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Veja mostra correção editorial, admite que errou sobre o senador Romário, que não tem conta na Suíça, e pede desculpas

Uma coisa é evidente: as principais reportagens investigativas sobre o petrolão saíram na publicação da Editora Abril. E não foram desmentidas por ninguém

Bruno Rocha Lima deixa O Popular e vai trabalhar com o deputado federal Daniel Vilela

Bruno Rocha Lima vai trabalhar um projeto de comunicação para fortalecer o nome do peemedebista, que pretende disputar o governo de Goiás em 2018

Iris e Ronaldo Caiado disputam o passe de Fabiana Pulcineli. Repórter pode dirigir campanha da OAB

Antes apontada como estrela de “O Popular”, a repórter estaria escanteada na redação e estaria prestes a "voar" Comenta-se que, na redação de “O Popular”, os únicos que não estão descontentes são os três “interventores”. A redação, que funcionava no piloto automático, agora começa a cumprir regras bem definidas, de acordo com os interesses do Grupo Jaime Câmara. Entre os principais insatisfeitos estaria a repórter Fabiana Pulcineli, antes apontada como a principal estrela da redação. O GJC certamente não será pego de surpresa se Fabiana Pulcineli anunciar que vai trabalhar na assessoria do senador Ronaldo Caiado (DEM) ou na pré-campanha de Iris Rezende para prefeito de Goiânia. Fabiana Pulcineli, repórter competente e séria, também foi convidada para dirigir a comunicação de um candidato a presidente da OAB de Goiás. A jornalista não bateu o martelo, pois “adora” o jornalismo diário. Mas o quadro de crise — e até de terror — na redação do “Pop” não a agrada. Dorme-se “prestigiado” e acorda-se “demitido”.

Brasil se tornou um país de fanáticos na religião, na política, no futebol. Em tudo

No país, dividido entre “coxinhas” e “petralhas”, fica evidente o risco para o debate democrático civilizado

O Popular “ressuscita” Akira Kurosawa e o leva para palestrar na UFG

La Fontaine conta, numa de suas fábulas, que, ao se encontrar com Ionesco e Beckett, nas proximidades do Céu e do Inferno, Kafka teria perguntado: “É verdade que Akira Kurosawa é o maior cineasta vivo do Japão?” Ionesco, teatral, teria replicado: “Do Japão, não; do mundo”. Beckett, fazendo ar de homem complicado, teria reparado: “Vivo, não sei. Mas está entre os grandes. Como cineasta, é maior, muito maior, do que eu”. Aí, percebendo Max Brod num canto, ouvindo La Fontaine, Kafka, à sua maneira sombria, teria feito uma pergunta letal: “O cineasta japonês é grande, de fato. Mas está mesmo vivo? Ou está vivo, como nós três e Flaubert, Proust e Joyce, quer dizer, artisticamente?”. C. F. Xavier de Almeida Franco, primo de Monteiro Lobato, que passava por ali, supostamente fugindo de Uberaba, esclareceu: “Pois é, segundo o jornal ‘O Popular’, de Goiânia, o diretor de ‘Ran’, ‘Kagemusha’, ‘Derzu Uzala’ e os ‘Sete Samurais’ está vivíssimo e dará uma palestra na Universidade Federal de Goiás”. Quando C. Xavier terminou de falar, a editora de “O Popular”, Cileide Alves, acordou e descobriu que estivera sonhando. Afinal, concluiu, Akira Kurosawa nasceu em 1910 e morreu, aos 88 anos, em 1998. O diretor japonês faleceu há quase 17 anos, mas os críticos de cinema do “Pop” não informaram à editora da coluna “Giro”, a competente Márcia Abreu. Leia nota do jornal publicada na edição de segunda-feira, 3: “Seminário — O Núcleo de Estudos Globais da UFG promove no dia 6 a jornada de estudo ‘Hiroshima 70 anos’. Presença do embaixador Sérgio Duarte (MRE/ONU) e do cineasta japonês Akira Kurosawa”. Atenção, leitor amigo dos fatos: não se trata de sessão espírita, não. Márcia Abreu [foto acima, de seu Facebook] e “O Popular” erraram. Porém, como sugerem Iúri Rincón Godinho e Cezar Santos, convém marcar “presença”. Quem sabe, não mais do que de repente, o espírito de Akira Kurosawa aparece para alegrar alguns e assustar outros, talvez a maioria.

Bruno Rocha Lima deve trocar O Popular por assessoria do deputado federal Daniel Vilela

Apostando na possibilidade de o deputado federal peemedebista Daniel Vilela disputar (e ganhar) o governo de Goiás em 2018, o jornalista Bruno Rocha Lima [foto acima, de seu Facebook] pode deixar “O Popular para assessorá-lo. Bruno Rocha Lima estaria colidindo com o grupo de jornalistas que está dirigindo a redação de “O Popular” (Cileide Alves teria se tornado uma espécie de rainha da Inglaterra). Profissional ético e competente, se confirmada a contratação, Bruno Rocha Lima vai fortalecer a equipe de comunicação (quase uma redação) de Daniel Vilela, que já conta com os préstimos de Pedro Palazzo e Rodrigo Czepak. Recentemente, Bruno Rocha Lima quase deixou o jornal para assumir a assessoria do secretário de Gestão e Planejamento do governo de Goiás, Thiago Peixoto.

O Pop fica mais pobre (e mais vulnerável) com fim de seus cadernos

Direção do jornal optou por extinguir o “Almanaque” e o “Magazine TV”, que se tornaram páginas de outro suplemento

A “Veja” mexeu com “o cara” errado?

[caption id="attachment_41517" align="alignleft" width="620"]Romário, irreverente, posa da Suíça após negativa sobre conta: “Chateado” Romário, irreverente, posa da Suíça após negativa sobre conta: “Chateado”[/caption] A edição de “Veja” que circulou na semana passada trouxe uma matéria que envolvia Romário em um escândalo internacional, quase um Swissleaks particular: o ex-jogador e hoje senador pelo PSB teria cerca de R$ 7,5 milhões em conta na Suíça e não teria declarado esse patrimônio à Receita, o que seria grave, ainda mais para um político. Brasileiros que tenham a partir de US$ 100 mil (cerca de R$ 350 mil, atualmente) no exterior precisam comunicar o fato às autoridades nacionais. A matéria da “Veja” vinha com o título “Romário tem conta milionária na Suíça – e não a declarou ao Fisco”. O “Baixinho” respondeu com sarcasmo, em nota no Face­book. Disse que recebia a notícia como alguém que ganha na Mega-Sena, porque desconhecia que tivesse feito tal aplicação, “ainda mais em 2013”, como anunciou a revista. E foi até a Suíça para conferir o caso “in loco” — coisa, aliás, que a apuração da matéria deveria ter feito antes de publicá-la. E soltou uma segunda nota irônica (na íntegra): “Galera, bom dia! Chateado! Acabei de descobrir aqui em Genebra, na Suíça, que não sou dono dos R$ 7,5 milhões. Aguardem mais informações... Agora, aqueles que devem, (sic) podem começar a contar as moedinhas, porque a conta vai chegar de todas as formas. Eu não finjo ser decente, não faço de conta ser sério e nem pareço ser correto. Eu sou!!!” Infere-se que Romário vai processar a revista. Nada incomum esse tipo de ocorrência, veículos de comunicação estão sempre sujeitos a isso. O problema é que o senador alega que “Veja” usou um documento falso para embasar a matéria. E isso, sim, é muito grave. Jor­nalística e penalmente. Um dos melhores frasistas dos gramados brasileiros — talvez só perca para Dario, o “Dadá Ma­ravilha”, Romário disse em 2002, ao ser contratado pelo Fluminense: “Quando eu nasci, Deus apontou o dedo em minha direção e disse: esse é o cara.” Parece que desta vez a “Veja” provocou o “cara” errado.

A nova “Zorra” e o diabo atarantado

[caption id="attachment_41696" align="alignleft" width="620"]Cenas do quadro que simboliza a nova fase do programa: busca de ironizar situação política e viés reacionário fez sucesso e levantou polêmica Cenas do quadro que simboliza a nova fase do programa: busca de ironizar situação política e viés reacionário fez sucesso e levantou polêmica[/caption] A “Zorra” da Globo não é mais a “Zorra Total”. Nem no nome. Ainda bem. Ficou muito melhor — o que, convenhamos, não era missão tão difícil. Sob nova direção (de Marcius Melhem e Mauricio Farias, que compunham o “Tá no Ar”, com Marcelo Adnet), o programa está se aventurando a sair da mesmice de sitcom sexista e pastelão para acertar em cheio a veia da polêmica e do politicamente incorreto. Uma pegada que tem lembrado (com alegria para quem gosta de um humor inteligente e sarcástico de fato) os melhores momentos de “TV Pirata”, “Casseta & Planeta” e “Viva o Gordo”. De modo especial, no sábado, 26, um dos quadros apresentados, com pouco mais de 5 minutos, caiu nas graças das redes sociais, onde viralizou, e pode ser considerado o marco da nova fase do programa. Chamada de “Fico – Festival Internacional do Coxinha”, a sátira se baseava em paródias de músicas de protesto do período militar. Por exemplo, “Disparada” (música de Geraldo Vandré interpretada belamente por Jair Rodrigues) virou “Disparate”, cantada pelo personagem Capitão Rodrigues, interpretado pelo velho e bom Paulo Silvino. E assim foram todas as músicas, interpretadas por tipos a que se convencionou chamar de “reaças” (militares linha dura e políticos conservadores). No fim, a plateia que pedia a volta da ditadura em cartazes ganha uma surra de presente do último grupo a se apresentar, os “Para­militares do Retrocesso”. Interessante foi a repercussão na internet. Sites considerados de esquerda e de direita tentaram achar o “lugar ideológico” do programa. Muitos se surpreenderam com esse tipo de humor na Globo — talvez se esquecendo do humor crítico que a emissora já abrigou em seus programas, com Jô Soares, Chico Anysio, Agildo Ribeiro e outros. Como se o humor precisasse ter enquadramento — nesse sentido, o chargista Maurício Ricardo também protestou recentemente contra o patrulhamento que sofre de militantes de direita e de esquerda, às vezes pela mesma matéria. Os engajados acabam agindo como o diabo que, ao ver uma criança fazendo um buraco na areia com o dedo, intrigado, pergunta a ela o que significa aquilo. A criança responde: “Estou fazendo um buraco na areia com o dedo.” Ele sai, confuso, e fica a lição da crônica: pobre diabo, não sabe que certas coisas podem ser feitas sem segundas intenções.

Irreverência mal colocada faz programa da Rádio 730 “pisar na bola”

Na quinta-feira, 30, em menos de cinco minutos de audição, o programa do jornalista Rosenwal Ferreira na Rádio 730 AM, que vai ao ar pela manhã, apresentou um festival de preconceitos e pré-julgamentos. Com uma capa de descontração, apresentador e convidados “julgaram” o almirante Othon Luiz — preso na Operação Lava Jato acusado de receber propina de R$ 4,5 milhões — comparando-o aos generais da época da ditadura que presidiram o Brasil e “morreram pobres”. Uma condenação prévia, uma analogia incerta (não se sabe realmente se a versão sobre o almirante será provada) e totalmente temerária. Em seguida, a divulgação de uma nota sobre uma mulher inglesa que descobriu que seu namorado, na verdade, tinha nascido com o sexo feminino e se assumido só então como transexual. A mulher teria resolvido ficar com ele mesmo assim. Alguém da mesa soltou algo como “se ela aceitou a situação, é porque então gosta de mulher”. Fora a tentativa de galhofa, totalmente anacrônica, anacrônica também foi a nota: o fato foi notícia, na verdade, ainda em novembro do ano passado. Portanto, veio tão atrasada quanto a atitude dos envolvidos. Ou, talvez, nem tanto. Na rádio, essa linha do programa não é vista com bons olhos por outros profissionais, que, porém, temem algum enfrentamento. Preferem aguardar mudanças. Mas não custa lembrar: jornalismo pode ser irreverente — e o experimentado Rosenwal sabe fazer isso. O que não pode haver é um jornalismo que perca a responsabilidade e o bom senso para não perder a piada. Nesse sentido e nesse ponto específico, a 730, cujo foco é a informação esportiva, pode estar “pisando na bola”. Vale o alerta construtivo.

“Carta Capital” fica impaciente com Dilma

2090 - Imprensa2 (Carta Capital capa)Quem tenta ser neutro no espectro ideológico atual e não gosta da “Carta Capital”, do jornalista Mino Carta, frequentemente a chama de — ou pelo menos a considera — a “Veja” da esquerda. Isso porque, mesmo nos dias atuais, em que se posiciona claramente de lado contrário ao governo, a revista da Editora Abril continua sendo referência. Na edição que circula esta semana, a “Carta” joga para o alto as possíveis conquistas do ajuste fiscal com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, à frente e aposta alto no fracasso do plano de estabilização e crescimento. A manchete é “Desajuste – como era previsível, a austeridade de Dilma faz água”. Alguns podem dizer que “até” a “Carta Capital” perdeu a paciência com o Planalto. Na verdade, é uma sinalização de que a publicação quer o governo mais à esquerda do que tem se colocado. Quem não conhece a revista pode inferir isso; já quem conhece Mino Carta tem certeza.

O Cerrado é tão vital quanto a Amazônia e precisa cada vez mais virar notícia

[caption id="attachment_41171" align="alignright" width="620"]Professores Altair Sales Barbosa (PUC-GO) | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Professor Altair Sales Barbosa concedeu entrevista ao Jornal Opção em 2014 e abordou preocupações com desmatamento do Cerrado | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Na terça-feira, 21, o “Valor Econômico” publicou uma importante entrevista com a professora Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB). Com doutorado em Geobotânica pela Universidade de Trier, na Ale­manha, ela fez um grave alerta sobre o Cerrado: desmatá-lo é como “fechar a torneira” da água do País. Em uma página inteira, de forma bem didática, ela descreve a complexa engrenagem que faz o bioma ser algo único, ao mesmo tempo de aparência tão rude e de essência tão sensível. Pareceu um “déjà vu” da longa entrevista que o Jornal Opção publicou, em outubro do ano passado (edição 2048), com outra autoridade nacional em Cerrado, o professor Altair Sales Barbosa. O título, retirado da fala dele, foi bombástico e replicado nacionalmente por personalidades como o cantor Gilberto Gil, a atriz Letícia Sabatella e o jornalista Chico Pinheiro: “O Cerrado está extinto e isso leva ao fim dos rios e dos reservatórios de água”. [caption id="attachment_41172" align="alignright" width="300"]Mercedes Bustamante (UnB): levando a causa do Cerrado à mídia Mercedes Bustamante (UnB): levando a causa do Cerrado à mídia | Foto: Wilson Dias/ABr[/caption] Até hoje, a forte entrevista concedida pelo docente da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) é um dos textos mais lidos no site do semanário. A diferença entre Altair e Mercedes é que a professora adota um tom mais ameno ao denunciar o que está sendo feito com o bioma. E a coincidência de linha de pensamento entre Altair e Mercedes só reforça o óbvio: ou o Brasil cuida pra valer do Cerrado e o recupera ou estaremos condenados à escassez de água e à morte dos rios. No Centro-Oeste, a “terra natal” dele, mas também com total reflexo no restante do País, especialmente no Nordeste e no Sudeste. É importante observar qualquer espaço de destaque na mídia nacional para algo que vem do interior (periferia) do País. O Cerrado é o segundo maior ecossistema do Brasil e, por interesses vários – principalmente econômicos –, não foi incluído entre os que são considerados patrimônios nacionais, como a Amazônia, a Mata Atlântica e o Pantanal. Sem dúvida, falar da conservação dos mananciais e da recuperação de matas é algo que precisa ter espaço permanente nos meios de comunicação, que ainda perdem muito tempo com pautas pouco ou nada aproveitáveis, mas que dão audiência e visualizações. É questão de responsabilidade social. Leia mais: Berço das águas, Cerrado precisa de proteção para garantir abastecimento no país

Errar é humano. O drama é errar o erro errado

Saída de repórter do Pop por confusão na identificação de seu entrevistado causou discussão. E o Grupo Jaime Câmara mostrou de novo que prefere perder talentos a passar por cima de vacilos que considere imperdoáveis

Servidores da ABC se unem para vencer estigma e limitações de condições de trabalho

A estabilidade por meio de concurso público fez bem aos jornalistas da Agência Brasil Central (ABC), que sucede a extinta Agência Goiana de Comunicação (Agecom). Querem melhorar suas condições de trabalho — o que impactará depois em melhores condições de audiência para a emissora estatal. Ao mesmo tempo, ganharam a possibilidade de lutar por um jornalismo que fuja à pecha de “chapa branca” que o canal sempre teve. Pela mudança, organizam reuniões periódicas que estão se tornando praxe. O principal motivo das últimas, conta uma jornalista, é a falta de condições de trabalho. “Estamos trabalhando à beira do caos”, resume. Na semana passada, ela revelou, não havia rede para interligar os computadores na Rádio Brasil Central. “Isso significa que não compartilhamos ne­nhum conteúdo. Para fazer o jornal, por exemplo, temos de colocar as matérias num pen drive e carregar para o estúdio. Já houve dia em que todo o material produzido foi para o espaço.” Algo que, além de trabalhoso, nem sempre funciona — o pen drive pode, por exemplo, travar e causar pane ao vivo. “Even­tual­mente cai a internet e também ficamos sem impressora. O mesmo se repete na TV”. O saldo das reuniões, até o momento, é um documento que será encaminhado à presidência da ABC.

“Inovador”, O Popular põe artigo em Pernambuco

O futebol emociona as pessoas. Mas não deveria contagiar os profissionais da informação. Na segunda-feira, 20, a capa do “Pop” estampou a chamada, aqui reproduzida: “Com gol de falta no melhor estilo de Ronaldinho Gaúcho, Tigre venceu o Salgueiro e ocupa a vice-liderança do grupo.” A comparação a R10 — um talentoso ex-jogador, que agora aproveita o capital do passado para ganhar uma grana a mais, desta vez do perdulário Flu­minense — é o de menos. O título da chamada é que foi a verdadeira pisada na bola: “Vila Nova vence no Pernambuco”. Colocar o artigo para se referir ao Estado de origem de Gilberto Freyre e Nelson Rodrigues é algo possível somente na linguagem coloquial — e, mesmo assim, não é algo tão comum dizer “no Pernambuco” como se usa “nas Alagoas” ou “nas Minas Gerais”, ou mesmo “no Goiás”.