Imprensa

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Caetano Veloso e Gilberto Gil compõem música e vão apresentá-la em turnê da dupla

Os pais-fundadores da Tropicália não compunham juntos há 22 anos

Ivan Vieira, estrela do rádio no Norte de Goiás, vai receber título de cidadania em Trombas

No Norte goiano, Ivan Vieira, diria Barack Obama, é o Cara — com C maiúsculo

Rosana Melo, rainha da reportagem policial, dá um ‘banho’ nos repórteres do Diário da Manhã e do Hoje

O Popular conta a história do assassinato de um policial militar e de uma comerciante, mas amplia a história, dando-lhe um contexto

Chico Pinheiro foi suave, mas Ana Paula Araújo disse o certo: brutal agressor de mulher é bandido

Anderson Lúcio de Oliveira deu uma cotovelada brutal em Fernanda Regina Cézar e foi condenado a cinco anos pela Justiça

Computador do ministro da Justiça pode ter sido vasculhado por especialistas ou amadores?

Em julho, os computadores de José Eduardo Cardoso e do seu chefe de gabinete foram encontrados ligados. Especialistas só os deixariam ligados para mandar recado

Paulo Henrique Amorim, crítico do PIG, lança livro-bomba de quase 600 páginas sobre a Imprensa

Um dos mais experimentados jornalistas do país, apontado como petista pela oposição, publica obra corrosiva sobre a Imprensa brasileira

Editora Abril extingue a revista “Info”

A operação passaralho continua na Editora Abril. Ao extinguir a versão digital da revista “Info”, o grupo demitiu cinco jornalistas, três funcionários da área de TI e dois estagiários. A cobertura de informática ficará a cargo do site Exame.com. A “Exame” é, ao lado da “Veja”, uma das revistas mais lucrativas da Abril.

E se o Cabo Anselmo for mais uma das vítimas da guerra travada entre a esquerda e a direita?

A direita venceu a esquerda no campo de batalha, entre as décadas de 1960 e 1970, mas perdeu a guerra da historiografia. Mas o grande derrotado talvez seja o Cabo Anselmo

PT põe presidente da CUT para morder e Lula para soprar

[caption id="attachment_42914" align="aligncenter" width="620"]Lula da Silva e Vagner Freitas: o policial bonzinho e o policial mauzinho | Foto: Roberto Parizzoti e Instituto Lula Lula da Silva e Vagner Freitas: o policial bonzinho e o policial mauzinho | Foto: Roberto Parizzoti e Instituto Lula[/caption] O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, disse que pode ir às ruas “com armas nas mãos” com o objetivo de defender o mandato da presidente Dilma Rousseff, do PT. Na sexta-feira, 14, o ex-presidente Lula da Silva puxou as orelhas do líder sindical, com a “sutileza” de um populista de esquerda espertíssimo, tentando agradar plateias variadas. Num ato do Partido dos Trabalhadores sobre educação, o petista-chefe disse: “Quero dedicar esse meu discurso ao companheiro Vagner da CUT, que ontem cometeu uma frase que não queria cometer. Queria dizer para o Vagner que o Plano Nacional de Educação é a grande arma que a CUT tem que usar. Não existe nada mais importante do que a educação para fazer a revolução neste país”. O PT, mesmo depois das depurações operadas por José Dirceu e Lula da Silva, para torná-lo mais realista, permanece como uma frente de esquerda, com setores radicais e moderados. Apesar dos rompantes, às vezes autoritários, Lula da Silva está entre os moderados. No caso específico, é provável que o PT usou a tática, não raro funcional, do policial bonzinho, Lula da Silva, e do policial mauzinho, Vagner Freitas. Ressalte-se que o líder da CUT queria dizer o que disse. Não há inocentes na política. Ao “corrigir” o chefiado, o mestre Lula da Silva estaria sugerindo que a sociedade não precisa criticá-lo, por que o próprio PT, quer dizer, o ex-presidente — ambos se tornaram uma coisa só — antecipou-se e “corrigiu-o”.

Caso Raí e Zeca Camargo: Justiça mantém condenação de Fabíola Reipert

fabiola=reipert-ok A sexualidade alheia incomoda. A sexualidade dos homossexuais incomoda muito mais. Ao sugerir que o ex-jogador de futebol Raí e o jornalista Zeca Camargo, da TV Globo, mantinham um relacionamento afetivo, a jornalista Fabíola Reipert, blogueira do R7, talvez tenha manifestado um desejo inconsciente de se opor às relações entre pessoas do mesmo sexo. Mesmo sem provas de que os dois namoravam — se namorassem, não haveria nada de errado, porque o amor (e o prazer) é sempre belo —, a jornalista, como indica a decisão da Justiça, inventou uma “informação”. Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de Fabíola Reipert. A jornalista terá de pagar indenização de R$ 72,4 mil reais ao ex-jogador. O R7 e, por ter republicado a “informação”, o jornal “O Dia” são corréus no processo. Fabíola Reipert pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, em seguida, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Advogados hábeis certamente recomendarão que a jornalista encerre a questão e pague a indenização.

Editorial de O Globo critica a conspirata de Eduardo Cunha

Na edição de 7 de agosto, de maneira surpreendente, “O Globo” brindou seus leitores com o editorial “Manipulação do Congresso ultrapassa limites”. Trata-se muito mais de uma defesa da estabilidade institucional do que de uma defesa do governo da presidente Dilma Rousseff. Há acerto e pelo menos um problema. Não se pode dizer que o PSDB é “inconsequente” porque critica o governo da presidente Dilma Rousseff e os malfeitos dos governos do PT. Pelo contrário, a função da oposição é apresentar críticas, de preferência consistentes. O editorial é mais preciso quando anota: “Mesmo o mas ingênuo baixo-clero entende que o presidente da Câmara [dos Deputados], Eduardo Cunha (PMDB-RJ), age de forma assumida como oposição ao governo Dilma na tentativa de demonstrar força para escapar de ser denunciado ao Supremo, condenado e perder o mandato, por envolvimento em traficâncias financeiras desvendadas pela Lava Jato. Daí, trabalhar pela aprovação de ‘pautas-bomba’, destinadas a explodir o Orçamento e, em consequência, queira ou não, desestabilizar de vez a própria economia brasileira”. Ressalte-se que, até pouco tempo, jornais e revistas, apostando na tese do “inimigo do meu inimigo é meu amigo”, percebiam Eduardo Cunha como o suprassumo do político arrojado e eficiente.

O Popular reinaugura o samba do crioulo doido

O “Pop” informa, na reportagem “Shoppings entendem que não precisam cumprir lei”, que os centros de compras não querem fornecer vagas gratuitas. A matéria é tão caótica que o leitor não é informado para quem as vagas gratuitas seriam destinadas. O título não corresponde com precisão ao teor do texto. Pois os diretores dos shoppings, pelo menos de dois deles, não disseram que não querem cumprir a lei. O que “as direções do Goiânia [Shopping] e Araguaia Shopping dizem” é “que vão aguardar a regulamentação da lei pela Prefeitura” de Goiânia. O trecho entre aspas é da reportagem. Outros shoppings, como o Portal e o Flamboyant, “não se manifestaram”. A qualidade do texto é discutível. No lugar de “shoppings centers”, a grafia correta é “shopping centers”, com plural apenas na segunda palavra. Usa-se aspas de maneira equivocada: procurador-geral do Município, Carlos de Freitas limitou-se a dizer que “ainda não conversou sobre o tema com o prefeito.” O ponto deveria ser posto depois das aspas: “... com o prefeito”. Outro trecho reafirma o samba do crioulo doido: “Ao ser publicada no Diário [Oficial do Município], a lei entra automaticamente no sistema jurídico da Prefeitura, o que a confere eficácia”. É quase inacreditável que nenhum editor tenha reparado na frase confusa. O samba do crioulo doido reaparece na reportagem “Filho de ex-deputado diz não saber como conseguiu dois cargos públicos”. Confira: “Chamou a atenção dos investigadores a contratação, em especial do filho do ex-deputado [Sebastião Costa], o cantor sertanejo Matheus Freire Carvalho Costa, de 24 anos, e de sua mulher, pública Claudiane Freire Carvalho Costa, de 45”. O jornal quis dizer “funcionária pública”, mas não disse. E há problema com uma vírgula mal colocada, depois de “contratação”, o que trunca o texto. O escritor tcheco Kafka diria: “Socorro, os editores sumiram!”

A morte do pai dos historiadores que desnudam o stalinismo

Anne Applebaum, Simon Sebag Montefiore e Robert Service devem muito às publicações pioneiras do historiador britânico

A quase nudez da belíssima Bruna Lombardi: corpo incomoda parte dos brasileiros

bruna-lombardi-OK Aos 62 anos, Bruna Lombardi publicou na internet uma fotografia mostrando sua boa forma física. Os elogios suplantaram as críticas. A maioria disse que está bonita — e, de fato, está linda. Outros, poucos, criticaram o fato de a atriz e poeta exibir fotografia na qual aparece, como dizem agora, “sensualizando”. Parece que, para parte dos brasileiros, inclusive para intelectuais, o corpo (a nudez) é um problema... a ser escondido. E, se a pessoa não é mais jovem, mostrá-lo sugere quase um crime. O belo corpo de Bruna Lombardi — sempre potencializado por seu belíssimo rosto — na verdade não deveria incomodar. Porque o belo é nobre.

Pop faz uma notícia “girar” pelo “método confuso”

Jarbas Rodrigues Jr., da coluna “Giro”, de “O Popular”, deu o furo da filiação do vice-governador de Goiás, José Eliton, ao PSDB. Mas o texto é caótico. “[Ciro] Nogueira não tem feito obstáculo à filiação de Eliton no PSDB”, anota o jornalista. Machado de Assis revirou-se no túmulo, mas, alertado por Simão Bacamarte, guardou o chicote. O editor da coluna diz que o nome do senador do DEM, que deve se filiar ao PP, é Wilder “Moraes”, com “e”, quando a certidão de nascimento registra “Mo­rais”, com “i”.