Euler de França Belém
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Prefeita mandou matar jornalista e pagou pistolagem com dinheiro público, revela polícia

Roseli Ferreira Pimentel desviou dinheiro da Educação e Saúde do município para pagar a encomenda da morte do dono de jornal

A polícia indiciou a prefeita de Santa Luzia (MG), Roseli Ferreira Pimentel (PSB), por homicídio duplamente qualificado pelo assassinato do jornalista Maurício Campos Rosa, de 64 anos. Os repórteres João Henrique do Vale e Larissa Ricci, do “Estado de Minas”, revelam que “as investigações apontam que a morte foi motivada pela disputa eleitoral. A administradora municipal, presa na quinta-feira, também vai responder por peculato, pois usou verba pública para financiar o homicídio e também desapareceu com provas do crime”.

Maurício Campos foi morto em 17 de agosto de 2016. Foram quatro tiros nas contas e um no pescoço. Ele era dono e editor do jornal “O Grito”. O delegado César Matoso informa que a prefeita Roseli Ferreira Pimentel tirou dinheiro da Secretaria da Educação e pagou 20 mil reais para os assassinos. “Esse dinheiro foi calçado por uma nota da Educação, mas foi compensado por recursos da saúde. A nota que foi utilizada para tentar calçar esse valor é de mamão da merenda escolar. Mas o recurso público está sendo compensado pela Secretaria da Saúde, pelo aluguel de um posto de saúde”, relata o policial.

“A investigação do assassinato do jornalista Maurício demorou um ano de muito trabalho. A suspeição contra a indiciada Roseli começou depois de um relato de uma testemunha, integrante do grupo político da indiciada que revelou a motivação do assassinato”, conta o delegado. “A prova indiciária é muito forte no sentido que a motivação do fato se deu por chantagens da vítima que cobrava valores em dinheiro da então candidata a prefeita do município de Santa Luzia. Essa ordem (assassinato) partiu dela a um auxiliar dela que contratou o executor”, acrescenta César Matoso.

O delegado explica que Roseli Ferreira Pimentel será processada “por peculato por atrapalhar as provas do crime. As investigações revelaram que Roseli ordenou que uma funcionária pública fosse até o posto de saúde onde o jornalista foi levado ferido e retirasse pertences pessoais da vítima, como dinheiro, carteira, sapatos e outras peças de roupa” (o relato é do “Estado de Minas”).

A prefeita foi presa junto com David Santos Lima, o Nego, Alessandro de Oliveira Souza, o Leleca, e Gustavo Sérgio Soares Silva, o Gustavim.

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