“Condomínio fechado é uma agressão à cidade”

PAULO GOMES MACHADO JÚNIOR

Apesar de morar em condomínio — obviamente que de classe bem mais baixa que este da matéria, não me orgulho, aliás me envergonho disso. É um retrato de um país atrasado, desigual, elitista. E olha que sou de opinião bem oposta a muitos da esquerda, mas condomínio fechado é uma agressão à cidade. Pegam um terreno, cercam-no e cria-se um oásis para que meia dúzia de endinheirados possam usufruir. E graças à falta de segurança pública, muitas vezes as famílias ficam “reféns” dos condomínios. Ou seja, é um processo que tende a piorar. Triste, mas é a realidade.

O que aconteceu no Alphaville é ridículo, esdrúxulo, estapafúrdio, vergonhoso. O trabalhador doméstico, seja homem ou mulher, ainda sofre com as características coloniais de um país atrasado e, muitas vezes, da própria lei. [“Revista em empregados domésticos causa revolta em moradora de condomínio fechado”, Jornal Opção Online]

Paulo Gomes Machado Júnior é funcionário público.

 

“Um livro difícil de encarar”

JADSON BARROS NEVES

Li livro uns três anos atrás. Con­fes­so que passei mal. Em julho do ano passado, passei por Porto Franco, e me lembrei de toda a história. Há certas cenas no livro que nem médico de IML consegue encarar. É um livro difícil de encarar, pois vai fundo em certas vivências do ser humano.[“O pistoleiro brasileiro que matou 492 pessoas e não foi preso pela polícia e condenado pela Justiça”, Jornal Opção 2051, coluna “Imprensa”]

Jadson Barros Neves é escritor.

 

“Cuidado e atenção ao retratar nosso hospital”

PAULO CÉSAR VEIGA JARDIM

Li a matéria “Atendimento humanizado com mais recursos tecnológicos em sede nova” em versão impressa do Jornal Opção (edição 2132) e também, por meio de link, na internet. Agradeço imensamente o cuidado e a atenção do jornalista Cezar Santos em retratar nosso hospital. Achei a matéria excelente, não obstante meu conflito de interesse. Minhas saudações ao repórter e também ao fotógrafo Renan Accioly, cujas fotos ficaram excelentes.

Paulo César Veiga Jardim é cardiologista.

 

“O Brasil não consegue ficar mais de 30 anos sem um golpe”

RICARDO REIS

A receita dos golpes no Brasil quase sempre teve e tem os mesmos ingredientes: insatisfação popular; um caso de corrupção bem escabroso amplificado e turbinado pela mídia familiar e seus interesses oligárquicos; autoridades, juízes, promotores e policiais alçados à categoria de semideuses; grupelhos fascistoides insuflando a população contra o “comunismo”, “Cuba”, a política e contra “tudo isso que está aí”, seja lá o que isso signifique. Sobre essa mistura aplica-se o glacê golpista-parlamentar e/ou militar e enfeita-se a coisa com alguma cereja jurídica de ocasião para dar uma tosca aparência de legalidade e está pronto mais um golpe contra a democracia, com o incondicional beneplácito da elite autocrática brasileira.

Mesmo conservadores, como o jurista Cláudio Lembo, admitem que agora, na América Latina, o impeachment tornou-se uma versão light para golpes e uma alternativa menos sinistra do que o golpe militar — mas, ainda sim, golpe. O Brasil, assim como países do Oriente Médio e da África, não consegue ficar mais de 30 anos sem um golpe de Estado. O dano à imagem do País é irremediável e em todos os cantos do planeta a imprensa estrangeira fez da cobertura da crise brasileira um show de bizarrice e humor com âncoras fazendo piadas sobre as patetices de um Congresso corrupto depondo uma presidente honesta, dando tom e clima burlesco à farsa. O golpe contra si próprio, um país continental e uma grande economia antes vista como promissora, assusta o mundo civilizado.

Ricardo Reis é consultor.

 

“É provável é que Delegado Waldir tire Iris do 2° turno”

GILBERTO MARINHO

Em relação ao Editorial “Iris Rezende e Waldir Soares podem ficar fora do 2º turno na disputa pela Prefeitura de Goiânia?” (Jornal Opção 2131), tenho a dizer que, como a campanha eleitoral ainda não começou só é possível cogitar, pois não há dados para uma abordagem mais científica. Mas ressalto que há algo de premonitório na pergunta, pois se há alguém que tira votos de Iris Rezende (PMDB) é justamente Delegado Waldir (PR). Assim, o mais provável é que o delegado tire Iris do 2° turno, repetindo, assim, o que fez com Dona Iris (PMDB) na eleição para deputado federal, pois parcela considerável dos eleitores do casal Iris é da população de baixa renda, mais sensível ao discurso e às práticas populistas.

Gilberto Marinho
é jornalista.