pertencimento e protagonismo, fortalecendo uma cultura antirracista.
A escolha do dia 25 de julho reforça esse compromisso. A data é reconhecida internacionalmente como marco da luta das mulheres negras na América Latina e no Caribe e, no Brasil, também celebra o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
O espetáculo foi contemplado pelo Fundo de Fomento à Cultura – Tradição e Território: Goiás de Todos Nós, do Governo de Goiás, e busca ampliar o acesso da população a ações culturais gratuitas que unem música, educação e valorização da identidade afro-brasileira.
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